{"id":7899,"date":"2025-02-11T07:55:03","date_gmt":"2025-02-11T07:55:03","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7899"},"modified":"2025-02-07T18:58:06","modified_gmt":"2025-02-07T18:58:06","slug":"uma-ciencia-quantica-brasileira-de-impacto-global-e-sim-possivel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7899","title":{"rendered":"Uma ci\u00eancia qu\u00e2ntica brasileira de impacto global \u00e9 sim poss\u00edvel"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"a-urgencia-de-uma-estrategia-nacional-estruturada-para-transformar-o-pais-em-um-protagonista-da-revolucao-quantica-global\"><span style=\"color: #808080;\">A urg\u00eancia de uma estrat\u00e9gia nacional estruturada para transformar o pa\u00eds em um protagonista da revolu\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica global.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"introducao\"><strong>Introdu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) declarou 2025 como o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/quantum2025-org.translate.goog\/?_x_tr_sl=en&amp;_x_tr_tl=pt&amp;_x_tr_hl=pt&amp;_x_tr_pto=tc\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ano da Ci\u00eancia e das Tecnologias Qu\u00e2nticas<\/strong><\/a><\/span>, em celebra\u00e7\u00e3o ao centen\u00e1rio de um artigo cient\u00edfico revolucion\u00e1rio do f\u00edsico alem\u00e3o Werner Heisenberg. Publicado em 1925, este trabalho deu in\u00edcio a uma nova era na mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, cujos efeitos moldaram e continuam influenciando a ci\u00eancia e a tecnologia at\u00e9 hoje. O objetivo do Ano da Qu\u00e2ntica \u00e9 aumentar a conscientiza\u00e7\u00e3o entre o p\u00fablico e os tomadores de decis\u00e3o sobre os impactos cient\u00edficos, tecnol\u00f3gicos, culturais, \u00e9ticos e socioecon\u00f4micos que a atual revolu\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica pode trazer em um futuro pr\u00f3ximo. Neste artigo, exploraremos as fascinantes facetas da ci\u00eancia qu\u00e2ntica e os seus desafios.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-primeira-revolucao-quantica\"><strong>A Primeira Revolu\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica<\/strong><\/h4>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo 20, \u00e0 medida que os cientistas se aprofundavam no mundo microsc\u00f3pico da mat\u00e9ria, ficou evidente que as teorias f\u00edsicas vigentes eram inadequadas para descrever o que era observado. Em 1900, o f\u00edsico alem\u00e3o Max Planck fez uma descoberta que mudaria a hist\u00f3ria da ci\u00eancia: a radia\u00e7\u00e3o emitida por corpos aquecidos s\u00f3 podia ser explicada se a troca de energia entre mat\u00e9ria e luz ocorresse em pacotes discretos, denominados \u201cquanta\u201d. Apesar de inicialmente considerar essa ideia um \u201cato de desespero\u201d, Planck havia semeado o conceito central que daria origem \u00e0 mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, a teoria f\u00edsica mais precisa e bem-sucedida j\u00e1 desenvolvida. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-fisico-alemao-max-planck-mudou-historia-da-ciencia-com-a-descoberta-da-lei-que-rege-a-chamada-radiacao-de-corpo-negro-o-primeiro-passo-no-desenvolvimento-da-teoria-quantica-fonte-german-f\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7901\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura1-208x300.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura1-208x300.jpg 208w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura1-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura1.jpg 618w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. F\u00edsico alem\u00e3o Max Planck mudou hist\u00f3ria da ci\u00eancia com a descoberta da lei que rege a chamada radia\u00e7\u00e3o de corpo negro o primeiro passo no desenvolvimento da teoria qu\u00e2ntica.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: German Federal Archive\/ Wikimedia. