{"id":8464,"date":"2025-06-17T08:00:07","date_gmt":"2025-06-17T08:00:07","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8464"},"modified":"2025-06-16T18:42:10","modified_gmt":"2025-06-16T18:42:10","slug":"importancia-da-fisica-quantica-no-mundo-contemporaneo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8464","title":{"rendered":"Import\u00e2ncia da f\u00edsica qu\u00e2ntica no mundo contempor\u00e2neo"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"dos-atomos-aos-circuitos-eletronicos-a-teoria-quantica-ultrapassa-fronteiras-e-transforma-nossa-compreensao-do-universo-e-do-presente\"><span style=\"color: #808080;\">Dos \u00e1tomos aos circuitos eletr\u00f4nicos, a teoria qu\u00e2ntica ultrapassa fronteiras e transforma nossa compreens\u00e3o do universo \u2014 e do presente.<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>H\u00e1 exatamente um s\u00e9culo, em 1925, tr\u00eas jovens f\u00edsicos alem\u00e3es \u2014 Werner Heisenberg, Max Born e Pascual Jordan \u2014 apresentaram ao mundo a mec\u00e2nica matricial, a primeira formula\u00e7\u00e3o bem-sucedida da ent\u00e3o nascente mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. A teoria vinha para explicar fen\u00f4menos observados desde o in\u00edcio do s\u00e9culo XX que a f\u00edsica cl\u00e1ssica n\u00e3o conseguia justificar. Desde ent\u00e3o, a f\u00edsica qu\u00e2ntica n\u00e3o s\u00f3 respondeu a quest\u00f5es fundamentais sobre o universo, das menores part\u00edculas aos maiores corpos celestes, como tamb\u00e9m se tornou a base para inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que hoje fazem parte do cotidiano.<\/p>\n<p>Transistores, lasers, aparelhos de resson\u00e2ncia magn\u00e9tica e chips de computadores existem gra\u00e7as ao conhecimento dos princ\u00edpios qu\u00e2nticos. Mais do que uma teoria ex\u00f3tica restrita a laborat\u00f3rios, a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica sustenta a estrutura tecnol\u00f3gica da sociedade contempor\u00e2nea e promete transformar ainda mais o mundo nos pr\u00f3ximos anos, com o avan\u00e7o da computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica, da comunica\u00e7\u00e3o segura via emaranhamento e do desenvolvimento de materiais com propriedades in\u00e9ditas. Diante desse impacto crescente, a Unesco declarou 2025 como o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/translate.google.com\/translate?u=https:\/\/quantum2025.org\/&amp;hl=pt&amp;sl=en&amp;tl=pt&amp;client=srp\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Ano Internacional da Ci\u00eancia e Tecnologia Qu\u00e2nticas<\/strong><\/a><\/span>, uma iniciativa para promover a dissemina\u00e7\u00e3o global do conhecimento qu\u00e2ntico e suas aplica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Apesar de tradicionalmente associada ao mundo microsc\u00f3pico \u2014 dos el\u00e9trons, f\u00f3tons e \u00e1tomos \u2014 a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica vem ultrapassando fronteiras. Pesquisadores como o f\u00edsico brasileiro Amir Caldeira se dedicaram a estudar os chamados efeitos qu\u00e2nticos macrosc\u00f3picos, ou seja, manifesta\u00e7\u00f5es de fen\u00f4menos qu\u00e2nticos em sistemas maiores, como circuitos eletr\u00f4nicos. Isso inclui investigar como propriedades como superposi\u00e7\u00e3o e emaranhamento podem ocorrer fora do n\u00edvel subat\u00f4mico, desafiando a separa\u00e7\u00e3o cl\u00e1ssica entre o micro e o macro. As implica\u00e7\u00f5es dessas descobertas s\u00e3o profundas: podem abrir caminho para uma nova gera\u00e7\u00e3o de dispositivos e tecnologias com capacidades revolucion\u00e1rias. \u201cTudo que voc\u00ea v\u00ea em f\u00edsica hoje \u2013 tem algumas exce\u00e7\u00f5es, claro \u2013 mas o que est\u00e1 envolvido com tecnologia, em geral, envolve mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. E isso n\u00e3o \u00e9 de hoje, isso vem de muito tempo, como o laser e o transistor. Isso est\u00e1 a\u00ed, permeando nossas vidas\u201d, explica Amir Caldeira, professor do Instituto de F\u00edsica da Unicamp e membro da Academia Brasileira de Ci\u00eancias.<\/p>\n<p>Ao mostrar que os efeitos qu\u00e2nticos n\u00e3o se restringem ao invis\u00edvel, mas podem emergir tamb\u00e9m no mundo tang\u00edvel, essas pesquisas apontam para um futuro em que a f\u00edsica qu\u00e2ntica estar\u00e1 ainda mais presente \u2014 n\u00e3o s\u00f3 nos laborat\u00f3rios e nos livros, mas no dia a dia das pessoas. \u201c\u00c9 bom estarmos fazendo essa discuss\u00e3o sobre o ano das ci\u00eancias qu\u00e2nticas, que j\u00e1 puxa para uma discuss\u00e3o sobre a ci\u00eancia no Brasil inteiro, que realmente precisa de uma pol\u00edtica de Estado \u2013 mas isso tem que ter uma pol\u00edtica bem clara\u201d, ressalta o pesquisador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Import\u00e2ncia da f\u00edsica qu\u00e2ntica no mundo contempor\u00e2neo\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/4dNMhKTuDOafd51nrLmygR?si=0789462cf2d84634&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Dos \u00e1tomos aos circuitos eletr\u00f4nicos, a teoria qu\u00e2ntica ultrapassa fronteiras e transforma&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8466,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8464"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8464"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8464\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8468,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8464\/revisions\/8468"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8466"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8464"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8464"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8464"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}