{"id":4852,"date":"2023-10-06T07:30:00","date_gmt":"2023-10-06T07:30:00","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4852"},"modified":"2025-11-25T11:41:35","modified_gmt":"2025-11-25T11:41:35","slug":"universidades-e-cientistas-tem-papel-fundamental-na-integracao-latino-americana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4852","title":{"rendered":"\u201cUniversidades e cientistas t\u00eam papel fundamental na integra\u00e7\u00e3o latino-americana\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-jose-vicente-tavares-dos-santos-professor-da-ufrgs-e-editor-do-novo-numero-da-ciencia-cultura\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Jos\u00e9 Vicente Tavares dos Santos, professor da UFRGS e editor do novo n\u00famero da Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>A democracia sofreu retrocessos nos \u00faltimos anos na Am\u00e9rica Latina, e hoje s\u00e3o poucos os pa\u00edses que podem ser considerados plenamente democr\u00e1ticos na regi\u00e3o.\u00a0Segundo <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.idea.int\/\"><strong>Instituto para a Democracia e Assist\u00eancia Eleitoral (IDEA Internacional)<\/strong><\/a><\/span>, nos \u00faltimos 15 anos, a regi\u00e3o perdeu nove democracias, que se tornaram regimes autorit\u00e1rios ou h\u00edbridos (pa\u00edses cujos governos foram eleitos democraticamente, mas que exibem distor\u00e7\u00f5es no exerc\u00edcio do poder). \u201cO que eu vejo \u00e9 que realmente h\u00e1 uma nova conjuntura pol\u00edtica na qual a democracia pode ser amea\u00e7ada e tamb\u00e9m na qual os valores conservadores est\u00e3o exacerbados\u201d, pontua Jos\u00e9 Vicente Tavares dos Santos, professor dos Programas de P\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Seguran\u00e7a Cidad\u00e3, Sociologia do Instituto de Filosofia e Ci\u00eancias Humanas da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/inicial\"><strong>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/strong><\/a><\/span> e editor deste n\u00famero da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\"><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/strong><\/a><\/span>. Para o professor, essa nova configura\u00e7\u00e3o da sociedade exige uma nova cultura pol\u00edtica, que tem que levar em conta os conflitos sociais. Ele ainda enfatiza a dissemina\u00e7\u00e3o \u2013 e banaliza\u00e7\u00e3o \u2013 da viol\u00eancia, que assume outras formas e atinge principalmente os mais vulner\u00e1veis. \u201cTrabalhar por uma cultura da paz faz parte da necessidade de uma nova cultura pol\u00edtica na sociedade brasileira\u201d, afirma. Jos\u00e9 Vicente dos Santos tamb\u00e9m pontua que a integra\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina \u00e9 essencial para buscar solu\u00e7\u00f5es para esses conflitos, fortalecendo as democracias, e para buscar uma maior participa\u00e7\u00e3o no desenvolvimento global \u2013 e nisso, a ci\u00eancia tem papel fundamental. \u201cN\u00f3s precisamos ser ativos part\u00edcipes para que possamos realmente n\u00e3o s\u00f3 auxiliar na integra\u00e7\u00e3o latino-americana, mas tamb\u00e9m participar de modo soberano nesse mundo de multilateralismo que est\u00e1 se desenhando hoje em dia\u201d. <\/em><\/p>\n<p><em>Leia a entrevista completa:<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; Como avalia o atual momento pol\u00edtico da Am\u00e9rica Latina, com o avan\u00e7o de setores conservadores e de uma direita mais extremista?