{"id":6900,"date":"2024-08-19T08:00:48","date_gmt":"2024-08-19T08:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=6900"},"modified":"2024-08-16T11:17:05","modified_gmt":"2024-08-16T11:17:05","slug":"mudancas-climaticas-e-a-transversalidade-do-conhecimento","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=6900","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e a transversalidade do conhecimento"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"precisamos-da-ciencia-integrando-todas-as-areas-do-conhecimento-para-mudar-o-rumo-e-construir-uma-sociedade-sustentavel\"><span style=\"color: #808080;\">Precisamos da ci\u00eancia integrando todas as \u00e1reas do conhecimento para mudar o rumo e construir uma sociedade sustent\u00e1vel.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poucas quest\u00f5es v\u00e3o ter enorme impacto socioecon\u00f4mico do que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Elas v\u00e3o impactar na economia de todos os pa\u00edses, a sa\u00fade de todos os seres vivos, a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, e por a\u00ed afora. \u00c9 certamente um tema cientificamente transversal em todas as \u00e1reas do conhecimento. A ci\u00eancia n\u00e3o tem d\u00favidas quanto ao fato de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o gerando impactos significativos para o Brasil e para o planeta como um todo. Aumentar a resili\u00eancia socioambiental \u00e9 muito importante. Para al\u00e9m do potencial impacto nos ecossistemas, com boa vontade e governan\u00e7a colaborativa, as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas podem ser vistas como uma oportunidade para transforma\u00e7\u00f5es socioecon\u00f4micas significativas e para agilizar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico em diversos setores, incluindo ind\u00fastria, agroneg\u00f3cio, sistemas de energia, transportes, etc., buscando a transi\u00e7\u00e3o para uma sociedade mais sustent\u00e1vel. Estamos em plena era do Antropoceno, na qual o homem \u00e9 um dos principais agentes transformadores. O crescimento da popula\u00e7\u00e3o humana mundial, que poder\u00e1 alcan\u00e7ar cerca de 10 bilh\u00f5es de pessoas em 2050, nos coloca frente a um dos maiores desafios do s\u00e9culo 21: manter a provis\u00e3o da qualidade ambiental e possibilitar acesso justo a recursos b\u00e1sicos, como \u00e1gua, alimentos e energia, garantindo a seguran\u00e7a e equidade em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desigualdades sociais. Somente uma agenda de ci\u00eancia transversal pode ajudar nesta trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Estamos observando uma forte acelera\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas tanto no Brasil como em todo o planeta. Vimos que 2023 foi o ano mais quente dos \u00faltimos 125.000 anos. A seca na Amaz\u00f4nia em 2023 foi a mais forte em mais de cem anos, e a seca de 2024 promete ser t\u00e3o forte quanto a de 2023. Estamos observando chuvas anormalmente intensas de modo muito mais frequentes. Esses eventos clim\u00e1ticos extremos trazem preju\u00edzos enormes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, principalmente a de baixa renda, e aos ecossistemas. Em julho de 2024, tivemos recordes seguidos de dias mais quentes da hist\u00f3ria da humanidade. Inc\u00eandios florestais no Pantanal brasileiro, al\u00e9m de nos Estados Unidos, na Gr\u00e9cia, em Portugal e muitas outras regi\u00f5es deixam claro os riscos que nossa sociedade est\u00e1 correndo. As recorrentes secas no Brasil Central est\u00e3o reduzindo a produtividade agr\u00edcola e comprometendo nossa capacidade de produzir alimentos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ciencia-nao-tem-duvidas-quanto-ao-fato-de-que-as-mudancas-climaticas-estao-gerando-impactos-significativos-para-o-brasil-e-para-o-planeta-como-um-todo\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA ci\u00eancia n\u00e3o tem d\u00favidas quanto ao fato de que as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas est\u00e3o gerando impactos significativos para o Brasil e para o planeta como um todo.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Temos sa\u00edda para esta situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia clim\u00e1tica? A clara resposta da Ci\u00eancia \u00e9 <strong>sim<\/strong>. Mas, \u00e9 evidente que a solu\u00e7\u00e3o implica mudan\u00e7as dr\u00e1sticas no atual modelo econ\u00f4mico. Contudo, o sistema como um todo n\u00e3o deixar\u00e1 que as medidas necess\u00e1rias sejam implementadas. A ind\u00fastria do petr\u00f3leo, a ind\u00fastria do desmatamento, o setor financeiro e a maior parte dos pol\u00edticos que representam setores que precisam mudar de estrat\u00e9gia n\u00e3o permitir\u00e3o que o planeta mude de rota para um sistema sustent\u00e1vel. S\u00e3o preciso mudan\u00e7as fundamentais na maneira que produzimos alimentos, no consumo desenfreado, no desperd\u00edcio de energia, etc. As mudan\u00e7as precisam ir desde o n\u00edvel municipal, passando pelos estados e pa\u00edses, at\u00e9 mudan\u00e7as na governan\u00e7a global. N\u00e3o temos um sistema que possa lidar com quest\u00f5es essenciais \u00e0s sociedades atuais, como a mudan\u00e7a do clima, a paz entre as na\u00e7\u00f5es, a luta pela redu\u00e7\u00e3o das desigualdades e por a\u00ed afora.