{"id":8435,"date":"2025-06-25T07:30:44","date_gmt":"2025-06-25T07:30:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8435"},"modified":"2025-06-03T12:17:29","modified_gmt":"2025-06-03T12:17:29","slug":"cesar-lattes-o-jovem-fisico-que-revolucionou-a-ciencia-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8435","title":{"rendered":"Cesar Lattes: o jovem f\u00edsico que revolucionou a ci\u00eancia no Brasil"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"com-apenas-23-anos-suas-descobertas-sobre-o-pion-projetaram-o-brasil-no-cenario-mundial-da-fisica-e-impulsionaram-a-criacao-de-instituicoes-que-transformaram-a-pesquisa-cientifica-no-pais\"><span style=\"color: #808080;\">Com apenas 23 anos, suas descobertas sobre o p\u00edon projetaram o Brasil no cen\u00e1rio mundial da f\u00edsica e impulsionaram a cria\u00e7\u00e3o de institui\u00e7\u00f5es que transformaram a pesquisa cient\u00edfica no pa\u00eds.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em 1947, o mundo da ci\u00eancia voltava os olhos para um nome que soava improv\u00e1vel para muitos: Cesar Lattes, um jovem f\u00edsico brasileiro de apenas 23 anos. Filho de imigrantes italianos, nascido em Curitiba em 11 de julho de 1924, Lattes se formou em F\u00edsica pela <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a><\/strong><\/span> aos 19 anos, onde foi orientado por dois gigantes da f\u00edsica: Gleb Wataghin e Giuseppe Occhialini. Mal sabia ele que, em poucos anos, estaria no centro de uma das descobertas mais importantes da f\u00edsica moderna.<\/p>\n<p>Entre 1946 e 1948, Lattes participou de duas experi\u00eancias cruciais que comprovaram a exist\u00eancia de uma part\u00edcula subat\u00f4mica prevista teoricamente anos antes pelo f\u00edsico japon\u00eas Hideki Yukawa: o m\u00e9son pi, ou p\u00edon. Essas descobertas alteraram os rumos da f\u00edsica de part\u00edculas e colocaram o Brasil no mapa da ci\u00eancia mundial. A primeira comprova\u00e7\u00e3o veio com a an\u00e1lise de emuls\u00f5es nucleares expostas aos raios c\u00f3smicos em grandes altitudes. Lattes realizou suas medi\u00e7\u00f5es na Bol\u00edvia, no alto do monte Chacaltaya, enquanto Occhialini fazia o mesmo na Fran\u00e7a. Ambos integravam o grupo de pesquisa da Universidade de Bristol, no Reino Unido, liderado por Cecil Powell. O artigo publicado na revista <span style=\"color: #800000;\"><strong><em><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.nature.com\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Nature<\/a><\/em><\/strong><\/span>, em 1947, com a assinatura de Lattes, Powell, Occhialini e Hugh Muirhead, repercutiu mundialmente. Tr\u00eas anos depois, a descoberta garantiria o Pr\u00eamio Nobel de F\u00edsica a Powell \u2013 reconhecimento que, muitos defendem, deveria ter sido compartilhado com Lattes.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-cesar-lattes-e-eugene-gardner-com-o-sincrociclotron-na-universidade-de-berkeley-fonte-cbpf-arquivo-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5725\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-300x225.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"376\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-300x225.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-1024x769.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-768x577.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-1536x1154.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-16x12.jpg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-800x601.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1-1160x871.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-reportagem-Lattes-conhecer-experimentar-e-mudar-o-mundo-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Ces<\/strong><strong>ar Lattes e Eugene Gardner com o sincroc\u00edclotron na Universidade de Berkeley.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: CBPF\/ Arquivo. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"progresso-cientifico-brasileiro\"><strong>Progresso cient\u00edfico brasileiro<\/strong><\/h4>\n<p>No ano seguinte, Lattes novamente surpreenderia o mundo ao conseguir produzir artificialmente o p\u00edon, em parceria com o f\u00edsico Eugene Gardner, utilizando o c\u00edclotron do laborat\u00f3rio de Ernest Lawrence, nos Estados Unidos. A comprova\u00e7\u00e3o experimental do p\u00edon n\u00e3o apenas validava a teoria de Yukawa como consolidava o Brasil como um pa\u00eds capaz de gerar ci\u00eancia de ponta.<\/p>\n<p>Apesar das oportunidades no exterior, Lattes optou por voltar ao Brasil. Estava convicto de que a ci\u00eancia s\u00f3 avan\u00e7aria se houvesse compromisso e apoio dos governos nacionais. Em sua volta, se uniu a outros nomes fundamentais para a hist\u00f3ria da ci\u00eancia brasileira \u2013 como Jos\u00e9 Leite Lopes, Jayme Tiomno, Elisa Frota-Pess\u00f4a, M\u00e1rio Schenberg e Marcelo Damy \u2013 para lutar pela institucionaliza\u00e7\u00e3o da pesquisa cient\u00edfica no pa\u00eds. Em 1949, essa articula\u00e7\u00e3o deu frutos com a cria\u00e7\u00e3o do <strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/cbpf\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #800000;\">Centro Brasileiro de Pesquisas F\u00edsicas (CBPF)<\/span><\/a><\/strong>, marco da consolida\u00e7\u00e3o da f\u00edsica moderna no Brasil. O movimento, no entanto, n\u00e3o parou por a\u00ed. Poucos anos depois, surgiram o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq)<\/a><\/strong><\/span> e a <strong><a href=\"https:\/\/www.gov.br\/capes\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #800000;\">Coordena\u00e7\u00e3o de Aperfei\u00e7oamento de Pessoal de N\u00edvel Superior (Capes)<\/span>,<\/a><\/strong> seguidos pela <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp)<\/a><\/strong><\/span> e outras funda\u00e7\u00f5es estaduais, al\u00e9m do pr\u00f3prio Minist\u00e9rio da Ci\u00eancia, Tecnologia e Inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-cesar-lattes-mario-schenberg-e-jose-leite-lopes-fisicos-brasileiros-fonte-http-zenith-mast-br-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-5707\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-1024x681.