{"id":5476,"date":"2024-02-01T07:20:34","date_gmt":"2024-02-01T07:20:34","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5476"},"modified":"2024-01-31T13:23:11","modified_gmt":"2024-01-31T13:23:11","slug":"a-maquina-de-escrever-e-o-padre-brasileiro-que-a-inventou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5476","title":{"rendered":"A m\u00e1quina de escrever e o padre brasileiro que a inventou"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"joao-francisco-de-azevedo-criou-o-aparelho-inspirado-em-um-piano-mas-nao-conseguiu-patentear-sua-obra\"><span style=\"color: #808080;\">Jo\u00e3o Francisco de Azevedo criou o aparelho inspirado em um piano, mas n\u00e3o conseguiu patentear sua obra<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1861, na cidade de Recife, surgiu uma inven\u00e7\u00e3o pioneira, a m\u00e1quina de escrever. O respons\u00e1vel por essa ideia revolucion\u00e1ria foi o padre Jo\u00e3o Francisco de Azevedo. Ele teve a brilhante ideia de adaptar um piano de 24 teclas para imprimir letras em papel, inaugurando um dispositivo mecanizado para a escrita. No entanto, anos depois, um modelo quase id\u00eantico surgiu nos Estados Unidos e foi fabricado em larga escala pela empresa Remington, que adquiriu os direitos da inven\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Batizada de m\u00e1quina taquigr\u00e1fica, o equipamento criado pelo religioso tinha 16 teclas, que, combinadas, davam origem aos demais sinais gr\u00e1ficos. Um pedal servia para mudar de linha. Em novembro de 1861, o padre paraibano viajou do Recife ao Rio de Janeiro para exibir sua inven\u00e7\u00e3o na Exposi\u00e7\u00e3o Nacional. Apesar de ter sido premiada com uma medalha de ouro, a m\u00e1quina n\u00e3o foi escolhida para representar o Brasil na Exposi\u00e7\u00e3o Universal, em Londres. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-maquina-taquigraficaarquivo-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5479\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-217x300.jpg\" alt=\"\" width=\"362\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-217x300.jpg 217w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-741x1024.jpg 741w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-768x1061.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-1112x1536.jpg 1112w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-1483x2048.jpg 1483w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-9x12.jpg 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-800x1105.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-1160x1602.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-escrever-1-scaled.jpg 1854w\" sizes=\"(max-width: 362px) 100vw, 362px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. M\u00e1quina taquigr\u00e1fica<\/strong><br \/>\n(Arquivo. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"controversias\"><strong>Controv\u00e9rsias<\/strong><\/h4>\n<p>No entanto, a hist\u00f3ria da inven\u00e7\u00e3o \u00e9 permeada por controv\u00e9rsias. Miguel Sanches Neto, em seu romance \u201cA M\u00e1quina de Madeira\u201d, resgata a hist\u00f3ria ver\u00eddica do padre Azevedo, que apresentou ao imperador a m\u00e1quina taquigr\u00e1fica, antecipando a inven\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina de escrever, anos antes da Remington.<\/p>\n<p>Segundo o bi\u00f3grafo Ataliba Nogueira, no livro \u201cUm inventor brasileiro\u201d, publicado em 1934, o projeto de Francisco Jo\u00e3o foi roubado por um agente de neg\u00f3cios norte-americano que teria passado os desenhos ao tip\u00f3grafo Christopher Lathan Sholes, tamb\u00e9m norte-americano, que aperfei\u00e7oou o invento e foi reconhecido como o inventor da m\u00e1quina de datilografia.<\/p>\n<p>Durante sua pesquisa para o livro, Sanches Neto percorreu diversas cidades em busca de informa\u00e7\u00f5es sobre o padre e sua inven\u00e7\u00e3o, revisitando o contexto hist\u00f3rico do Brasil do s\u00e9culo 19. O autor reflete sobre a import\u00e2ncia da inova\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, destacando que o Brasil muitas vezes prioriza a produ\u00e7\u00e3o de mat\u00e9ria-prima em detrimento da inven\u00e7\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Como em todas as grandes inven\u00e7\u00f5es, in\u00fameros pa\u00edses reivindicam a inven\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina de escrever. Al\u00e9m do Brasil e dos Estados Unidos, figuram na lista Fran\u00e7a, Inglaterra e It\u00e1lia. Francisco Jo\u00e3o de Azevedo morreu em 1880 sem completar o sonho de patentear a m\u00e1quina e transformar o Brasil num grande exportador do produto. Seu corpo foi enterrado no cemit\u00e9rio de Jo\u00e3o Pessoa. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-joao-francisco-de-azevedoarquivo-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5478\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2-300x186.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"310\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2-300x186.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2-768x476.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2-800x496.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/01\/maquina-de-escrever-2.jpg 987w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Jo\u00e3o Francisco de Azevedo<\/strong><br \/>\n(Arquivo. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Jo\u00e3o Francisco de Azevedo criou o aparelho inspirado em um piano, mas&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5477,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5476"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5476"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5476\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5480,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5476\/revisions\/5480"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5477"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5476"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5476"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5476"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}