{"id":8158,"date":"2025-04-03T07:30:29","date_gmt":"2025-04-03T07:30:29","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8158"},"modified":"2025-11-25T11:39:26","modified_gmt":"2025-11-25T11:39:26","slug":"ha-muito-espaco-no-meio-academico-para-que-as-mulheres-produzam-escrevam-e-criem-coisas-incriveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8158","title":{"rendered":"\u201cH\u00e1 muito espa\u00e7o no meio acad\u00eamico para que as mulheres produzam, escrevam e criem coisas incr\u00edveis\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-a-antropologa-e-escritora-miriam-goldenberg-professora-da-universidade-federal-do-rio-de-janeiro\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com a antrop\u00f3loga e escritora Miriam Goldenberg, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Envelhecer \u00e9 um privil\u00e9gio, mas nem sempre \u00e9 visto como tal. Em uma sociedade que valoriza a juventude e trata o envelhecimento como um fardo, Miriam Goldenberg desafia estere\u00f3tipos e prop\u00f5e uma nova perspectiva: a \u201cbela velhice\u201d. Antrop\u00f3loga e escritora, com mais de 30 anos de pesquisa sobre g\u00eanero e envelhecimento, ela se tornou uma refer\u00eancia no tema, trazendo \u00e0 tona quest\u00f5es como etarismo, autonomia e o prazer de viver a maturidade com leveza e prop\u00f3sito. \u201cA antropologia \u00e9 uma ferramenta essencial para demonstrar que nossos medos e inseguran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o fracassos individuais, mas reflexos de uma cultura que nos pressiona, muitas vezes de forma invis\u00edvel, a corresponder a um modelo inalcan\u00e7\u00e1vel de juventude, beleza e sa\u00fade\u201d, explica. Autora de mais de 30 livros, entre eles \u201cA Inven\u00e7\u00e3o de uma Bela Velhice\u201d (2020) e \u201cA Arte de Gozar\u201d (2023), Goldenberg faz de sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica e pessoal uma ponte para discutir como as mulheres podem se libertar das press\u00f5es sociais e encontrar satisfa\u00e7\u00e3o em todas as fases da vida. Ativista contra a viol\u00eancia e a discrimina\u00e7\u00e3o dos mais velhos, ela defende que o verdadeiro gozo da maturidade n\u00e3o est\u00e1 em um grande projeto de vida, mas em pequenos prazeres di\u00e1rios. \u201cPara mim, cada mulher que se liberta inspira e liberta muitas outras que ainda est\u00e3o aprisionadas em uma cultura que gera sofrimento, inseguran\u00e7a e medo\u201d, destaca. Nesta entrevista, Miriam Goldenberg fala sobre sua pesquisa, os desafios de envelhecer no Brasil \u2013 um pa\u00eds que, segundo ela, ainda cultiva um forte etarismo \u2013 e a import\u00e2ncia de ressignificar o envelhecimento. Com uma atua\u00e7\u00e3o ativa nas redes sociais, ela busca inspirar mulheres a assumirem a velhice como um momento de autonomia, prazer e liberdade.<\/em><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/strong> \u2013 <strong>Sua pesquisa sobre g\u00eanero e envelhecimento trouxe \u00e0 tona quest\u00f5es fundamentais sobre como a sociedade lida com o envelhecimento, especialmente no caso das mulheres. Quais s\u00e3o, na sua vis\u00e3o, os principais estigmas e desafios enfrentados por mulheres mais velhas no Brasil? E como sua pesquisa contribui para desconstru\u00ed-los?