{"id":8322,"date":"2025-05-28T08:00:38","date_gmt":"2025-05-28T08:00:38","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8322"},"modified":"2025-06-20T12:42:16","modified_gmt":"2025-06-20T12:42:16","slug":"cortes-quanticos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8322","title":{"rendered":"Cortes Qu\u00e2nticos"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"percepcao-mediacao-e-encantamento-no-cinema-e-na-fisica\"><span style=\"color: #808080;\">Percep\u00e7\u00e3o, media\u00e7\u00e3o e encantamento no cinema e na f\u00edsica<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>No in\u00edcio do s\u00e9culo XX, dois adventos transformaram radicalmente nossa percep\u00e7\u00e3o<br \/>\nda realidade: o cinema e a f\u00edsica qu\u00e2ntica. Embora perten\u00e7am a dom\u00ednios aparentemente distintos \u2014 arte e ci\u00eancia \u2014 esses campos compartilham caracter\u00edsticas relativas \u00e0s historicidades e formas de representar e interpretar o mundo. Buscaremos mostrar como o estudo comparado dessas duas \u00e1reas pode iluminar compreens\u00f5es mais ricas sobre ambas.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"genese-paralela-tecnologia-percepcao-e-mediacao\"><strong>G\u00eanese paralela: Tecnologia, percep\u00e7\u00e3o e media\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Embora a matura\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria cinematogr\u00e1fica e da f\u00edsica qu\u00e2ntica tenha ocorrido em meados do s\u00e9culo XX, ambas emergiram de uma mesma conjuntura cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica, marcada por avan\u00e7os em \u00f3ptica, eletricidade e processos industriais que criaram formas de ver e representar o mundo.<\/p>\n<p>O cinema n\u00e3o surge sobre um terreno virgem e sem cultura,<sup>[<a href=\"#_edn1\" name=\"_ednref1\">[i]<\/a>]<\/sup> pelo contr\u00e1rio: resulta da converg\u00eancia de desenvolvimentos como a fotografia, estudos sobre movimento e pr\u00e1ticas narrativas teatrais \u2014 um per\u00edodo conhecido como pr\u00e9-cinema.<sup>[<a href=\"#_edn2\" name=\"_ednref2\">[ii]<\/a>]<\/sup> Essa combina\u00e7\u00e3o de fatores tornou poss\u00edvel, mais tarde, as primeiras exibi\u00e7\u00f5es p\u00fablicas de filmes. J\u00e1 a f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 resultado da tentativa de diversos cientistas de lidarem com problemas que a f\u00edsica cl\u00e1ssica n\u00e3o conseguia explicar. Em ambos os casos, os precursores n\u00e3o previram o qu\u00e3o disruptivo cada empreendimento seria para cada campo do saber.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"os-precursores-nao-previram-o-quao-disruptivo-cada-empreendimento-seria-para-cada-campo-do-saber\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cOs precursores n\u00e3o previram o qu\u00e3o disruptivo cada empreendimento seria para cada campo do saber.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro aspecto compartilhado por ambos se refere aos limites da percep\u00e7\u00e3o humana. No cinema, a ilus\u00e3o de movimento cont\u00ednuo decorre da limita\u00e7\u00e3o do sistema visual, que n\u00e3o distingue imagens exibidas acima de 24 quadros por segundo. Essa \u201cfalha\u201d biol\u00f3gica permite que sequ\u00eancias de fotogramas sejam percebidas como fluxo cont\u00ednuo. De modo an\u00e1logo, na f\u00edsica qu\u00e2ntica, a dificuldade em perceber efeitos qu\u00e2nticos no cotidiano decorre de limita\u00e7\u00f5es de escala. O processo de decoer\u00eancia explica por que sistemas macrosc\u00f3picos parecem obedecer \u00e0 f\u00edsica cl\u00e1ssica: as superposi\u00e7\u00f5es qu\u00e2nticas s\u00e3o \u201cborradas\u201d por intera\u00e7\u00f5es com o ambiente.