{"id":8039,"date":"2025-03-31T08:00:15","date_gmt":"2025-03-31T08:00:15","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8039"},"modified":"2025-03-05T12:54:40","modified_gmt":"2025-03-05T12:54:40","slug":"o-desapego-na-promocao-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8039","title":{"rendered":"O desapego na promo\u00e7\u00e3o de propostas inovadoras para as crises ambientais atuais"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"a-complexidade-do-planeta-exige-abordagens-inovadoras-e-transdisciplinares-para-enfrentar-crises-ambientais\"><span style=\"color: #808080;\">A complexidade do planeta exige abordagens inovadoras e transdisciplinares para enfrentar crises ambientais.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A complexidade resultante dos processos e das intera\u00e7\u00f5es entre os seres que habitam o planeta Terra \u00e9 imensa, e compreender o funcionamento deste sistema em diferentes escalas espaciais e temporais \u00e9 fundamental para propor solu\u00e7\u00f5es cada vez mais inovadoras diante das crises ambientais que estamos vivenciando. Embora tenhamos, no Brasil, grupos cient\u00edficos excepcionais trazendo informa\u00e7\u00e3o relevante a partir de diferentes \u00e1reas de conhecimento associadas \u00e0s mudan\u00e7as ambientais globais, acredito que o caminho ainda seja longo para, de fato, trabalharmos <strong>efetivamente<\/strong> de forma inter, multi e transdisciplinar, com uma abordagem mais hol\u00edstica e integral.<\/p>\n<p>O realce em <strong>efetivamente<\/strong> d\u00e1-se pelo vi\u00e9s do que tenho vivido durante toda a minha carreira acad\u00eamica, a partir da gradua\u00e7\u00e3o em Matem\u00e1tica Aplicada. Ser\u00e1 um relato que se resume em grande parte em como <strong>o apego ou o desapego<\/strong> podem alterar completamente o rumo dos caminhos que tomamos, inclusive em estudos e resultados cient\u00edficos. Come\u00e7o dizendo que era comum eu escutar de familiares e amigos que a Matem\u00e1tica n\u00e3o me traria um futuro financeiramente promissor e que eu seria <strong>somente<\/strong> uma professora no final das contas. Eu achava tudo aquilo muito estranho porque tinha uma admira\u00e7\u00e3o t\u00e3o significava pelas minhas professoras e pelos meus professores, que pensava que, se eu realmente me tornasse professora, eu j\u00e1 estaria lucrando bastante. Mas algo me dizia que a Matem\u00e1tica era mais que o emprego ou um r\u00f3tulo social que eu teria, era uma oportunidade de aprender a ser vers\u00e1til, observando o mundo \u00e0s vezes com uma lente de aumento microsc\u00f3pica, \u00e0s vezes com uma dist\u00e2ncia espacial, e muitas outras possibilidades entre estes extremos. Ent\u00e3o, escolhi <em>desapegar do destino final<\/em> (o emprego, no caso) e seguir o caminho das possibilidades infinitas que, na minha cabe\u00e7a, eu teria a partir da Matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-apego-que-temos-aos-nossos-trabalhos-cientificos-pode-estender-se-tambem-para-como-compartilhamos-metodos-resultados-e-principalmente-dados\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO apego que temos aos nossos trabalhos cient\u00edficos pode estender-se tamb\u00e9m para como compartilhamos m\u00e9todos, resultados e principalmente dados.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Quando decidi ingressar no mestrado, <strong>sem bolsa<\/strong>, os avisos de que esta escolha n\u00e3o caracterizava um emprego \u201cde verdade\u201d intensificaram-se, inclusive considerando que eu nem sal\u00e1rio tinha, ou seja, eu estava fadada \u00e0 falta de benef\u00edcios sociais muito importantes. E olha que eu j\u00e1 estava no meio dos engenheiros de computa\u00e7\u00e3o e eletricistas! Pensei que a comunidade acad\u00eamica da qual eu participaria poderia abra\u00e7ar um pouco mais a causa da versatilidade, da falta de r\u00f3tulos, das infinitas possibilidades que mencionei acima. Tive a fortuna de encontrar colegas, professores e professoras que alimentaram essas perspectivas, mas o sistema como um todo no ambiente acad\u00eamico ainda me parecia bastante focado no destino final: artigos, relat\u00f3rios e patentes. Mesmo assim, continuei, ainda de forma bastante inconsciente, no <em>desapego do destino final<\/em> (ainda o emprego), aproveitando as oportunidades que apareceram de aprender com as pessoas que iam aparecendo pelo caminho e com o conhecimento que cada uma delas trazia, independentemente de ser acad\u00eamica.