{"id":7331,"date":"2024-10-21T11:20:07","date_gmt":"2024-10-21T11:20:07","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7331"},"modified":"2024-10-21T11:20:07","modified_gmt":"2024-10-21T11:20:07","slug":"cem-anos-de-sabedoria-as-viagens-de-berta-gleizer-ribeiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7331","title":{"rendered":"Cem anos de sabedoria: as viagens de Berta Gleizer Ribeiro"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"antropologa-brasileira-deixou-legado-de-pesquisas-inovadoras-na-amazonia-e-no-xingu-destacando-a-importancia-das-tradicoes-indigenas-para-a-compreensao-da-diversidade-cultural-do-brasil\"><span style=\"color: #808080;\">Antrop\u00f3loga brasileira deixou legado de pesquisas inovadoras na Amaz\u00f4nia e no Xingu, destacando a import\u00e2ncia das tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas para a compreens\u00e3o da diversidade cultural do Brasil<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No centen\u00e1rio de Berta Gleizer Ribeiro, celebramos o legado de uma das mais importantes antrop\u00f3logas do Brasil. Sua trajet\u00f3ria, marcada por um profundo respeito pelas culturas ind\u00edgenas, consolidou-se como refer\u00eancia na preserva\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o dessas tradi\u00e7\u00f5es. Durante d\u00e9cadas, Berta Ribeiro se dedicou a documentar os modos de vida e as pr\u00e1ticas culturais de povos da Amaz\u00f4nia. \u201cFalar de Berta Ribeiro em seu centen\u00e1rio \u00e9 muito importante porque sua obra atravessa parte do s\u00e9culo XX, mas ainda traz contribui\u00e7\u00f5es para discuss\u00f5es muito atuais\u201d, pontua Bianca Fran\u00e7a, colaboradora do EtnoMuseu &#8211; Laborat\u00f3rio ligado ao Setor de Etnologia e Etnografia e ao Departamento de Antropologia do Museu Nacional, e diretora e produtora do document\u00e1rio \u201cPara Berta, com amor\u201d.<\/p>\n<p>Sua abordagem imersiva e cuidadosa na d\u00e9cada de 1970, ao explorar o Xingu e outras regi\u00f5es, resultou em registros fundamentais para a antropologia brasileira, com destaque para seu livro \u201cDi\u00e1rios do Xingu\u201d, de 1979. Nele, Berta revela detalhes dos rituais e das complexas din\u00e2micas sociais das popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. Suas contribui\u00e7\u00f5es transcenderam a pesquisa acad\u00eamica, ajudando a preservar as culturas ind\u00edgenas e a inspirar futuras gera\u00e7\u00f5es de estudiosos. \u201cEla considerava todo mundo, homem, mulher, crian\u00e7a, adolescente. Ela conversava com todas as pessoas da aldeia\u201d, relembra Jos\u00e9 Lana, ind\u00edgena do povo Desana e um dos colaboradores de Berta Ribeiro em seus estudos sobre os Desana na d\u00e9cada de 1980.<\/p>\n<p>Hoje, sua obra permanece um ponto de refer\u00eancia essencial para compreender as pr\u00e1ticas culturais e sociais dos povos origin\u00e1rios do Brasil, refor\u00e7ando a import\u00e2ncia da diversidade cultural e do respeito \u00e0s tradi\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas. O legado de Berta Gleizer Ribeiro continua vivo e relevante, 100 anos ap\u00f3s o seu nascimento. \u201cEla sempre se envolveu diretamente com as quest\u00f5es pol\u00edticas, nunca recusou prestar depoimentos, escrever textos, fazer confer\u00eancias sobre temas que tivessem implica\u00e7\u00e3o ben\u00e9fica para os pr\u00f3prios ind\u00edgenas e nesse sentido ela configurou a ideia de um intelectual p\u00fablico, de uma pessoa que pode trazer refer\u00eancias importantes n\u00e3o s\u00f3 no mundo cient\u00edfico, mas tamb\u00e9m para causas humanit\u00e1rias importantes na pr\u00f3pria sociedade\u201d, explica Jo\u00e3o Pacheco de Oliveira, professor titular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e curado das cole\u00e7\u00f5es etnogr\u00e1ficas do Museu Nacional.<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Cem anos de sabedoria: as viagens de Berta Gleizer Ribeiro\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9TsP34Yd7B0?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Antrop\u00f3loga brasileira deixou legado de pesquisas inovadoras na Amaz\u00f4nia e no Xingu,&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":7332,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7331"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7331"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7331\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7333,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7331\/revisions\/7333"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7332"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7331"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7331"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7331"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}