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Miriam Goldenberg<\/strong> \u2013 Comecei a pesquisar envelhecimento, autonomia e felicidade em 1990. Em todas as minhas pesquisas, a busca pela autonomia na velhice foi um tema central, tanto para mulheres quanto para homens. Ao longo desses mais de 30 anos, percebi que um dos maiores desafios \u00e9 enfrentar a viol\u00eancia \u2013 f\u00edsica, verbal e psicol\u00f3gica \u2013 que ocorre dentro das pr\u00f3prias fam\u00edlias e combater a <em>velhofobia<\/em> presente em nossa cultura e em n\u00f3s mesmos, especialmente nas mulheres. Chamo de <em>velhofobia<\/em> esse verdadeiro p\u00e2nico que muitas mulheres de 30, 40, 50, 60 anos ou mais sentem diante do envelhecimento em uma sociedade que supervaloriza a juventude, a beleza, o corpo e a sensualidade. Mesmo mulheres poderosas, bem-sucedidas e financeiramente independentes sofrem com esse medo. O que mais me interessa nas minhas pesquisas \u00e9 compreender esse sofrimento e encontrar caminhos para a liberta\u00e7\u00e3o. Tenho me dedicado a esse tema h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas, e acredito que \u201c<em>A Inven\u00e7\u00e3o de uma Bela Velhice\u201d<\/em> \u00e9 o livro que melhor sintetiza essa busca. Nele, falo sobre os medos, as inseguran\u00e7as e as vergonhas que tanto mulheres quanto homens sentem ao envelhecer em uma cultura <em>velhof\u00f3bica<\/em>.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"esse-olhar-antropologico-nao-apenas-me-permitiu-entender-melhor-a-minha-cultura-mas-tambem-o-sofrimento-das-pessoas-que-vivem-nela-incluindo-o-meu-proprio\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cEsse olhar antropol\u00f3gico n\u00e3o apenas me permitiu entender melhor a minha cultura, mas tamb\u00e9m o sofrimento das pessoas que vivem nela, incluindo o meu pr\u00f3prio.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Em sua trajet\u00f3ria acad\u00eamica, voc\u00ea acompanhou a evolu\u00e7\u00e3o das discuss\u00f5es sobre g\u00eanero, tanto na sociedade quanto na academia. De que maneira a antropologia tem contribu\u00eddo para ampliar o entendimento dessas quest\u00f5es? E que transforma\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o necess\u00e1rias nesse campo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> \u2013 Sou antrop\u00f3loga, professora, pesquisadora e escritora. Acabei de finalizar um novo livro, que ser\u00e1 publicado este ano, provavelmente em mar\u00e7o, no qual reflito sobre como a antropologia \u2013 e minha forma de escutar homens e mulheres de diferentes gera\u00e7\u00f5es \u2013 me ajudou a compreender meus pr\u00f3prios medos, inseguran\u00e7as e vergonhas de envelhecer na cultura brasileira. Apesar de estudar outras \u00e1reas, como filosofia e psicologia \u2013 recentemente conclu\u00ed meu terceiro p\u00f3s-doutorado em psicologia social sobre envelhecimento, autonomia e felicidade \u2013 foi a antropologia que me ensinou a observar, escutar e compreender sem julgar. Esse olhar antropol\u00f3gico n\u00e3o apenas me permitiu entender melhor a minha cultura, mas tamb\u00e9m o sofrimento das pessoas que vivem nela, incluindo o meu pr\u00f3prio. A antropologia \u00e9 uma ferramenta essencial para demonstrar que nossos medos e inseguran\u00e7as n\u00e3o s\u00e3o fracassos individuais, mas reflexos de uma cultura que nos pressiona, muitas vezes de forma invis\u00edvel, a corresponder a um modelo inalcan\u00e7\u00e1vel de juventude, beleza e sa\u00fade.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Como professora aposentada da UFRJ, qual foi sua experi\u00eancia na forma\u00e7\u00e3o de novos pesquisadores e pesquisadoras, especialmente na \u00e1rea de estudos sobre g\u00eanero e envelhecimento? Quais s\u00e3o os maiores desafios para as mulheres nesse campo da antropologia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> \u2013 N\u00e3o me considero aposentada. Trabalho todos os dias, quase 24 horas por dia \u2013 nem durmo! Continuo pesquisando, ensinando, orientando e escrevendo obsessivamente. Estou prestes a publicar meu 33\u00ba livro, e algumas das minhas obras j\u00e1 foram lan\u00e7adas fora do Brasil, em pa\u00edses como Alemanha, Portugal, Turquia e Coreia do Sul. Al\u00e9m disso, escrevo quinzenalmente para a <em>Vogue<\/em>, semanalmente para a <em>Folha de S.Paulo<\/em> e dou aulas, confer\u00eancias e palestras. N\u00e3o paro \u2013 e nunca vou parar. Acredito que essa paix\u00e3o pela pesquisa e pela antropologia me d\u00e1 coragem para continuar. Para mim, cada mulher que se liberta inspira e liberta muitas outras que ainda est\u00e3o aprisionadas em uma cultura que gera sofrimento, inseguran\u00e7a e medo. Meu objetivo \u00e9 contribuir para que mais mulheres tenham autonomia e se sintam livres para viver a velhice de forma plena.