{"id":5301,"date":"2023-12-07T12:52:43","date_gmt":"2023-12-07T12:52:43","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5301"},"modified":"2023-12-07T12:52:43","modified_gmt":"2023-12-07T12:52:43","slug":"sbpc-lamenta-morte-de-ennio-candotti-um-dos-maiores-defensores-da-amazonia-e-da-ciencia-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5301","title":{"rendered":"SBPC lamenta morte de Ennio Candotti, um dos maiores defensores da Amaz\u00f4nia e da ci\u00eancia brasileira"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"presidente-de-honra-da-sbpc-e-personalidade-que-ocupou-a-presidencia-da-entidade-por-mais-mandatos-candotti-encabecou-lutas-contra-a-ditadura-militar-pelo-impeachment-de-collor-pela-difusao-da-cien\"><span style=\"color: #808080;\">Presidente de honra da SBPC e personalidade que ocupou a Presid\u00eancia da entidade por mais mandatos, Candotti encabe\u00e7ou lutas contra a ditadura militar, pelo impeachment de Collor, pela difus\u00e3o da ci\u00eancia pelo Brasil e por maior reconhecimento da ci\u00eancia amaz\u00f4nica. Em solidariedade aos seus familiares e amigos, a SBPC decretou luto oficial nesta quinta-feira, 7 de dezembro<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia lamenta profundamente o falecimento do f\u00edsico e professor Ennio Candotti, um dos maiores nomes da luta pela ci\u00eancia brasileira, na tarde dessa quarta-feira, 6 de dezembro. Nos anos 1970, Candotti foi uma importante figura contra as pol\u00edticas nucleares do Governo Geisel (1974-1979). Por conta de seu ativismo pol\u00edtico e cient\u00edfico, conheceu a SBPC. Foi a \u00fanica pessoa a ser eleita quatro vezes para presidir a SBPC, com mandatos exercidos entre os anos de 1989 e 2007. Apaixonado pela Amaz\u00f4nia, sempre defendeu que o Brasil nunca ser\u00e1 uma na\u00e7\u00e3o desenvolvida se n\u00e3o colocar a preserva\u00e7\u00e3o ambiental como uma de suas prioridades.<\/p>\n<p>\u201cA perda de Ennio Candotti \u00e9 um choque tremendo para todos n\u00f3s. Ennio se destacou no come\u00e7o dos anos 1990 quando, presidente pela primeira vez da SBPC, conduziu a comunidade cient\u00edfica na luta pelo impeachment de um presidente acusado de corrup\u00e7\u00e3o. Mais tarde, em 2003, foi novamente eleito para dirigir nossa sociedade. Seu papel na luta pela educa\u00e7\u00e3o e divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica foi not\u00e1vel, deixando como outro legado a revista Ci\u00eancia Hoje e um sem -n\u00famero de projetos e iniciativas que sempre prestigiou\u201d, destaca o presidente da SBPC, Renato Janine Ribeiro.<\/p>\n<p>Diretora da SBPC, a professora em\u00e9rita da UnB, Fernanda Sobral, destacou a trajet\u00f3ria pol\u00edtica de Candotti. \u201cAs lembran\u00e7as que tenho de Ennio s\u00e3o muitas, mas a sua lucidez e firmeza ao enfrentar todas as dificuldades nos caminhos da ci\u00eancia e tecnologia sempre me impressionaram, acompanhadas de boas ideias. N\u00e3o consigo imaginar uma reuni\u00e3o do Conselho da SBPC sem a presen\u00e7a de Ennio.\u201d<\/p>\n<p>\u201cCada s\u00f3cio da SBPC, cada militante da ci\u00eancia, acad\u00eamico ou n\u00e3o, provavelmente teve alguma experi\u00eancia marcante onde os nomes Ennio Candotti e SBPC se confundiram. E ambos se confundiram com a hist\u00f3ria das lutas nacionais em defesa da ci\u00eancia, da soberania, da democracia, da educa\u00e7\u00e3o, do meio ambiente e da inclus\u00e3o social\u201d, acrescenta a secret\u00e1ria-geral da SBPC, Cl\u00e1udia Linhares Sales.<\/p>\n<p>Nascido em 1942 na cidade de Roma, na It\u00e1lia, Candotti e sua fam\u00edlia vieram para o Brasil em 1952, por conta de uma crise econ\u00f4mica que atingiu o pa\u00eds na \u00e9poca. Sempre dedicado aos estudos, entrou na Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), onde se formou em F\u00edsica, em 1964. Um ano depois, conseguiu uma bolsa de estudos em um conv\u00eanio entre a Fapesp (Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo) e o governo da It\u00e1lia e foi para a Universit\u00e0 degli studi di Napoli. Voltaria ao Brasil anos mais tarde, iniciando sua trajet\u00f3ria em defesa da pol\u00edtica cient\u00edfica brasileira.<\/p>\n<p>\u201cEu voltei da Europa em 1974 e fui contratado pela Universidade do Rio de Janeiro em 1975, para atuar no seu Instituto de F\u00edsica. Me envolvi na discuss\u00e3o do acordo nuclear e da pol\u00edtica nuclear do governo militar de Geisel de maneira bastante cr\u00edtica, e isso me deu a chance e a oportunidade de conversar com outros colegas da mesma \u00e1rea de f\u00edsica ou de outras \u00e1reas. Com isso, conheci a SBPC e me envolvi na constru\u00e7\u00e3o da Secretaria Regional da entidade no Rio de Janeiro. Foi uma regional bastante articulada, que lutou pela redemocratiza\u00e7\u00e3o do sistema pol\u00edtico brasileiro\u201d, contou Candotti em junho deste ano, numa\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/open.spotify.com\/episode\/18Ks3rQ7msX59P0iRu4vme?si=Ea3LUEmYR_u6bP_9pTgEJQ\">reportagem para o podcast O Som da Ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span>, uma produ\u00e7\u00e3o da SBPC.