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Jos\u00e9 Vicente Tavares dos Santos \u2013<\/strong> Se, por um lado, houve os chamados governos progressistas no in\u00edcio dos anos 2000, com Lula (Brasil), Ch\u00e1vez (Venezuela), Kirchner (Argentina) e outros, o predom\u00ednio atual \u00e9 de governos conservadores e neoliberais. O que a gente percebe agora, e que antes n\u00e3o era muito evidente, \u00e9 que existe uma parte da sociedade que podemos chamar conservadora, neoliberal, e at\u00e9 mesmo de extrema-direita. Ent\u00e3o acredito que o atual momento da Am\u00e9rica Latina mostra, por um lado, um avan\u00e7o de governos progressistas, que v\u00e3o falar diretamente com os trabalhadores, especialmente essa nova categoria, que s\u00e3o os trabalhadores por aplicativos, trabalhadores por plataforma, e que n\u00e3o est\u00e3o ainda sindicalizados. Esses trabalhadores enfrentam extremas dificuldades de trabalho, com jornadas de 10 a 12 horas. Por outro lado, h\u00e1 toda uma ideologia do neoliberalismo que vai identificar essas pessoas como empreendedores, e n\u00e3o trabalhadores. E essa figura tem muito apelo: \u201cEu n\u00e3o tenho patr\u00e3o, eu que organizo a minha jornada de trabalho etc. Mas, na realidade, isso s\u00f3 mascara a precariedade das condi\u00e7\u00f5es de trabalho. Essas pessoas ficam desiludidas com essa realidade, com a falta de seguran\u00e7a, com a falta de resposta do governo, e acabam abra\u00e7ando o discurso conservador. Ent\u00e3o, temos todo um panorama da sociedade muito mais fragmentado e muito al\u00e9m dos partidos e sindicatos do in\u00edcio dos anos 2000.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-que-esses-paises-violentos-na-america-latina-tem-em-comum-um-modelo-de-policia-repressivo-punitivo-racista-discriminatorio\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO que esses pa\u00edses violentos na Am\u00e9rica Latina t\u00eam em comum? Um modelo de pol\u00edcia repressivo, punitivo, racista, discriminat\u00f3rio.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Atualmente, quais as maiores amea\u00e7as \u00e0 democracia na Am\u00e9rica Latina? Por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JVTS &#8211;<\/strong> O que eu vejo \u00e9 que realmente h\u00e1 uma nova conjuntura pol\u00edtica na qual a democracia pode ser amea\u00e7ada e na qual os valores conservadores est\u00e3o exacerbados. Toda a discuss\u00e3o sobre os direitos dos homossexuais e das mulheres, a descriminaliza\u00e7\u00e3o do aborto, o respeito aos direitos das terras ind\u00edgenas, a sustentabilidade, por exemplo, tudo isso entra em quest\u00e3o no contexto da Am\u00e9rica Latina. Todavia, esse contexto acabou efervescente, ajudando a criar amea\u00e7as \u00e0s democracias. E boa parte da popula\u00e7\u00e3o apoiou atitudes mais extremas. Deste modo, a atual configura\u00e7\u00e3o da sociedade exige uma nova cultura pol\u00edtica, inclusive das for\u00e7as progressistas, que tem que levar em conta novos conflitos sociais. Nem sempre a teoria pol\u00edtica e sociol\u00f3gica est\u00e1 dando conta disso. A toler\u00e2ncia, a igualdade, a n\u00e3o discrimina\u00e7\u00e3o, o respeito \u00e0s diversidades, \u00e0s orienta\u00e7\u00f5es sexuais, a sustentabiliade etc., como isso pode entrar na cultura pol\u00edtica? Acho que esse \u00e9 o grande desafio, pol\u00edtico e cultural na Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Tamb\u00e9m vemos um aumento da viol\u00eancia \u2013 e o surgimento de um novo tipo de viol\u00eancia, atrav\u00e9s de ataques por meio das m\u00eddias sociais. Por que isso se d\u00e1 no atual cen\u00e1rio? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JVTS &#8211;<\/strong> Os atos antidemocr\u00e1ticos foram violentos. Vemos viol\u00eancias de membros das pol\u00edcias diariamente. Vemos viol\u00eancia online, nas diversas plataformas. H\u00e1 muitos anos, eu escrevi um artigo chamado \u201c<span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ces.uc.pt\/publicacoes\/rccs\/artigos\/37\/Jose%20Vicente%20Tavares%20dos%20Santos%20-%20A%20Cidadania%20Dilacerada.pdf\"><strong>A cidadania dilacerada<\/strong><\/a><\/span>\u201d, utilizando a palavra dilacerado do latim que significa \u201ccortar a carne\u201d. Infelizmente isso \u00e9 de uma atualidade brutal. N\u00f3s estamos em um dos pa\u00edses mais violentos do mundo. O Brasil det\u00e9m o terceiro maior \u00edndice de homic\u00eddios na Am\u00e9rica do Sul, atr\u00e1s da Venezuela e da Col\u00f4mbia, segundo um relat\u00f3rio da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unodc.org\/lpo-brazil\/pt\/index.html\"><strong>Ag\u00eancia da ONU para Drogas e Crime<\/strong><\/a><\/span>. E o que esses pa\u00edses violentos na Am\u00e9rica Latina t\u00eam em comum? Um modelo de pol\u00edcia repressivo, punitivo, racista, discriminat\u00f3rio. Al\u00e9m da presen\u00e7a das organiza\u00e7\u00f5es criminais e das milicias ou paramilitares. Mas h\u00e1 outras formas de viol\u00eancia que est\u00e3o presentes, como o abuso contra as crian\u00e7as, a viol\u00eancia contra os idosos, a escravid\u00e3o dissimulada, o racismo, a viol\u00eancia contra as mulheres. O patamar de casos de estupro no Brasil \u00e9 da ordem de\u00a0822 mil casos anuais, segundo o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ipea.gov.br\/\"><strong>Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea)<\/strong><\/a><\/span>. Esses dados s\u00e3o assustadores. Isso mostra realmente a brutalidade da viol\u00eancia interpessoal e no grupo dom\u00e9stico. As estat\u00edsticas demonstram que a maior parte da viol\u00eancia acontece no ambiente dom\u00e9stico. Ou seja, a viol\u00eancia \u00e9 uma norma social: ela n\u00e3o \u00e9 mais algo anormal, passa a ser vista como algo normal. Essa dissemina\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia na sociedade exige um trabalho, por um lado, evidentemente, de investiga\u00e7\u00e3o criminal; por outro, mostra a necessidade de um trabalho cultural contra a viol\u00eancia e pela cultura da paz. Trabalhar por uma cultura da paz faz parte da necessidade de uma nova cultura pol\u00edtica na sociedade latino-americana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-multilateralismo-latino-americano-e-fundamental-para-que-a-gente-possa-integrar-as-economias-e-depois-inclusive-fazer-acordos-mundiais\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO multilateralismo latino-americano \u00e9 fundamental para que a gente possa integrar as economias e depois, inclusive, fazer acordos mundiais.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2013 No seu ponto de vista, acredita que <\/strong><strong>uni\u00e3o da Am\u00e9rica Latina contribuiria para a solu\u00e7\u00e3o dessas quest\u00f5es? <\/strong><\/p>\n<p><strong>JVTS \u2013<\/strong> O processo de integra\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 um processo dif\u00edcil, por v\u00e1rios fatores, econ\u00f4micos e culturais. Temos v\u00e1rias iniciativas e parceiros dos quais somos mais pr\u00f3ximos, mas ainda h\u00e1 muito a ser feito. Precisamos avan\u00e7ar porque o multilateralismo latino-americano \u00e9 fundamental para que se possa integrar as economias e depois, inclusive, fazer acordos mundiais. E pela ci\u00eancia tamb\u00e9m temos muito a colaborar. Basta o exemplo da Amaz\u00f4nia, que \u00e9 compartilhada por v\u00e1rios pa\u00edses (Brasil, Bol\u00edvia, Peru, Equador, Col\u00f4mbia, Venezuela, Guiana, Guiana Francesa e Suriname). A uni\u00e3o desses pa\u00edses levaria a um avan\u00e7o significativo nas pesquisas e na preserva\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o \u2013 e isso teria um impacto global. Essa