<\/p>\n<p>Ao longo dos cinco anos e meio que passei desenvolvendo o doutorado, tive a felicidade de encontrar e me encantar pela Ecologia. Foi a partir da necessidade de compreender os processos e mecanismos ecol\u00f3gicos para interpretar os resultados dos modelos que comecei a ir a campo e aprender com colegas que mediam coisas incr\u00edveis nas plantas e me ajudavam a enxergar isso na vida real. Nossa, foi uma explos\u00e3o maior ainda de possibilidades! Foi a partir deste encontro com a Ecologia que comecei a pensar em ideias e em pessoas com quem pudesse colaborar para investigar em como abarcar a complexidade de subsistemas do sistema terrestre na avalia\u00e7\u00e3o das mudan\u00e7as ambientais que correntemente experienciamos. Comecei a conscientemente compreender que n\u00e3o bastava apenas interagir com colegas de outras \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, era preciso aprender a como se comunicar com eles <strong>efetivamente<\/strong>. Percebi ent\u00e3o que para ser efetiva era necess\u00e1rio <em>me desapegar<\/em> de jarg\u00f5es, conceitos fixos e outras amarras para de fato conseguir <em>ouvir, processar, aprender e conversar<\/em>. Coincidentemente, um colega querido chamado Silvio Barreto, que tem forma\u00e7\u00e3o em antropologia, recentemente compartilhou uma metodologia na qual ele tem pensado e trabalhado associada ao banco <em>tukano<\/em>, que bem resumidamente baseia-se em <em>sentar e escutar<\/em> para os conhecimentos sejam passados oralmente dos mais antigos para os mais jovens. Parece f\u00e1cil, mas percebo o quanto ainda n\u00e3o conseguimos nos desapegar das nossas disciplinas aprendidas para escutar e agregar o que colegas de outras \u00e1reas t\u00eam para trocar. Desta forma, podemos interagir, trabalhar juntos, publicar artigos, mas n\u00e3o necessariamente, estaremos fazendo isso <strong>de forma plural e transdisciplinar<\/strong>, trazendo potencialmente propostas surpreendentes para a literatura cient\u00edfica, e mais ainda para uma mesa de discuss\u00e3o que inclui pessoas de fora da comunidade cient\u00edfica.<\/p>\n<p>Dentro desta \u00f3tica, embora admire e participe de discuss\u00f5es excepcionais com grupos de pesquisa, particularmente aqui no Brasil, ainda n\u00e3o consigo visualizar (talvez por ignor\u00e2ncia e desconhecimento) que h\u00e1 incentivos consistentes para pessoas que t\u00eam motiva\u00e7\u00e3o de realizar uma forma\u00e7\u00e3o acad\u00eamica efetivamente h\u00edbrida. Um exemplo disso s\u00e3o os programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o fortemente disciplinares que previnem que tais pessoas permane\u00e7am no Brasil e fortale\u00e7am ainda mais as bases cient\u00edficas que j\u00e1 temos no pa\u00eds.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"quao-mais-velozes-seriamos-em-informar-cientificamente-sobre-degradacao-ambiental-e-perda-de-biodiversidade-em-diferentes-ecossistemas-brasileiros-de-uma-forma-que-estas-informacoes-sirvam-d\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cQu\u00e3o mais velozes ser\u00edamos em informar cientificamente sobre degrada\u00e7\u00e3o ambiental e perda de biodiversidade em diferentes ecossistemas brasileiros, de uma forma que estas informa\u00e7\u00f5es sirvam de apoio para interessados na sociedade civil e nos governos?