{"id":8056,"date":"2025-03-31T08:00:07","date_gmt":"2025-03-31T08:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8056"},"modified":"2025-10-15T13:11:28","modified_gmt":"2025-10-15T13:11:28","slug":"a-interacao-entre-setores-publico-e-privado-na-promocao-da-ciencia-aberta","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8056","title":{"rendered":"A intera\u00e7\u00e3o entre setores p\u00fablico e privado na promo\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Aberta"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"parcerias-publico-privadas-impulsionando-a-transparencia-inovacao-e-acesso-ao-conhecimento-cientifico-no-brasil\"><span style=\"color: #808080;\">Parcerias P\u00fablico-Privadas: impulsionando a transpar\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e acesso ao conhecimento cient\u00edfico no Brasil<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em um crescente contexto de limita\u00e7\u00e3o de recursos p\u00fablicos para financiar grandes projetos de infraestrutura, as Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPPs) tornaram-se uma estrat\u00e9gia fundamental para atrair investimentos do setor privado em esferas cruciais, como transporte, saneamento, sa\u00fade e educa\u00e7\u00e3o. Nos \u00faltimos anos, as PPPs multiplicaram-se pelo Brasil, destacando-se como uma forma de moderniza\u00e7\u00e3o da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os p\u00fablicos. O n\u00famero de contratos assinados aumentou de 80 para 314 entre 2014 e 2024, representando um crescimento de quase 300% em 20 anos, de acordo com dados do <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.cnnbrasil.com.br\/economia\/macroeconomia\/contratos-de-ppps-avancam-quase-300-em-segunda-decada-de-parcerias-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>relat\u00f3rio iRadarPP<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>\u201cAs PPPs podem ser compreendidas como acordos colaborativos entre setores governamentais e empresas privadas para o desenvolvimento de projetos que atendam ao interesse m\u00fatuo em determinado setor da sociedade, compartilhando recursos, riscos e resultados. Esse tipo de parceria \u00e9 comum em \u00e1reas como educa\u00e7\u00e3o, agropecu\u00e1ria entre outros\u201d, segundo Priscila Sena, professora e pesquisadora da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/ufrgs\/inicial\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/strong><\/a><\/span> e Diretora Regional Sul na <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/febab.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Federa\u00e7\u00e3o Brasileira de Associa\u00e7\u00f5es de Bibliotec\u00e1rios, Cientistas de Informa\u00e7\u00e3o e Institui\u00e7\u00f5es (FEBAB)<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>Para este objetivo, a intera\u00e7\u00e3o entre os setores p\u00fablico e privado desempenha um papel essencial, pois ambos possuem capacidades complementares que, quando unidas, aceleram a implementa\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas como a Ci\u00eancia Aberta e potencializam seus benef\u00edcios para a sociedade. Um exemplo pr\u00e1tico dessa sinergia \u00e9 observado na <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal de Uberl\u00e2ndia (UFU)<\/strong><\/a><\/span>, onde o Laborat\u00f3rio de Tecnologia em Atrito e Desgaste (LTAD) captou R$ 54,7 milh\u00f5es em investimentos por meio de PPPs\u00a0de empresas nacionais ao longo de 15 anos, resultando em 40 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o. Essas parcerias n\u00e3o apenas fortalecem a infraestrutura de pesquisa, mas tamb\u00e9m atendem \u00e0s demandas do mercado, evidenciando o impacto positivo na gera\u00e7\u00e3o de conhecimento acess\u00edvel e aplic\u00e1vel. (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-o-ltad-captou-r-547-milhoes-em-investimentos-por-meio-de-ppps-de-empresas-nacionais-resultando-em-40-projetos-de-pesquisa-desenvolvimento-e-inovacao-foto-henry-fong-ufu-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8058\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-800x450.