<sup>[<a href=\"#_edn3\" name=\"_ednref3\">[iii]<\/a>]<\/sup> Como observa Barreto (2015),<sup>[<a href=\"#_edn4\" name=\"_ednref4\">[iv]<\/a>]<\/sup> assim como nossos olhos n\u00e3o veem os fotogramas individuais do cinema, n\u00e3o percebemos os \u201csaltos qu\u00e2nticos\u201d em fen\u00f4menos como o movimento de um p\u00eandulo. Isso ocorre porque, utilizando a equa\u00e7\u00e3o proposta por Planck em 1900 para sistematizar o princ\u00edpio da equiparti\u00e7\u00e3o da energia, verifica-se que para um p\u00eandulo que possui 10 cent\u00edmetros de comprimento, os degraus de energia s\u00e3o extremamente pequenos (\u223c10\u207b\u00b3\u00b3 J), isso \u00e9, s\u00e3o insignificantes em escala humana. Como, ent\u00e3o, jogar luz naquilo que n\u00e3o \u00e9 percebido por nossos sentidos, em nossas experi\u00eancias cotidianas?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mediacao-tecnica-e-a-construcao-da-realidade\"><strong>Media\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e a constru\u00e7\u00e3o da realidade<\/strong><\/h4>\n<p>A necessidade de se utilizar instrumentos como condi\u00e7\u00e3o para \u201ctornar vis\u00edvel\u201d o que \u00e9 invis\u00edvel aos sentidos humanos \u00e9 outro elemento comum. No cinema, utilizam-se c\u00e2meras e projetores para os fotogramas serem exibidos em uma velocidade suficiente para transformar o que era discreto em cont\u00ednuo, formatando a ilus\u00e3o de movimento em tela. Na f\u00edsica qu\u00e2ntica, as propriedades, as propriedades dos objetos s\u00f3 podem ser analisadas a partir de sua intera\u00e7\u00e3o com o aparato experimental. <strong>(Figura 1)<\/strong><\/p>\n<h6 id=\"figura-1-a-fisica-quantica-analisa-as-propriedades-dos-objetos-somente-atraves-da-interacao-com-o-aparato-experimental-fonte-unicamp-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8324\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-300x238.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-300x238.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-1024x814.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-768x610.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-15x12.jpg 15w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1-800x636.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura1.jpg 1058w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. A f\u00edsica qu\u00e2ntica analisa as propriedades dos objetos somente atrav\u00e9s da intera\u00e7\u00e3o com o aparato experimental.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Unicamp. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar da depend\u00eancia tecnol\u00f3gica, nas duas \u00e1reas, o papel dos operadores \u2014 cientistas e cineastas \u2014 permanece crucial. Enquanto o cineasta utiliza a tecnologia com o objetivo final de estabelecer um di\u00e1logo com o p\u00fablico, o cientista emprega instrumentos para tornar tang\u00edveis fen\u00f4menos intang\u00edveis, permitindo sua an\u00e1lise mais profunda. Embora seus objetivos difiram, arte e ci\u00eancia aqui representadas dependem fundamentalmente da interpreta\u00e7\u00e3o e criatividade humana.