\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em algum momento depois do doutorado, percebi ainda que o apego que temos aos nossos trabalhos cient\u00edficos pode estender-se tamb\u00e9m para como compartilhamos m\u00e9todos, resultados e principalmente dados. Era impressionante o tamanho do desafio de reproduzir an\u00e1lises que eu lia em artigos a partir dos m\u00e9todos descritos e em utilizar dados n\u00e3o disponibilizados e de dif\u00edcil acesso. Ficava me perguntando e perguntava para colegas os motivos de ser t\u00e3o desafiador adquirir dados e reproduzir resultados. As respostas foram diversas e foram mudando conforme eu adentrava as entranhas do sistema acad\u00eamico. Embora eu compreenda muitos pontos que defendem que os dados sejam usados apenas por alguns\/algumas cientistas, me pego continuamente pensando no quanto freamos a ci\u00eancia e potenciais propostas de solu\u00e7\u00f5es urgentes e cada vez mais necess\u00e1rias no contexto atual. Um exemplo disso foi a velocidade com que as vacinas durante a pandemia de COVID-19 foram desenvolvidas e aplicadas na popula\u00e7\u00e3o. Um dos motivos associa-se com a <strong>colabora\u00e7\u00e3o global<\/strong> entre institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, empresas farmac\u00eauticas, governos e organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade, a partir do <strong>compartilhamento<\/strong> de informa\u00e7\u00f5es e recursos. Outras raz\u00f5es podem ser listadas, mas sem esta colabora\u00e7\u00e3o global, as vacinas poderiam ter demorado ainda mais para chegarem para todos, mesmo que j\u00e1 tenham demorado mais r\u00e1pido para uns do que para outros. Neste sentido, qu\u00e3o mais velozes ser\u00edamos em informar cientificamente sobre degrada\u00e7\u00e3o ambiental e perda de biodiversidade em diferentes ecossistemas brasileiros, de uma forma que estas informa\u00e7\u00f5es sirvam de apoio para interessados na sociedade civil e nos governos? (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-durante-a-pandemia-covid-19-as-vacinas-foram-desenvolvidas-e-aplicadas-rapidamente-isso-aconteceu-porque-as-instituicoes-de-pesquisa-empresas-farmaceuticas-governos-e-organizacoes-de-sau\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8041\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-300x179.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-300x179.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-1024x611.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-768x459.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-1536x917.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-800x478.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1-1160x693.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura1.jpg 1750w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. <\/strong><strong>Durante a pandemia COVID-19, as vacinas foram desenvolvidas e aplicadas rapidamente. Isso aconteceu porque as institui\u00e7\u00f5es de pesquisa, empresas farmac\u00eauticas, governos e organiza\u00e7\u00f5es de sa\u00fade trabalharam juntas.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Sumaia Villela\/ Ag\u00eancia Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Um movimento denominado <strong>Ci\u00eancia Aberta<\/strong> visa \u00e0 promo\u00e7\u00e3o de transpar\u00eancia, colabora\u00e7\u00e3o e acesso livre a todo tipo de conhecimento produzido em uma pesquisa (inclusive metodologia, descri\u00e7\u00e3o de equipamentos) para fornecer maior coopera\u00e7\u00e3o. Entre outras amarras que temos que lidar, novamente o <em>desapego<\/em> aparece como uma das for\u00e7as motrizes que individualmente cientistas podem se apoiar para que este movimento ganhe for\u00e7a e cres\u00e7a. Al\u00e9m das vacinas, outros exemplos de que a ci\u00eancia aberta pode alavancar descobertas e inova\u00e7\u00f5es s\u00e3o a abertura de dados do sat\u00e9lite <em>Landsat<\/em>, dados astron\u00f4micos dispon\u00edveis no <em>Sloan Digital Sky Survey<\/em> (SDSS), a descoberta do B\u00f3son de <em>Higgs<\/em> a partir de colabora\u00e7\u00f5es na Organiza\u00e7\u00e3o Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN, sigla em franc\u00eas), entre outros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-transdisciplinaridade-e-a-acessibilidade-da-ciencia-de-forma-efetiva-apresentam-elementos-bastante-relevantes-para-promover-avancos-significativos-nas-ciencias-ambientais\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA transdisciplinaridade e a acessibilidade da ci\u00eancia de forma efetiva apresentam elementos bastante relevantes para promover avan\u00e7os significativos nas ci\u00eancias ambientais.