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1-1160x653.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. O LTAD captou R$ 54,7 milh\u00f5es em investimentos por meio de PPPs de empresas nacionais, resultando em 40 projetos de pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Henry Fong\/ UFU. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ciencia-aberta\">Ci\u00eancia Aberta<\/h4>\n<p>A Ci\u00eancia Aberta \u00e9 um movimento transformador que busca democratizar o conhecimento cient\u00edfico, promovendo transpar\u00eancia e colabora\u00e7\u00e3o, tornando publica\u00e7\u00f5es, dados de pesquisa, softwares e recursos educacionais acess\u00edveis, sem barreiras significativas. \u201cA ci\u00eancia aberta dissemina o conhecimento cient\u00edfico, de maneira democr\u00e1tica para toda a sociedade, que financia as pesquisas, facilitando a colabora\u00e7\u00e3o, a reprodutibilidade e a acelera\u00e7\u00e3o dos estudos para problemas sociais relevantes\u201d, afirma Sigmar Rode, professor e pesquisador da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www2.unesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Estadual Paulista (UNESP)<\/strong><\/a><\/span> e representante da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.abecbrasil.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Editores Cient\u00edficos (ABEC)<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ciencia-aberta-dissemina-o-conhecimento-cientifico-de-maneira-democratica-para-toda-a-sociedade-que-financia-as-pesquisas-facilitando-a-colaboracao-a-reprodutibilidade-e-a-aceleracao-do\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA ci\u00eancia aberta dissemina o conhecimento cient\u00edfico, de maneira democr\u00e1tica para toda a sociedade, que financia as pesquisas, facilitando a colabora\u00e7\u00e3o, a reprodutibilidade e a acelera\u00e7\u00e3o dos estudos para problemas sociais relevantes.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ado\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia Aberta promove um ecossistema cient\u00edfico mais inclusivo e eficiente, ao integrar diferentes atores, como pesquisadores, governos e ag\u00eancias de fomento. O movimento facilita a inova\u00e7\u00e3o e a resolu\u00e7\u00e3o de problemas complexos em escala global. Exemplo disso foi a colabora\u00e7\u00e3o global durante a pandemia de COVID-19, onde o compartilhamento r\u00e1pido de dados e publica\u00e7\u00f5es resultou em avan\u00e7os como o desenvolvimento acelerado de vacinas. Este \u00e9 um exemplo marcante de quando o poder da coopera\u00e7\u00e3o e do compartilhamento de informa\u00e7\u00f5es ficou evidente. Nesse contexto, o compartilhamento de dados ganhou destaque, com a rede VODAN <strong>(<\/strong><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/wikivodanbr.readthedocs.io\/en\/latest\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Virus Outbreak Data Network<\/strong><\/a><\/span><strong>)<\/strong> ilustrando como infraestruturas e padr\u00f5es de dados abertos podem acelerar o avan\u00e7o cient\u00edfico e ajudar a enfrentar desafios sociais. \u201cAssim, as PPPs podem se tornar fundamentais na integra\u00e7\u00e3o de expertises, amplia\u00e7\u00e3o de investimentos e democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao conhecimento cient\u00edfico, desde que seja mantido o equil\u00edbrio entre a transpar\u00eancia e os interesses comerciais\u201d, destaca Priscila Sena. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-durante-a-pandemia-de-covid-19-a-colaboracao-global-resultou-em-avancos-como-o-desenvolvimento-acelerado-de-vacinas-foto-marcilio-lana-ufmg-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8059\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-800x450.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2-1160x653.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/03\/CC-1E25-reportagem-A-interac\u0327a\u0303o-entre-setores-pu\u0301blico-e-privado-na-promoc\u0327a\u0303o-da-Cie\u0302ncia-Aberta-figura2.