{"id":5646,"date":"2024-03-14T07:30:25","date_gmt":"2024-03-14T07:30:25","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5646"},"modified":"2025-11-25T11:41:02","modified_gmt":"2025-11-25T11:41:02","slug":"nao-consigo-ver-pensar-politica-publica-tratando-de-recursos-hidricos-sem-incluir-todo-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5646","title":{"rendered":"\u201cN\u00e3o consigo pensar pol\u00edtica p\u00fablica tratando de recursos h\u00eddricos sem incluir todo mundo\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-suzana-maria-gico-lima-montenegro-professora-da-universidade-federal-de-pernambuco-e-membro-da-associacao-brasileira-de-recursos-hidricos\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Suzana Maria Gico Lima Montenegro, professora da Universidade Federal de Pernambuco e membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos H\u00eddricos<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Ela sempre quis ser engenheira, e logo que entrou na \u00e1rea se apaixonou pela gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos. Graduada em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) com mestrado em Engenharia Civil-Hidr\u00e1ulica e Saneamento pela Escola de Engenharia de S\u00e3o Carlos (EESC) da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), e doutorado em Civil Engineering pela University of Newcastle Upon Tyne (Inglaterra), Suzana Maria Gico Lima Montenegro se envolveu com o gerenciamento de recursos h\u00eddricos desde a gradua\u00e7\u00e3o \u2013 uma \u00e1rea que considera interdisciplinar, transdisciplinar e multidisciplinar. Hoje \u00e9 professora do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFPE, al\u00e9m de membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de \u00c1guas Subterr\u00e2neas e da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos H\u00eddricos. Para ela, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel pensar em pol\u00edtica p\u00fablica para recursos h\u00eddricos sem envolver a academia e a sociedade. \u201cA gente fala \u2018nossa, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds aben\u00e7oado, tem tanta \u00e1gua, \u00e9 a maior reserva de \u00e1gua doce n\u00e3o congelada do mundo\u2019. Mas a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 bem assim, pois essa \u00e1gua n\u00e3o chega do mesmo jeito para todo o mundo\u201d, afirma. Suzana Montenegro tamb\u00e9m defende que a diversidade \u00e9 essencial \u2013 especialmente para discutir um tema t\u00e3o urgente e necess\u00e1rio como os recursos h\u00eddricos \u2013 e que, portanto, \u00e9 preciso incluir os diversos saberes na discuss\u00e3o. \u201cEssa troca \u00e9 importante, porque n\u00f3s temos o conhecimento cient\u00edfico e eles t\u00eam o conhecimento da ancestralidade\u201d, aponta. \u201c\u00c9 um espa\u00e7o de fato plural. E isso \u00e9 fascinante\u201d, finaliza.<\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; Pode compartilhar um pouco sobre os principais temas de pesquisa que voc\u00ea aborda em seus trabalhos, especialmente no contexto dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia Civil e Engenharia Agr\u00edcola e Ambiental?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Suzana Maria Lima Montenegro &#8211; <\/strong>Toda a minha vida profissional, desde a gradua\u00e7\u00e3o, foi muito focada na quest\u00e3o da hidrologia, como ci\u00eancias b\u00e1sicas, e na engenharia de recursos. Sou especialista em \u00e1gua subterr\u00e2nea, relacionada aos instrumentos de gest\u00e3o. Ent\u00e3o atuo em v\u00e1rias \u00e1reas, com a modelagem matem\u00e1tica, an\u00e1lises geoespacial com geoestat\u00edstica, etc. Mas o meu foco mais recente tem sido a quest\u00e3o da seguran\u00e7a h\u00eddrica, que \u00e9 uma \u00e1rea muito abrangente. Ela abarca os aspectos de quantidade, qualidade, gerenciamento integrado de \u00e1guas superficiais subterr\u00e2neas. E isso tem um componente de resili\u00eancia, que est\u00e1 relacionado aos eventos extremos e \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. A\u00ed entra a quest\u00e3o da suscetibilidade \u00e0 desertifica\u00e7\u00e3o como tamb\u00e9m de eventos como cheias, al\u00e9m do componente social. O componente humano, ali\u00e1s, est\u00e1 muito conectado ao desenvolvimento de resid\u00eancias, \u00e0 urbaniza\u00e7\u00e3o, e aos ecossistemas que comp\u00f5em a seguran\u00e7a h\u00eddrica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"nao-adianta-a-gente-pensar-em-saneamento-so-como-infraestrutura-se-nao-tem-o-insumo-basico-que-e-a-agua-entao-nao-tem-discussao\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cN\u00e3o adianta a gente pensar em saneamento s\u00f3 como infraestrutura: se n\u00e3o tem o insumo b\u00e1sico, que \u00e9 a \u00e1gua, ent\u00e3o n\u00e3o tem discuss\u00e3o.