<\/p>\n<p>No cinema, a \u201crealidade\u201d filmada \u00e9 sempre constru\u00edda (enquadramento, cortes,<br \/>\nilumina\u00e7\u00e3o). Na qu\u00e2ntica, tamb\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel estabelecer um racioc\u00ednio semelhante, a partir do princ\u00edpio da complementariedade proposto por Bohr em 1927, que estabeleceu que o comportamento dos objetos qu\u00e2nticos (manifestando-se como onda ou part\u00edcula) estava indissociavelmente vinculado ao aparato experimental utilizado. Nessa vis\u00e3o, o observador deixava de ser um agente passivo para tornar-se parte constitutiva do fen\u00f4meno: sua escolha de medi\u00e7\u00e3o determina qual aspecto da realidade qu\u00e2ntica se manifestar\u00e1. Essa depend\u00eancia de media\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica e o papel dos observadores\/construtores desafiam no\u00e7\u00f5es ing\u00eanuas de realismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"gramaticas-da-invisibilidade-linguagens-e-rupturas\"><strong>Gram\u00e1ticas da invisibilidade: Linguagens e rupturas<\/strong><\/h4>\n<p>O desenvolvimento da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica no in\u00edcio do s\u00e9culo XX foi marcado por formula\u00e7\u00f5es complementares. Em 1925, Heisenberg prop\u00f4s a mec\u00e2nica matricial, descrevendo fen\u00f4menos qu\u00e2nticos com operadores n\u00e3o comutativos. Pouco antes, De Broglie sugerira que part\u00edculas como el\u00e9trons possu\u00edam propriedades ondulat\u00f3rias, e em 1926 Schr\u00f6dinger desenvolveu a equa\u00e7\u00e3o de onda, reinterpretada por Max Born como amplitude de probabilidade, estabelecendo o car\u00e1ter estat\u00edstico da teoria. Em 1927, Heisenberg sintetizou essas ideias no princ\u00edpio da incerteza, mostrando que vari\u00e1veis conjugadas n\u00e3o podem ser determinadas simultaneamente com precis\u00e3o absoluta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"como-entao-jogar-luz-naquilo-que-nao-e-percebido-por-nossos-sentidos-em-nossas-experiencias-cotidianas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cComo, ent\u00e3o, jogar luz naquilo que n\u00e3o \u00e9 percebido por nossos sentidos, em nossas experi\u00eancias cotidianas?\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O debate avan\u00e7ou em 1935 com o paradoxo EPR (Einstein-Podolsky-Rosen), que questionava a completude da teoria qu\u00e2ntica ao apontar correla\u00e7\u00f5es \u201cfantasmag\u00f3ricas\u201d entre part\u00edculas emaranhadas. Essa cr\u00edtica s\u00f3 seria superada em 1964, quando John Bell formulou seu teorema, demonstrando que qualquer teoria de vari\u00e1veis ocultas locais produziria previs\u00f5es incompat\u00edveis com a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. A verifica\u00e7\u00e3o experimental dos efeitos de Bell, realizada por Alain Aspect em 1982, refor\u00e7ou a interpreta\u00e7\u00e3o de Copenhague e descartou o realismo local.<sup>[<a href=\"#_edn5\" name=\"_ednref5\">[v]<\/a><a href=\"#_edn6\" name=\"_ednref6\">[vi]<\/a>,<a href=\"#_edn7\" name=\"_ednref7\">[vii]<\/a>]<\/sup><\/p>\n<p>O cinema tamb\u00e9m teve sua gram\u00e1tica desenvolvida paulatinamente. No <em>primeiro cinema,<\/em><sup>[<a href=\"#_edn8\" name=\"_ednref8\">[viii]<\/a>]<\/sup> entre o final do s\u00e9culo XIX e o in\u00edcio do XX, prevaleciam registros experimentais sem linguagem pr\u00f3pria. Posteriormente, movimentos como o Expressionismo, o Neorrealismo, a Nouvelle Vague e o Cinema Novo expandiram as possibilidades narrativas e est\u00e9ticas.<\/p>\n<p>Um dos elementos estruturantes dessa linguagem foi o conceito de montagem, que pode ser compreendido como a constru\u00e7\u00e3o do discurso f\u00edlmico pela articula\u00e7\u00e3o entre planos.<sup>[<a href=\"#_edn9\" name=\"_ednref9\">[ix]<\/a>]<\/sup> A teoria da montagem sovi\u00e9tica, desenvolvida nas d\u00e9cadas de 1920 e 1930, foi fundamental nesse processo. Lev Kulechov demonstrou, com o chamado Efeito Kulechov, como a ordem dos planos altera a percep\u00e7\u00e3o do espectador. Serguei Eisenstein prop\u00f4s uma montagem dial\u00e9tica baseada no choque de imagens para provocar reflex\u00e3o, enquanto Dziga Vertov via o cinema como reinterpreta\u00e7\u00e3o ativa da realidade.