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Durante a pandemia de Covid-19, a colabora\u00e7\u00e3o global resultou em avan\u00e7os como o desenvolvimento acelerado de vacinas.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Marc\u00edlio Lana\/ UFMG. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No Brasil, a Ci\u00eancia Aberta avan\u00e7a em v\u00e1rias frentes, como a abertura de dados de pesquisas financiadas com recursos p\u00fablicos e a inclus\u00e3o de crit\u00e9rios relacionados \u00e0 abertura e reprodutibilidade na avalia\u00e7\u00e3o de programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, como o <a href=\"https:\/\/fapesp.br\/pite#:~:text=O%20Programa%20de%20Apoio%20%C3%A0,e%20cofinanciados%20pelas%20empresas%20parceiras.\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Programa Fapesp de Pesquisa em Parceria para Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (PITE)<\/span><\/strong><\/a>. Al\u00e9m disso, o tema foi destaque na 76\u00aa Reuni\u00e3o Anual da<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Sociedade Brasileira de Progresso \u00e0 Ci\u00eancia (SBPC)<\/strong><\/a> <\/span>de 2024 e em confer\u00eancias livres preparat\u00f3rias para a <a href=\"https:\/\/5cncti.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><span style=\"color: #800000;\">5\u00aa Confer\u00eancia Nacional de Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o (CNCTI)<\/span><\/strong><\/a>, que contou com a participa\u00e7\u00e3o de Sigmar Rode na mesa-redonda \u201cComo podemos contribuir com uma pol\u00edtica Ci\u00eancia Aberta no Brasil\u201d.<\/p>\n<p>\u201cNesses arranjos, a ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas de ci\u00eancia aberta pelos atores tende a promover as sinergias necess\u00e1rias para fomentar a pesquisa colaborativa e fortalecer o ecossistema: as empresas conseguem acessar a base de conhecimentos das universidades (que no Brasil s\u00e3o geralmente p\u00fablicas), que por sua vez podem se beneficiar de investimentos em suas estruturas (geralmente prec\u00e1rias\/deficit\u00e1rias) e seus programas de pesquisa\u201d, destaca Carolina Dias, gerente de projetos e contratos do Grupo Ind\u00fastria e Competitividade no Instituto de Economia da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufrj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<\/strong><\/a> <\/span>e editora-gerente da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.scielo.br\/j\/rec\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Revista de Economia Contempor\u00e2nea<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"parcerias-publico-privadas-e-a-ciencia-aberta\">Parcerias P\u00fablico-Privadas e a Ci\u00eancia Aberta<\/h4>\n<p>O setor p\u00fablico \u00e9 o principal impulsionador das iniciativas de Ci\u00eancia Aberta, onde por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas estrat\u00e9gicas, investimentos e regulamenta\u00e7\u00f5es adequadas, incentivos fiscais e parcerias, o Estado pode estimular a pesquisa e a implementa\u00e7\u00e3o de novas ideias e tecnologias e sua divulga\u00e7\u00e3o. \u201cO governo deve investir em educa\u00e7\u00e3o de qualidade e em programas de capacita\u00e7\u00e3o profissional para formar m\u00e3o de obra qualificada e preparada para os desafios da inova\u00e7\u00e3o e estimular a cria\u00e7\u00e3o de redes de colabora\u00e7\u00e3o entre universidades, empresas e governos para facilitar a troca de conhecimento e a gera\u00e7\u00e3o de novas ideias. A legisla\u00e7\u00e3o deve ser flex\u00edvel e adapt\u00e1vel \u00e0s r\u00e1pidas mudan\u00e7as tecnol\u00f3gicas, evitando criar barreiras \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e sua divulga\u00e7\u00e3o, tornando o pa\u00eds mais competitivo no cen\u00e1rio global\u201d, refor\u00e7a Sigmar Rode.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-ppps-podem-se-tornar-fundamentais-na-integracao-de-expertises-ampliacao-de-investimentos-e-democratizacao-do-acesso-ao-conhecimento-cientifico-desde-que-seja-mantido-o-equilibrio-entre-a\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAs PPPs podem se tornar fundamentais na integra\u00e7\u00e3o de expertises, amplia\u00e7\u00e3o de investimentos e democratiza\u00e7\u00e3o do acesso ao conhecimento cient\u00edfico, desde que seja mantido o equil\u00edbrio entre a transpar\u00eancia e os interesses comerciais.