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; <\/strong><strong>Como membro da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos H\u00eddricos, qual \u00e9 o papel dessas associa\u00e7\u00f5es na promo\u00e7\u00e3o da pesquisa e no desenvolvimento de pol\u00edticas relacionadas \u00e0 \u00e1gua no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SMLM &#8211;<\/strong> Estou coordenando o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/onseadapta.org\/about\/\">Observat\u00f3rio Nacional de Seguran\u00e7a H\u00eddrica e Gest\u00e3o Adaptativa<\/a><\/strong><\/span> e sou membro da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.site.abrhidro.org.br\/\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Recursos H\u00eddricos<\/a><\/strong><\/span>, que j\u00e1 tem 46 anos. Ela foi criada essencialmente por acad\u00eamicos como eu, que tamb\u00e9m tinham uma preocupa\u00e7\u00e3o em como a academia pode propor insumos para as pol\u00edticas p\u00fablicas. Tanto que a <strong><a href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/leis\/l9433.htm\"><span style=\"color: #800000;\">Lei 9433<\/span><\/a><\/strong> (que institui a Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos e cria o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos) nasceu dentro dessa associa\u00e7\u00e3o. Nessa associa\u00e7\u00e3o tive diferentes pap\u00e9is desde a minha forma\u00e7\u00e3o, quando fui bolsista de inicia\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e depois aluna e mestrado. Ent\u00e3o tive diversos pap\u00e9is de gest\u00e3o na associa\u00e7\u00e3o e o \u00faltimo, nesse \u00faltimo bi\u00eanio 2022-2023, eu fui vice-presidente da associa\u00e7\u00e3o. E sempre com esse desejo de que a academia chegue junto da pol\u00edtica p\u00fablica de gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos, al\u00e9m de considerar a diversidade do territ\u00f3rio brasileiro. Para voc\u00ea ter uma ideia, n\u00f3s temos 15 comiss\u00f5es t\u00e9cnicas (CT) para tratar de diversos temas, desde desastres at\u00e9 estat\u00edstica, passando por \u00e1guas urbanas. E colocando a associa\u00e7\u00e3o a servi\u00e7o da discuss\u00e3o, da proposi\u00e7\u00e3o, do aprimoramento dessas pol\u00edticas p\u00fablicas com especialistas que possam discutir com a sociedade. A outra associa\u00e7\u00e3o, a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/aguassubterraneas.abas.org\/asubterraneas\">Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de \u00c1guas Subterr\u00e2neas<\/a><\/strong><\/span>, tamb\u00e9m tem papel muito semelhante, al\u00e9m de uma atua\u00e7\u00e3o muito marcante na discuss\u00e3o do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.planalto.gov.br\/ccivil_03\/_ato2019-2022\/2020\/lei\/l14026.htm\">Marco Legal do Saneamento B\u00e1sico<\/a><\/strong><\/span>. Porque n\u00e3o adianta a gente pensar em saneamento s\u00f3 como infraestrutura: se n\u00e3o tem o insumo b\u00e1sico, que \u00e9 a \u00e1gua, ent\u00e3o n\u00e3o tem discuss\u00e3o. Ent\u00e3o, eu n\u00e3o consigo ver pensar pol\u00edtica p\u00fablica tratando de recursos h\u00eddricos sem envolver academias, sem envolver as pessoas, sem incluir todo mundo. A gente fala \u201cnossa, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds aben\u00e7oado, tem tanta \u00e1gua, \u00e9 a maior reserva de \u00e1gua doce n\u00e3o congelada do mundo\u201d. Mas a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 bem assim, pois essa \u00e1gua n\u00e3o chega do mesmo jeito para todo o mundo.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; <\/strong><strong>O Brasil enfrenta desafios significativos no gerenciamento de recursos h\u00eddricos. Como sua pesquisa e envolvimento em associa\u00e7\u00f5es contribuem para abordar esses desafios e promover a sustentabilidade no uso da \u00e1gua?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SMLM &#8211; <\/strong>O desafio est\u00e1 justamente nesse conceito de seguran\u00e7a h\u00eddrica, que \u00e9 ter \u00e1gua em quantidade e com qualidade adequada. Nem sempre que voc\u00ea tem a \u00e1gua pr\u00f3xima do ponto de consumo, ou ent\u00e3o a \u00e1gua n\u00e3o tem uma qualidade no padr\u00e3o adequado. Acontece tamb\u00e9m de \u00e0s vezes voc\u00ea ter a \u00e1gua em quantidade e com qualidade, mas n\u00e3o ter a infraestrutura. Ent\u00e3o \u00e9 tudo isso: \u00e9 infraestrutura, \u00e9 garantia de qualidade, \u00e9 gest\u00e3o da demanda. N\u00e3o d\u00e1 para dizer que h\u00e1 um desafio \u00fanico ou uma solu\u00e7\u00e3o \u00fanica, principalmente para um pa\u00eds como o nosso, com a diversidade de biomas, de concentra\u00e7\u00e3o de renda, de concentra\u00e7\u00e3o populacional, de car\u00eancia de infraestrutura.