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-768x511.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-1536x1022.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-800x532.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1-1160x772.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2024\/03\/CC-1E24-opinia\u0303o-Lattes-e-as-Inquietac\u0327o\u0303es-do-Ge\u0302nio-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. C\u00e9sar Lattes, M\u00e1rio Schenberg e Jos\u00e9 Leite Lopes, f\u00edsicos brasileiros.<\/strong>(Fonte:\u00a0<a href=\"http:\/\/zenith.mast.br\/\">http:\/\/zenith.mast.br<\/a>. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"cooperacao-internacional\"><strong>Coopera\u00e7\u00e3o internacional<\/strong><\/h4>\n<p>Lattes tamb\u00e9m foi pe\u00e7a-chave para promover a coopera\u00e7\u00e3o internacional em f\u00edsica, inclusive com o Jap\u00e3o, e para a cria\u00e7\u00e3o de laborat\u00f3rios em territ\u00f3rio nacional, como na USP, na Unicamp e na Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT). Como defensor incans\u00e1vel da f\u00edsica experimental, ajudou a formar novas gera\u00e7\u00f5es de cientistas brasileiros. Seu impacto foi t\u00e3o profundo que, segundo o f\u00edsico Jos\u00e9 Leite Lopes, \u201co trabalho dele mostrou que era poss\u00edvel um jovem brasileiro fazer uma descoberta importante na f\u00edsica universal\u201d. O feito inspirou pa\u00edses latino-americanos como Peru, Bol\u00edvia e Argentina a investir mais em ci\u00eancia. Lattes era, ent\u00e3o, um s\u00edmbolo: o her\u00f3i nuclear brasileiro em plena Guerra Fria, num momento em que a f\u00edsica ganhava protagonismo pol\u00edtico e cultural no mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-fama-de-lattes-galvanizou-a-comunidade-cientifica-que-passou-a-se-organizar-para-defender-politicas-publicas-de-apoio-a-pesquisa\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA fama de Lattes galvanizou a comunidade cient\u00edfica, que passou a se organizar para defender pol\u00edticas p\u00fablicas de apoio \u00e0 pesquisa.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Esse prest\u00edgio teve reflexos diretos na cria\u00e7\u00e3o, em 1948, da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/a><\/strong><\/span>. A fama de Lattes galvanizou a comunidade cient\u00edfica, que passou a se organizar para defender pol\u00edticas p\u00fablicas de apoio \u00e0 pesquisa. Foi tamb\u00e9m nesse contexto que o almirante \u00c1lvaro Alberto prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o de um conselho nacional de pesquisa, o embri\u00e3o do CNPq.<\/p>\n<p>No mesmo ano, Lattes lotava audit\u00f3rios com suas palestras sobre f\u00edsica nuclear. Em uma delas, na Faculdade de Direito da USP, falou sobre a produ\u00e7\u00e3o artificial de m\u00e9sons, apresentado por ningu\u00e9m menos que Gleb Wataghin. A ci\u00eancia come\u00e7ava a ocupar espa\u00e7os de destaque na vida p\u00fablica brasileira \u2013 e Lattes era o principal rosto dessa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"sua-historia-mostra-que-e-possivel-fazer-ciencia-de-excelencia-mesmo-em-condicoes-adversas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cSua hist\u00f3ria mostra que \u00e9 poss\u00edvel fazer ci\u00eancia de excel\u00eancia mesmo em condi\u00e7\u00f5es adversas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Apesar de sua notoriedade nas d\u00e9cadas seguintes, o nome de Cesar Lattes tem se tornado cada vez menos conhecido pelas novas gera\u00e7\u00f5es. Em 2018, uma tentativa de resgate simb\u00f3lico veio com a emiss\u00e3o de um selo conjunto em sua homenagem e \u00e0 da cientista Johanna D\u00f6bereiner, outra gigante da ci\u00eancia brasileira. Mas esse reconhecimento ainda \u00e9 insuficiente frente \u00e0 import\u00e2ncia de sua trajet\u00f3ria.<\/p>\n<p>Como disse Leite Lopes, Lattes foi um divisor de \u00e1guas. Sua hist\u00f3ria mostra que \u00e9 poss\u00edvel fazer ci\u00eancia de excel\u00eancia mesmo em condi\u00e7\u00f5es adversas \u2013 e que isso pode mudar n\u00e3o apenas uma carreira, mas o rumo de um pa\u00eds. Lattes costumava dizer que foi \u201carrastado pela hist\u00f3ria\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-ufmg-reproducao\">Capa. UFMG. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com apenas 23 anos, suas descobertas sobre o p\u00edon projetaram o Brasil&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":5701,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8435"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8435"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8435\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8436,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8435\/revisions\/8436"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/5701"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8435"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8435"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8435"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}