{"id":4991,"date":"2023-11-01T11:23:04","date_gmt":"2023-11-01T11:23:04","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4991"},"modified":"2023-11-01T11:23:04","modified_gmt":"2023-11-01T11:23:04","slug":"historia-das-mulheres-na-ciencia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=4991","title":{"rendered":"Hist\u00f3ria das mulheres na ci\u00eancia brasileira"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"ciencia-no-brasil-e-marcada-pela-presenca-feminina-mas-ainda-ha-muitos-obstaculos-a-serem-vencidos\"><span style=\"color: #808080;\">Ci\u00eancia no Brasil \u00e9 marcada pela presen\u00e7a feminina, mas ainda h\u00e1 muitos obst\u00e1culos a serem vencidos<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A hist\u00f3ria da educa\u00e7\u00e3o feminina no Brasil \u00e9 uma narrativa que reflete uma longa jornada de supera\u00e7\u00e3o de desigualdades. Paralelamente \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o do mundo ocidental, as mulheres brasileiras ingressaram tardiamente nas institui\u00e7\u00f5es de ensino. Tradicionalmente, suas forma\u00e7\u00f5es estavam voltadas para os cuidados do lar. Somente em 1879, sob o governo imperial, as mulheres conquistaram o direito de ingressar nas faculdades, mas com a condi\u00e7\u00e3o de obterem a aprova\u00e7\u00e3o de seus pais ou maridos.<\/p>\n<p>Hoje, o Brasil \u00e9 marcado por uma realidade demogr\u00e1fica not\u00e1vel, onde as mulheres representam a maioria da popula\u00e7\u00e3o h\u00e1 27 anos, de acordo com dados do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ibge.gov.br\/\">Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE)<\/a><\/strong><\/span>. Al\u00e9m disso, elas correspondem a 49% do total de bolsistas do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq)<\/a><\/strong><\/span>. \u00c0 primeira vista, esses n\u00fameros sugerem uma igualdade na pesquisa nacional, mas um exame mais detalhado revela que a ci\u00eancia brasileira ainda enfrenta desafios consider\u00e1veis.<\/p>\n<p>O CNPq relata que 59% das bolsas de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica s\u00e3o concedidas a pesquisadoras, mas essa propor\u00e7\u00e3o cai para 35,5% nas bolsas de produtividade, que s\u00e3o as mais prestigiadas e financiadas. Dentro desse grupo, as bolsas 1A, destinadas a pesquisadores s\u00eaniores, s\u00e3o majoritariamente concedidas a cientistas do g\u00eanero masculino, representando apenas 24,6% das premia\u00e7\u00f5es para cientistas femininas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-raizes-da-ciencia-no-brasil-desafios-do-passado-e-conquistas-inspiradoras\"><strong>As ra\u00edzes da ci\u00eancia no Brasil: desafios do passado e conquistas inspiradoras<\/strong><\/h4>\n<p>A hist\u00f3ria das institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas no Brasil remonta ao reinado de D. Pedro II, quando surgiram as primeiras institui\u00e7\u00f5es de ci\u00eancias exatas, como a Escola Polit\u00e9cnica da Cidade do Rio de Janeiro, em 1874. O Imperial Observat\u00f3rio do Rio de Janeiro, atual <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/observatorio\/pt-br\">Observat\u00f3rio Nacional<\/a><\/strong><\/span>, foi criado em 1845, enquanto o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.iac.sp.gov.br\/\">Instituto Agron\u00f4mico (IAC)<\/a><\/strong><\/span>, localizado em Campinas (SP), surgiu em 1887. No per\u00edodo republicano, o pa\u00eds testemunhou o surgimento de diversas outras institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, como a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.poli.usp.br\/\">Escola Polit\u00e9cnica de S\u00e3o Paulo<\/a><\/strong><\/span> em 1894, o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/butantan.gov.br\/\">Instituto Butantan<\/a><\/strong><\/span> em 1899 e o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.fiocruz.br\/ioc\/cgi\/cgilua.exe\/sys\/start.htm?tpl=home\">Instituto Oswaldo Cruz (IOC)<\/a><\/strong><\/span> em 1907.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a maioria dos pesquisadores e professores dessas institui\u00e7\u00f5es eram homens estrangeiros ou brasileiros formados no exterior. No entanto, uma not\u00e1vel exce\u00e7\u00e3o foi a presen\u00e7a de Emilia Snethlage, que se graduou na Alemanha e chegou ao Brasil em 1905 para trabalhar como assistente de Zoologia no <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/museugoeldi\/pt-br\">Museu Em\u00edlio Goeldi<\/a><\/strong><\/span>, em Bel\u00e9m do Par\u00e1. Ela publicou uma obra fundamental que catalogava mais de 1.100 esp\u00e9cies de aves amaz\u00f4nicas. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-emilia-snethlagefoto-museu-paraense-emilio-goeldi-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-4992 size-medium\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F1-192x300.jpg\" alt=\"\" width=\"192\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F1-192x300.jpg 192w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F1-655x1024.jpg 655w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F1-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F1.jpg 716w\" sizes=\"(max-width: 192px) 100vw, 192px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Em\u00edlia Snethlage<\/strong><br \/>\n(Foto: Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mulheres-pioneiras-na-ciencia-brasileira-inspiracao-e-legado\"><strong>Mulheres pioneiras na ci\u00eancia brasileira: inspira\u00e7\u00e3o e legado<\/strong><\/h4>\n<p>A hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira tamb\u00e9m \u00e9 enriquecida por mulheres que superaram as barreiras de acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o, abrindo caminho para outras cientistas e servindo de inspira\u00e7\u00e3o para as gera\u00e7\u00f5es futuras. Uma delas \u00e9 a bi\u00f3loga paulista Bertha Lutz, cujas contribui\u00e7\u00f5es transcendem o campo cient\u00edfico. Nascida em 1894, Bertha Lutz foi uma das pioneiras na luta pelo voto feminino no Brasil e desempenhou um papel fundamental na pesquisa zool\u00f3gica, especialmente nas esp\u00e9cies anf\u00edbias brasileiras. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-bertha-lutzfoto-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4993 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F2-243x300.jpg\" alt=\"\" width=\"243\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F2-243x300.jpg 243w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F2-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F2.jpg 558w\" sizes=\"(max-width: 243px) 100vw, 243px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Bertha Lutz<\/strong><br \/>\n(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outra figura not\u00e1vel \u00e9 Marta Vannucci, a primeira mulher a se tornar membro titular da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.abc.org.br\/\">Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC)<\/a><\/strong><\/span> em 1955. Nascida na It\u00e1lia em 1921, dedicou sua vida \u00e0 pesquisa dos ecossistemas dos mangues, tornando-se uma das maiores especialistas do mundo nesse campo e desempenhando um papel crucial na funda\u00e7\u00e3o do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.io.usp.br\/\">Instituto Oceanogr\u00e1fico da USP<\/a><\/strong><\/span>. (Figura 3)<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-marta-vanuccifoto-abc-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4994 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F3-267x300.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F3-267x300.jpg 267w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F3-11x12.jpg 11w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F3.jpg 587w\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Marta Vanucci<br \/>\n<\/strong>(Foto: ABC. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Graziela Maciel Barroso, natural de Corumb\u00e1, Mato Grosso do Sul, \u00e9 considerada a &#8220;primeira dama da bot\u00e2nica do pa\u00eds&#8221;. Ela trabalhou no <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/jbrj\/pt-br\">Jardim Bot\u00e2nico do Rio de Janeiro<\/a><\/strong><\/span>, ingressou na faculdade aos 49 anos para estudar Biologia na Universidade do Estado do Guanabara (atual <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uerj.br\/\">Universidade do Estado do Rio de Janeiro &#8211; UERJ<\/a><\/strong><\/span>) e se tornou a maior catalogadora de plantas do Brasil, com mais de 25 esp\u00e9cies vegetais batizadas em sua homenagem. (Figura 4)<\/p>\n<h6 id=\"figura-4-graziela-maciel-barrosofoto-instituto-de-botanica-governo-do-estado-de-s-paulo-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4995 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F4-273x300.jpg\" alt=\"\" width=\"273\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F4-273x300.jpg 273w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F4-11x12.jpg 11w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F4.jpg 627w\" sizes=\"(max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 4. Graziela Maciel Barroso<\/strong><br \/>\n(Foto: Instituto de Bot\u00e2nica\/ Governo do Estado de S. Paulo. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<h4 id=\"\"><\/h4>\n<h4 id=\"mulheres-nas-ciencias-exatas-desafios-e-progressos\"><strong>Mulheres nas ci\u00eancias exatas: desafios e progressos<\/strong><\/h4>\n<p>Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, avan\u00e7os significativos foram alcan\u00e7ados na promo\u00e7\u00e3o da igualdade de g\u00eanero na ci\u00eancia. No entanto, dados do CNPq de 2017 revelam que ainda existe uma grande disparidade de g\u00eanero nas ci\u00eancias exatas. Enquanto nas \u00e1reas de Sa\u00fade, Lingu\u00edstica, Letras e Artes, e Biol\u00f3gicas, h\u00e1 mais mulheres cientistas do que homens, nas Ci\u00eancias Exatas e da Terra, elas representam apenas 34%, e em Engenharia e Computa\u00e7\u00e3o, apenas 36% do total.<\/p>\n<p>No entanto, mulheres not\u00e1veis abriram caminhos para outras na pesquisa das chamadas &#8220;ci\u00eancias duras&#8221;. Yolande Anna Esther Monteux, uma francesa que chegou ao Brasil em 1913 e tornou-se a primeira mulher a se graduar em F\u00edsica no pa\u00eds, na <strong><a href=\"http:\/\/www.fflch.usp.br\/\"><span style=\"color: #800000;\">Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras da USP<\/span><\/a><\/strong>, em 1937. Outra pioneira foi Sonja Ashauer, a primeira brasileira a concluir um doutorado em F\u00edsica em 1948, na Universidade de Cambridge. (Figura 5)<\/p>\n<h6 id=\"figura-5-sonja-ashauerfoto-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4996 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F5-266x300.jpg\" alt=\"\" width=\"266\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F5-266x300.jpg 266w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F5-11x12.jpg 11w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F5.jpg 612w\" sizes=\"(max-width: 266px) 100vw, 266px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 5. Sonja Ashauer<br \/>\n<\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A polonesa Blanka Wladislaw chegou ao Brasil aos 14 anos e revolucionou o campo de Eletroqu\u00edmica Org\u00e2nica nas d\u00e9cadas de 1950, ap\u00f3s estudar no <em>Imperial College of Science and Technology<\/em> da Universidade de Londres. Al\u00e9m disso, ela desempenhou um papel crucial no ensino e na pesquisa de Qu\u00edmica Org\u00e2nica na USP.