{"id":7925,"date":"2025-02-13T07:30:36","date_gmt":"2025-02-13T07:30:36","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7925"},"modified":"2025-11-25T11:39:46","modified_gmt":"2025-11-25T11:39:46","slug":"o-que-se-faz-necessario-para-maior-equidade-de-genero-e-o-respeito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=7925","title":{"rendered":"\u201cO que se faz necess\u00e1rio para maior equidade de g\u00eanero \u00e9 o respeito\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-a-oceanografa-vania-neu-professora-do-programa-de-pos-graduacao-em-aquicultura-e-recursos-aquaticos-tropicais-da-ufra\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com a ocean\u00f3grafa V\u00e2nia Neu, professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Aquicultura e Recursos Aqu\u00e1ticos Tropicais da UFRA<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><em>Em um cen\u00e1rio de mudan\u00e7as clim\u00e1ticas aceleradas e desafios ambientais crescentes, a ocean\u00f3grafa V\u00e2nia Neu emerge como uma voz essencial na luta pela preserva\u00e7\u00e3o dos recursos h\u00eddricos e pela melhoria da qualidade de vida das popula\u00e7\u00f5es ribeirinhas da Amaz\u00f4nia. Com uma trajet\u00f3ria marcada por dedica\u00e7\u00e3o \u00e0 pesquisa e ao ensino, V\u00e2nia Neu \u00e9 especialista em ecologia de manguezais e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, atuando como docente em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o na UFRA, UFPA e IFPA. Al\u00e9m disso, integra o Comit\u00ea Cient\u00edfico do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mcti\/pt-br\/acompanhe-o-mcti\/cgcl\/paginas\/lba\">Programa de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera da Amaz\u00f4nia (LBA)<\/a><\/strong><\/span>, destacando-se como uma das principais pesquisadoras na compreens\u00e3o dos impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas na regi\u00e3o. Em sua pesquisa, V\u00e2nia Neu alerta para os efeitos devastadores do desmatamento e das queimadas, que intensificam eventos extremos como secas e enchentes, amea\u00e7ando tanto a floresta quanto as comunidades que dependem dela. <\/em><em>\u201cAo longo dos \u00faltimos anos os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas t\u00eam sido cada vez mais intensos\u201d, afirma a pesquisadora. <\/em><em>Mas, al\u00e9m de apontar os problemas, ela tamb\u00e9m prop\u00f5e solu\u00e7\u00f5es: tecnologias sociais que garantem \u00e1gua pot\u00e1vel para popula\u00e7\u00f5es vulner\u00e1veis, mostrando que \u00e9 poss\u00edvel conciliar ci\u00eancia, sustentabilidade e justi\u00e7a social.<\/em><em> \u201cHoje uma tecnologia social \u00e9 capaz de garantir \u00e1gua pot\u00e1vel para qualquer pessoa na Amaz\u00f4nia, o que falta \u00e9 apenas pol\u00edtica p\u00fablica para sua reaplica\u00e7\u00e3o\u201d, pontua.<\/em><em> Nesta entrevista, V\u00e2nia Neu compartilha suas reflex\u00f5es sobre a Amaz\u00f4nia, os desafios de ser uma mulher na ci\u00eancia e a urg\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas que transformem conhecimento em a\u00e7\u00e3o. Confira!<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura \u2014 O que despertou seu interesse pela limnologia, especificamente, pela limnologia na Amaz\u00f4nia e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas? Como foi sua jornada at\u00e9 se tornar uma refer\u00eancia nessa \u00e1rea no Brasil?<\/strong><\/p>\n<p><strong>V\u00e2nia Neu \u2014\u00a0<\/strong>Meu interesse come\u00e7ou pela Amaz\u00f4nia, nascida na regi\u00e3o Sul do Brasil, sempre gostei da natureza. Ao terminar a gradua\u00e7\u00e3o em Biologia, fui para a Amaz\u00f4nia, onde conheci grandes pesquisadores nacionais e internacionais, que me inspiraram nos estudos da ecologia aqu\u00e1tica. Minha refer\u00eancia e meu caminho trilhado foi influenciado por Alex Krusche, pesquisador do\u00a0<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.cena.usp.br\/\">Centro de Energia Nuclear na Agricultura (CENA) da USP<\/a><\/strong><\/span>, que coordenou grandes projetos na Amaz\u00f4nia. Com ele aprendi muito, e a sua influ\u00eancia pesou sobre a minha escolha. Ao entrar no mundo da ecologia aqu\u00e1tica, a cada dia eu queria entender um pouco mais sobre o gigante sistema de Rios Amaz\u00f4nicos. Com as altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em curso, essa foi mais uma quest\u00e3o a entrar nos estudos, para avaliar o quanto as mudan\u00e7as estavam impactando os sistemas aqu\u00e1ticos. Minha jornada para me tornar uma cientista n\u00e3o foi f\u00e1cil. Nascida e criada na ro\u00e7a, desde muito jovem, eu tive que dividir o tempo dos estudos com os trabalhos da ro\u00e7a e afazeres dom\u00e9sticos. No meu ensino m\u00e9dio, tive o privil\u00e9gio de estudar num Instituto Federal, o que despertou minha vontade de seguir os estudos. Fiz vestibular e parecia que a sorte estava do meu lado, quando foi aprovada em uma Universidade P\u00fablica Federal.