{"id":5629,"date":"2024-03-13T07:30:59","date_gmt":"2024-03-13T07:30:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5629"},"modified":"2024-03-12T17:50:15","modified_gmt":"2024-03-12T17:50:15","slug":"impactos-do-el-nino-continuam","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5629","title":{"rendered":"Impactos do El Ni\u00f1o continuam"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"temperaturas-altas-e-secas-observadas-no-sul-de-angola-e-no-norte-do-brasil-devem-persistir\"><span style=\"color: #808080;\">Temperaturas altas e secas observadas no sul de Angola e no norte do Brasil devem persistir<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>O El Ni\u00f1o que se manifestou durante 2023-24 atingiu seu \u00e1pice como um dos cinco mais fortes j\u00e1 registrados. Este fen\u00f4meno clim\u00e1tico, embora esteja enfraquecendo gradualmente, continuar\u00e1 a exercer impactos sobre o clima global nos pr\u00f3ximos meses, alimentando-se do calor retido pelos gases de efeito estufa provenientes das atividades humanas.<\/p>\n<p>Conforme a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial (OMM), temperaturas acima do normal s\u00e3o previstas em quase todas as \u00e1reas terrestres entre os meses de mar\u00e7o e maio. Uma recente atualiza\u00e7\u00e3o da ag\u00eancia indica haver cerca de 60% de chance do El Ni\u00f1o persistir de mar\u00e7o a maio, com 80% de probabilidade de condi\u00e7\u00f5es neutras de abril a junho.<\/p>\n<p>A poss\u00edvel transi\u00e7\u00e3o para uma fase de neutralidade \u00e9 \u201cuma boa not\u00edcia\u201d. No entanto, os impactos associados ao fen\u00f4meno continuar\u00e3o a ser sentidos. Pa\u00edses como Angola e Brasil est\u00e3o entre os que devem ser afetados. A regi\u00e3o sul da \u00c1frica, pa\u00edses como Zimb\u00e1bue, Botsuana, Nam\u00edbia e partes de Angola continuar\u00e3o a enfrentar condi\u00e7\u00f5es de precipita\u00e7\u00e3o menos abundantes que o normal. Al\u00e9m disso, a ag\u00eancia apontou a severa e persistente seca no norte do Brasil, na Amaz\u00f4nia, e em outros pa\u00edses do norte da Am\u00e9rica do Sul, atribuindo-a significativamente ao El Ni\u00f1o. No entanto, ressaltou que o fen\u00f4meno j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o \u00fanico fator contribuinte para tais efeitos nas regi\u00f5es mencionadas.<\/p>\n<p>A OMM alertou que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica est\u00e1 acelerando e desempenha um papel cada vez mais significativo em eventos clim\u00e1ticos extremos. O El Ni\u00f1o, um padr\u00e3o clim\u00e1tico natural que ocorre em m\u00e9dia a cada dois a sete anos e dura normalmente de nove a 12 meses, \u00e9 associado ao aquecimento da superf\u00edcie do Oceano Pac\u00edfico tropical central e oriental, influenciando padr\u00f5es clim\u00e1ticos e de tempestades em v\u00e1rias partes do mundo.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"impactos-globais-e-recordes-de-temperatura\"><strong>Impactos globais e recordes de temperatura<\/strong><\/h4>\n<p>A OMM destacou que todos os meses desde junho de 2023 estabeleceram um novo recorde mensal de temperatura, e 2023 foi o ano mais quente j\u00e1 registrado. Apesar do El Ni\u00f1o ter contribu\u00eddo para as temperaturas recordes, os gases de efeito estufa que ret\u00eam o calor s\u00e3o os principais respons\u00e1veis por esse cen\u00e1rio.<\/p>\n<p>As temperaturas da superf\u00edcie do oceano no Pac\u00edfico equatorial refletem o efeito do fen\u00f4meno, mas o aquecimento dos mares em outras partes do globo n\u00e3o pode ser explicado apenas pelo El Ni\u00f1o. A OMM observou que a temperatura da superf\u00edcie do mar em janeiro de 2024 foi, de longe, a mais alta j\u00e1 registrada para esse m\u00eas. A continuidade do fen\u00f4meno, ainda que em uma fase mais fraca, e as temperaturas acima do normal na superf\u00edcie do mar nos oceanos globais devem resultar em um calor acima da m\u00e9dia em quase todas as \u00e1reas terrestres nos pr\u00f3ximos tr\u00eas meses, influenciando os padr\u00f5es regionais de chuva, conforme indicado por uma Atualiza\u00e7\u00e3o Clim\u00e1tica Sazonal Global emitida pela OMM.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de ONU News<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Temperaturas altas e secas observadas no sul de Angola e no norte&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5631,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5629"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5629"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5629\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5633,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5629\/revisions\/5633"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5631"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5629"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5629"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5629"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}