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"nao-podemos-nos-deixar-abater-nem-nos-tornar-invisiveis-apesar-da-violencia-verbal-e-psicologica-que-ainda-existe-no-meio-academico-e-em-muitos-outros-espacos\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cN\u00e3o podemos nos deixar abater nem nos tornar invis\u00edveis, apesar da viol\u00eancia verbal e psicol\u00f3gica que ainda existe no meio acad\u00eamico e em muitos outros espa\u00e7os.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> &#8211; <strong>O que voc\u00ea acredita que as universidades e institui\u00e7\u00f5es de pesquisa poderiam fazer para fomentar um ambiente mais inclusivo e apoiar mais efetivamente as mulheres cientistas, especialmente aquelas que trabalham com temas que envolvem quest\u00f5es sociais e culturais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> &#8211; Acabei de escrever um novo livro, que deve sair provavelmente em mar\u00e7o, sobre como o meio acad\u00eamico \u00e9 extremamente rico, produtivo e apaixonante. Ensinar alunos de gradua\u00e7\u00e3o, mestrado, doutorado e p\u00f3s-doutorado me ensinou muito sobre fazer antropologia e ser professora. Sem essa experi\u00eancia, eu n\u00e3o seria a mulher que sou hoje. No entanto, \u00e9 tamb\u00e9m um meio extremamente competitivo, agressivo e, em alguns casos, at\u00e9 violento. Mas n\u00e3o acho que essa seja uma caracter\u00edstica exclusiva do meio acad\u00eamico. Creio que isso permeia todos os ambientes de trabalho na nossa sociedade. Tamb\u00e9m n\u00e3o vejo essa viol\u00eancia restrita \u00e0s mulheres; j\u00e1 presenciei mulheres em posi\u00e7\u00f5es de poder sendo extremamente competitivas e hostis com outras mulheres. Acredito que \u00e9 preciso coragem para enfrentar essa realidade sem fugir dela ou se acovardar. H\u00e1 muito espa\u00e7o no meio acad\u00eamico para que as mulheres produzam, escrevam e criem coisas incr\u00edveis. Temos in\u00fameros exemplos de antrop\u00f3logas, no Brasil e no exterior, que deixaram um legado. Recentemente, escrevi um artigo sobre Berta Ribeiro, uma refer\u00eancia nos estudos ind\u00edgenas, que construiu uma obra impressionante e foi muito mais do que \u201ca mulher de Darcy Ribeiro\u201d. Ela teve coragem de criar sua pr\u00f3pria trajet\u00f3ria e se tornou protagonista de sua hist\u00f3ria. N\u00e3o podemos nos deixar abater nem nos tornar invis\u00edveis, apesar da viol\u00eancia verbal e psicol\u00f3gica que ainda existe no meio acad\u00eamico e em muitos outros espa\u00e7os.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> &#8211; <strong>Sua obra abrange temas cruciais sobre o lugar da mulher na sociedade e as diferentes fases da vida. Na sua opini\u00e3o, como as narrativas sobre as mulheres podem ser mais bem representadas na academia e na sociedade para que se compreenda melhor a diversidade das experi\u00eancias femininas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> &#8211; J\u00e1 existem muitos estudos e pesquisas incr\u00edveis sobre a quest\u00e3o da mulher e o envelhecimento. Orientei centenas de alunos nesses temas. O problema \u00e9 a pouca visibilidade dessas pesquisas dentro e fora do mundo acad\u00eamico. H\u00e1 um muro dif\u00edcil de transpor. Poucos acad\u00eamicos