{"id":4969,"date":"2023-10-25T07:30:49","date_gmt":"2023-10-25T07:30:49","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4969"},"modified":"2023-10-24T18:37:31","modified_gmt":"2023-10-24T18:37:31","slug":"a-crescente-ameaca-dos-desastres-ambientais-na-america-latina-e-no-caribe","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4969","title":{"rendered":"A crescente amea\u00e7a dos desastres ambientais na Am\u00e9rica Latina e no Caribe"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"impactos-crescentes-das-mudancas-climaticas-afetam-especialmente-populacoes-mais-vulneraveis\"><span style=\"color: #808080;\">Impactos crescentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam especialmente popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Am\u00e9rica Latina e o Caribe, uma regi\u00e3o de rica biodiversidade e diversidade cultural, enfrentam uma amea\u00e7a crescente e complexa: desastres ambientais causados pelo aumento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, a incid\u00eancia de desastres naturais, incluindo secas, enchentes e tempestades, tem aumentado dramaticamente na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>O aumento da intensidade e frequ\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos extremos na Am\u00e9rica Latina e do Caribe est\u00e1 intrinsecamente ligada \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e ao impacto humano no meio ambiente. Desastres naturais est\u00e3o perturbando comunidades, causando perdas humanas, econ\u00f4micas, materiais e ambientais. A regi\u00e3o \u00e9 classificada como a segunda mais propensa a desastres ambientais, atr\u00e1s apenas da \u00c1sia. Tr\u00eas quartos da popula\u00e7\u00e3o regional vivem em \u00e1reas de risco para esses eventos.<\/p>\n<p>Os desastres relacionados ao clima s\u00e3o os mais recorrentes na regi\u00e3o, respondendo por 83% dos 106 desastres ambientais ocorridos em 2022. Esses eventos s\u00e3o agravados pelo fen\u00f4meno El Ni\u00f1o e La Ni\u00f1a, que alteram padr\u00f5es de temperatura e precipita\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, o crescimento urbano desordenado, a ocupa\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de risco, como encostas e margens de rios, e o desmatamento contribuem para o agravamento das cat\u00e1strofes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"um-cenario-cada-vez-mais-frequente\"><strong>Um cen\u00e1rio cada vez mais frequente<\/strong><\/h4>\n<p>No Brasil, registrou-se um aumento significativo no n\u00famero de desastres ambientais em 2022, incluindo tempestades e enchentes em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. As chuvas fortes causaram inunda\u00e7\u00f5es e deslizamentos de terra que afetaram milhares de pessoas na Am\u00e9rica do Sul. No estado de S\u00e3o Paulo, pelo menos 19 morreram.<\/p>\n<p>Na Am\u00e9rica Central e no Caribe, tamb\u00e9m foram registradas tempestades e inunda\u00e7\u00f5es, enquanto no Suriname o governo declarou sete dos dez distritos do pa\u00eds como zonas de desastre ap\u00f3s grandes enchentes. Eventos semelhantes ocorreram este ano. Na Argentina, uma seca severa influenciada pelo La Ni\u00f1a atingiu os agricultores e a economia em geral, com preju\u00edzos de US$ 19 bilh\u00f5es, ou 3% do PIB argentino \u2014 cen\u00e1rio que se repetiu tamb\u00e9m no Sul do Brasil. No Haiti, pelo menos 78 pessoas morreram e 143 ficaram feridas com a tempestade tropical Arlene, enquanto um deslizamento de terra em Alaus\u00ed, na regi\u00e3o central do Equador, deixou pelo menos 88 mortos e 43 feridos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"populacoes-vulneraveis\"><strong>Popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis<\/strong><\/h4>\n<p>Popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis s\u00e3o as mais atingidas por esses desastres. Muitas cidades na regi\u00e3o cresceram sem planejamento adequado, resultando em aglomera\u00e7\u00f5es urbanas em \u00e1reas propensas a deslizamentos de terra e enchentes. Entre 2003 e 2022, 174 milh\u00f5es de pessoas na regi\u00e3o foram afetadas por desastres, aumento de 67,3% em compara\u00e7\u00e3o com os 20 anos anteriores (1983-2002), segundo dados do\u00a0<strong><a href=\"https:\/\/www.emdat.be\/\"><span style=\"color: #800000;\">EM-DAT<\/span><\/a><\/strong>. Entre esses dois per\u00edodos, o n\u00famero de mortes (278 mil) e os preju\u00edzos econ\u00f4micos (US$ 254 bilh\u00f5es) tamb\u00e9m aumentaram em 93,2% e 252,1%, respectivamente.\u00a0Cerca de 340 milh\u00f5es de pessoas vivem em cidades altamente vulner\u00e1veis a pelo menos um tipo de desastre ambiental na regi\u00e3o. Essa situa\u00e7\u00e3o \u00e9 agravada pela desigualdade, uma caracter\u00edstica marcante da Am\u00e9rica Latina e do Caribe.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"amazonia\"><strong>Amaz\u00f4nia <\/strong><\/h4>\n<p>A Amaz\u00f4nia desempenha um papel cr\u00edtico na mitiga\u00e7\u00e3o dessas amea\u00e7as. No entanto, a regi\u00e3o enfrenta press\u00f5es crescentes devido \u00e0 expans\u00e3o da agricultura, ind\u00fastrias extrativas e urbaniza\u00e7\u00e3o desordenada. A bioeconomia, que promove a utiliza\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel dos recursos naturais, pode ser uma solu\u00e7\u00e3o. Colheita sustent\u00e1vel e processamento de produtos florestais n\u00e3o madeireiros, como a\u00e7a\u00ed e nozes, oferecem oportunidades de emprego e renda.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de O Eco e ONU News<\/em><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-onu-reproducao\">Capa. ONU. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Impactos crescentes das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam especialmente popula\u00e7\u00f5es mais vulner\u00e1veis &nbsp; A&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":4970,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4969"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4969"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4969\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4972,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4969\/revisions\/4972"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/4970"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4969"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4969"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4969"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}