{"id":5253,"date":"2023-11-30T07:30:58","date_gmt":"2023-11-30T07:30:58","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5253"},"modified":"2023-11-30T10:16:48","modified_gmt":"2023-11-30T10:16:48","slug":"invencoes-brasileiras-a-transmissao-de-radio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5253","title":{"rendered":"Inven\u00e7\u00f5es brasileiras: a transmiss\u00e3o de r\u00e1dio"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"apesar-das-controversias-sobre-sua-origem-o-radio-se-tornou-um-grande-companheiro-na-vida-de-muitos-brasileiros\"><span style=\"color: #808080;\">Apesar das controv\u00e9rsias sobre sua origem, o r\u00e1dio se tornou um grande companheiro na vida de muitos brasileiros<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No final do s\u00e9culo XIX, uma revolucion\u00e1ria inven\u00e7\u00e3o surgiu, capaz de transmitir sons por ondas de r\u00e1dio. Esta cria\u00e7\u00e3o, dentre as diversas inven\u00e7\u00f5es brasileiras inovadoras, \u00e9 atribu\u00edda ao padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura, que realizou a primeira transmiss\u00e3o mundial em 1893. Enquanto outras tecnologias estrangeiras da \u00e9poca estavam limitadas a sinais telegr\u00e1ficos de curta dist\u00e2ncia, Landell de Moura possibilitou a comunica\u00e7\u00e3o entre pessoas a uma dist\u00e2ncia muito maior.<\/p>\n<p>Roberto Landell de Moura, padre cat\u00f3lico e inventor brasileiro, foi um pioneiro na transmiss\u00e3o da voz humana sem fio, antecedendo outros inventores, como o canadense Reginald Fessenden (em dezembro de 1900) e Guglielmo Marconi, que se notabilizou pela transmiss\u00e3o de sinais de telegrafia por r\u00e1dio e posteriormente de voz humana em 1914.<\/p>\n<p>Em 1893, Landell realizou a primeira transmiss\u00e3o radiof\u00f4nica do mundo. Enquanto outros inventos da \u00e9poca apenas conseguiam enviar sinais telegr\u00e1ficos a curtas dist\u00e2ncias, o padre brasileiro possibilitou a comunica\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s da voz humana a dist\u00e2ncias inimagin\u00e1veis naquele tempo. No entanto, sem apoio governamental, ele n\u00e3o p\u00f4de dar continuidade aos seus experimentos. Viajou para os EUA em 1901, onde patenteou o tel\u00e9grafo sem fio, o telefone sem fio e o transmissor. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-o-padre-e-inventor-brasileiro-roberto-landell-de-mourafoto-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5254\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio1-217x300.jpg\" alt=\"\" width=\"289\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio1-217x300.jpg 217w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio1-9x12.jpg 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio1.jpg 693w\" sizes=\"(max-width: 289px) 100vw, 289px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. O padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura<br \/>\n<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"origens-e-rivalidade\"><strong>Origens e rivalidade<\/strong><\/h4>\n<p>O r\u00e1dio, uma rivalidade entre Brasil e It\u00e1lia, teve seus primeiros passos com a transmiss\u00e3o em 1922 durante a comemora\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil. Essa inven\u00e7\u00e3o \u00e9 objeto de disputa entre os dois pa\u00edses at\u00e9 hoje. Os europeus creditam sua origem a Guglielmo Marconi, nascido na It\u00e1lia em 1874. J\u00e1 os brasileiros se orgulham de que a inven\u00e7\u00e3o pertence ao padre ga\u00facho Roberto Landell de Moura, nascido em Porto Alegre em 1862.<\/p>\n<p>Em setembro de 1922, durante as celebra\u00e7\u00f5es do centen\u00e1rio da Independ\u00eancia do Brasil, foi transmitido o discurso do ent\u00e3o presidente da Rep\u00fablica, Epit\u00e1cio Pessoa, marcando o in\u00edcio do r\u00e1dio no pa\u00eds. Anos depois, o r\u00e1dio se tornou uma paix\u00e3o nacional e um importante instrumento de integra\u00e7\u00e3o regional.<\/p>\n<p>Com ondas de radiofrequ\u00eancia, o r\u00e1dio tornou-se um instrumento capaz de ultrapassar barreiras geogr\u00e1ficas e sociais, proporcionando acesso a conte\u00fados informativos e educativos em todo o pa\u00eds. A primeira emissora brasileira, a R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro, foi fundada em 1923 por Edgard Roquette-Pinto, considerado o pai da radiodifus\u00e3o no Brasil, com o prop\u00f3sito de promover a educa\u00e7\u00e3o. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-roquette-pinto-durante-inauguracao-da-radio-sociedade-do-rio-de-janeirofoto-ministerio-das-comunicacoes-arquivo\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5255\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-300x258.