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A mec\u00e2nica qu\u00e2ntica permite prever e explicar as propriedades de part\u00edculas fundamentais, como el\u00e9trons e f\u00f3tons, e o comportamento de \u00e1tomos, mol\u00e9culas e materiais. Al\u00e9m disso, ela desempenha um papel crucial no estudo de fen\u00f4menos astrof\u00edsicos, como a estrutura das estrelas, buracos negros e at\u00e9 mesmo a origem e evolu\u00e7\u00e3o do universo.<\/p>\n<p>No campo tecnol\u00f3gico, as aplica\u00e7\u00f5es da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica mudaram o mundo. Tecnologias como transistores e lasers impulsionaram a era da informa\u00e7\u00e3o, permitindo o desenvolvimento de computadores, smartphones e redes de comunica\u00e7\u00e3o modernas. Uma estimativa de uma d\u00e9cada atr\u00e1s sugeriu que inven\u00e7\u00f5es baseadas na teoria qu\u00e2ntica representavam entre 30% e 35% do PIB dos Estados Unidos \u2014 um n\u00famero que certamente \u00e9 ainda maior hoje. Essa transforma\u00e7\u00e3o abrangente na ci\u00eancia e na tecnologia ao longo do s\u00e9culo 20 ficou conhecida como a \u201cprimeira revolu\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-segunda-revolucao-quantica\"><strong>A Segunda Revolu\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica<\/strong><\/h4>\n<p>Atualmente, estamos presenciando o desdobramento da chamada \u201csegunda revolu\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica\u201d. Enquanto a primeira revolu\u00e7\u00e3o possibilitou dispositivos regidos pelas leis da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, o processamento de informa\u00e7\u00e3o nestes dispositivos permaneceu cl\u00e1ssico, com c\u00e1lculos baseados em sequ\u00eancias de bits (0s e 1s). Essencialmente, o hardware tornou-se parcialmente qu\u00e2ntico, mas o software permaneceu tradicional.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"diversos-paises-identificaram-a-ciencia-e-a-tecnologia-quantica-como-areas-estrategicas-e-cruciais-para-a-soberania-nacional\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cDiversos pa\u00edses identificaram a ci\u00eancia e a tecnologia qu\u00e2ntica como \u00e1reas estrat\u00e9gicas e cruciais para a soberania nacional.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com o advento da ci\u00eancia e tecnologia qu\u00e2nticas modernas, tanto o hardware quanto o software passaram a explorar as propriedades qu\u00e2nticas da informa\u00e7\u00e3o. Conceitos como superposi\u00e7\u00e3o, emaranhamento e teleporte qu\u00e2ntico, antes restritos \u00e0 fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica ou a experimentos imagin\u00e1rios, come\u00e7aram a ser implementados em laborat\u00f3rios de universidades, startups e grandes empresas de tecnologia ao redor do mundo.<\/p>\n<p>As aplica\u00e7\u00f5es das tecnologias qu\u00e2nticas podem ser agrupadas em quatro grandes \u00e1reas:<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<ol>\n<li><strong>Computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica<\/strong>: A mais disruptiva, promete resolver classes de problemas que est\u00e3o al\u00e9m do alcance mesmo dos supercomputadores mais poderosos. Entre eles, destaca-se a vulnerabilidade de protocolos de criptografia amplamente utilizados e problemas de otimiza\u00e7\u00e3o com aplica\u00e7\u00f5es variadas.<\/li>\n<li><strong>Simula\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica<\/strong>: Pode revolucionar o desenvolvimento de novos materiais, subst\u00e2ncias qu\u00edmicas e medicamentos, proporcionando m\u00e9todos mais precisos e acess\u00edveis.<\/li>\n<li><strong>Metrologia qu\u00e2ntica<\/strong>: Sistemas qu\u00e2nticos extremamente sens\u00edveis permitem medi\u00e7\u00f5es precisas de grandezas f\u00edsicas, como campos magn\u00e9ticos e gravitacionais. Um exemplo pr\u00e1tico \u00e9 o LIGO, que pode usar sensores qu\u00e2nticos para detectar ondas gravitacionais com alt\u00edssima precis\u00e3o.<\/li>\n<li><strong>Comunica\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica<\/strong>: J\u00e1 bem desenvolvida, possibilita a troca de informa\u00e7\u00f5es de forma fundamentalmente segura, pois qualquer tentativa de intercepta\u00e7\u00e3o seria detectada gra\u00e7as \u00e0s pr\u00f3prias leis da f\u00edsica.