{"id":6751,"date":"2024-07-29T08:00:19","date_gmt":"2024-07-29T08:00:19","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=6751"},"modified":"2024-07-26T12:03:32","modified_gmt":"2024-07-26T12:03:32","slug":"o-papel-de-carolina-bori-para-o-desenvolvimento-da-psicologia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=6751","title":{"rendered":"O papel de Carolina Bori para o desenvolvimento da psicologia no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"pesquisadora-defendeu-a-regulamentacao-da-psicologia-e-promoveu-o-avanco-cientifico-em-tempos-desafiadores\"><span style=\"color: #808080;\">Pesquisadora defendeu a regulamenta\u00e7\u00e3o da psicologia e promoveu o avan\u00e7o cient\u00edfico em tempos desafiadores.<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Carolina Bori foi uma pioneira na ci\u00eancia e na pol\u00edtica cient\u00edfica brasileira. Ela introduziu a An\u00e1lise Experimental do Comportamento no Brasil em uma \u00e9poca em que a psicologia ainda era um campo de estudo novo e pouco explorado no pa\u00eds. Em 1987, Carolina Bori quebrou barreiras ao ser eleita a primeira mulher presidente da <a href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/span><\/strong><\/a>, superando um espa\u00e7o historicamente dominado por homens. Sua coragem, determina\u00e7\u00e3o e habilidade diplom\u00e1tica a destacaram como uma das grandes cientistas do pa\u00eds.<\/p>\n<p>Bori sempre defendeu com fervor a import\u00e2ncia da ci\u00eancia se aproximar do p\u00fablico e do poder, e de se espalhar por todos os setores da sociedade. Ela acreditava na amplia\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico e em seu alcance. Participou da cria\u00e7\u00e3o de cursos de Psicologia Experimental na USP, em Rio Claro, e nas universidades federais de S\u00e3o Carlos, Bahia, Par\u00e1 e Rio Grande do Norte. Na Universidade de Bras\u00edlia (UnB), criou o Laborat\u00f3rio de Psicologia Experimental e coordenou o Instituto de Psicologia entre 1963 e 1965. \u201cEla recebeu o registro n\u00famero um de psic\u00f3loga no Brasil porque ela teve um papel muito importante nas comiss\u00f5es que se empenharam para criar os cursos de psicologia no pa\u00eds e criar a profiss\u00e3o de psic\u00f3logo\u201d, conta Deyse das Gra\u00e7as de Souza, professora do Departamento de Psicologia da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ufscar.br\/\"><strong>Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar)<\/strong><\/a><\/span> e coordenadora do <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.inctecce.ufscar.br\/inicio\"><strong>Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia sobre Comportamento, Cogni\u00e7\u00e3o e Ensino<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>Sua atua\u00e7\u00e3o pol\u00edtica foi not\u00e1vel, desde a defesa da regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o de psic\u00f3logo e o estabelecimento do primeiro curr\u00edculo m\u00ednimo para a forma\u00e7\u00e3o de psic\u00f3logos no Brasil, at\u00e9 a mobiliza\u00e7\u00e3o da comunidade cient\u00edfica para a elabora\u00e7\u00e3o de propostas para a nova Constitui\u00e7\u00e3o Federal de 1988. Carolina Bori entregou pessoalmente a proposta oficial da comunidade cient\u00edfica \u00e0 Assembleia Constituinte em abril de 1987. Ela tamb\u00e9m ocupou diretorias em diversas sociedades cient\u00edficas, como a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.sbponline.org.br\/\"><strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Psicologia<\/strong><\/a><\/span>, a Sociedade de Psicologia de S\u00e3o Paulo, a Associa\u00e7\u00e3o de Modifica\u00e7\u00e3o de Comportamento e a Sociedade Brasileira de Psicologia, al\u00e9m da SBPC. \u201cEla tinha essa profunda convic\u00e7\u00e3o de que era o desenvolvimento cient\u00edfico, o desenvolvimento das diferentes \u00e1reas da ci\u00eancia, que levaria o pa\u00eds adiante\u201d, pontua Deyse de Souza, que foi orientanda de Carolina Bori.<\/p>\n<p>O ativismo marcou toda a trajet\u00f3ria de Carolina Bori. No in\u00edcio de sua carreira, ela lutou pela consolida\u00e7\u00e3o da psicologia como ci\u00eancia no Brasil e, posteriormente, pelo desenvolvimento cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico como um todo. Ela acreditava que a ci\u00eancia e a educa\u00e7\u00e3o eram os caminhos para o desenvolvimento do pa\u00eds. Ap\u00f3s a regulamenta\u00e7\u00e3o da profiss\u00e3o, Carolina Bori participou ativamente da elabora\u00e7\u00e3o do curr\u00edculo m\u00ednimo para os cursos universit\u00e1rios de psicologia e da cria\u00e7\u00e3o de cursos na UFSCar e na Faculdade de Filosofia, Ci\u00eancias e Letras (FFCL) de Rio Claro, hoje parte da Universidade Estadual Paulista (Unesp). \u201cEla investiu muito tempo para ver o desenvolvimento cient\u00edfico, para promover, para criar condi\u00e7\u00f5es, para criar discuss\u00f5es, para criar bases e possibilidades para que as pessoas se desenvolvesse e ao se desenvolverem cientificamente, tamb\u00e9m desenvolvessem a ci\u00eancia em geral no Brasil\u201d, finaliza Deyse de Souza.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: O papel de Carolina Bori para o desenvolvimento da psicologia no Brasil\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7HZ7n2NOnOvZWuuQodqdJP?si=b1b3ebe6fecd4d69&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Pesquisadora defendeu a regulamenta\u00e7\u00e3o da psicologia e promoveu o avan\u00e7o cient\u00edfico em&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":6752,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6751"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6751"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6751\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6760,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6751\/revisions\/6760"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6752"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6751"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6751"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6751"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}