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para as ci\u00eancias ambientais, no Brasil, um ponto associado \u00e9 que temos uma quantidade imensa de dados coletados em uma diversidade de pesquisas, mas que n\u00e3o est\u00e3o mais dispon\u00edveis, por exemplo, por falta de infraestrutura, ou at\u00e9 por falta dos pesquisadores terem maior conhecimento dos mecanismos e vantagens da ci\u00eancia aberta. Neste \u00faltimo caso, a cataloga\u00e7\u00e3o dos metadados (que descrevem os dados) em reposit\u00f3rios p\u00fablicos permite a terceiros descobrir que os dados existem, onde podem ser obtidos e quem pode intermediar o acesso. Estes cat\u00e1logos devem ser criados, mantidos e divulgados para podermos saber o que existe, acelerando a colabora\u00e7\u00e3o t\u00e3o necess\u00e1ria para o avan\u00e7o da pesquisa nessa \u00e1rea. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-a-colaboracao-entre-diferentes-areas-do-conhecimento-permite-novas-formas-de-compreender-e-enfrentar-os-desafios-ambientais-foto-marcelo-camargo-agencia-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8042\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-300x179.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-300x179.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-1024x611.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-768x459.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-1536x917.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-800x478.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2-1160x693.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-O-desapego-na-promoc\u0327a\u0303o-de-propostas-inovadoras-para-as-crises-ambientais-atuais-figura2.jpg 1750w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2.<\/strong> <strong>A colabora\u00e7\u00e3o entre diferentes \u00e1reas do conhecimento permite novas formas de compreender e enfrentar os desafios ambientais.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Marcelo Camargo\/ Ag\u00eancia Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mesmo com todos os entraves que possam existir, a transdisciplinaridade e a acessibilidade da ci\u00eancia <strong>de forma efetiva<\/strong> apresentam elementos bastante relevantes para promover avan\u00e7os significativos nas ci\u00eancias ambientais, a partir de experi\u00eancias bem sucedidas no Brasil e no mundo. Certamente, esta \u00e9 uma opini\u00e3o constru\u00edda a partir de vieses expl\u00edcitos e impl\u00edcitos, mas \u00e9 ineg\u00e1vel que ainda podemos evoluir na elabora\u00e7\u00e3o de espa\u00e7os de forma\u00e7\u00e3o e absor\u00e7\u00e3o de cientistas com perfil h\u00edbrido. Em um planeta t\u00e3o complexo e em constante mudan\u00e7a, este fortalecimento j\u00e1 contribui e pode contribuir ainda mais para propor solu\u00e7\u00f5es inovadoras em conson\u00e2ncia com a excel\u00eancia do que j\u00e1 est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o no Brasil.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-ciencia-aberta-colaboracao-e-o-desapego-a-barreiras-disciplinares-podem-impulsionar-descobertas-transformadoras-fonte-ana-cintia-gazzelli-wwf-brasil-reproducao\"><strong>Capa. <\/strong><strong>Ci\u00eancia aberta, colabora\u00e7\u00e3o e o desapego a barreiras disciplinares podem impulsionar descobertas transformadoras.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Ana Cintia Gazzelli\/ WWF Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"A complexidade do planeta exige abordagens inovadoras e transdisciplinares para enfrentar crises&hellip;\n","protected":false},"author":279,"featured_media":8040,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8039"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/279"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8039"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8039\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8111,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8039\/revisions\/8111"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8040"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8039"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8039"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8039"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}