<\/li>\n<\/ol>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-corrida-do-ouro-quantico\"><strong>A corrida do ouro qu\u00e2ntico<\/strong><\/h4>\n<p>Com tamanho potencial tecnol\u00f3gico, n\u00e3o \u00e9 surpreendente que governos, empresas de tecnologia e diversos setores industriais estejam investindo massivamente no tema. Segundo a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.qureca.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Qureca<\/span><\/strong><\/a>, uma plataforma que re\u00fane informa\u00e7\u00f5es sobre iniciativas relacionadas \u00e0s tecnologias qu\u00e2nticas, pelo menos 42 bilh\u00f5es de d\u00f3lares foram investidos globalmente no setor. Estimativas conservadoras sugerem que esse n\u00famero pode dobrar ao longo da pr\u00f3xima d\u00e9cada. Entre os pa\u00edses que lideram esses esfor\u00e7os, destaca-se a China, com investimentos superiores a US $ 15 bilh\u00f5es, seguida pelos Estados Unidos, Alemanha e Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dos aportes governamentais, fundamentais para viabilizar essas novas tecnologias, o papel das empresas privadas tem ganhado destaque no cen\u00e1rio atual. Gigantes como Google e IBM lideraram por anos a corrida no desenvolvimento de computadores qu\u00e2nticos baseados em qubits (os bits qu\u00e2nticos) supercondutores. Mais recentemente, no entanto, startups e empresas emergentes t\u00eam explorado novas abordagens, superando importantes desafios. A IonQ, por exemplo, com valor de mercado superior a US $ 8 bilh\u00f5es, aposta em \u00edons aprisionados (\u00e1tomos excitados) como base de seus computadores qu\u00e2nticos. J\u00e1 a QuEra utiliza \u00e1tomos neutros para construir suas m\u00e1quinas, alcan\u00e7ando avan\u00e7os significativos no aumento do n\u00famero de qubits e na corre\u00e7\u00e3o de erros qu\u00e2nticos \u2014 desafios cruciais para tornar essas m\u00e1quinas funcionalmente \u00fateis. Em um movimento estrat\u00e9gico recente, o governo australiano anunciou um investimento de 1 bilh\u00e3o de d\u00f3lares australianos na PsiQuantum, uma empresa que desenvolve computadores qu\u00e2nticos baseados em part\u00edculas de luz integradas a chips de sil\u00edcio, cujos detalhes permanecem um segredo bem guardado.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"desde-2023-o-brasil-comecou-a-reconhecer-o-papel-estrategico-das-tecnologias-quanticas-aumentando-significativamente-os-investimentos-na-area\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cDesde 2023, o Brasil come\u00e7ou a reconhecer o papel estrat\u00e9gico das tecnologias qu\u00e2nticas, aumentando significativamente os investimentos na \u00e1rea.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No campo da comunica\u00e7\u00e3o e da criptografia qu\u00e2ntica, atualmente a tecnologia qu\u00e2ntica mais madura, existem dezenas, possivelmente centenas, de empresas e startups operando globalmente. Um exemplo pioneiro \u00e9 a empresa su\u00ed\u00e7a ID Quantique, que em 2007 utilizou tecnologia qu\u00e2ntica para garantir a seguran\u00e7a de uma parte da rede de comunica\u00e7\u00e3o empregada na contagem de votos de uma elei\u00e7\u00e3o em Genebra. Na Am\u00e9rica Latina, a Sequre Quantum emprega part\u00edculas qu\u00e2nticas de luz para gerar n\u00fameros aleat\u00f3rios utilizados na loteria nacional do Chile. J\u00e1 em 2017, a China impressionou o mundo ao lan\u00e7ar o sat\u00e9lite <em>Micius<\/em>, o primeiro capaz de produzir f\u00f3tons emaranhados e distribu\u00ed-los pelo vasto territ\u00f3rio chin\u00eas, marcando um passo fundamental na cria\u00e7\u00e3o da rede qu\u00e2ntica chinesa de comunica\u00e7\u00e3o interligando diversos setores estrat\u00e9gicos do pa\u00eds asi\u00e1tico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"embargo-quantico\"><strong>Embargo qu\u00e2ntico<\/strong><\/h4>\n<p>Embora as tecnologias qu\u00e2nticas ainda estejam em grande parte em desenvolvimento e provavelmente distantes pelo menos uma d\u00e9cada do uso pr\u00e1tico em larga escala, j\u00e1 emergem no cen\u00e1rio internacional os primeiros ind\u00edcios de uma \u201cguerra fria\u201d tecnol\u00f3gica. Diversos pa\u00edses identificaram a ci\u00eancia e a tecnologia qu\u00e2ntica como \u00e1reas estrat\u00e9gicas e cruciais para a soberania nacional, lan\u00e7ando grandes iniciativas nacionais para impulsionar a pesquisa, formar recursos humanos especializados, fortalecer a competitividade econ\u00f4mica e garantir a independ\u00eancia tecnol\u00f3gica. Esse movimento n\u00e3o passou despercebido por organiza\u00e7\u00f5es como a OTAN, que j\u00e1 considera as tecnologias qu\u00e2nticas como pe\u00e7as-chave em seus planos de defesa e seguran\u00e7a. Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, muitos pa\u00edses passaram a adotar medidas restritivas relacionadas \u00e0s tecnologias qu\u00e2nticas. Exporta\u00e7\u00f5es de computadores e dispositivos qu\u00e2nticos t\u00eam sido controladas, e colabora\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais, antes incentivadas, agora enfrentam regulamenta\u00e7\u00f5es que dificultam parcerias entre cientistas de diferentes na\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Para pa\u00edses como o Brasil, que infelizmente est\u00e3o atrasados nessa corrida tecnol\u00f3gica, os efeitos desse \u201cembargo tecnol\u00f3gico\u201d s\u00e3o profundamente prejudiciais. Al\u00e9m das restri\u00e7\u00f5es internacionais, quest\u00f5es socioecon\u00f4micas t\u00eam sido um obst\u00e1culo significativo. Muitos pesquisadores brasileiros j\u00e1 n\u00e3o conseguem prosseguir com suas pesquisas em computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica devido aos altos custos cobrados por empresas internacionais para o acesso a dispositivos qu\u00e2nticos. Outro problema \u00e9 a dificuldade crescente de publicar em revistas cient\u00edficas de prest\u00edgio, que frequentemente exigem taxas exorbitantes, limitando a dissemina\u00e7\u00e3o de ideias e o avan\u00e7o da pesquisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-desafio-quantico-brasileiro\"><strong>O desafio qu\u00e2ntico brasileiro<\/strong><\/h4>\n<p>No in\u00edcio deste s\u00e9culo, o Brasil despontava como refer\u00eancia no campo da informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, a ci\u00eancia fundamental por tr\u00e1s das tecnologias qu\u00e2nticas. A cria\u00e7\u00e3o do Instituto do Mil\u00eanio de Informa\u00e7\u00e3o Qu\u00e2ntica e, posteriormente, a forma\u00e7\u00e3o de Institutos Nacionais de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCTs) na \u00e1rea possibilitaram a forma\u00e7\u00e3o de gera\u00e7\u00f5es de cientistas altamente qualificados. Muitos desses pesquisadores optaram por permanecer no pa\u00eds, onde criaram novos grupos de pesquisa e impulsionaram linhas de investiga\u00e7\u00e3o promissoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"e-perfeitamente-possivel-desenvolver-uma-ciencia-quantica-brasileira-nacional-regional-cooperativa-inclusiva-e-de-impacto-global\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201c\u00c9 perfeitamente poss\u00edvel desenvolver uma ci\u00eancia qu\u00e2ntica brasileira \u2014 nacional, regional, cooperativa, inclusiva e de impacto global.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No entanto, a partir de 2016, o cen\u00e1rio mudou drasticamente com a significativa redu\u00e7\u00e3o dos investimentos em ci\u00eancia e tecnologia. O Brasil passou a enfrentar uma <strong>fuga de c\u00e9rebros sem precedentes<\/strong>. Pesquisadores de renome internacional, j\u00e1 consolidados no pa\u00eds, foram atra\u00eddos por melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho no exterior, enquanto talentos brasileiros que atuavam fora deixaram de retornar. Como reflexo desse \u00eaxodo, hoje, praticamente todos os pa\u00edses que investem seriamente em tecnologias qu\u00e2nticas contam com cientistas brasileiros em posi\u00e7\u00f5es de destaque.<\/p>\n<p>Segundo um <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/abori.com.br\/ciencia\/producao-ciencia-tecnologia-quanticas\/#:~:text=Os%20dados%20revelam%20uma%20queda,o%2021o%20lugar%20em%202023.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>estudo recente<\/strong><\/a><\/span> da <a href=\"https:\/\/abori.