\u00a0A partir da\u00ed, comecei a vislumbrar o mundo da ci\u00eancia, eu queria aprender tudo. Terminando a gradua\u00e7\u00e3o, sem perspectiva de seguir na \u00e1rea ambiental no meu estado, consegui uma passagem apenas de ida para Manaus. Foram tempos dif\u00edceis, sem grana, contando com a gentileza de muitos, com hospedagem e muitas vezes at\u00e9 de comida. Por\u00e9m, eu tinha um objetivo claro, queria seguir meus estudos. Quando chegou a not\u00edcia da aprova\u00e7\u00e3o na sele\u00e7\u00e3o de mestrado da USP, foi uma alegria que n\u00e3o cabia dentro de mim. Aquela menina pobre, que durante sua inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia andava por quil\u00f4metros, na chuva, no sol, no frio, algumas vezes descal\u00e7a, que chegava suja na escola, que sofria\u00a0<em>bullying<\/em>, finalmente chegou na USP. A partir da\u00ed, a minha vontade de seguir at\u00e9 o doutorado e ser pesquisadora aumentava a cada dia.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"as-mulheres-ja-conquistaram-muitos-espacos-mas-a-luta-por-respeito-e-direitos-iguais-ainda-e-longa\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAs mulheres j\u00e1 conquistaram muitos espa\u00e7os, mas a luta por respeito e direitos iguais, ainda \u00e9 longa.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Quais s\u00e3o os principais impactos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas sobre os rios amaz\u00f4nicos e como sua pesquisa tem contribu\u00eddo para a conserva\u00e7\u00e3o desses ecossistemas t\u00e3o importantes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VN \u2014\u00a0<\/strong>Ao longo dos \u00faltimos anos, os impactos das altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas t\u00eam sido cada vez mais intensos, desde a seca completa de in\u00fameros rios, mortalidade em massa de esp\u00e9cies aqu\u00e1ticas, floramento de algas, aumento da temperatura das \u00e1guas, aumento da intrus\u00e3o salina, dentre outros. Regi\u00f5es como a foz do Amazonas e o estu\u00e1rio do rio Par\u00e1 t\u00eam apresentado \u00e1guas cada vez mais salobras, por per\u00edodos mais longos. A salinidade come\u00e7ou a avan\u00e7ar at\u00e9 regi\u00f5es onde antes s\u00f3 tinha \u00e1gua doce, um exemplo \u00e9 o arquip\u00e9lago de Bailique, no Amap\u00e1. A saliniza\u00e7\u00e3o das \u00e1guas e\/ou a falta de \u00e1gua pot\u00e1vel me levou ao longo dos \u00faltimos anos a dedicar parte do meu tempo para uma nova \u00e1rea de pesquisa, a seguran\u00e7a h\u00eddrica para fam\u00edlias na Amaz\u00f4nia. H\u00e1 cerca de 12 anos, quando iniciei o desenvolvimento de uma tecnologia social, junto a uma comunidade ribeirinha, os extremos clim\u00e1ticos ainda n\u00e3o eram muito vis\u00edveis na Amaz\u00f4nia, por\u00e9m meu foco era garantir \u00e1gua pot\u00e1vel para quem n\u00e3o tinha acesso. Hoje, a tecnologia desenvolvida \u00e9 uma adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s altera\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas em curso.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Voc\u00ea est\u00e1 envolvida em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e projetos cient\u00edficos na Amaz\u00f4nia. Quais s\u00e3o os maiores desafios e oportunidades para desenvolver pesquisas ambientais na regi\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VN \u2014\u00a0<\/strong>Atualmente, eu estou envolvida em dois programas de mestrado e um programa de especializa\u00e7\u00e3o. Coordeno um projeto de grandes expedi\u00e7\u00f5es em rios amaz\u00f4nicos, o primeiro com uma equipe totalmente brasileira, coordenado por uma mulher na Amaz\u00f4nia e com recurso do governo do Estado. Al\u00e9m deste, tamb\u00e9m estou coordenando outros projetos de reaplica\u00e7\u00e3o de tecnologias sociais de acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel, agora com um novo foco, em territ\u00f3rio ind\u00edgena. Os desafios s\u00e3o imensos, come\u00e7ando pela log\u00edstica complexa, pois os rios s\u00e3o barreiras f\u00edsicas e as grandes dist\u00e2ncias dificultam e encarecem o deslocamento de campo, a chegada de insumos e equipamentos de alta resolu\u00e7\u00e3o. Tamb\u00e9m temos uma grande car\u00eancia de recurso humano, sobrecarregando a fun\u00e7\u00e3o do pesquisador.