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, Candotti foi um dos nomes que defendeu uma mudan\u00e7a estrutural na SBPC. \u00c0 \u00e9poca, a entidade mantinha entre seus membros essencialmente nomes das ci\u00eancias m\u00e9dicas, da qu\u00edmica, da f\u00edsica e da matem\u00e1tica. Os embates contra a ditadura militar mostraram que a pr\u00f3pria SBPC precisava dar espa\u00e7o para outros especialistas, principalmente das Ci\u00eancias Humanas. \u201cN\u00f3s entendemos que a SBPC reflete ou representa v\u00e1rias tend\u00eancias, convic\u00e7\u00f5es e v\u00e1rios modos de encarar o papel da ci\u00eancia na sociedade. E essa diversidade \u00e9 muito importante\u201d, disse.<\/p>\n<p>Com a entrada dos cientistas sociais, a SBPC entendeu que sua luta n\u00e3o se resumia somente \u00e0 estrutura cient\u00edfica do Pa\u00eds, mas que deveria tamb\u00e9m refletir e combater problemas enraizados em nossa sociedade, como a fome, o desmatamento e a desigualdade social, valores que a entidade carrega at\u00e9 os dias de hoje.<\/p>\n<p>Na 59\u00aa Reuni\u00e3o Anual da SBPC, realizada na Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA) em 2007, Candotti estava em seu \u00faltimo mandato como presidente da SBPC e sugeriu, em uma das mesas da programa\u00e7\u00e3o do evento, que fosse constru\u00eddo um museu dentro da floresta amaz\u00f4nica. Sua ideia ganhou forma dois anos depois, e o pesquisador foi convidado a ser o diretor-geral do Musa, o Museu da Amaz\u00f4nia, cargo que ocupou at\u00e9 o dia de sua morte.<\/p>\n<p>\u201cEle era um porta-voz da regi\u00e3o Amaz\u00f4nica. Um construtor. Ennio vivia em outra dimens\u00e3o da imagina\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ele realizava sonhos, era a principal for\u00e7a proveniente da hist\u00f3ria da institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no Brasil. Ele esteve \u00e0 frente da luta pelo desenvolvimento da ci\u00eancia brasileira. Esteve junto de outros cientistas na cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es importantes para a ci\u00eancia no Brasil, como, por exemplo, a cria\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia e Tecnologia\u201d, detalha Marilene Corr\u00eaa da Silva Freitas, diretora da SBPC e professora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM).<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 imposs\u00edvel falar de ci\u00eancia e desenvolvimento cient\u00edfico no Brasil sem lembrar de seu legado. Ele esteve \u00e0 frente de grandes lutas no Brasil, como a luta universal pela democracia, direitos humanos, sempre com um di\u00e1logo consciente\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>Para Freitas, seu legado ser\u00e1 eternamente lembrado como exemplo de dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento e amor pela ci\u00eancia. \u201cNesses 13 anos de vida, o Musa se tornou a institui\u00e7\u00e3o mais visitada no Amazonas nos \u00faltimos anos gra\u00e7as ao trabalho e ao esfor\u00e7o vision\u00e1rio de Ennio e sua equipe. Ele reestruturou, no debate e no di\u00e1logo, o papel das institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas no Amazonas, humanizou institui\u00e7\u00f5es e a sobreviv\u00eancia da floresta. Ele tamb\u00e9m dialogou e debateu esse papel com institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas do Brasil e da Panamaz\u00f4nia. Com a morte de Ennio, perdemos nosso interlocutor pela institucionaliza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia.\u201d<\/p>\n<p>A paix\u00e3o pela ci\u00eancia e por um Brasil melhor por meio do desenvolvimento cient\u00edfico mobilizaram Candotti. \u201cEnnio trabalhou at\u00e9 o \u00faltimo minuto pela ci\u00eancia e pelo desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro. Estive com ele na quinta-feira passada e ele estava trabalhando em um projeto que seria apresentado para o presidente Lula. Ele iria mostrar dados de que as institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas desde o governo Lula e Dilma t\u00eam contribu\u00eddo na forma\u00e7\u00e3o de pesquisadores na regi\u00e3o amaz\u00f4nica. Ele iria apresentar um projeto revolucion\u00e1rio \u2013 \u00e0 exemplo do Mais M\u00e9dicos \u2013 para n\u00e3o desperdi\u00e7ar essa m\u00e3o de obra especializada e acumulada na regi\u00e3o, com a possibilidade de difundir a ci\u00eancia produzida na pr\u00f3pria Amaz\u00f4nia e de esta contribuir para o desenvolvimento brasileiro. Com isso, todas as institui\u00e7\u00f5es \u2013 dentre elas Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia), Museu Goeldi e as universidades da regi\u00e3o seriam fortalecidas.