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-gente-fala-nossa-o-brasil-e-um-pais-abencoado-tem-tanta-agua-e-a-maior-reserva-de-agua-doce-nao-congelada-do-mundo-mas-a-gente-sabe-que-nao-e-bem-assim-pois-essa-agua\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA gente fala \u2018nossa, o Brasil \u00e9 um pa\u00eds aben\u00e7oado, tem tanta \u00e1gua, \u00e9 a maior reserva de \u00e1gua doce n\u00e3o congelada do mundo\u2019. Mas a gente sabe que n\u00e3o \u00e9 bem assim, pois essa \u00e1gua n\u00e3o chega do mesmo jeito para todo o mundo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; <\/strong><strong>Na sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, como mulher, quais desafios voc\u00ea enfrentou e como v\u00ea a import\u00e2ncia de incentivar mais mulheres a seguirem carreiras nas \u00e1reas de engenharia e ci\u00eancias exatas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SMLM \u2013 <\/strong>Apesar de todo o avan\u00e7o que tivemos, ainda existem muitos desafios. Quando escolhi engenharia, eu escutava falar muito nisso de quer era \u201ccoisa de menino\u201d. E eu n\u00e3o tinha nenhuma engenheira mulher na minha fam\u00edlia, ou mesmo alguma refer\u00eancia que eu de fato admirasse para ter como espelho. Era uma coisa minha. Eu gostava da \u00e1rea de engenharia, nem sabia exatamente qual \u00e1rea de engenharia. O meu primeiro est\u00e1gio foi numa obra e eu detestei. Porque tem \u00e1reas mais duras, como a constru\u00e7\u00e3o civil. N\u00e3o que mulher n\u00e3o possa ocupar esses espa\u00e7os, mas eles s\u00e3o mais duros. Acho que a mulher ocupa o lugar que ela quer ocupar. Ent\u00e3o mudei de \u00e1rea e decidi ir para essa gest\u00e3o de \u00e1gua. E acredito que a \u00e1gua tem um apelo mais diferente. Brinco que \u00e1gua \u00e9 um substantivo feminino, \u00e9 um elemento que une. Mas o fato \u00e9 que \u00e9 uma \u00e1rea com <span style=\"text-decoration: line-through;\">f<\/span>orte interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade. Acredito que essa presen\u00e7a das mulheres vem crescendo. E me orgulho quando vejo mulheres ocupando esses espa\u00e7os e abrindo portas para outras mulheres. Mas a mulher \u00e9 muito desafiada, dentro e fora da academia. Sou m\u00e3e, eu tive dois filhos, e foi um desafio conciliar. Era um teste, uma prova a cada momento: se voc\u00ea consegue ser m\u00e3e, dona de casa, engenheira, profissional e acad\u00eamica. Ent\u00e3o temos muitas quest\u00f5es para lidar ainda.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; A diversidade \u00e9 crucial para o avan\u00e7o da ci\u00eancia. Como a inclus\u00e3o de diferentes perspectivas, incluindo a presen\u00e7a de mulheres, afeta a qualidade e amplitude das pesquisas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>SMLM \u2013<\/strong> Tenho muitas oportunidades de participa\u00e7\u00e3o em comit\u00eas de bacias hidrogr\u00e1ficas. Um em particular tem me ensinado muito, que \u00e9 uma bacia muito emblem\u00e1tica: a bacia do S\u00e3o Francisco. O rio S\u00e3o Francisco \u00e9 um rio de integra\u00e7\u00e3o nacional e a bacia abrange diversos estados e diversos biomas. E tamb\u00e9m diversas comunidades, como ribeirinhos e quilombolas. Ent\u00e3o isso tudo junto e misturado traz uma qu\u00edmica muito legal. O comit\u00ea tem tamb\u00e9m suas c\u00e2maras t\u00e9cnicas e uma delas \u00e9 a C\u00e2mara T\u00e9cnica das Comunidades Tradicionais. Nos \u00faltimos dois anos eles t\u00eam organizado eventos e promovido reuni\u00f5es que realmente trazem contribui\u00e7\u00f5es muito ricas de conhecimento. E essa troca \u00e9 importante, porque temos o conhecimento cient\u00edfico e eles t\u00eam o conhecimento da ancestralidade. O comit\u00ea \u00e9 um organismo que agrega esses diferentes saberes. Ent\u00e3o acho que \u00e9 um espa\u00e7o de fato plural. E isso \u00e9 fascinante.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"eu-me-orgulho-quando-vejo-mulheres-ocupando-esses-espacos-e-abrindo-portas-para-outras-mulheres\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cEu me orgulho quando vejo mulheres ocupando esses espa\u00e7os e abrindo portas para outras mulheres.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Suzana Maria Gico Lima Montenegro, professora da Universidade Federal&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5648,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5646"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5646"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5646\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5651,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5646\/revisions\/5651"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5648"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5646"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5646"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5646"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}