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"ao-longo-dos-anos-eu-fui-direcionando-os-achados-dos-meus-estudos-para-melhorar-a-qualidade-de-vida-especialmente-dos-ribeirinhos\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAo longo dos anos eu fui direcionando os achados dos meus estudos para melhorar a qualidade de vida, especialmente dos ribeirinhos.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Como mulher cientista, quais barreiras voc\u00ea enfrentou durante sua carreira, especialmente em \u00e1reas historicamente dominadas por homens, como a ecologia aqu\u00e1tica? O que voc\u00ea acredita que ainda precisa mudar para promover maior equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VN \u2014\u00a0<\/strong>As mulheres j\u00e1 conquistaram muitos espa\u00e7os, mas a luta por respeito e direitos iguais ainda \u00e9 longa. De forma geral, o mundo da ci\u00eancia ainda \u00e9 muito machista, onde os homens brancos, brancos de prefer\u00eancia do eixo Sul-Sudeste, s\u00e3o as mentes pensantes. No meu ponto de vista, o que se faz necess\u00e1rio para maior equidade de g\u00eanero \u00e9 o respeito.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014 Como o conhecimento produzido sobre ecossistemas aqu\u00e1ticos pode ser utilizado para beneficiar diretamente as comunidades locais e promover pol\u00edticas p\u00fablicas mais eficazes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VN \u2014\u00a0<\/strong>Ao longo dos anos, fui direcionando os achados dos meus estudos para melhorar a qualidade de vida, especialmente dos ribeirinhos. No momento em que percebi que apenas n\u00fameros n\u00e3o bastavam, entrei numa imers\u00e3o at\u00e9 chegar a uma solu\u00e7\u00e3o para a falta de \u00e1gua pot\u00e1vel em locais isolados na Amaz\u00f4nia. Solu\u00e7\u00e3o nada f\u00e1cil, para uma Bi\u00f3loga, as dificuldades come\u00e7avam pelas grandes diferen\u00e7as no n\u00edvel dos rios, em determinado per\u00edodo do ano, o rio estava longe de casa, em outro momento o rio estava abaixo da casa, sem energia el\u00e9trica, com poucos recursos, rec\u00e9m contratada em uma Universidade P\u00fablica. Mas a perseveran\u00e7a foi cont\u00ednua, para chegar ao meu objetivo. Ap\u00f3s os primeiros sistemas instalados em campo, a busca pela melhor qualidade da \u00e1gua foi constante. Na pandemia, com um pouco mais de tempo para pensar, iniciei v\u00e1rios testes em casa, at\u00e9 chegar a um sistema que fornecesse \u00e1gua pot\u00e1vel. Ap\u00f3s a pandemia, as descobertas foram novamente levadas a campo, e hoje uma tecnologia social consegue garantir \u00e1gua pot\u00e1vel para qualquer pessoa na Amaz\u00f4nia, o que falta \u00e9 apenas pol\u00edtica p\u00fablica para sua reaplica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"o-mundo-da-ciencia-e-incrivel-e-as-mulheres-com-sua-capacidade-de-multitarefas-simultaneas-tem-um-potencial-unico\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO mundo da ci\u00eancia \u00e9 incr\u00edvel e as mulheres com sua capacidade de multitarefas simult\u00e2neas, tem um potencial \u00fanico.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2014\u00a0Que conselhos voc\u00ea daria para jovens mulheres interessadas em seguir carreiras na \u00e1rea de ecologia, limnologia, meio ambiente ou qualquer outra \u00e1rea? Como voc\u00ea gostaria que seu trabalho fosse lembrado no futuro?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VN \u2014\u00a0<\/strong>O conselho que dou \u00e0s jovens meninas e adolescentes \u00e9 que sigam seu cora\u00e7\u00e3o, por mais que as dificuldades v\u00e3o aparecer, elas nunca ser\u00e3o maiores que os sonhos. O mundo da ci\u00eancia \u00e9 incr\u00edvel e as mulheres, com sua capacidade de multitarefas simult\u00e2neas, t\u00eam um potencial \u00fanico. No futuro, eu gostaria que meu trabalho fosse lembrado como: uma cientista que se apaixonou pela Amaz\u00f4nia e que, por meio da ci\u00eancia, conseguiu produzir conhecimento, para que popula\u00e7\u00f5es pudessem ter \u00e1gua pot\u00e1vel.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com a ocean\u00f3grafa V\u00e2nia Neu, professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":7926,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7925"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=7925"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7928,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/7925\/revisions\/7928"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/7926"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=7925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=7925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=7925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}