\u201d<\/p>\n<h4 id=\"\"><\/h4>\n<h4 id=\"personalidades-politicas-e-cientificas-se-despedem-de-ennio-candotti\"><strong>Personalidades pol\u00edticas e cient\u00edficas se despedem de Ennio Candotti<\/strong><\/h4>\n<p>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva utilizou o seu perfil pessoal no Twitter para manifestar luto pela perda de Candotti. \u201cPerdemos Ennio Candotti, f\u00edsico \u00edtalo-brasileiro e professor da Universidade Federal do Esp\u00edrito Santo. Ennio foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia por quatro mandatos e mais recentemente era diretor do Museu da Amaz\u00f4nia. Sempre foi comprometido com o desenvolvimento cient\u00edfico brasileiro e a preserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente. Aos seus familiares, seus amigos e alunos minha solidariedade neste momento de tristeza e saudade.\u201d<\/p>\n<p>Helena Nader, presidente de honra da SBPC e presidente da Academia Brasileira de Ci\u00eancias (ABC), salientou o papel de Candotti nas lutas pela melhoria do Pa\u00eds. \u201cMais que um revolucion\u00e1rio, ele contribuiu para a valoriza\u00e7\u00e3o da educa\u00e7\u00e3o e da divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. Ennio tamb\u00e9m era um lutador pela democracia. Um amigo para sempre.\u201d<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3os cient\u00edficos nacionais tamb\u00e9m se manifestaram em luto pela perda de Candotti. Em nota, o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia) afirmou que a morte do especialista deixa uma lacuna irrepar\u00e1vel na comunidade cient\u00edfica brasileira:<\/p>\n<p>\u201cO professor Ennio Candotti foi uma figura \u00edmpar, reconhecida por seu conhecimento e contribui\u00e7\u00f5es not\u00e1veis para o avan\u00e7o da ci\u00eancia no Brasil. Sua atua\u00e7\u00e3o em prol das quest\u00f5es amaz\u00f4nicas foi incans\u00e1vel ao longo de 15 anos, sendo um defensor apaixonado pelo estudo e preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade da regi\u00e3o. Seu legado ser\u00e1 eternamente lembrado como exemplo de dedica\u00e7\u00e3o, comprometimento e amor pela ci\u00eancia. A comunidade cient\u00edfica perde um grande l\u00edder, mas suas ideias e realiza\u00e7\u00f5es continuar\u00e3o a inspirar futuras gera\u00e7\u00f5es de pesquisadores.\u201d<\/p>\n<p>A Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) refor\u00e7ou que a Ci\u00eancia brasileira est\u00e1 de luto. \u201cPresidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia com o maior n\u00famero de mandatos na entidade \u2013 como vice-presidente (1985-1987, 1987-1989, 2011-2013) e (2013-2015), e como presidente (1989-1991, 1991-1993, 2003-2005 e 2005-2007) Ennio Candotti recebeu, em 1998 o pr\u00eamio Kalinga de divulga\u00e7\u00e3o de Populariza\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia, dado pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e a Cultura por habilidades excepcionais na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica.\u201d<\/p>\n<p>J\u00e1 a Capes (Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior) destacou a atua\u00e7\u00e3o de Candotti por diferentes institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa, como a Universidade de S\u00e3o Paulo, as Universidades Federais do Amazonas (Ufam), do Esp\u00edrito Santo (Ufes) e do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA):<\/p>\n<p>\u201cReconhecida personalidade da pesquisa e p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o brasileiras, Candotti foi presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC) por quatro vezes e, desde 1999, era presidente de honra da institui\u00e7\u00e3o. O f\u00edsico fundou e foi o primeiro diretor do Museu da Amaz\u00f4nia (Musa), deixando um legado de dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 ci\u00eancia do Pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>O corpo o cientista ser\u00e1 velado no Musa. O vel\u00f3rio ser\u00e1 nesta sexta-feira, de 9 \u00e0s 15h, e ser\u00e1 aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Em solidariedade aos familiares e amigos de Ennio Candotti, a SBPC decretou luto oficial nesta quinta-feira, 7 de dezembro. Seu boletim di\u00e1rio, o JC Not\u00edcias, publicar\u00e1 amanh\u00e3, sexta-feira, uma edi\u00e7\u00e3o especial em homenagem ao seu eterno presidente.<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/www.jornaldaciencia.org.br\/\"><em>Jornal da Ci\u00eancia<\/em><\/a><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Presidente de honra da SBPC e personalidade que ocupou a Presid\u00eancia da&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5302,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5301"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5301"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5301\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5303,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5301\/revisions\/5303"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5302"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5301"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5301"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5301"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}