{"id":5744,"date":"2024-03-20T07:30:17","date_gmt":"2024-03-20T07:30:17","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5744"},"modified":"2024-03-19T18:49:05","modified_gmt":"2024-03-19T18:49:05","slug":"falta-de-recursos-ameaca-pesquisas-na-amazonia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=5744","title":{"rendered":"Falta de recursos amea\u00e7a pesquisas na Amaz\u00f4nia"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"instituicoes-cientificas-da-amazonia-brasileira-alertam-sobre-reducao-e-defasagem-em-seus-orcamentos\"><span style=\"color: #808080;\">Institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da Amaz\u00f4nia brasileira alertam sobre redu\u00e7\u00e3o e defasagem em seus or\u00e7amentos<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia reassume o protagonismo na agenda clim\u00e1tica brasileira com o compromisso do governo de eliminar o desmatamento at\u00e9 2030. Ao mesmo tempo, a Am\u00e9rica do Sul aguarda a poss\u00edvel realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia Mundial sobre o Clima da ONU (COP30) pela terceira vez, prevista para o final de 2025, em Bel\u00e9m, Brasil.<\/p>\n<p>No entanto, as institui\u00e7\u00f5es de ensino e pesquisa na maior floresta tropical do mundo enfrentam desafios significativos, com or\u00e7amentos estagnados em n\u00edveis muito baixos e sem ajustes para a infla\u00e7\u00e3o h\u00e1 anos.<\/p>\n<p>O <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/museugoeldi\/pt-br\">Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi<\/a><\/strong><\/span>, institui\u00e7\u00e3o de pesquisa pioneira na regi\u00e3o amaz\u00f4nica em Bel\u00e9m, viu seu or\u00e7amento diminuir em mais de 10% nos \u00faltimos dois anos. Em 2024, essa aloca\u00e7\u00e3o reduziu ainda mais, chegando a US$ 3,2 milh\u00f5es, enquanto a infla\u00e7\u00e3o em 2023 atingiu 4,6%.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m \u00e9 cr\u00edtica no <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/inpa\/pt-br\">Instituto Nacional de Pesquisas da Amaz\u00f4nia (Inpa)<\/a><\/strong><\/span>, a terceira institui\u00e7\u00e3o que mais produz pesquisas sobre o bioma no mundo. Seu or\u00e7amento para despesas fixas caiu de quase US$ 7,6 milh\u00f5es em 2022 para US$ 7,3 milh\u00f5es em 2023, um valor inferior ao de 2017.<\/p>\n<p>A <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufpa.br\/\">Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA)<\/a><\/strong><\/span>, em Bel\u00e9m, tamb\u00e9m teve seu or\u00e7amento reduzido para US$ 37,4 milh\u00f5es em 2024, pouco mais de US$ 1 milh\u00e3o a menos que em 2023. Enquanto isso, o or\u00e7amento da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufam.edu.br\/\">Universidade Federal do Amazonas (Ufam)<\/a><\/strong><\/span>, em Manaus, apresenta uma diferen\u00e7a de mais de US$ 26,7 milh\u00f5es em 2023 em rela\u00e7\u00e3o a 2019, sem corre\u00e7\u00e3o para a infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"distribuicao-desigual\"><strong>Distribui\u00e7\u00e3o desigual<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m dos valores dos or\u00e7amentos das institui\u00e7\u00f5es da regi\u00e3o, a distribui\u00e7\u00e3o desigual de recursos para a pesquisa tamb\u00e9m \u00e9 um desafio em destaque.<\/p>\n<p>Um exemplo dessa disparidade foi revelado em um <strong><a href=\"https:\/\/www.sciencedirect.com\/science\/article\/pii\/S2530064424000038?via%3Dihub\"><span style=\"color: #800000;\">estudo<\/span><\/a><\/strong> publicado na revista <em>Perspectives in Ecology and Conservation<\/em>. Os pesquisadores analisaram a distribui\u00e7\u00e3o de recursos feita pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq), ag\u00eancia de financiamento \u00e0 pesquisa vinculada ao Minist\u00e9rio de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (MCTI) do Brasil, para projetos em \u00e1reas como bot\u00e2nica, zoologia, ecologia e limnologia.<\/p>\n<p>Os resultados mostraram que os grupos de pesquisa da regi\u00e3o receberam US$ 481,6 mil para cobrir os custos de suas atividades, enquanto os do sudeste receberam quase US$ 2 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo, e os do sul, US$ 861,3 mil.<\/p>\n<p>Essa disparidade persistiu na \u00faltima convoca\u00e7\u00e3o universal conclu\u00edda no final de 2023, onde dos quase US$ 55 milh\u00f5es investidos em projetos de todas as \u00e1reas e em todo o pa\u00eds, apenas US$ 2,2 milh\u00f5es foram destinados \u00e0s institui\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p>Para enfrentar essa desigualdade, o MCTI lan\u00e7ou o programa &#8220;Mais Ci\u00eancia na Amaz\u00f4nia&#8221;, que prev\u00ea um investimento de US$ 685 milh\u00f5es entre 2024 e 2026 para infraestrutura de pesquisa e apoio \u00e0 inova\u00e7\u00e3o em institui\u00e7\u00f5es dos estados da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A falta de recursos p\u00fablicos para a pesquisa e a dificuldade em atrair e reter cientistas qualificados s\u00e3o problemas cr\u00f4nicos que afetam as institui\u00e7\u00f5es do norte do Brasil. Dos 2.744 pesquisadores de programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o em biodiversidade, apenas 329 est\u00e3o nas institui\u00e7\u00f5es da Amaz\u00f4nia, destacando a necessidade de maior equidade e investimento nessas regi\u00f5es.<\/p>\n<p>Esses desafios ressaltam a import\u00e2ncia de garantir financiamento adequado e distribui\u00e7\u00e3o justa de recursos para fortalecer a pesquisa cient\u00edfica na Amaz\u00f4nia e promover o desenvolvimento sustent\u00e1vel da regi\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span style=\"color: #808080;\"><em>Com informa\u00e7\u00f5es de SciDev.Net<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Institui\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da Amaz\u00f4nia brasileira alertam sobre redu\u00e7\u00e3o e defasagem em seus&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":3325,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5744"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=5744"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5744\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5746,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/5744\/revisions\/5746"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/3325"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=5744"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=5744"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=5744"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}