{"id":7685,"date":"2024-12-18T08:00:33","date_gmt":"2024-12-18T08:00:33","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7685"},"modified":"2025-10-15T13:12:25","modified_gmt":"2025-10-15T13:12:25","slug":"infodemia-e-saude","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7685","title":{"rendered":"Infodemia e sa\u00fade"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"superabundancia-de-informacoes-controversas-leva-oms-a-colocar-a-desinformacao-como-uma-das-principais-ameacas-a-saude-em-nivel-global\"><span style=\"color: #808080;\">Superabund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es controversas leva OMS a colocar a desinforma\u00e7\u00e3o como uma das principais amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade em n\u00edvel global<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As plataformas de comunica\u00e7\u00e3o est\u00e3o cheias de an\u00fancios de medicamentos falsos, campanhas globais contra vacinas, dissemina\u00e7\u00e3o de tratamentos milagrosos, mas sem comprova\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e receitas m\u00e1gicas para emagrecer. A cada minuto circulam incont\u00e1veis mensagens enganosas pelo WhatsApp, Instagram, Facebook, TikTok, YouTube que fazem da sa\u00fade o campo da ci\u00eancia em que mais s\u00e3o disseminadas \u201cnot\u00edcias\u201d falsas. Os pesquisadores chamam de \u201cinfodemia\u201d essa superabund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es controversas relativas a qualquer assunto em espec\u00edfico. A <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.who.int\/pt\/about\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS)<\/a><\/strong> <\/span>coloca a desinforma\u00e7\u00e3o como uma das principais amea\u00e7as \u00e0 sa\u00fade em n\u00edvel global.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-infodemia-tende-a-provocar-medo-e-incerteza-politizando-temas-de-saude-e-promovendo-a-hesitacao-vacinal\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA infodemia tende a provocar medo e incerteza, politizando temas de sa\u00fade e promovendo a hesita\u00e7\u00e3o vacinal.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cA psicologia cognitiva e a neuroci\u00eancia t\u00eam buscado explicar essa \u2018irracionalidade\u2019, ainda que de forma pouco consensual. Autores t\u00eam falando em cogni\u00e7\u00e3o motivada, ou em efeitos de influ\u00eancia cont\u00ednua das redes sociais e de atores influentes que nelas atuam, instrumentalizando os sistemas de cren\u00e7a e at\u00e9 a ideia de que not\u00edcias falsas podem ser compartilhadas por internautas que acham que seria bom se fosse verdade, como uma forma de refor\u00e7ar suas cren\u00e7as\u201d, explica Luis Henrique do Nascimento Gon\u00e7alves, p\u00f3s-doutorando no Projeto Datifica\u00e7\u00e3o da atividade de comunica\u00e7\u00e3o e trabalho de arranjos de comunicadores, na Escola de Comunica\u00e7\u00e3o e Artes (ECA) da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a><\/strong><\/span>. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-desinformacao-e-negacionismo-contribuiram-para-queda-na-campanha-vacinal-em-todo-o-paisfoto-valter-campanato-agencia-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7687\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-300x180.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-768x460.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-1536x919.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-800x479.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1-1160x694.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. <\/strong><strong>Desinforma\u00e7\u00e3o e negacionismo contribu\u00edram para queda na campanha vacinal em todo o pa\u00eds<br \/>\n<\/strong>(Foto: Valter Campanato\/ Ag\u00eancia Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele tamb\u00e9m aponta que interesses comerciais t\u00eam motivado a massiva dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es falsificadas. \u201cA infodemia tende a provocar medo e incerteza, politizando temas de sa\u00fade e promovendo a hesita\u00e7\u00e3o vacinal. Isso pode ser potencializado quando agentes desinformadores, por exemplo, exploram casos isolados e estatisticamente inevit\u00e1veis de rea\u00e7\u00f5es \u00e0s vacinas. Essa