{"id":8372,"date":"2025-05-28T08:00:21","date_gmt":"2025-05-28T08:00:21","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8372"},"modified":"2025-05-27T17:16:32","modified_gmt":"2025-05-27T17:16:32","slug":"poesia-literatura-e-fisica-quantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8372","title":{"rendered":"Poesia, literatura e f\u00edsica qu\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"como-a-fisica-quantica-inspira-a-literatura-e-amplia-a-imaginacao-cientifica\"><span style=\"color: #808080;\">Como a f\u00edsica qu\u00e2ntica inspira a literatura e amplia a imagina\u00e7\u00e3o cient\u00edfica<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Buscar rela\u00e7\u00f5es entre f\u00edsica e arte pode parecer, \u00e0 primeira vista, um exerc\u00edcio improv\u00e1vel. Afinal, a f\u00edsica costuma ser associada \u00e0 racionalidade, \u00e0 precis\u00e3o e ao rigor descritivo, enquanto a arte se conecta com a intui\u00e7\u00e3o, a liberdade criativa e a subjetividade. Mas essa aparente dist\u00e2ncia esconde uma profunda afinidade: tanto a f\u00edsica quanto a literatura buscam compreender e expressar o mundo, embora por vias distintas.<\/p>\n<p>Quem fala sobre essa conex\u00e3o \u00e9 Marco Lucchesi, presidente da Biblioteca Nacional, professor da Faculdade de Letras da Universidade Federal do Rio de Janeiro, poeta, escritor, tradutor, historiador e imortal da Academia Brasileira de Letras, em podcast especial da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a><\/strong><\/span>. \u201cN\u00e3o podemos pensar que seja inelut\u00e1vel esse caminho de conex\u00e3o, ou seja, ci\u00eancia ou literatura, filosofia ou f\u00edsica qu\u00e2ntica. Sen\u00e3o, vamos departamentalizar de forma radical o conhecimento, burocratiz\u00e1-lo, e nisso sa\u00edmos todos perdendo. Na melhor das hip\u00f3teses, sairemos todos tristes e melanc\u00f3licos, porque n\u00e3o teremos mais a aventura do inesperado, que \u00e9 o que determina a f\u00edsica qu\u00e2ntica\u201d, explica Marco Lucchesi.<\/p>\n<p>A f\u00edsica qu\u00e2ntica, com seus conceitos desafiadores e paradoxais \u2014 como o emaranhamento, a n\u00e3o localidade e o princ\u00edpio da incerteza \u2014, h\u00e1 muito tempo inspira escritores e poetas a expandirem os limites da met\u00e1fora e da linguagem. A ideia de que uma part\u00edcula pode estar em dois lugares ao mesmo tempo, ou de que a simples observa\u00e7\u00e3o altera a realidade, oferece imagens poderosas para explorar a multiplicidade da experi\u00eancia humana, a subjetividade e a instabilidade do real. Poetas e autores recorrem \u00e0 linguagem qu\u00e2ntica como met\u00e1fora para sentimentos amb\u00edguos, mem\u00f3rias fragmentadas e identidades fluidas.<\/p>\n<p>Por outro lado, a met\u00e1fora liter\u00e1ria desempenha um papel fundamental na populariza\u00e7\u00e3o da ci\u00eancia. Conceitos abstratos da f\u00edsica qu\u00e2ntica ganham forma e compreens\u00e3o mais acess\u00edvel quando traduzidos em imagens po\u00e9ticas ou narrativas ficcionais, aproximando o p\u00fablico leigo de uma das \u00e1reas mais complexas e fascinantes da ci\u00eancia. A literatura, assim, n\u00e3o apenas se inspira na f\u00edsica qu\u00e2ntica, mas tamb\u00e9m colabora para torn\u00e1-la parte do imagin\u00e1rio coletivo.<\/p>\n<p>Em 2025, o mundo celebra o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/translate.google.com\/translate?u=https:\/\/quantum2025.org\/&amp;hl=pt&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;client=srp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Ano Internacional da Ci\u00eancia e Tecnologia Qu\u00e2ntica (AIQ)<\/a><\/strong><\/span>, proclamado pela ONU, em reconhecimento aos 100 anos do nascimento da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. Esta celebra\u00e7\u00e3o global visa ampliar a conscientiza\u00e7\u00e3o p\u00fablica sobre o impacto das ci\u00eancias qu\u00e2nticas, desde as formula\u00e7\u00f5es te\u00f3ricas de Heisenberg e Schr\u00f6dinger at\u00e9 as tecnologias disruptivas da atualidade, como a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica e os sistemas de comunica\u00e7\u00e3o ultrasseguros.<\/p>\n<p>\u201cPrecisamos olhar que a ci\u00eancia \u00e9 parte da cultura, ela n\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia contra a cultura e vice-versa, ela \u00e9 a mesma coisa, ela \u00e9 da cultura humana, da afirma\u00e7\u00e3o do humano, da beleza fulgurante daquilo que a gente consegue alcan\u00e7ar, quer num poema\u201d, afirma Marco Lucchesi.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a o epis\u00f3dio completo!<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Poesia, literatura e f\u00edsica qu\u00e2ntica\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3BUiP06leL8ePT8RrS6PGu?si=f244621cf2b64c75&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como a f\u00edsica qu\u00e2ntica inspira a literatura e amplia a imagina\u00e7\u00e3o cient\u00edfica&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8373,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8372"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8372"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8372\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8391,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8372\/revisions\/8391"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8373"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8372"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8372"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8372"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}