{"id":7324,"date":"2024-10-17T07:30:13","date_gmt":"2024-10-17T07:30:13","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7324"},"modified":"2024-10-16T13:56:17","modified_gmt":"2024-10-16T13:56:17","slug":"mulheres-na-ciencia-cultura-desafios-conquistas-e-legado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7324","title":{"rendered":"Mulheres na Ci\u00eancia &#038; Cultura: desafios, conquistas e legado"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"explorando-o-papel-crucial-das-cientistas-brasileiras-na-revista-ao-longo-de-75-anos\"><span style=\"color: #808080;\">Explorando o papel crucial das cientistas brasileiras na revista ao longo de 75 anos<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A participa\u00e7\u00e3o das mulheres na forma\u00e7\u00e3o do pensamento cient\u00edfico remonta aos prim\u00f3rdios da ci\u00eancia. No entanto, ao longo da hist\u00f3ria, essa participa\u00e7\u00e3o enfrentou desafios significativos, refletindo desigualdades tanto culturais quanto estruturais que persistem at\u00e9 hoje. A revista <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\"><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/strong><\/a><\/span> da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\"><strong>Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/strong><\/a><\/span>, como o mais antigo ve\u00edculo de divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica do Brasil, sempre se destacou por incentivar a inclus\u00e3o feminina. Ao longo de seus 75 anos, a revista n\u00e3o apenas testemunhou, mas tamb\u00e9m impulsionou a evolu\u00e7\u00e3o das representa\u00e7\u00f5es e narrativas das mulheres na ci\u00eancia brasileira.<\/p>\n<p>A revista Ci\u00eancia &amp; Cultura tem sido palco de importantes contribui\u00e7\u00f5es de mulheres que deixaram um legado marcante na ci\u00eancia brasileira. Rosina de Barros, renomada pesquisadora e professora da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP), desempenhou um papel crucial na institucionaliza\u00e7\u00e3o da gen\u00e9tica no Brasil. Em 1949, ela se tornou a primeira mulher a publicar um artigo na revista, intitulado \u201cUm caso de altera\u00e7\u00e3o na propor\u00e7\u00e3o entre os sexos, em \u2018<em>Drosophila mercatorum pararepleta<\/em>\u2019\u201d. Este trabalho n\u00e3o apenas demonstra o seu compromisso com a pesquisa em zoologia e biologia celular, como tamb\u00e9m apresenta temas relevantes nas publica\u00e7\u00f5es do Departamento de Biologia Geral nas d\u00e9cadas de 1930 e 1940.<\/p>\n<p>Johanna Dobereiner, agr\u00f4noma pioneira em biologia do solo, deixou sua marca com estudos que revolucionaram a agricultura tropical, especialmente no cultivo de soja. Em 1959, seu artigo \u201cInflu\u00eancia da umidade do solo na popula\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias do g\u00eanero <em>Beijerinckia derx<\/em>\u201d destacou-se na revista pela import\u00e2ncia de suas descobertas para a ci\u00eancia agr\u00edcola. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-johanna-dobereinerreproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7326\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Johanna-216x300.jpg\" alt=\"\" width=\"288\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Johanna-216x300.jpg 216w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Johanna-9x12.jpg 9w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Johanna.jpg 625w\" sizes=\"(max-width: 288px) 100vw, 288px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Johanna Dobereiner<br \/>\n<\/strong>(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Marie Curie, f\u00edsica e qu\u00edmica de renome, primeira mulher a ganhar um Pr\u00eamio Nobel e naturalizada francesa, tamb\u00e9m deixou sua marca na revista em 1981. Com L\u00facia Tosi, ela abordou em seu artigo \u201cA mulher brasileira, a universidade e a pesquisa cient\u00edfica\u201d os desafios enfrentados pelas mulheres na ci\u00eancia, apesar da aus\u00eancia de barreiras legais formais no acesso ao ensino superior no Brasil. Marie Curie destacou os obst\u00e1culos sociais que, segundo ela, eram muitas vezes mais eficazes do que qualquer legisla\u00e7\u00e3o restritiva. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-marie-curiereproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7327\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Marie-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"267\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Marie-200x300.jpg 200w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Marie-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Marie.jpg 637w\" sizes=\"(max-width: 267px) 100vw, 267px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Marie Curie<br \/>\n<\/strong>(Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga e educadora Carolina Bori foi a primeira mulher a presidir a SBPC em 1987. Al\u00e9m de sua lideran\u00e7a marcante, contribuiu significativamente para a populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia no Brasil e advogou pela integra\u00e7\u00e3o da psicologia como disciplina essencial no pa\u00eds. Em 1964, seu artigo \u201cUm curso moderno de psicologia\u201d na revista exemplificou seu compromisso com o avan\u00e7o do conhecimento cient\u00edfico e sua aplica\u00e7\u00e3o pr\u00e1tica na sociedade. (Figura 3)<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-carolina-borifoto-acervo-sbpc-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7325\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline-800x450.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/10\/Caroline.jpg 1037w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Carolina Bori<br \/>\n<\/strong>(Foto: Acervo SBPC. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A revista tamb\u00e9m foi enriquecida por outras mulheres not\u00e1veis, como Mayana Zats, pioneira em biologia molecular e gen\u00e9tica; Lilia Moritz Schwarcz, renomada historiadora e antrop\u00f3loga; Elza Furtado Gomide, a primeira doutora em matem\u00e1tica pela USP; e Ima Vieira, destacada pesquisadora do Museu Paraense Em\u00edlio Goeldi. Cada uma delas contribuiu de forma singular para a ci\u00eancia e deixou um legado importante na hist\u00f3ria da publica\u00e7\u00e3o. Essas mulheres n\u00e3o apenas abriram caminho para futuras gera\u00e7\u00f5es de cientistas, mas tamb\u00e9m redefiniram o panorama da pesquisa cient\u00edfica no Brasil, demonstrando um compromisso cont\u00ednuo com a excel\u00eancia acad\u00eamica e a inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A diversidade de perspectivas e vozes dessas mulheres n\u00e3o apenas enriquece os campos cient\u00edficos e culturais, mas tamb\u00e9m promove a inova\u00e7\u00e3o, beneficiando tanto a qualidade da pesquisa quanto a relev\u00e2ncia cultural. Em um mundo cada vez mais voltado para o conhecimento, \u00e9 crucial garantir espa\u00e7os justos e igualit\u00e1rios para as mulheres em todas as profiss\u00f5es que escolham seguir.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Explorando o papel crucial das cientistas brasileiras na revista ao longo de&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":7328,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7324"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7324"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7324\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7330,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7324\/revisions\/7330"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7328"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7324"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7324"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7324"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}