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por sua vez, o setor privado pode contribuir ao estabelecer parcerias com universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa. Essas colabora\u00e7\u00f5es frequentemente resultam em solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas inovadoras, como sistemas de armazenamento de dados, ferramentas de an\u00e1lise de big data, novos tipos de hardware e softwares para visualiza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, cruciais para a pr\u00e1tica da Ci\u00eancia Aberta em grande escala. Isso inclui a prote\u00e7\u00e3o de dados sens\u00edveis, o respeito \u00e0 propriedade intelectual e a promo\u00e7\u00e3o de acesso equitativo, elementos fundamentais para que a abertura do conhecimento n\u00e3o se transforme em desigualdade. \u201cUma das formas de promover a ci\u00eancia aberta em PPPs sem abrir dados ou software \u00e9 cadastrar a exist\u00eancia desses produtos e disponibilizar a documenta\u00e7\u00e3o associada \u2014 assim, \u00e9 poss\u00edvel saber que aquilo foi produzido sem violar detalhes ou propriedade intelectual. Para o setor p\u00fablico, isto permite prestar contas \u00e0 sociedade do bom uso dos recursos p\u00fablicos. E para o setor privado, \u00e9 uma forma de marketing do valor dos produtos associados\u201d, declara Claudia Bauzer Medeiros, professora e pesquisadora da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)<\/strong><\/a><\/span>, que coordena a comiss\u00e3o da Universidade que supervisiona o reposit\u00f3rio oficial de dados abertos de pesquisa, em conson\u00e2ncia com a pol\u00edtica de Ci\u00eancia Aberta da institui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"conflitos-e-desafios-das-ppps-na-ciencia-aberta\">Conflitos e desafios das PPPs na Ci\u00eancia Aberta<\/h4>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, a Ci\u00eancia Aberta tamb\u00e9m enfrenta obst\u00e1culos significativos. A abertura dos resultados de pesquisa, caracter\u00edstica central da Ci\u00eancia Aberta, pode entrar em conflito com a necessidade de resguardar patentes e segredos industriais, elementos essenciais para a competitividade do setor privado. Em sua Recomenda\u00e7\u00e3o sobre Ci\u00eancia Aberta, a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, a Ci\u00eancia e Cultura (Unesco), reconhece a import\u00e2ncia de incentivar parcerias p\u00fablico-privadas equitativas, desde que haja certifica\u00e7\u00e3o e regulamenta\u00e7\u00e3o adequadas para evitar comportamentos predat\u00f3rios e extra\u00e7\u00e3o injusta de lucros de atividades cient\u00edficas com financiamento p\u00fablico. Al\u00e9m disso, a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/sgciafrica.org\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong><em>Science Granting Councils Initiative (SGCI)<\/em><\/strong><\/a><\/span> destaca que, em projetos de pesquisa colaborativa, especialmente aqueles envolvendo setores p\u00fablico e privado, \u00e9 crucial estabelecer acordos de confidencialidade claros para proteger informa\u00e7\u00f5es sens\u00edveis e alinhar expectativas quanto \u00e0 divulga\u00e7\u00e3o e uso dos resultados. Esses acordos ajudam a equilibrar a transpar\u00eancia promovida pela Ci\u00eancia Aberta com a necessidade de proteger interesses comerciais leg\u00edtimos, garantindo que a colabora\u00e7\u00e3o seja ben\u00e9fica para todas as partes envolvidas.<\/p>\n<p>\u201cConceitualmente, o modelo de PPP, em si, n\u00e3o \u00e9 nem compat\u00edvel, nem incompat\u00edvel com os princ\u00edpios e as pr\u00e1ticas de ci\u00eancia aberta. Dependendo do objeto e do prop\u00f3sito da parceria, do desenho do contrato, da modalidade de financiamento, etc., enfim, dependendo do caso, determinada PPP, em sentido estrito, pode ser mais ou menos aderente \u00e0s pr\u00e1ticas de ci\u00eancia aberta,\u201d pontua Carolina Dias.