<sup>[<a href=\"#_edn10\" name=\"_ednref10\">[x]<\/a>]<\/sup><\/p>\n<p>Assim como o teorema de Bell enterrou o realismo local na qu\u00e2ntica, a teoria da<br \/>\nmontagem desmontou a ilus\u00e3o da c\u00e2mera como janela transparente para o mundo.<br \/>\nAmbos os campos ressignificaram causalidades cl\u00e1ssicas: na qu\u00e2ntica, pela n\u00e3o<br \/>\nlocalidade das part\u00edculas; no cinema, pela n\u00e3o linearidade da narrativa. Al\u00e9m disso, a<br \/>\nn\u00e3o comutatividade, central na mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, tamb\u00e9m se manifesta no cinema: a sequ\u00eancia dos planos altera a estrutura e o sentido do filme.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"encantamento-e-letramento-desafios-contemporaneos\"><strong>Encantamento e letramento: Desafios contempor\u00e2neos<\/strong><\/h4>\n<p>Diversos filmes exploram conceitos qu\u00e2nticos com abordagens distintas. Exemplos de produ\u00e7\u00f5es desse tipo incluem obras como \u201c<em>Coer\u00eancia\u201d<\/em> (2013), \u201c<em>Interestelar\u201d<\/em> (2014) e \u201c<em>Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo\u201d<\/em> (2022), vencedor do Oscar de melhor filme, todos tidos como obras de Fic\u00e7\u00e3o Cient\u00edfica, g\u00eanero marcado pela presen\u00e7a dominante de um <em>novum \u2014\u00a0<\/em>uma inova\u00e7\u00e3o cognitiva que, validada por uma l\u00f3gica interna, introduz uma novidade imaginativa no universo do espectador\/leitor.<sup><a href=\"#_edn11\" name=\"_ednref11\">[xi]<\/a><\/sup>\u00a0Essa defini\u00e7\u00e3o aplica-se perfeitamente \u00e0 representa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica no cinema. O <em>novum<\/em>, ou estranhamento, \u00e9 usualmente dado por um elemento especulativo de interesse popular, como viagem no tempo e multiversos. J\u00e1 a racionalidade que conecta o espectador com a narrativa, possibilitando sua identifica\u00e7\u00e3o com ela, \u00e9 dada pela fundamenta\u00e7\u00e3o cient\u00edfica das bases da f\u00edsica. (<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8325\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2a-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2a-203x300.jpg 203w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2a-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2a.jpg 366w\" sizes=\"(max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8326\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2b-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2b-203x300.jpg 203w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2b-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2b.jpg 366w\" sizes=\"(max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/> <img loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-medium wp-image-8327\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2c-203x300.jpg\" alt=\"\" width=\"203\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2c-203x300.jpg 203w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2c-8x12.jpg 8w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/CC-2E25-opinia\u0303o-Cortes-Qua\u0302nticos-Percepc\u0327a\u0303o-Mediac\u0327a\u0303o-e-Encantamento-no-Cinema-e-na-Fi\u0301sica-figura2c.jpg 366w\" sizes=\"(max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><\/p>\n<h6 id=\"figura-2a-cartaz-do-filme-coerencia-figura-2b-cartaz-do-filme-tudo-em-todo-o-lugar-ao-mesmo-tempo-imagem-3c-cartaz-do-filme-interestelar-fonte-imdb-2025\" style=\"text-align: center;\"><strong>Figura<\/strong><strong> 2A. Cartaz do filme Coer\u00eancia.