e pesquisadores conseguem ter espa\u00e7o fora do meio acad\u00eamico, e \u00e0s vezes at\u00e9 dentro dele. \u00c9 muito dif\u00edcil que nossas pesquisas e estudos rompam essas barreiras e cheguem \u00e0s pessoas que realmente se beneficiariam deles. Essa \u00e9 minha maior ang\u00fastia existencial. \u00c0s vezes me perguntam como me sinto ao ter tanto impacto na vida das pessoas mais velhas. Mas eu acho que o que fa\u00e7o ainda \u00e9 pouco, muito pouco, apesar de trabalhar intensamente. O impacto real ainda \u00e9 pequeno na sociedade. E isso porque escrevo para a <em>Folha<\/em>, para a <em>Vogue<\/em>, tenho livros publicados, dou entrevistas, apare\u00e7o na televis\u00e3o, fa\u00e7o palestras e confer\u00eancias. Agora, imagine as pessoas que n\u00e3o t\u00eam essas oportunidades que eu tive e continuo tendo. Precisamos romper essa barreira para que nossas pesquisas tenham um impacto muito maior e mais concreto, no meu caso, na vida das pessoas mais velhas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"para-superar-os-desafios-e-preciso-coragem-diaria-e-a-coragem-se-manifesta-de-diferentes-formas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cPara superar os desafios, \u00e9 preciso coragem di\u00e1ria. E a coragem se manifesta de diferentes formas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> &#8211;<strong> Em sua longa carreira, voc\u00ea enfrentou desafios como mulher e acad\u00eamica. Como enxerga a evolu\u00e7\u00e3o do espa\u00e7o das mulheres na ci\u00eancia e, em particular, nas ci\u00eancias sociais e na antropologia? Quais s\u00e3o os maiores desafios ainda presentes e o que precisa ser feito para super\u00e1-los?<\/strong><\/p>\n<p><strong>MG<\/strong> &#8211; Tenho lido e relido a obra de Clarice Lispector, suas cartas e cr\u00f4nicas, e uma frase dela se tornou meu mantra: \u201cAt\u00e9 cortar os pr\u00f3prios defeitos pode ser perigoso. Nunca se sabe qual \u00e9 o defeito que sustenta o nosso edif\u00edcio inteiro\u201d. Os desafios s\u00e3o grandes, mas acredito no conselho do meu melhor amigo, que tem 98 anos: \u201cTem que ter coragem, Miriam, coragem\u201d. Todos os dias, tento praticar um ato de coragem, por menor que seja, pois os desafios est\u00e3o sempre presentes. Hoje, vejo as mulheres ocupando espa\u00e7os de poder e saber, protagonizando uma verdadeira revolu\u00e7\u00e3o. No s\u00e9culo passado, tivemos a revolu\u00e7\u00e3o dos jovens; agora, vejo uma revolu\u00e7\u00e3o das mulheres, especialmente das mais velhas. Para superar os desafios, \u00e9 preciso coragem di\u00e1ria. E a coragem se manifesta de diferentes formas. No meu caso, ela est\u00e1 na escrita. N\u00e3o sou de brigar, gritar ou competir. Minha coragem est\u00e1 em escrever. Talvez seja um defeito. Aos 21 anos, minha terapeuta me disse: \u201cPare de escrever e v\u00e1 viver sua vida\u201d. Nunca parei de escrever, porque sem escrever n\u00e3o sei viver. Talvez esse seja o \u201cdefeito\u201d que sustenta meu edif\u00edcio inteiro.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com a antrop\u00f3loga e escritora Miriam Goldenberg, professora da Universidade&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8159,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8158"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8158"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8158\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8161,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8158\/revisions\/8161"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8159"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8158"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8158"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8158"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}