<\/p>\n<p>Para Claudia Bauzer Medeiros, \u201cpesquisadores enfrentam recorrentes desafios ao convencer as empresas das vantagens do compartilhamento, em casos que nem tudo pode ser aberto e ao entender que o compartilhamento pode ter custos adicionais para a empresa, como auditorias e precau\u00e7\u00f5es legais necess\u00e1rias\u201d. Al\u00e9m da quest\u00e3o da defini\u00e7\u00e3o clara de quais dados ou softwares ser\u00e3o tornados p\u00fablicos, h\u00e1 a quest\u00e3o da desigualdade de acesso. Sem pol\u00edticas adequadas, h\u00e1 o risco de que os benef\u00edcios dessas parcerias se concentrem em regi\u00f5es ou grupos espec\u00edficos, ampliando as disparidades existentes. <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistapesquisa.fapesp.br\/desigualdade-em-colaboracoes-e-questao-de-integridade-cientifica-aponta-conferencia-mundial\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>A Revista Pesquisa FAPESP<\/strong><\/a><\/span> destaca que pesquisadores em ambientes com recursos limitados enfrentam dificuldades para participar de colabora\u00e7\u00f5es que exigem treinamento e infraestrutura adequados para o gerenciamento e armazenamento de dados.<\/p>\n<p>Carolina Dias reafirma que \u201cnem toda PPP que envolve a realiza\u00e7\u00e3o de pesquisas executa essa atividade seguindo a l\u00f3gica da pesquisa propriet\u00e1ria tradicional (o P&amp;D empresarial), com seus insumos, processos e produtos protegidos por direitos de propriedade e r\u00edgidos acordos de sigilo e confidencialidade, visando ao lucro para remunerar o investimento\u201d. \u00c9 importante destacar esse contraponto, pois novamente \u201cn\u00e3o \u00e9 o modelo de PPP em si que restringe o compartilhamento de dados e resultados das pesquisas ou a ado\u00e7\u00e3o de outras pr\u00e1ticas de ci\u00eancia aberta, mas a l\u00f3gica que governa a pesquisa, comercial ou n\u00e3o comercial.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"nao-e-o-modelo-de-ppp-em-si-que-restringe-o-compartilhamento-de-dados-e-resultados-das-pesquisas-ou-a-adocao-de-outras-praticas-de-ciencia-aberta-mas-a-logica-que-governa-a-pesquisa-comerci\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cN\u00e3o \u00e9 o modelo de PPP em si que restringe o compartilhamento de dados e resultados das pesquisas ou a ado\u00e7\u00e3o de outras pr\u00e1ticas de ci\u00eancia aberta, mas a l\u00f3gica que governa a pesquisa, comercial ou n\u00e3o comercial.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro aspecto \u00e9 o fortalecimento dos comit\u00eas de \u00e9tica em pesquisa, que n\u00e3o s\u00f3 garantem que os projetos de pesquisa sigam princ\u00edpios \u00e9ticos, respeitem os direitos dos participantes e assegurem a confidencialidade e a seguran\u00e7a dos dados coletados. \u201c\u00c9 necess\u00e1rio um ambiente colaborativo e transparente, que possa atrair mais investimentos e talentos para o setor de pesquisa e desenvolvimento. A mudan\u00e7a de cultura em rela\u00e7\u00e3o ao compartilhamento de conhecimento pode ser um processo lento e desafiador\u201d, contextualiza Sigmar Rode. \u201cOutro problema \u00e9 a necessidade de obter resultados comerciais tang\u00edveis de seus investimentos em pesquisa. A press\u00e3o para obter retornos financeiros pode levar pesquisadores a terem que priorizar a prote\u00e7\u00e3o da propriedade intelectual em detrimento da divulga\u00e7\u00e3o aberta. Os sistemas de avalia\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o acad\u00eamica muitas vezes privilegiam a publica\u00e7\u00e3o em revistas de alto impacto, normalmente ligadas a editoras comerciais, que geram altos custos para publicar em acesso aberto e que nem sempre interessam \u00e0s empresas\u201d.