{"id":8460,"date":"2025-06-17T08:00:48","date_gmt":"2025-06-17T08:00:48","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8460"},"modified":"2025-06-16T18:37:38","modified_gmt":"2025-06-16T18:37:38","slug":"a-fisica-quantica-no-cotidiano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8460","title":{"rendered":"A f\u00edsica qu\u00e2ntica no cotidiano"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"gps-ressonancia-magnetica-e-ate-seu-led-favorito-o-impacto-real-e-invisivel-da-fisica-quantica\"><span style=\"color: #808080;\">GPS, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e at\u00e9 seu LED favorito: o impacto real (e invis\u00edvel) da f\u00edsica qu\u00e2ntica<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ao completar cem anos, a f\u00edsica qu\u00e2ntica se consolida como uma das maiores revolu\u00e7\u00f5es cient\u00edficas da humanidade. Mais do que uma teoria complexa sobre \u00e1tomos e part\u00edculas, ela \u00e9 a base de tecnologias que usamos cotidianamente, muitas vezes sem perceber. GPS, smartphones, exames m\u00e9dicos e at\u00e9 ilumina\u00e7\u00e3o LED s\u00f3 funcionam gra\u00e7as a princ\u00edpios qu\u00e2nticos. O transistor, cora\u00e7\u00e3o da eletr\u00f4nica moderna, nasceu do entendimento do comportamento dos el\u00e9trons em n\u00edvel at\u00f4mico. Enquanto isso, a resson\u00e2ncia magn\u00e9tica \u2014 essencial para diagn\u00f3sticos m\u00e9dicos precisos \u2014 depende do spin de part\u00edculas subat\u00f4micas. A f\u00edsica qu\u00e2ntica saiu dos laborat\u00f3rios e se tornou indispens\u00e1vel na vida real.<\/p>\n<p>O futuro promete ainda mais inova\u00e7\u00f5es radicais. Computadores qu\u00e2nticos, capazes de resolver problemas imposs\u00edveis para m\u00e1quinas atuais, e avan\u00e7os em biologia qu\u00e2ntica podem revolucionar a medicina e a ci\u00eancia de dados. Lasers ultrapotentes e novos materiais projetados em escala at\u00f4mica est\u00e3o transformando ind\u00fastrias, da energia \u00e0s telecomunica\u00e7\u00f5es. Essas tecnologias, ainda em desenvolvimento, mostram que a pr\u00f3xima fronteira qu\u00e2ntica trar\u00e1 solu\u00e7\u00f5es para desafios globais, como o desenvolvimento de medicamentos personalizados e sistemas de comunica\u00e7\u00e3o inviol\u00e1veis. \u201cA mec\u00e2nica qu\u00e2ntica permitiu e permite que tenhamos um entendimento muito amplo e muito completo de como o \u00e1tomo atua. Isso parece uma pesquisa de formiguinha, de base, mas permite que tenhamos um entendimento sobre como que o mundo funciona\u201d, explica Ingrid David Barcelos, pesquisadora l\u00edder no grupo Laborat\u00f3rio de Amostras Microsc\u00f3picas da Divis\u00e3o de Mat\u00e9ria Heterog\u00eanea e Hier\u00e1rquica no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais, Laborat\u00f3rio Nacional Luz S\u00edncrotron (LNLS).<\/p>\n<p>No Brasil, pesquisadores tamb\u00e9m est\u00e3o nessa corrida. Universidades e centros de pesquisa, como o SENAI CIMATEC e a UFABC, trabalham em projetos de computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, criptografia e sensores avan\u00e7ados. Esses esfor\u00e7os colocam o pa\u00eds no mapa global da pesquisa qu\u00e2ntica, mostrando que a ci\u00eancia nacional pode contribuir para essa revolu\u00e7\u00e3o. Apesar dos desafios, como a necessidade de mais investimentos, os avan\u00e7os recentes provam que o Brasil tem potencial para ser um ator relevante nesse cen\u00e1rio. \u201cO Brasil tem grupos de excel\u00eancia trabalhando na \u00e1rea de ci\u00eancia qu\u00e2ntica\u201d, ressalta Vivian Fran\u00e7a, professora do Departamento de F\u00edsica e Matem\u00e1tica, do Instituto de Qu\u00edmica da UNESP de Araraquara e coordenadora do Programa de Mestrado Profissional em Qu\u00edmica em Rede Nacional (PROFQUI) &#8211; Polo UNESP. Para ela, \u00e9 fundamental o apoio de ag\u00eancias de fomento voltadas para as tecnologias qu\u00e2nticas. \u201cEssas ag\u00eancias de fomento s\u00e3o essenciais, porque s\u00e3o elas, essencialmente, que conseguem bancar toda a infraestrutura necess\u00e1ria. para a pesquisa e para o desenvolvimento da ci\u00eancia no pa\u00eds\u201d.<\/p>\n<p>A f\u00edsica qu\u00e2ntica pode parecer distante, mas est\u00e1 mais pr\u00f3xima do que imaginamos. Seja no celular que usamos para navegar na internet, no sistema de navega\u00e7\u00e3o que nos guia no tr\u00e2nsito ou nos exames que salvam vidas, ela \u00e9 a prova de como a ci\u00eancia transforma o mundo \u2014 mesmo quando n\u00e3o a vemos. \u00c0 medida que novas descobertas surgem, uma coisa \u00e9 certa: o futuro ser\u00e1 cada vez mais qu\u00e2ntico, e entender seu impacto \u00e9 essencial para todos n\u00f3s. \u201cAcredito que esse ano internacional da f\u00edsica qu\u00e2ntica, que a Unesco est\u00e1 propondo, \u00e9 muito bom para chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas disso que est\u00e1 t\u00e3o presente no nosso dia a dia\u201d, conclui Adilson de Oliveira, professor do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de S\u00e3o Carlos (UFSCar) e fundador e coordenador do Laborat\u00f3rio Aberto de Interatividade (LAbI) da UFSCar.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A f\u00edsica qu\u00e2ntica no cotidiano\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/XPYzGKQiFJE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"GPS, resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e at\u00e9 seu LED favorito: o impacto real (e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8461,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8460"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8460"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8460\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8463,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8460\/revisions\/8463"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8461"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8460"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8460"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8460"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}