{"id":7267,"date":"2024-10-16T08:00:27","date_gmt":"2024-10-16T08:00:27","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7267"},"modified":"2024-10-16T10:31:40","modified_gmt":"2024-10-16T10:31:40","slug":"o-legado-transformador-de-berta-gleizer-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7267","title":{"rendered":"O legado transformador de Berta Gleizer Ribeiro"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"a-antropologia-como-ferramenta-de-mudanca-social\"><span style=\"color: #808080;\">A antropologia como ferramenta de mudan\u00e7a social <\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Berta Gleizer Ribeiro (Beltz, Rom\u00eania, 02 de outubro de 1924 \u2014 Rio de Janeiro, 17 de novembro de 1997) foi uma antrop\u00f3loga, etn\u00f3loga, ge\u00f3grafa e historiadora de forma\u00e7\u00e3o, muse\u00f3loga com registro profissional; escritora, pesquisadora; produtora de audiovisual e divulgadora cient\u00edfica. Sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e profissional destaca-se n\u00e3o apenas por sua vasta produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m por sua milit\u00e2ncia em favor da preserva\u00e7\u00e3o da cultura e dos direitos dos povos ind\u00edgenas. Ao longo de sua carreira, Berta dedicou-se especialmente ao estudo dos povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia. Sua obra abordou as artes da vida amaz\u00f4nica, destacando o valor simb\u00f3lico e est\u00e9tico dos objetos do cotidiano dos povos ind\u00edgenas e suas implica\u00e7\u00f5es ecol\u00f3gicas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"sua-trajetoria-academica-e-profissional-destaca-se-nao-apenas-por-sua-vasta-producao-cientifica-mas-tambem-por-sua-militancia-em-favor-da-preservacao-da-cultura-e-dos-direitos-dos-povos-indi\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cSua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e profissional destaca-se n\u00e3o apenas por sua vasta produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, mas tamb\u00e9m por sua milit\u00e2ncia em favor da preserva\u00e7\u00e3o da cultura e dos direitos dos povos ind\u00edgenas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Nascida na Rom\u00eania, em 1924, e imigrante no Brasil, Berta encontrou seu caminho na antropologia atrav\u00e9s de sua parceria de vida com o tamb\u00e9m antrop\u00f3logo e pol\u00edtico brasileiro Darcy Ribeiro, com quem compartilhou muitos anos de colabora\u00e7\u00e3o intelectual e pessoal. No entanto, \u00e9 importante sublinhar que Berta construiu uma carreira pr\u00f3pria, com contribui\u00e7\u00f5es significativas para a antropologia brasileira nos campos dos estudos sobre cultura material e arte visual dos ind\u00edgenas brasileiros e nos estudos sobre adaptabilidade humana e tecnologia ind\u00edgena, destacando-se suas pesquisas sobre a <em>TecEconomia<\/em> ind\u00edgena, que exploram o uso social das tecnologias tradicionais para promover uma conviv\u00eancia sustent\u00e1vel com o meio ambiente.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>\u201cMeu curr\u00edculo revela um lapso de 18 anos, intervalo em que me desliguei do Museu Nacional. Embora n\u00e3o tenha podido realizar obra pr\u00f3pria, acho que contribu\u00ed para a etnologia brasileira e para o que chamamos \u201ccausa ind\u00edgena\u201d, na medida em que ajudei Darcy Ribeiro em seus trabalhos, principalmente na s\u00e9rie que ele intitulou Antropologia da Civiliza\u00e7\u00e3o escrita \u2013 com exce\u00e7\u00e3o de Os \u00edndios e a civiliza\u00e7\u00e3o \u2013 no ex\u00edlio.