<\/p>\n<p>Essas barreiras podem impedir que certos grupos se beneficiem plenamente das iniciativas de Ci\u00eancia Aberta, ressaltando a necessidade de pol\u00edticas inclusivas que assegurem uma distribui\u00e7\u00e3o equitativa dos benef\u00edcios das PPPs e promovam a democratiza\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico. A colabora\u00e7\u00e3o estreita entre o setor p\u00fablico e o privado em Parcerias P\u00fablico-Privadas no contexto da Ci\u00eancia Aberta pode suscitar preocupa\u00e7\u00f5es relacionadas \u00e0 transpar\u00eancia e \u00e9tica, especialmente no que tange a conflitos de interesse. Para Priscila Sena, \u201co equil\u00edbrio entre Ci\u00eancia Aberta, PPPs e Segredos Industriais \u00e9 um dos maiores desafios. Enquanto a Ci\u00eancia Aberta preconiza a abertura dos processos de cria\u00e7\u00e3o, avalia\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o do conhecimento cient\u00edfico a atores da sociedade, al\u00e9m da comunidade cient\u00edfica tradicional, as empresas privadas dependem de patentes e segredos industriais para garantir sua competitividade. No entanto, uma solu\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria \u00e9 estabelecer marcos regulat\u00f3rios que delimitam o tipo de informa\u00e7\u00e3o compartilhada, resguardem dados sens\u00edveis e incentivem licen\u00e7as abertas para tecnologias n\u00e3o diretamente ligadas \u00e0 vantagem comercial das empresas\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"oportunidades-e-perspectivas\">Oportunidades e perspectivas<\/h4>\n<p>O futuro da Ci\u00eancia Aberta depende da constru\u00e7\u00e3o de um ecossistema equilibrado, onde os setores p\u00fablico e privado trabalhem juntos de forma harmoniosa e transparente. Com o fortalecimento dessa intera\u00e7\u00e3o, ser\u00e1 poss\u00edvel maximizar o impacto da Ci\u00eancia Aberta, consolidando-a como um pilar para o avan\u00e7o cient\u00edfico e social em escala global. \u201cO debate entre Ci\u00eancia Aberta e ci\u00eancia propriet\u00e1ria atravessa diferentes camadas e perspectivas sociais que demandam an\u00e1lise cuidadosa. Optar por uma dessas abordagens sem considerar as implica\u00e7\u00f5es em diversos \u00e2mbitos seria inadequado. Assim, prop\u00f5e-se a busca por um equil\u00edbrio entre as duas pr\u00e1ticas, apontado como uma alternativa potencialmente mais adequada\u201d, pontua Priscila Sena.<\/p>\n<p>J\u00e1 o futuro das PPPs aponta para um crescimento significativo em diversas \u00e1reas, ampliando seu alcance em campos essenciais para a popula\u00e7\u00e3o. No entanto, o resultado desse modelo depende de uma regula\u00e7\u00e3o estruturada e alinhada entre os interesses p\u00fablicos e privados, maximizando assim os benef\u00edcios das PPPs para o desenvolvimento sustent\u00e1vel do Brasil. \u201cO principal fator \u00e9 a educa\u00e7\u00e3o para tornar claro, a todos os parceiros envolvidos em qualquer pesquisa, que a abertura dos resultados nem sempre \u00e9 negativa ou impede o avan\u00e7o das empresas. Isso leva tempo, porque \u00e9 uma mudan\u00e7a de cultura, e cabe ao setor p\u00fablico iniciar a discuss\u00e3o\u201d, declara Claudia Bauzer Medeiros.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-as-parcerias-entre-empresas-podem-ajudar-a-integrar-especialistas-investir-mais-dinheiro-e-tornar-mais-facil-o-acesso-ao-conhecimento-cientificofoto-freepik-com-reproducao\"><strong>Capa.<\/strong><strong> As parcerias entre empresas podem ajudar a integrar especialistas, investir mais dinheiro e tornar mais f\u00e1cil o acesso ao conhecimento cient\u00edfico<br \/>\n<\/strong>(Foto: Freepik.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Parcerias P\u00fablico-Privadas: impulsionando a transpar\u00eancia, inova\u00e7\u00e3o e acesso ao conhecimento cient\u00edfico no&hellip;\n","protected":false},"author":42,"featured_media":8057,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8056"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/42"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8056"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8056\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9130,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8056\/revisions\/9130"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8057"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8056"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8056"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8056"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}