<\/p>\n<p>A for\u00e7ante clim\u00e1tica \u00e9 um dos aspectos importantes de nosso planeta em mudan\u00e7as. A humanidade tem uma tarefa fundamental, que \u00e9 fazer a transi\u00e7\u00e3o desta nossa atual sociedade insustent\u00e1vel, para um mundo que abrace os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel (ODS). Temos v\u00e1rias quest\u00f5es cr\u00edticas ao longo de caminhos poss\u00edveis para esta transi\u00e7\u00e3o. A obra tem uma abordagem que foca em cinco aspectos essenciais: 1) Pol\u00edticas Ambientais e Governan\u00e7a; 2) Diplomacia Ambiental; 3) Ci\u00eancia e Tecnologia para a Sustentabilidade; 4) Gest\u00e3o Socioambiental; 5) Propostas Te\u00f3rico metodol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"eventos-climaticos-extremos-trazem-prejuizos-enormes-a-populacao-principalmente-a-de-baixa-renda-e-aos-ecossistemas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cEventos clim\u00e1ticos extremos trazem preju\u00edzos enormes \u00e0 popula\u00e7\u00e3o, principalmente a de baixa renda, e aos ecossistemas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nossa sociedade est\u00e1 em um per\u00edodo importante de transi\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que fica claro que o atual modelo socioecon\u00f4mico est\u00e1 essencialmente falido, tanto do ponto de vista socioecon\u00f4mico, quanto do ponto de vista ambiental. A superexplora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais de nosso planeta e a vis\u00e3o do maior lucro no menor prazo poss\u00edvel, n\u00e3o importa as consequ\u00eancias sociais ou ambientais, est\u00e1 levando o planeta a uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica. Vemos tens\u00f5es sociais aumentando pela enorme desigualdade social. Vemos o aumento de conflitos geopol\u00edticas regionais e globais. E vemos o aumento significativo dos eventos clim\u00e1ticos extremos, como secas intensas e prolongadas, al\u00e9m de chuvas torrenciais, impactando a popula\u00e7\u00e3o mais vulner\u00e1vel, tanto nas \u00e1reas urbanas como em comunidades na Amaz\u00f4nia. As necessidades de pol\u00edticas p\u00fablicas de mitiga\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e adapta\u00e7\u00e3o ao novo clima baseadas em Ci\u00eancia s\u00e3o urgentes.<\/p>\n<p>O Brasil mostra vulnerabilidades importantes nas \u00e1reas ambiental e clim\u00e1tica. O observado aumento da frequ\u00eancia e intensidade de eventos clim\u00e1ticos extremos tem impactado sobremaneira nossa popula\u00e7\u00e3o, a economia, o funcionamento dos ecossistemas, a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola, a infraestrutura costeira, a disponibilidade de recursos h\u00eddricos, entre muitos outros efeitos. Particularmente nas cidades costeiras, a alta densidade populacional, defici\u00eancias infraestruturais, altos n\u00edveis de polui\u00e7\u00e3o, degrada\u00e7\u00e3o de rios e \u00e1reas \u00famidas, combinados com os efeitos negativos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, como eleva\u00e7\u00e3o do n\u00edvel do mar e ocorr\u00eancia de eventos extremos, amea\u00e7am importantes atividades socioecon\u00f4micas dependentes dos oceanos, como turismo, pesca e com\u00e9rcio internacional. Outras vulnerabilidades importantes s\u00e3o um agroneg\u00f3cio e a gera\u00e7\u00e3o de hidroeletricidade dependentes de chuva e clima, e algumas regi\u00f5es, principalmente o Nordeste, em processo de desertifica\u00e7\u00e3o. As previs\u00f5es de redu\u00e7\u00e3o nas precipita\u00e7\u00f5es sobre o territ\u00f3rio brasileiro, particularmente no Nordeste, Brasil central e Amaz\u00f4nia, devem ser motivos de preocupa\u00e7\u00e3o sobre como poderemos nos adaptar ao novo clima. A localiza\u00e7\u00e3o tropical, a estrutura socioecon\u00f4mica fortemente dependente do regime de chuvas, as inadequa\u00e7\u00f5es urban\u00edsticas e enormes iniquidades sociais fazem do Brasil um pa\u00eds singular, ambientalmente falando. No contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, esfor\u00e7os de adapta\u00e7\u00e3o podem gerar v\u00e1rios benef\u00edcios adicionais, como melhoria da produtividade agr\u00edcola, inova\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e bem-estar, seguran\u00e7a alimentar, conserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade, bem como redu\u00e7\u00e3o de riscos e danos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-superexploracao-dos-recursos-naturais-de-nosso-planeta-e-a-visao-do-maior-lucro-no-menor-prazo-possivel-nao-importa-as-consequencias-sociais-ou-ambientais-esta-levando-o-planeta-a-uma-sit\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA superexplora\u00e7\u00e3o dos recursos naturais de nosso planeta e a vis\u00e3o do maior lucro no menor prazo poss\u00edvel, n\u00e3o importa as consequ\u00eancias sociais ou ambientais, est\u00e1 levando o planeta a uma situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As a\u00e7\u00f5es de adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica \u2013 compreendida como processos de ajustamentos para antecipar impactos adversos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas que resultam na redu\u00e7\u00e3o da vulnerabilidade \u2013 tendem a ser mais facilmente implementadas e organizadas quando buscam sinergias com pol\u00edticas, recursos e outras medidas j\u00e1 existentes, incluindo a\u00e7\u00f5es visando \u00e0 sustentabilidade, qualidade de vida e melhoria de infraestrutura.