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"345\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-300x258.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-1024x882.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-768x661.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-14x12.jpg 14w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-800x689.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2-1160x999.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio2.jpg 1168w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Roquette-Pinto durante inaugura\u00e7\u00e3o da R\u00e1dio Sociedade do Rio de Janeiro<br \/>\n<\/strong>(Foto: Minist\u00e9rio das Comunica\u00e7\u00f5es\/ Arquivo)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O jornalista e pesquisador Hamilton de Almeida, autor do livro &#8220;Landell de Moura \u2013 Um Her\u00f3i Sem Gl\u00f3ria&#8221;, estuda as descobertas de Landell de Moura h\u00e1 v\u00e1rias d\u00e9cadas. Em 2021, apresentou sua mais recente obra investigativa nos Estados Unidos e na It\u00e1lia, intitulada &#8220;Padre Landell: o brasileiro que inventou o wireless&#8221;.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"popularidade\"><strong>Popularidade<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar das controv\u00e9rsias sobre sua origem, o r\u00e1dio se tornou um grande companheiro na vida de muitos brasileiros e latino-americanos. O Brasil foi um dos pa\u00edses com maior audi\u00eancia radiof\u00f4nica, ocupando o terceiro lugar no mundo antes da chegada da internet.<\/p>\n<p>Embora tenha enfrentado um per\u00edodo inicial de experimenta\u00e7\u00e3o, o r\u00e1dio ganhou popularidade na d\u00e9cada de 1930, especialmente ap\u00f3s uma lei, sancionada pelo presidente Get\u00falio Vargas em 1932, que autorizou a transmiss\u00e3o de propagandas pelas emissoras. Isso incentivou investimentos das empresas e tornou os aparelhos de r\u00e1dio mais acess\u00edveis. Com a crescente popularidade, o r\u00e1dio passou a transmitir m\u00fasica popular e programas de entretenimento, como radionovelas, durante a &#8220;Era de Ouro&#8221; dos anos 1950. (Figura 3)<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-primeira-transmissao-de-radio-no-brasil-completa-90-anosfoto-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5256\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-300x229.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"305\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-300x229.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-1024x781.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-768x585.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-1536x1171.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-16x12.jpg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-800x610.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3-1160x884.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2023\/11\/radio3.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Primeira transmiss\u00e3o de r\u00e1dio no Brasil completa 90 anos<br \/>\n<\/strong>(Foto: Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O r\u00e1dio, at\u00e9 os dias atuais, permanece como um dos principais meios de comunica\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando desde os habitantes das grandes capitais at\u00e9 aqueles que vivem em regi\u00f5es remotas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-o-padre-e-inventor-brasileiro-roberto-landell-de-moura-realizou-a-primeira-transmissao-mundial-em-1893foto-alessandro-cerino-unsplash-reproducao\"><strong>Capa. O padre e inventor brasileiro Roberto Landell de Moura realizou a primeira transmiss\u00e3o mundial em 1893<br \/>\n<\/strong>(Foto: Alessandro Cerino\/Unsplash. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Apesar das controv\u00e9rsias sobre sua origem, o r\u00e1dio se tornou um grande&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5260,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5253"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5253"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5253\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5261,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5253\/revisions\/5261"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5260"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5253"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5253"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5253"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}