integra\u00e7\u00e3o ainda est\u00e1 a ser feita, e as universidades e os cientistas t\u00eam um papel fundamental. A coopera\u00e7\u00e3o entre associa\u00e7\u00f5es cient\u00edficas \u00e9 fundamental, da\u00ed o papel da SBPC. Se consegu\u00edssemos essa maior integra\u00e7\u00e3o, ter\u00edamos um maior impacto mundial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Qu\u00e3o perto estamos dessa integra\u00e7\u00e3o e quais seriam seus impactos \u2013 para a regi\u00e3o e para o mundo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>JVTS &#8211; <\/strong>Entre os v\u00e1rios desafios est\u00e1 o fato de a Am\u00e9rica Latina n\u00e3o permanecer apenas na situa\u00e7\u00e3o de um polo exportador, seja de produtos agr\u00edcolas, seja de min\u00e9rios. Isso \u00e9 importante porque faz parte da economia de v\u00e1rios pa\u00edses. Por\u00e9m, \u00e9 preciso entrar na chamada quarta revolu\u00e7\u00e3o industrial (que engloba algumas tecnologias para automa\u00e7\u00e3o e troca de dados, utiliza conceitos de sistemas ciber-f\u00edsicos, internet das coisas e computa\u00e7\u00e3o em nuvem). N\u00e3o s\u00f3 para criar empregos, mas para poder participar efetivamente dessa revolu\u00e7\u00e3o. Essa ind\u00fastria digital, ou ind\u00fastria 4.0, \u00e9 fundamental para n\u00e3o ficarmos numa posi\u00e7\u00e3o de depend\u00eancia. \u00c9 preciso digitalizar inclusive a educa\u00e7\u00e3o, n\u00e3o apenas tendo acesso nas escolas, mas abrindo para essa discuss\u00e3o essas possibilidades. Inclusive como modo de n\u00e3o ficar \u00e0 merc\u00ea de <em>fake news<\/em>, \u00e0 merc\u00ea da difus\u00e3o de falsas informa\u00e7\u00f5es ou informa\u00e7\u00f5es distorcidas, que o mundo digital propicia. Eu acho que esse \u00e9 um grande desafio. N\u00f3s precisamos ser ativos part\u00edcipes para podermos realmente n\u00e3o s\u00f3 auxiliar na integra\u00e7\u00e3o latino-americana, mas tamb\u00e9m participar de modo soberano nesse mundo de multilateralismo que est\u00e1 se desenhando hoje em dia. Isso \u00e9 fundamental para podermos participar da grande transforma\u00e7\u00e3o do mundo contempor\u00e2neo e possamos, com a nova era da ind\u00fastria digital, propor uma nova cultura pol\u00edtica baseada na toler\u00e2ncia, no respeito \u00e0 diversidade, no respeito \u00e0 igualdade de g\u00eanero, na sustentabilidade. Enfim, pensar num mundo de paz para todos e todas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"isso-e-fundamental-para-que-possamos-propor-uma-nova-cultura-politica-baseada-na-tolerancia-no-respeito-a-diversidade-no-respeito-a-igualdade-de-genero-e-para-que-nos-possamos-enfim-pensa\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cIsso \u00e9 fundamental para que possamos propor uma nova cultura pol\u00edtica baseada na toler\u00e2ncia, no respeito \u00e0 diversidade, no respeito \u00e0 igualdade de g\u00eanero e para que n\u00f3s possamos, enfim, pensar num mundo de paz para todos no futuro.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Jos\u00e9 Vicente Tavares dos Santos, professor da UFRGS e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4853,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4852"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4852"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4852\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4856,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4852\/revisions\/4856"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4853"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4852"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4852"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4852"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}