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #800000;\">ag\u00eancia Bori<\/span><\/strong><\/a>, o Brasil ocupa atualmente a 21\u00aa posi\u00e7\u00e3o no n\u00famero de publica\u00e7\u00f5es em ci\u00eancia e tecnologia qu\u00e2nticas entre 2014 e 2023. Embora esse dado reflita o impacto de anos de escassez de recursos, tamb\u00e9m \u00e9 um testemunho da resili\u00eancia da comunidade cient\u00edfica brasileira, que conseguiu se manter competitiva mesmo diante de condi\u00e7\u00f5es adversas. Em contraste, os pa\u00edses que nos ultrapassaram nesse per\u00edodo t\u00eam realizado investimentos expressivos e consistentes, frequentemente na casa de bilh\u00f5es de d\u00f3lares, com estrat\u00e9gias de longo prazo.<\/p>\n<p>H\u00e1, no entanto, motivos para otimismo. Desde 2023, o Brasil come\u00e7ou a reconhecer o <strong>papel estrat\u00e9gico das tecnologias qu\u00e2nticas<\/strong>, aumentando significativamente os investimentos na \u00e1rea. O Governo Federal, o <strong>Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00f5es (MCTI) e<\/strong> o Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (<strong>CNPq) <\/strong>desempenham um papel crucial nesse novo momento. Em especial, a Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp) lan\u00e7ou um programa pioneiro para impulsionar as tecnologias qu\u00e2nticas no estado de S\u00e3o Paulo, que promete colocar o Brasil em uma posi\u00e7\u00e3o mais competitiva no cen\u00e1rio global.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, outras iniciativas relevantes demonstram um esfor\u00e7o de descentraliza\u00e7\u00e3o e democratiza\u00e7\u00e3o dos recursos. O <strong>Senai Cimatec<\/strong>, em Salvador, recebeu recentemente um aporte de <strong>R$ 60 milh\u00f5es<\/strong> para a cria\u00e7\u00e3o de um Centro de Compet\u00eancias em Tecnologias Qu\u00e2nticas, refor\u00e7ando a presen\u00e7a da regi\u00e3o Nordeste na vanguarda tecnol\u00f3gica. Da mesma forma, a <strong>Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)<\/strong> anunciou a cria\u00e7\u00e3o do <strong>Instituto Quanta<\/strong>, com financiamento de <strong>R$ 15 milh\u00f5es<\/strong> da Finep, um marco para a regi\u00e3o e para a ci\u00eancia brasileira como um todo. Esses exemplos mostram que, apesar das desigualdades regionais ainda presentes no pa\u00eds, \u00e9 poss\u00edvel compartilhar os recursos, embora ainda limitados, de forma mais equitativa. No entanto, \u00e9 necess\u00e1rio destacar uma quest\u00e3o cr\u00edtica: os valores das bolsas de pesquisa em muitos estados brasileiros continuam sendo baseados nos valores praticados pelo CNPq, que, em alguns casos, representam apenas <strong>40% dos valores pagos no estado de S\u00e3o Paulo<\/strong>. Essa discrep\u00e2ncia gera uma <strong>\u201cfuga de c\u00e9rebros interna\u201d<\/strong>, com pesquisadores migrando de suas regi\u00f5es para locais onde encontram melhores condi\u00e7\u00f5es de trabalho e remunera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 urgente, portanto, que os valores das bolsas de pesquisa sejam ajustados nacionalmente, seguindo o exemplo positivo da Fapesp. Essa uniformiza\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para evitar a concentra\u00e7\u00e3o de talentos em poucos estados e para promover um desenvolvimento cient\u00edfico mais integrado e sustent\u00e1vel em todo o pa\u00eds. N\u00e3o restam d\u00favidas de que, se os investimentos forem mantidos e ampliados, o Brasil poder\u00e1 retomar sua posi\u00e7\u00e3o de destaque no campo das tecnologias qu\u00e2nticas nos pr\u00f3ximos anos, contribuindo n\u00e3o apenas para o avan\u00e7o cient\u00edfico, mas tamb\u00e9m para a soberania tecnol\u00f3gica e o desenvolvimento econ\u00f4mico do pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ciencia-quantica-e-ciencia-aberta-perspectivas\"><strong>Ci\u00eancia Qu\u00e2ntica e Ci\u00eancia Aberta &#8211; perspectivas<\/strong><\/h4>\n<p>Apesar dessas dificuldades, existem tamb\u00e9m exemplos positivos de iniciativas que ajudam a disseminar e democratizar a ci\u00eancia qu\u00e2ntica, no \u00e2mbito da ci\u00eancia aberta. No campo educacional, algumas empresas do setor t\u00eam se dedicado a formar especialistas ao n\u00edvel global. A IBM, por exemplo, foi pioneira ao disponibilizar