<br \/>\n<\/strong><strong>Figura 2B. Cartaz do filme Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo.<br \/>\n<\/strong><strong>Imagem 3C. Cartaz do filme Interestelar.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Imdb, 2025)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Seja qual for o n\u00edvel de fidelidade \u00e0s ci\u00eancias, filmes de fic\u00e7\u00e3o cient\u00edfica cativam amplas audi\u00eancias. \u00c9 cab\u00edvel, portanto, a pergunta: por que atraem tanto? Diante da complexidade dessa discuss\u00e3o, acreditamos que, inicialmente, a qu\u00e2ntica oferece um raro misto de assombro intelectual e possibilidade radical. Esses filmes exploram algo profundamente sedutor \u2014 a promessa de que a realidade \u00e9 mais estranha, mais male\u00e1vel e mais cheia de potencial do que nossos sentidos sugerem. O sucesso de audi\u00eancia revela um desejo duplo: compreender o incompreens\u00edvel e escapar dos limites do mundo tradicional, mesmo que atrav\u00e9s de met\u00e1foras imperfeitas. Outro aspecto a ser considerado \u00e9 que cinema e f\u00edsica qu\u00e2ntica compartilham outro elemento: ambos despertam o encantamento.<\/p>\n<p>Celebrar o Ano Internacional da Ci\u00eancia e Tecnologia Qu\u00e2nticas \u00e9 tamb\u00e9m reconhecer que, entre equa\u00e7\u00f5es e imagens, entre experimentos e narrativas, reside um impulso comum: o desejo humano de decifrar e \u201creencantar\u201d a realidade. Contudo, nem todo encantamento \u00e9 ben\u00e9fico. Ao contr\u00e1rio, quando acr\u00edtico, possibilita a instrumentaliza\u00e7\u00e3o, tornando-se feiti\u00e7o para fins question\u00e1veis. Vemos isso, por exemplo, no chamado \u201cmisticismo qu\u00e2ntico\u201d (Pessoa Junior, 2011),<sup>[<a href=\"#_edn12\" name=\"_ednref12\">[xii]<\/a>]<\/sup> em que conceitos como emaranhamento e superposi\u00e7\u00e3o s\u00e3o esvaziados para justificar pseudoci\u00eancias, como terapias \u201cqu\u00e2nticas\u201d e teorias de pensamento positivo. O perigo reside na sedu\u00e7\u00e3o do jarg\u00e3o cient\u00edfico distorcido: cria-se uma ilus\u00e3o de credibilidade que pode enganar at\u00e9 p\u00fablicos escolarizados. Como alerta Pessoa Junior, o verdadeiro conhecimento qu\u00e2ntico exige rigor matem\u00e1tico e experimental, n\u00e3o analogias simplistas. No cinema, a aus\u00eancia de letramento midi\u00e1tico pode levar \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o acr\u00edtica de vers\u00f5es distorcidas da realidade, moldando subjetividades e percep\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas. Em s\u00edntese, tanto o cinema quanto a f\u00edsica qu\u00e2ntica mostram que o mundo \u00e9 mais complexo do que nossos sentidos alcan\u00e7am \u2014 mas tamb\u00e9m nos alertam que \u201cver\u201d sem compreender pode ser perigoso.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-quantica-oferece-um-raro-misto-de-assombro-intelectual-e-possibilidade-radical\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA qu\u00e2ntica oferece um raro misto de assombro intelectual e possibilidade radical.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Assim, imp\u00f5e-se o desafio de fortalecer o letramento cient\u00edfico e midi\u00e1tico. Em tempos de negacionismo cient\u00edfico, a aproxima\u00e7\u00e3o entre f\u00edsica qu\u00e2ntica e cinema pode se revelar uma estrat\u00e9gia pedag\u00f3gica poderosa. O encantamento, ent\u00e3o, deve ser cultivado n\u00e3o como um atalho para o obscurantismo, mas como um portal para a reflex\u00e3o cr\u00edtica.