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\">(Trecho do Memorial Acad\u00eamico de Berta Gleizer Ribeiro, datado de 5 de maio de 1994)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Formada em Geografia e Hist\u00f3ria na d\u00e9cada de 1950, na antiga Universidade do Distrito Federal, atual Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Berta come\u00e7ou a se envolver na antropologia por meio do contato com Darcy Ribeiro, com quem foi casada por mais de duas d\u00e9cadas. A parceria entre os dois era mais do que um v\u00ednculo conjugal; tratava-se de uma colabora\u00e7\u00e3o acad\u00eamica m\u00fatua, com Berta desempenhando um papel significativo em muitos dos projetos que Darcy desenvolveu. Entretanto, com o tempo, Berta come\u00e7ou a se destacar de forma independente, especialmente ap\u00f3s o div\u00f3rcio do casal, em 1974. A partir desse ponto, sua produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica se intensificou, focando-se em suas pesquisas etnogr\u00e1ficas e no estudo da cultura material dos povos ind\u00edgenas brasileiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"os-estudos-de-berta-sobre-as-praticas-sustentaveis-dos-povos-indigenas-oferecem-importantes-licoes-para-os-desafios-contemporaneos-de-conservacao-ambiental-e-uso-responsavel-dos-recursos-natu\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cOs estudos de Berta sobre as pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis dos povos ind\u00edgenas oferecem importantes li\u00e7\u00f5es para os desafios contempor\u00e2neos de conserva\u00e7\u00e3o ambiental e uso respons\u00e1vel dos recursos naturais.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Embora muitas vezes tenham sido tratados como um casal acad\u00eamico insepar\u00e1vel, Berta possu\u00eda uma abordagem distinta. Seus interesses estavam voltados para a cultura material e a rela\u00e7\u00e3o entre sociedade e ambiente, enquanto Darcy era mais focado nas grandes quest\u00f5es pol\u00edtico-sociais da Am\u00e9rica Latina. Berta, portanto, n\u00e3o viveu \u00e0 sombra de Darcy; pelo contr\u00e1rio, construiu uma trajet\u00f3ria s\u00f3lida, com contribui\u00e7\u00f5es inovadoras e profundas para a antropologia brasileira. Atrav\u00e9s dos estudos da t\u00e9cnica ind\u00edgena, Berta abordava quest\u00f5es sobre a arte ind\u00edgena e a preserva\u00e7\u00e3o do meio-ambiente, e o quanto os povos ind\u00edgenas brasileiros t\u00eam a nos ensinar sobre um conv\u00edvio respeitoso com a natureza.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>\u201cUma \u00e1rvore lhes basta para o necess\u00e1rio da vida: com folhas se cobrem, com frutos se sustentam, com ramos se armam, com os troncos se abrigam e sobre a casca navegam.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\">(Serm\u00e3o do Padre Ant\u00f4nio Vieira, Serm\u00e3o da Epifania, 1662, Capela Real em Lisboa, Portugal &#8211; Citado por Berta Ribeiro em entrevista quando recebeu em 1988 o Pr\u00eamio \u00c9rico Vanucci Mendes para trabalhos de Preserva\u00e7\u00e3o da Mem\u00f3ria Nacional, Tradi\u00e7\u00f5es Populares e Tra\u00e7os Culturais durante a 40\u00aa RASBPC)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>O conceito de <em>TecEconomia<\/em> cunhado por ela \u00e9 um dos pilares de sua contribui\u00e7\u00e3o te\u00f3rica. A <em>TecEconomia<\/em> refere-se ao modo como os povos ind\u00edgenas produzem e utilizam tecnologias sustent\u00e1veis para sobreviver em seus ambientes naturais, principalmente na floresta tropical. Os estudos de Berta demonstraram como essas tecnologias podem ser aplicadas a contextos contempor\u00e2neos para promover a conserva\u00e7\u00e3o ambiental e uma explora\u00e7\u00e3o mais sustent\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>\u201c Eu acho que \u00e9 chegado o momento em que n\u00f3s antrop\u00f3logos, linguistas&#8230; e as pessoas envolvidas com a quest\u00e3o ind\u00edgena&#8230; vai ser que, o problema da gente vai ser de que o ind\u00edgena \u00e9 tamb\u00e9m um ec\u00f3logo, ele \u00e9 um ambientalista, ele \u00e9 um defensor da natureza. [&#8230;] Na medida em que n\u00f3s defendemos a autonomia cultural do \u00edndio, aprendemos o manejo da natureza com ele&#8230; [&#8230;] A grande trag\u00e9dia \u00e9 que agora que o mundo est\u00e1 se dando conta da biodiversidade da Amaz\u00f4nia, a grande quantidade de plantas e microrganismos, da fauna e flora&#8230; \u00e9 que o \u00edndio est\u00e1 desaparecendo e com ele todo esse conhecimento. T\u00e3o urgente quanto estudar as l\u00ednguas ind\u00edgenas que fazem parte do patrim\u00f4nio