explora\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e econ\u00f4mica tamb\u00e9m pode estimular a cren\u00e7a em tratamentos caseiros e alternativos, que podem catalisar os eventos do citados no primeiro par\u00e1grafo oferecendo esses tratamentos como uma resposta das pessoas comuns n\u00e3o s\u00f3 \u00e0 doen\u00e7a, mas a uma ci\u00eancia cada vez mais fechada e controlada por grande grupos econ\u00f4micos, o que inclusive \u00e9 uma verdade em boa medida. Por exemplo, o est\u00edmulo ao ineficaz tratamento precoce contribuiu com um aumento de vendas da hidroxicloroquina em 6.856.481,39% e da ivermectina em 12.291.129,32%\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"crise-de-referencias-e-o-impacto-dos-falsos-especialistas-no-debate-publico\"><strong>Crise de refer\u00eancias e o impacto dos falsos especialistas no debate p\u00fablico<\/strong><\/h4>\n<p>A crescente desconfian\u00e7a nas autoridades cognitivas tradicionais, como a ci\u00eancia, o jornalismo e a academia, tem contribu\u00eddo para um ambiente de incerteza e desinforma\u00e7\u00e3o. \u201cA prolifera\u00e7\u00e3o de falsos especialistas gera muita confus\u00e3o no debate p\u00fablico. Isso tem implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas que acabam impactando a sa\u00fade p\u00fablica\u201d, acrescenta Marco Andr\u00e9 Feldman Schneider, pesquisador-titular do <strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/ibict\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #800000;\">Instituto Brasileiro de Informa\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia e Tecnologia (Ibict)<\/span><\/a><\/strong> e professor do departamento de Comunica\u00e7\u00e3o Social da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.uff.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal Fluminense (UFF)<\/a><\/strong><\/span>. \u201cAs pessoas n\u00e3o s\u00e3o especialistas. Elas acreditam em explica\u00e7\u00f5es aparentemente plaus\u00edveis e que contrariam o que a ci\u00eancia diz\u201d, completa. \u201cExiste falta de forma\u00e7\u00e3o e de confus\u00e3o das pessoas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s fontes nas quais elas confiam ou n\u00e3o. H\u00e1 uma crise de refer\u00eancias. As refer\u00eancias tradicionais \u2014 a ci\u00eancia, o jornalismo, a academia \u2014 t\u00eam sido muito atacadas. Isso cresce a partir de uma crise de credibilidade das autoridades cognitivas tradicionais da modernidade\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-proliferacao-de-falsos-especialistas-gera-muita-confusao-no-debate-publico-isso-tem-implicacoes-politicas-e-ideologicas-que-acabam-impactando-a-saude-publica\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA prolifera\u00e7\u00e3o de falsos especialistas gera muita confus\u00e3o no debate p\u00fablico. Isso tem implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e ideol\u00f3gicas que acabam impactando a sa\u00fade p\u00fablica.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"riscos-a-saude-publica\"><strong>Riscos \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica<\/strong><\/h4>\n<p>O resultado pr\u00e1tico de estrat\u00e9gias como essa s\u00e3o os piores, em termos de sa\u00fade p\u00fablica. \u201cGra\u00e7as ao trabalho de combate ao negacionismo e de intenso planejamento local, o Brasil saiu da lista dos 20 pa\u00edses que menos estavam vacinando no mundo\u201d, relatou a Ministra da Sa\u00fade, N\u00edsia Trindade, em recente entrevista coletiva. Segundo ela, a queda das coberturas vacinais come\u00e7ou a ser notada a partir de 2016, devido \u00e0 dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o sobre os imunizantes. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-devido-ao-trabalho-de-combate-ao-negacionismo-e-ao-intenso-planejamento-local-o-brasil-deixou-a-lista-dos-20-paises-que-menos-estavam-vacinando-no-mundo-foto-jose-cruz-agencia-brasil-r\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7688\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-1536x1024.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2-1160x773.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/12\/CC-4E24-reportagem-2-figura-2.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2.<\/strong><strong> Devido ao trabalho de combate ao negacionismo e ao intenso planejamento local, o Brasil deixou a lista dos 20 pa\u00edses que menos estavam vacinando no mundo.