<\/p>\n<p>Em Matem\u00e1tica, Elza Furtado Gomide foi a primeira mulher a obter um doutorado em Matem\u00e1tica em uma institui\u00e7\u00e3o nacional. Sua contribui\u00e7\u00e3o para o campo foi not\u00e1vel, liderando o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ime.usp.br\/mat\/\">Departamento de Matem\u00e1tica da USP<\/a><\/strong><\/span> em 1968. (Figura 6)<\/p>\n<h6 id=\"figura-6-elza-furtado-gomidefoto-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4997 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F6-204x300.jpg\" alt=\"\" width=\"204\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F6-204x300.jpg 204w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F6-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F6.jpg 643w\" sizes=\"(max-width: 204px) 100vw, 204px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 6. Elza Furtado Gomide<br \/>\n<\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"contribuicoes-na-medicina-e-na-saude\"><strong>Contribui\u00e7\u00f5es na Medicina e na Sa\u00fade<\/strong><\/h4>\n<p>Na \u00e1rea da sa\u00fade, mulheres cientistas realizaram descobertas fundamentais que transformaram tratamentos m\u00e9dicos e pr\u00e1ticas de sa\u00fade no Brasil. Nise da Silveira, m\u00e9dica psiquiatra, introduziu abordagens inovadoras no tratamento de pacientes psiqui\u00e1tricos, promovendo a terapia ocupacional e a express\u00e3o art\u00edstica como parte integrante do tratamento. (Figura 7)<\/p>\n<h6 id=\"figura-7-nise-da-silveirafoto-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4998 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F7-249x300.jpg\" alt=\"\" width=\"249\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F7-249x300.jpg 249w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F7-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F7.jpg 652w\" sizes=\"(max-width: 249px) 100vw, 249px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 7. Nise da Silveira<br \/>\n<\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Adriana Melo, uma m\u00e9dica brasileira, ganhou reconhecimento internacional por seu trabalho no estudo do v\u00edrus Zika e suas consequ\u00eancias para os fetos. Sua pesquisa foi crucial para a compreens\u00e3o e preven\u00e7\u00e3o da microcefalia em beb\u00eas nascidos de m\u00e3es infectadas pelo v\u00edrus. (Figura 8)<\/p>\n<h6 id=\"figura-8-adriana-melofoto-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-4999 aligncenter\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F8-265x300.jpg\" alt=\"\" width=\"265\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F8-265x300.jpg 265w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F8-11x12.jpg 11w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/F8.jpg 689w\" sizes=\"(max-width: 265px) 100vw, 265px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 8. Adriana Melo<br \/>\n<\/strong>(Foto: Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"desafios-continuos\"><strong>Desafios cont\u00ednuos<\/strong><\/h4>\n<p>Embora tenhamos feito progressos not\u00e1veis na inclus\u00e3o de mulheres na ci\u00eancia, ainda h\u00e1 desafios a serem superados. O est\u00edmulo \u00e0 educa\u00e7\u00e3o e \u00e0 participa\u00e7\u00e3o das mulheres em campos STEM (Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica) deve ser cont\u00ednuo. Isso inclui pol\u00edticas que promovam a equidade de g\u00eanero em bolsas de pesquisa, promo\u00e7\u00e3o de mentorias para jovens cientistas e a cria\u00e7\u00e3o de ambientes de trabalho inclusivos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a representatividade nas lideran\u00e7as acad\u00eamicas e institucionais \u00e9 fundamental para criar uma cultura de igualdade na ci\u00eancia. \u00c9 importante que mais mulheres ocupem cargos de destaque nas universidades, institutos de pesquisa e \u00f3rg\u00e3os de fomento \u00e0 pesquisa. A diversidade de perspectivas e experi\u00eancias \u00e9 fundamental para o avan\u00e7o da ci\u00eancia e para resolver os desafios globais que enfrentamos. Portanto, \u00e9 fundamental continuar promovendo a participa\u00e7\u00e3o ativa das mulheres na ci\u00eancia e celebrar suas contribui\u00e7\u00f5es inestim\u00e1veis.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Ci\u00eancia no Brasil \u00e9 marcada pela presen\u00e7a feminina, mas ainda h\u00e1 muitos&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5001,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4991"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=4991"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5000,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/4991\/revisions\/5000"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5001"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=4991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=4991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=4991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}