<\/p>\n<hr \/>\n<h6 id=\"notas\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Notas<\/strong><\/span><\/h6>\n<h6 id=\"i-sadoul-g-historia-do-cinema-mundial-sao-paulo-editora-livraria-martins-1963-v-1-314p\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref1\" name=\"_edn1\">[i]<\/a> SADOUL, G. Hist\u00f3ria do cinema mundial. S\u00e3o Paulo: Editora Livraria Martins, 1963. v. 1, 314p.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"ii-costa-f-c-primeiro-cinema-mascarello-f-org-historia-do-cinema-mundial-campinas-editora-papirus-2006\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref2\" name=\"_edn2\">[ii]<\/a> COSTA, F. C. Primeiro cinema. MASCARELLO, F (org.). Hist\u00f3ria do Cinema Mundial. Campinas: Editora Papirus, 2006.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"iii-pessoa-junior-o-o-fenomeno-cultural-do-misticismo-quantico-freire-junior-o-pessoa-junior-o-bromberg-j-l-orgs-teoria-quantica-estudos-historicos-e-implicacoes-culturais-online\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref3\" name=\"_edn3\">[iii]<\/a> PESSOA JUNIOR, O. O fen\u00f4meno cultural do misticismo qu\u00e2ntico. FREIRE JUNIOR, O.; PESSOA JUNIOR, O.; BROMBERG, J. L (orgs.). Teoria Qu\u00e2ntica: estudos hist\u00f3ricos e implica\u00e7\u00f5es culturais [online]. Campina Grande: EDUEPB; S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2011.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"iii-pessoa-junior-o-o-fenomeno-cultural-do-misticismo-quantico-freire-junior-o-pessoa-junior-o-bromberg-j-l-orgs-teoria-quantica-estudos-historicos-e-implicacoes-culturais-online-2\"><span style=\"color: #808080;\">[iii] PESSOA JUNIOR, O. O fen\u00f4meno cultural do misticismo qu\u00e2ntico. FREIRE JUNIOR, O.; PESSOA JUNIOR, O.; BROMBERG, J. L (orgs.). Teoria Qu\u00e2ntica: estudos hist\u00f3ricos e implica\u00e7\u00f5es culturais [online]. Campina Grande: EDUEPB; S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2011.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"iv-barreto-m-cinema-ciencia-e-percepcao-rs-sao-paulo-v-1-p-99-115-2015\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref4\" name=\"_edn4\">[iv]<\/a> BARRETO, M. Cinema, ci\u00eancia e percep\u00e7\u00e3o. RS (S\u00e3o Paulo), v. 1, p. 99-115, 2015.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"v-pessoa-junior-o-o-fenomeno-cultural-do-misticismo-quantico-freire-junior-o-pessoa-junior-o-bromberg-j-l-orgs-teoria-quantica-estudos-historicos-e-implicacoes-culturais-online-ca\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref5\" name=\"_edn5\">[v]<\/a> PESSOA JUNIOR, O. O fen\u00f4meno cultural do misticismo qu\u00e2ntico. FREIRE JUNIOR, O.; PESSOA JUNIOR, O.; BROMBERG, J. L (orgs.). Teoria Qu\u00e2ntica: estudos hist\u00f3ricos e implica\u00e7\u00f5es culturais [online]. Campina Grande: EDUEPB; S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2011.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"vi-ribeiro-filho-a-os-quanta-e-a-fisica-moderna-rocha-f-j-ponczk-r-i-l-pinho-s-t-r-andrade-r-f-s-freire-junior-o-ribeiro-filho-a-org-origens-e-evolucao-das-ideias-da-fis\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref6\" name=\"_edn6\">[vi]<\/a> RIBEIRO FILHO, A. Os quanta e a f\u00edsica moderna. ROCHA, F. J; PONCZK, R. I. L.; PINHO, S. T. R.; ANDRADE, R. F. S.; FREIRE JUNIOR, O.; RIBEIRO FILHO, A. (org). Origens e evolu\u00e7\u00e3o das ideias da f\u00edsica. Salvador: EDUFBA, 2015.