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Jos\u00e9 Cruz\/ Ag\u00eancia Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 2023, observou N\u00edsia Trindade, o Brasil voltou a registrar aumento da vacina\u00e7\u00e3o de 13 das 16 principais vacinas do calend\u00e1rio do Programa Nacional de Imuniza\u00e7\u00f5es (PNI). A m\u00e9dia de alta nos imunizantes que apresentaram recupera\u00e7\u00e3o foi de 7,1 pontos percentuais. Nacionalmente a que mais cresceu em cobertura foi a vacina tr\u00edplice bacteriana, com 9,23 pontos, passando de 67.4% para 76,7%.<\/p>\n<p>De acordo com o Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, em outubro de 2023 o governo federal lan\u00e7ou o programa<span style=\"color: #800000;\"><strong> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/saude\/pt-br\/assuntos\/saude-com-ciencia\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sa\u00fade com Ci\u00eancia<\/a><\/strong><\/span>, criado para combater a desinforma\u00e7\u00e3o na \u00e1rea da sa\u00fade, valorizar a ci\u00eancia, e oferecer informa\u00e7\u00e3o verificada e confi\u00e1vel sobre vacinas e outros temas. Cerca de 100 mil conte\u00fados e coment\u00e1rios foram analisados, revelando que as mentiras mais comuns associavam falsamente a vacina contra covid-19 a doen\u00e7as como c\u00e2ncer, aids, e at\u00e9 controle populacional por meio de chips implantados. Nesse per\u00edodo, as vacinas contra a covid-19 s\u00e3o as que mais sofrem com desinforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ha-uma-crise-de-referencias-as-referencias-tradicionais-a-ciencia-o-jornalismo-a-academia-tem-sido-muito-atacadas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cH\u00e1 uma crise de refer\u00eancias. As refer\u00eancias tradicionais &#8211; a ci\u00eancia, o jornalismo, a academia &#8211; t\u00eam sido muito atacadas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m, esse problema da queda da cobertura vacinal n\u00e3o tem uma causa apenas, como aponta Luis Gon\u00e7alves: \u201cEste \u00e9 um problema multideterminado. Pode haver uma esp\u00e9cie de efeito paradoxal do sucesso das vacina\u00e7\u00f5es anteriores que, ao erradicarem doen\u00e7as, eliminaram tamb\u00e9m a mem\u00f3ria social sobre elas e a luta cient\u00edfico-sanit\u00e1ria pela sua supera\u00e7\u00e3o. A crescente complexidade da ci\u00eancia, combinada com um letramento em sa\u00fade insuficiente, pode provocar ceticismo e desconfian\u00e7a, principalmente em lugares onde h\u00e1 hist\u00f3rico de abusos de experimentos em sa\u00fade, especialmente em popula\u00e7\u00f5es marginalizadas, como nos Estados Unidos. Al\u00e9m disso, esses e outros fatores podem ser amplificados pelas redes sociais e sua economia da aten\u00e7\u00e3o, onde conte\u00fados emocionados e apelativos alcan\u00e7am maior engajamento e audi\u00eancia, aumentando o faturamento publicit\u00e1rio de plataformas como Instagram e TikTok. Por exemplo, essa estrutura favorece interfer\u00eancias pol\u00edticas e geoecon\u00f4micas, como no caso das not\u00edcias falsas sobre as vacinas chinesas disseminadas na \u00c1sia pelo governo dos os Estados Unidos\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-informacoes-controversas-e-desinformacao-representam-um-risco-iminente-a-saude-publica-global-foto-ascom-santa-casa-reproducao\"><strong>Capa. <\/strong><strong>Informa\u00e7\u00f5es controversas e desinforma\u00e7\u00e3o representam um risco iminente \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica global.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Ascom\/ Santa Casa. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Superabund\u00e2ncia de informa\u00e7\u00f5es controversas leva OMS a colocar a desinforma\u00e7\u00e3o como uma&hellip;\n","protected":false},"author":264,"featured_media":7686,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7685"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/264"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7685"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9132,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7685\/revisions\/9132"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7686"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}