o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ibm.com\/quantum\/qiskit\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Qiskit<\/strong><\/a><\/span>, um software de c\u00f3digo aberto para programa\u00e7\u00e3o de computadores qu\u00e2nticos. Al\u00e9m disso, a empresa oferece regularmente cursos online gratuitos e promove competi\u00e7\u00f5es que permitem aos participantes acessar seus dispositivos qu\u00e2nticos, fomentando o aprendizado pr\u00e1tico e a inova\u00e7\u00e3o. Outra iniciativa not\u00e1vel \u00e9 da Xanadu, que fornece o <a href=\"https:\/\/translate.google.com\/translate?u=https:\/\/www.xanadu.ai\/products\/pennylane\/&amp;hl=pt&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;client=srp&amp;prev=search\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Pennylane<\/span><\/strong><\/a>, uma biblioteca de software gratuita que tem ajudado cientistas e estudantes ao redor do mundo a explorar os limites da computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>No \u00e2mbito das publica\u00e7\u00f5es cient\u00edficas, destaca-se o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/arxiv.org\/list\/cs.AI\/recent\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>arXiv<\/strong><\/a><\/span>, uma plataforma pioneira criada h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, que oferece acesso gratuito a <em>preprints<\/em> (resultados cient\u00edficos preliminares). Utilizado pela ampla maioria dos pesquisadores na \u00e1rea qu\u00e2ntica, o arXiv tem sido essencial para a r\u00e1pida dissemina\u00e7\u00e3o do conhecimento. Outro exemplo de sucesso \u00e9 o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/quantum-journal.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Quantum Journal<\/strong><\/a><\/span>, uma revista cient\u00edfica criada e gerida por cientistas da \u00e1rea. Totalmente gratuita e de alto impacto, ela rapidamente se tornou uma refer\u00eancia para publica\u00e7\u00f5es em ci\u00eancia e tecnologia qu\u00e2ntica.<\/p>\n<p>Um exemplo recente dedicado \u00e0 ci\u00eancia qu\u00e2ntica aberta \u00e9 o instituto <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/quantum.cern\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Open Quantum Computing<\/strong><\/a><\/span>, inicialmente abrigado no CERN, cujo objetivo \u00e9 fornecer a todos os pesquisadores da \u00e1rea acesso aberto e inclusivo a software e um pool de m\u00e1quinas na nuvem. Visa ampliar e disseminar o conhecimento em ci\u00eancia qu\u00e2ntica para qualquer pesquisador, independente de onde realize sua pesquisa.<\/p>\n<p>Como em todos os outros dom\u00ednios de pesquisa, e ainda mais nesta \u00e1rea t\u00e3o nova e promissora, s\u00e3o muitos os desafios para dissemina\u00e7\u00e3o da pr\u00e1tica de abertura de pesquisas e resultados. Destaca-se a necessidade de mudan\u00e7a de cultura, j\u00e1 que muitos pesquisadores da \u00e1rea desconhecem o movimento e seu potencial. Embora j\u00e1 seja padr\u00e3o a colabora\u00e7\u00e3o por meio de compartilhamento de resultados, falta conscientizar os pesquisadores da \u00e1rea sobre o que significa disponibiliza\u00e7\u00e3o: \u201co mais aberto que poss\u00edvel, t\u00e3o fechado quanto necess\u00e1rio\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"uma-iniciativa-quantica-brasileira\"><strong>Uma iniciativa qu\u00e2ntica brasileira<\/strong><\/h4>\n<p>Expostos os fatos, encerro este artigo com uma proposta. Al\u00e9m dos desafios j\u00e1 mencionados \u2014 como baixo investimento, embargo tecnol\u00f3gico, fuga de c\u00e9rebros, entre outros \u2014 acredito que uma quest\u00e3o em particular intensifica ainda mais o atraso do Brasil no cen\u00e1rio global das tecnologias qu\u00e2nticas. Os pa\u00edses que se destacam na \u00e1rea reconheceram a necessidade de uma iniciativa nacional estruturada, bem financiada e de longo prazo em ci\u00eancia e tecnologia qu\u00e2nticas. No Brasil, embora existam tentativas promissoras, essas iniciativas ainda s\u00e3o incipientes.