<\/p>\n<p>A Amaz\u00f4nia vive um per\u00edodo da hist\u00f3ria de desregulamenta\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas de prote\u00e7\u00e3o ambiental e de direitos dos povos origin\u00e1rios, al\u00e9m de uma crise de institucionalidade na rela\u00e7\u00e3o estado e sociedade. Direitos humanos e conquistas federativas duramente conquistados, s\u00e3o desconsiderados e desrespeitados. Tem sido progressiva a decad\u00eancia da institucionalidade instalada, sobretudo aquelas respons\u00e1veis pelo desenvolvimento cient\u00edfico e da educa\u00e7\u00e3o superior p\u00fablica federal, em crise de falta de apoio \u00e0s atividades da ci\u00eancia e de ensino universit\u00e1rio. Institutos de pesquisa, universidades, unidades e projetos de produ\u00e7\u00e3o do conhecimento e de desenvolvimento da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, est\u00e3o sobressaltadas pela perda de recursos e cortes or\u00e7ament\u00e1rios. Considera-se outro cen\u00e1rio em situa\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel ao di\u00e1logo da ci\u00eancia com as sociedades amaz\u00f4nicas. Nesta perspectiva, a Amaz\u00f4nia \u00e9 um campo privilegiado para o desenvolvimento cient\u00edfico em todas as \u00e1reas de conhecimento; e deveria ser priorizada como laborat\u00f3rio de inova\u00e7\u00e3o de interdisciplinaridade e sustentabilidade. A regi\u00e3o tem potencial de ser um territ\u00f3rio totalmente orientado pelo conhecimento cient\u00edfico e pela intera\u00e7\u00e3o emp\u00e1tica com saberes e pr\u00e1ticas milenares de rela\u00e7\u00e3o do homem com a natureza. Aquisi\u00e7\u00f5es essenciais de cidadania, democracia, coopera\u00e7\u00e3o internacional e inova\u00e7\u00e3o podem ter surpreendentes resultados se experimentados por todos os esfor\u00e7os cient\u00edficos nacionais na Amaz\u00f4nia brasileira e continental (Pan Amaz\u00f4nia), em todos os campos do conhecimento, a partir de focos de prioridades locais.<\/p>\n<p>Precisamos de Ci\u00eancia integrando todas as \u00e1reas do conhecimento, para mudar o rumo e construir uma sociedade que seja minimamente sustent\u00e1vel. Considerando as quest\u00f5es cient\u00edficas, de governan\u00e7a, finan\u00e7as, e novas tecnologias poderemos construir um futuro mais resiliente, sustent\u00e1vel e justo, preservando os servi\u00e7os ecossist\u00eamicos atrav\u00e9s de estrat\u00e9gias adequadas de adapta\u00e7\u00e3o e mitiga\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Este processo est\u00e1 associado aos ODS, j\u00e1 que temos que atender \u00e0s necessidades b\u00e1sicas da popula\u00e7\u00e3o (educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade, igualdade de g\u00eanero, erradica\u00e7\u00e3o da pobreza, fome zero, \u00e1gua limpa e outros) e, ao mesmo tempo, respeitar os limites da disponibilidade dos recursos naturais de nosso planeta. Essas s\u00e3o somente algumas das importantes quest\u00f5es que o Brasil ter\u00e1 que enfrentar, e solu\u00e7\u00f5es baseadas em ci\u00eancia s\u00f3lida certamente t\u00eam mais chances de garantir uma trajet\u00f3ria sustent\u00e1vel a nosso pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-politicas-publicas-de-mitigacao-de-emissoes-e-adaptacao-ao-novo-clima-baseadas-na-ciencia-sao-necessarias-e-urgentes-foto-jacqueline-lisboa-wwf-brasil-reproducao\"><strong>Capa. Pol\u00edticas p\u00fablicas de mitiga\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e adapta\u00e7\u00e3o ao novo clima baseadas na ci\u00eancia s\u00e3o necess\u00e1rias e urgentes.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Jacqueline Lisboa \/ WWF-Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Precisamos da ci\u00eancia integrando todas as \u00e1reas do conhecimento para mudar o&hellip;\n","protected":false},"author":79,"featured_media":6901,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52,21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6900"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/79"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=6900"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6900\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6929,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/6900\/revisions\/6929"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/6901"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=6900"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=6900"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=6900"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}