cultural da humanidade, \u00e9 importante estudar o conhecimento da natureza dos \u00edndios e o modo como eles usam a terra. O \u00edndio n\u00e3o desmata como a gente: aquela enorme fazenda de gado, 100 mil hectares&#8230; 10 mil hectares&#8230; aquela loucura! O \u00edndio faz uma ro\u00e7a de 1 hectare que d\u00e1 para ele e sua fam\u00edlia viverem por mais ou menos um ano. E deixa um corredor ecol\u00f3gico no entorno. Quando ele deixa aquela ro\u00e7a de repouso, durante uns dois ou tr\u00eas anos&#8230; aquela floresta vai se refazendo. Ele tamb\u00e9m deixa uma por\u00e7\u00e3o de plantas para os animais comerem: ing\u00e1, pupunha, umari&#8230; ent\u00e3o, ele planta para ele comer e para o bicho tamb\u00e9m. H\u00e1 um conhecimento, um manejo. Ele sabe dentro de seus mitos e supersti\u00e7\u00f5es que ele s\u00f3 ir\u00e1 sobreviver, se ele deixar viver tamb\u00e9m os outros bichos.\u201d<\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\">(Entrevista de Berta Gleizer Ribeiro para o Programa \u2015Tome Ci\u00eancia\u2016 da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia em 1990, por conta do lan\u00e7amento do livro Amaz\u00f4nia Urgente: cinco s\u00e9culos de Hist\u00f3ria e Ecologia.)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Berta abordava quest\u00f5es que partiam desde o manejo de recursos h\u00eddricos e agr\u00edcolas at\u00e9 a produ\u00e7\u00e3o de cer\u00e2mica, fia\u00e7\u00e3o e plum\u00e1ria entre os povos ind\u00edgenas. Para a antrop\u00f3loga, esses conhecimentos tradicionais n\u00e3o eram apenas aspectos culturais, mas estrat\u00e9gias sofisticadas de adapta\u00e7\u00e3o que poderiam ensinar muito \u00e0 sociedade contempor\u00e2nea sobre sustentabilidade e conviv\u00eancia harmoniosa com o meio ambiente\u200b. Os estudos de Berta sobre as pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis dos povos ind\u00edgenas oferecem importantes li\u00e7\u00f5es para os desafios contempor\u00e2neos de conserva\u00e7\u00e3o ambiental e uso respons\u00e1vel dos recursos naturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\"><em>\u201cUm museu n\u00e3o \u00e9 um arquivo morto, uma atividade perdul\u00e1ria, como \u00e9 geralmente considerado, e sim uma institui\u00e7\u00e3o com objetivos did\u00e1ticos, cient\u00edficos e pol\u00edtico-pol\u00eamicos; ao mesmo tempo que uma \u00e1rea de lazer e reflex\u00e3o.\u201d <\/em><\/p>\n<p style=\"padding-left: 160px;\">(Anteprojeto do Museu de Educa\u00e7\u00e3o para o Instituto Nacional de Estudos Pedag\u00f3gicos do Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC) escrito por Berta Ribeiro em 1989)<\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Al\u00e9m de seu trabalho antropol\u00f3gico, Berta tamb\u00e9m desempenhou um importante papel na museologia brasileira. Ela foi respons\u00e1vel pela forma\u00e7\u00e3o de diversas cole\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas em institui\u00e7\u00f5es como o Museu Nacional, Museu do \u00cdndio, no Rio de Janeiro e o Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. Berta via o museu n\u00e3o como um simples reposit\u00f3rio de artefatos, mas como uma ferramenta pedag\u00f3gica para promover o conhecimento e a valoriza\u00e7\u00e3o das culturas ind\u00edgenas. Nesse sentido, foi pioneira ao propor exposi\u00e7\u00f5es que n\u00e3o apenas exibiam objetos, mas que contavam as hist\u00f3rias das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas, suas tecnologias e suas intera\u00e7\u00f5es com o ambiente\u200b. Berta dedicou-se ao ensino, conectando artefatos ind\u00edgenas \u00e0s sociedades que os produziram e ao contexto etnogr\u00e1fico. Sua atua\u00e7\u00e3o como colecionadora e muse\u00f3loga refor\u00e7ou o valor did\u00e1tico e cultural dos museus.