<\/p>\n<p>Todos os pa\u00edses desenvolvidos, sem exce\u00e7\u00e3o, assim como v\u00e1rios em desenvolvimento, t\u00eam implementado estrat\u00e9gias nacionais voltadas \u00e0 ci\u00eancia qu\u00e2ntica. Em cada uma delas, destaca-se a cria\u00e7\u00e3o de novos centros de pesquisa, que se tornam polos de atra\u00e7\u00e3o e pontos de refer\u00eancia para os cientistas do setor. Esse movimento desencadeia um ciclo virtuoso: os pa\u00edses fortalecem a expertise de seus pr\u00f3prios pesquisadores, ret\u00eam talentos e atraem especialistas do exterior, promovendo um ambiente prop\u00edcio para colabora\u00e7\u00f5es de alto impacto. Esses polos n\u00e3o apenas impulsionam descobertas cient\u00edficas de ponta, mas tamb\u00e9m se consolidam como refer\u00eancias globais de excel\u00eancia para a comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Embora a maioria desses centros ou iniciativas seja financiada por recursos p\u00fablicos \u2014 como o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/iqim.caltech.edu\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Institute for Quantum Information and Matter<\/strong><\/a><\/span>, do Caltech, nos Estados Unidos, e o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.munich-quantum-valley.de\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Munich Quantum Valley<\/strong><\/a><\/span>, em Munique, na Alemanha \u2014 diversas institui\u00e7\u00f5es qu\u00e2nticas t\u00eam sido criadas e mantidas por patronos e parcerias p\u00fablico-privadas. Exemplos relevantes incluem o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/quantumforlife.ku.dk\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Quantum for Life Centre<\/strong><\/a>,<\/span> em Copenhague, financiado pela farmac\u00eautica Novo Nordisk, e o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.chalmers.se\/en\/centres\/wacqt\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Wallenberg Centre for Quantum Technology<\/strong><\/a><\/span>, na Su\u00e9cia, sustentado pela Wallenberg Foundation. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-pesquisa-no-munich-quantum-valleyfonte-mqv-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-7900\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2-768x513.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2-800x534.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/02\/CC-1E25-opinia\u0303o-Uma-Cie\u0302ncia-Qua\u0302ntica-Brasileira-de-Impacto-Global-e\u0301-Sim-Possi\u0301vel-figura2.jpg 1014w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Pesquisa no Munich Quantum Valley<br \/>\n<\/strong>(Fonte: MQV. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Est\u00e1 mais do que na hora de o Brasil se inspirar nesses modelos bem-sucedidos. \u00c9 perfeitamente poss\u00edvel desenvolver uma ci\u00eancia qu\u00e2ntica brasileira \u2014 nacional, regional, cooperativa, inclusiva e de impacto global. E ainda, quando poss\u00edvel, disseminando e aproveitando as boas pr\u00e1ticas da ci\u00eancia aberta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-o-ano-da-ciencia-e-das-tecnologias-quanticas-inspira-o-brasil-a-desenvolver-uma-ciencia-quantica-nacional-cooperativa-inclusiva-e-com-impacto-global-fonte-freepik-com-reproducao\"><strong>Capa. O Ano da Ci\u00eancia e das Tecnologias Qu\u00e2nticas inspira o Brasil a desenvolver uma ci\u00eancia qu\u00e2ntica nacional, cooperativa, inclusiva e com impacto global.<\/strong><br \/>\n(Fonte: Freepik.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A urg\u00eancia de uma estrat\u00e9gia nacional estruturada para transformar o pa\u00eds em&hellip;\n","protected":false},"author":269,"featured_media":7902,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7899"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/269"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7899"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7899\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7904,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7899\/revisions\/7904"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7902"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7899"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7899"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7899"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}