{"id":8401,"date":"2025-05-30T13:05:22","date_gmt":"2025-05-30T13:05:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8401"},"modified":"2025-05-30T13:06:29","modified_gmt":"2025-05-30T13:06:29","slug":"100-anos-de-fisica-quantica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8401","title":{"rendered":"100 anos de f\u00edsica qu\u00e2ntica"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"celebrando-um-seculo-de-revolucao-cientifica-e-tecnologica\"><span style=\"color: #808080;\">Celebrando um s\u00e9culo de revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica<\/span><\/h4>\n<p><strong><em>\u00a0<\/em><\/strong><\/p>\n<p>A f\u00edsica qu\u00e2ntica revelou um mundo invis\u00edvel, mas essencial: um universo onde part\u00edculas podem existir simultaneamente em m\u00faltiplos estados, onde o acaso governa fen\u00f4menos fundamentais e onde a intui\u00e7\u00e3o, baseada na experi\u00eancia cotidiana, simplesmente falha. Desde o surgimento dessa nova maneira de pensar \u2014 com contribui\u00e7\u00f5es pioneiras de cientistas como Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Werner Heisenberg, Erwin Schr\u00f6dinger, entre outros \u2014, as bases da realidade deixaram de ser absolutas para se tornarem probabil\u00edsticas e interdependentes.<\/p>\n<p>\u201cVoc\u00ea pode dizer com certeza que todos os grandes desenvolvimentos tecnol\u00f3gicos s\u00e3o fruto da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. N\u00e3o h\u00e1 nada que voc\u00ea possa dizer \u2018aqui a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica n\u00e3o tem import\u00e2ncia nenhuma\u2019. Todos eles s\u00e3o frutos de mec\u00e2nica qu\u00e2ntica\u201d, afirma Luiz Nunes de Oliveira, professor do Instituto de F\u00edsica de S\u00e3o Carlos da Universidade de S\u00e3o Paulo e coordenador cient\u00edfico da <em>Revista Pesquisa FAPESP<\/em>.<\/p>\n<p>Mais do que uma revolu\u00e7\u00e3o conceitual, a f\u00edsica qu\u00e2ntica abriu caminho para uma s\u00e9rie de avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos que moldam a vida moderna, muitas vezes de forma invis\u00edvel. Lasers, sistemas de GPS, processadores de chips e exames de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica \u2014 todos s\u00e3o aplica\u00e7\u00f5es diretas dos princ\u00edpios qu\u00e2nticos. Mesmo sem perceber, vivemos cercados por tecnologias que nasceram de descobertas fundamentais sobre o comportamento da mat\u00e9ria e da energia em escala microsc\u00f3pica. \u201cApesar de n\u00e3o percebermos a f\u00edsica qu\u00e2ntica, ou n\u00e3o experimentarmos a f\u00edsica qu\u00e2ntica na nanoescala, no fundo, vivenciamos tudo o que a f\u00edsica qu\u00e2ntica pode trazer para a nossa vida \u2014 n\u00e3o apenas vivenciamos, mas tamb\u00e9m dependemos dela para muitas coisas\u201d, pontua Debora Peres Menezes, professora do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e atual Diretora de Avalia\u00e7\u00e3o de Resultados e Solu\u00e7\u00f5es Digitais do CNPq.<\/p>\n<p>Hoje, ao celebrarmos o Ano Internacional da F\u00edsica Qu\u00e2ntica, reconhecemos n\u00e3o apenas seu legado, mas tamb\u00e9m o futuro promissor que ela inspira. A chamada \u201csegunda revolu\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica\u201d j\u00e1 est\u00e1 em curso, impulsionando \u00e1reas como a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica \u2014 capaz de resolver problemas antes considerados insol\u00faveis \u2014 e as comunica\u00e7\u00f5es ultra-seguras, baseadas nos princ\u00edpios de entrela\u00e7amento e superposi\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica. Essas novas fronteiras expandem ainda mais as possibilidades humanas, alimentando sonhos de inova\u00e7\u00e3o e transforma\u00e7\u00e3o social, econ\u00f4mica e cient\u00edfica. \u201cConseguimos explicar esses fen\u00f4menos, ent\u00e3o o pr\u00f3ximo passo \u00e9 conseguir us\u00e1-los. Agora temos as ferramentas para usar ent\u00e3o esses fen\u00f4menos\u201d, explica Fanny B\u00e9ron, professora associada no Instituto de F\u00edsica Gleb Wataghin da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e coordenadora do curso de gradua\u00e7\u00e3o em Engenharia F\u00edsica.<\/p>\n<p>Celebrar o centen\u00e1rio da f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9, sobretudo, valorizar o poder do conhecimento para transformar possibilidades em realidades. \u00c9 reconhecer que, embora invis\u00edvel aos nossos olhos, o mundo qu\u00e2ntico est\u00e1 no cora\u00e7\u00e3o de muitas das ferramentas que sustentam o nosso cotidiano \u2014 e que, cada vez mais, moldar\u00e1 o nosso futuro. \u201cO que sabemos hoje \u00e9 que a f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 a riqueza. 30%, pelo menos, do PIB mundial est\u00e1 intrinsecamente relacionado com tecnologias desenvolvidas gra\u00e7as \u00e0 f\u00edsica qu\u00e2ntica\u201d, ressalta Marina Nielsen, professora aposentada da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e membro titular da Academia de Ci\u00eancias do Estado de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"100 anos de f\u00edsica qu\u00e2ntica\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/AKbpuHmJljo?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Celebrando um s\u00e9culo de revolu\u00e7\u00e3o cient\u00edfica e tecnol\u00f3gica \u00a0 A f\u00edsica qu\u00e2ntica&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8402,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8401"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8401"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8401\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8404,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8401\/revisions\/8404"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8402"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8401"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8401"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8401"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}