<\/p>\n<p>Um dos seus maiores feitos foi a exposi\u00e7\u00e3o \u201c<em>Amaz\u00f4nia Urgente: cinco s\u00e9culos de hist\u00f3ria e ecologia<\/em>\u201d, exibida gratuitamente no hall da esta\u00e7\u00e3o de metr\u00f4 da Carioca no Rio de Janeiro (RJ), no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1990, na qual Berta procurou mostrar a \u00edntima rela\u00e7\u00e3o dos povos amaz\u00f4nicos com a floresta, destacando a import\u00e2ncia de suas pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis para a preserva\u00e7\u00e3o dos recursos naturais\u200b. Essa exposi\u00e7\u00e3o marcou um ponto de inflex\u00e3o na forma como os museus no Brasil abordavam a cultura ind\u00edgena, incentivando a reflex\u00e3o sobre o papel dos museus na preserva\u00e7\u00e3o do patrim\u00f4nio e do conhecimento tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"sua-obra-representa-uma-ponte-entre-o-conhecimento-tradicional-dos-povos-indigenas-e-as-ciencias-sociais-modernas-oferecendo-um-exemplo-notavel-de-como-as-praticas-ancestrais-podem-ser-aplic\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cSua obra representa uma ponte entre o conhecimento tradicional dos povos ind\u00edgenas e as ci\u00eancias sociais modernas, oferecendo um exemplo not\u00e1vel de como as pr\u00e1ticas ancestrais podem ser aplicadas para enfrentar os desafios do presente.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seu legado significativo na antropologia brasileira pode ser observado quando, ainda em vida, ela foi homenageada pela comunidade cient\u00edfica em diversas ocasi\u00f5es, sendo reconhecida por sua dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa e \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da cultura ind\u00edgena. Em 1995, pouco antes de entrar em coma, devido ao c\u00e2ncer cerebral que a tirou do mundo em 1997, foi condecorada com a Ordem Nacional do M\u00e9rito Cient\u00edfico pelo governo brasileiro, uma das mais altas honrarias concedidas a cientistas no pa\u00eds.<\/p>\n<p>Berta Gleizer Ribeiro foi uma figura de destaque na hist\u00f3ria da antropologia no Brasil. O centen\u00e1rio de Berta, celebrado em outubro de 2024, \u00e9 uma oportunidade para homenagear sua significativa contribui\u00e7\u00e3o \u00e0 antropologia brasileira, mas tamb\u00e9m para refletir sobre a necessidade de um maior reconhecimento das mulheres na constru\u00e7\u00e3o do campo cient\u00edfico latino-americano. Sua obra representa uma ponte entre o conhecimento tradicional dos povos ind\u00edgenas e as ci\u00eancias sociais modernas, oferecendo um exemplo not\u00e1vel de como as pr\u00e1ticas ancestrais podem ser aplicadas para enfrentar os desafios do presente. Com uma carreira marcada pelo rigor cient\u00edfico, comprometimento com os povos ind\u00edgenas brasileiros e uma paix\u00e3o inabal\u00e1vel pelo conhecimento, Berta Ribeiro consolidou-se como uma das grandes intelectuais de sua \u00e9poca, cujo legado permanece vivo nas discuss\u00f5es sobre sustentabilidade e preserva\u00e7\u00e3o da cultura dos povos ind\u00edgenas brasileiros. Viva Berta Ribeiro!<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-berta-gleizer-ribeiro-antropologa-e-defensora-dos-direitos-e-cultura-dos-povos-indigenas-da-amazonia-fonte-fundacao-darcy-ribeiro-reproducao\"><strong>Capa. <\/strong><strong>Berta Gleizer Ribeiro: antrop\u00f3loga e defensora dos direitos e cultura dos povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Funda\u00e7\u00e3o Darcy Ribeiro. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A antropologia como ferramenta de mudan\u00e7a social \u00a0 Berta Gleizer Ribeiro (Beltz,&hellip;\n","protected":false},"author":246,"featured_media":7268,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[52,21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7267"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/246"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7267"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7267\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7296,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7267\/revisions\/7296"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7268"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7267"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7267"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7267"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}