{"id":4887,"date":"2023-10-11T07:30:29","date_gmt":"2023-10-11T07:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4887"},"modified":"2023-10-10T18:58:29","modified_gmt":"2023-10-10T18:58:29","slug":"yuri-gagarin-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4887","title":{"rendered":"Yuri Gagarin no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"cosmonauta-russo-veio-ao-brasil-apos-se-tornar-primeiro-ser-humano-a-viajar-pelo-espaco\"><span style=\"color: #808080;\">Cosmonauta russo veio ao Brasil ap\u00f3s se tornar primeiro ser humano a viajar pelo espa\u00e7o<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Pouco mais de tr\u00eas meses ap\u00f3s realizar o feito hist\u00f3rico de se tornar o primeiro ser humano a viajar pelo espa\u00e7o, Yuri Gagarin desembarcava no Brasil para uma visita que marcaria tanto a hist\u00f3ria da explora\u00e7\u00e3o espacial quanto as rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre os dois pa\u00edses. A viagem do cosmonauta russo, que fazia parte da &#8220;Miss\u00e3o da Paz&#8221;, uma iniciativa que o levou a diversos pa\u00edses representando a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, ganhou grande destaque na imprensa brasileira. O sucesso da visita contribuiu para o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre o Brasil e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica ainda em 1961.<\/p>\n<p>O tour de Gagarin correu apenas tr\u00eas meses ap\u00f3s o cosmonauta voar ao redor da Terra com sua Vostok 1, em abril de 1961. Naquela \u00e9poca, o Brasil n\u00e3o tinha rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas com a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, mas a recep\u00e7\u00e3o calorosa de Gagarin no Rio de Janeiro, S\u00e3o Paulo e Bras\u00edlia desempenhou um papel fundamental na aproxima\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses. Multid\u00f5es se aglomeraram nas ruas para ver o cosmonauta, que recebeu honrarias e condecora\u00e7\u00f5es ao longo de sua estadia. Sua visita ao Brasil foi um evento de destaque, cercado de multid\u00f5es, paparazzi e pol\u00edticos que aproveitaram o prest\u00edgio do cosmonauta russo. No entanto, tamb\u00e9m foi marcada por incidentes de repress\u00e3o policial.<\/p>\n<p>No Rio de Janeiro, Gagarin visitou a Uni\u00e3o Nacional dos Estudantes (UNE), a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Imprensa e o Sindicato dos Metal\u00fargicos, al\u00e9m de se encontrar com celebridades, como o pintor Di Cavalcanti, o escritor Jorge Amado e a pioneira da avia\u00e7\u00e3o brasileira, An\u00e9sia Pinheiro Machado. Ainda se encontrou com diversos pol\u00edticos na capital carioca, como o controverso Ten\u00f3rio Cavalcanti (UDN-RJ). (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-o-cosmonauta-russo-yuri-gagarin-e-recebido-por-estudantes-da-une-no-rio-de-janeirofoto-acervo-uh-folhapress-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4888\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-1-300x194.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"259\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-1-300x194.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-1.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. O cosmonauta russo Yuri Gagarin \u00e9 recebido por estudantes da UNE no Rio de Janeiro<\/strong><br \/>\n(Foto: Acervo UH\/ Folhapress. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Iuri Gagarin seguiu para S\u00e3o Paulo no dia 01 de agosto, onde uma enorme multid\u00e3o tomou as ruas de Congonhas para receber o cosmonauta. Ele foi saudado pelo presidente do Instituto de Aeron\u00e1utica, Fl\u00e1vio Pereira, e pelo prefeito da cidade, Prestes Maia, que o condecorou com o diploma e a medalha \u201cPioneiro do cosmos\u201d. \u00c0 noite foi assistido por mais de 2 mil pessoas no gin\u00e1sio do Ibirapuera, quando contou ao p\u00fablico paulistano sobre todos os passos de sua aventura a bordo da Vostok 1.<\/p>\n<p>No dia 02 de agosto, Yuri Gagarin chegou a Bras\u00edlia, onde foi recebido pelo presidente do Brasil, J\u00e2nio Quadros, que o condecorou com a ordem da For\u00e7a A\u00e9rea Brasileira &#8220;Pelos m\u00e9ritos na esfera de navega\u00e7\u00e3o a\u00e9rea&#8221;. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-o-presidente-janio-quadros-condecora-o-cosmonauta-sovietico-yuri-a-gagarin-foto-arquivo-inpe-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4889\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-2-215x300.jpg\" alt=\"\" width=\"287\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-2-215x300.jpg 215w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-2-9x12.jpg 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/10\/YG-2.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 287px) 100vw, 287px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. O Presidente J\u00e2nio Quadros condecora o cosmonauta sovi\u00e9tico Y\u00fari A. Gagarin.<\/strong><br \/>\n(Foto: Arquivo\/ INPE. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A passagem de Gagarin pelo Brasil contribuiu para o restabelecimento das rela\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas entre o pa\u00eds sul-americano e a Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, que se concretizou em dezembro de 1961. O cosmonauta russo deixou um legado de coopera\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e diplom\u00e1tica, mostrando como a explora\u00e7\u00e3o espacial poderia ser um meio de aproximar na\u00e7\u00f5es em um contexto de Guerra Fria. Sua visita ao Brasil \u00e9 lembrada como um marco na hist\u00f3ria das rela\u00e7\u00f5es internacionais e da explora\u00e7\u00e3o espacial.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"yuri-gagarin\"><strong>Yuri Gagarin<\/strong><\/h4>\n<p>Yuri Alekseyevich Gagarin, nascido em 9 de mar\u00e7o de 1935, na antiga Uni\u00e3o Sovi\u00e9tica, foi escolhido como um dos 20 pilotos para o primeiro Programa Espacial Russo, e 16 de seus colegas o escolheram para ser o primeiro cosmonauta. Sua pequena estatura, apenas 1,58 metros, foi um dos fatores que o tornaram o escolhido, j\u00e1 que a cabine da espa\u00e7onave Vostok-1 tinha apenas dois metros de largura.<\/p>\n<p>Gagarin n\u00e3o era um astronauta, mas um piloto da For\u00e7a A\u00e9rea Sovi\u00e9tica. Em 12 de abril de 1961, ele entrou para a hist\u00f3ria ao participar do primeiro voo orbital tripulado, dando uma volta ao redor da Terra em um tempo de 1h48. Quando avistou a Terra do espa\u00e7o, ele proferiu a famosa frase: &#8220;A Terra \u00e9 azul&#8221;. Durante a descida, Gagarin acionou o assento ejet\u00e1vel a apenas sete quil\u00f4metros do solo, terminando sua jornada com a ajuda de um paraquedas. Essa manobra era mantida em segredo na \u00e9poca, pois os sovi\u00e9ticos n\u00e3o queriam desqualificar a miss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-cosmonauta-russo-yuri-gagarin-visitou-o-brasil-em-1961-foto-arquivo-embaixada-russa-reproducao\"><strong>Capa. Cosmonauta russo Yuri Gagarin visitou o Brasil em 1961.<\/strong><br \/>\n(Foto. Arquivo\/ Embaixada Russa. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Cosmonauta russo veio ao Brasil ap\u00f3s se tornar primeiro ser humano a&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4890,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4887"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4887"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4892,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4887\/revisions\/4892"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4890"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}