\u00a0<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"vii-lima-n-na-busca-do-mundo-quantico-por-tras-de-toda-equacao-tem-uma-historia-porto-alegre-libelula-editorial-2024\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref7\" name=\"_edn7\">[vii]<\/a> LIMA, N. Na busca do mundo qu\u00e2ntico: por tr\u00e1s de toda equa\u00e7\u00e3o tem uma hist\u00f3ria. Porto Alegre: Lib\u00e9lula Editorial, 2024<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"viii-costa-f-c-primeiro-cinema-mascarello-f-org-historia-do-cinema-mundial-campinas-editorapapirus-2006\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref8\" name=\"_edn8\">[viii]<\/a> COSTA, F. C. Primeiro cinema. MASCARELLO, F (org.). Hist\u00f3ria do Cinema Mundial. Campinas: EditoraPapirus, 2006..<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"ix-nogueira-l-manuais-de-cinema-iii-planificacao-e-montagem-covilha-editora-labcom-2010-175-p\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref9\" name=\"_edn9\">[ix]<\/a> NOGUEIRA, L. Manuais de cinema III: planifica\u00e7\u00e3o e montagem. Covilh\u00e3: Editora Labcom, 2010, 175 p.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"x-saraiva-l-montagem-sovietica-mascarello-f-org-historia-do-cinema-mundial-campinas-editora-papirus-2006\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref10\" name=\"_edn10\">[x]<\/a> SARAIVA, L. Montagem sovi\u00e9tica. MASCARELLO, F. (org.) Hist\u00f3ria do Cinema Mundial. Campinas: Editora Papirus, 2006.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"xi-suvin-d-positions-and-suppositions-in-science-fiction-londres-macmillan-1988\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref11\" name=\"_edn11\">[xi]<\/a> SUVIN, D. Positions and suppositions in Science Fiction. Londres: Macmillan, 1988.<\/span><\/h6>\n<h6 id=\"xii-pessoa-junior-o-o-fenomeno-cultural-do-misticismo-quantico-freire-junior-o-pessoa-junior-o-bromberg-j-l-orgs-teoria-quantica-estudos-historicos-e-implicacoes-culturais-online\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"#_ednref12\" name=\"_edn12\">[xii]<\/a> PESSOA JUNIOR, O. O fen\u00f4meno cultural do misticismo qu\u00e2ntico. FREIRE JUNIOR, O.; PESSOA JUNIOR, O.; BROMBERG, J. L (orgs.). Teoria Qu\u00e2ntica: estudos hist\u00f3ricos e implica\u00e7\u00f5es culturais [online]. Campina Grande: EDUEPB; S\u00e3o Paulo: Livraria da F\u00edsica, 2011.<\/span><\/h6>\n<hr \/>\n<h6 id=\"capa-no-cinema-usam-se-cameras-e-projetores-para-transformar-o-que-era-discreto-em-continuo-formatando-a-ilusao-de-movimento-em-tela-na-fisica-quantica-as-propriedades-dos-objetos-so-podem-ser-an\"><strong>Capa.<\/strong><strong> No cinema, usam-se c\u00e2meras e projetores para transformar o que era discreto em cont\u00ednuo, formatando a ilus\u00e3o de movimento em tela. Na f\u00edsica qu\u00e2ntica, as propriedades dos objetos s\u00f3 podem ser analisadas pela intera\u00e7\u00e3o com o aparato experimental.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Freepik.com. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Percep\u00e7\u00e3o, media\u00e7\u00e3o e encantamento no cinema e na f\u00edsica \u00a0 No in\u00edcio&hellip;\n","protected":false},"author":289,"featured_media":8330,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[21],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8322"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/289"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8322"}],"version-history":[{"count":8,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8322\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8484,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8322\/revisions\/8484"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8330"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8322"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8322"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8322"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}