{"id":8518,"date":"2025-07-08T08:00:22","date_gmt":"2025-07-08T08:00:22","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8518"},"modified":"2025-10-15T13:07:58","modified_gmt":"2025-10-15T13:07:58","slug":"o-ensino-de-fisica-quantica-a-criancas-e-jovens-envolve-o-uso-de-criatividade-e-o-combate-a-desinformacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8518","title":{"rendered":"O ensino de f\u00edsica qu\u00e2ntica a crian\u00e7as e jovens"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"para-especialistas-a-combinacao-entre-a-tecnologia-e-o-ludico-ajuda-no-processo-mas-e-necessaria-uma-reestruturacao-no-ensino-fundamental-e-medio\"><span style=\"color: #808080;\">Para especialistas, a combina\u00e7\u00e3o entre a tecnologia e o l\u00fadico ajuda no processo, mas \u00e9 necess\u00e1ria uma reestrutura\u00e7\u00e3o no ensino fundamental e m\u00e9dio<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Superposi\u00e7\u00e3o, princ\u00edpio da incerteza, dualidade onda-part\u00edcula ou colapso da fun\u00e7\u00e3o onda. Para quem \u00e9 formado em f\u00edsica, qu\u00edmica ou matem\u00e1tica, os conceitos da f\u00edsica qu\u00e2ntica podem ser comuns, coisas do dia-a-dia, mas para as pessoas de fora da \u00e1rea, a compreens\u00e3o de t\u00e9cnicas e teorias \u00e9 mais dif\u00edcil. Com o universo qu\u00e2ntico ganhando destaque e aparecendo como um poss\u00edvel ator revolucion\u00e1rio no campo tecnol\u00f3gico, os desafios de apresent\u00e1-lo na educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica s\u00e3o ainda maiores. Afinal, \u00e9 poss\u00edvel ensinar f\u00edsica qu\u00e2ntica a crian\u00e7as e adolescentes de forma atrativa e com rigor cient\u00edfico?<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ensinar crian\u00e7as e jovens porque a f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 uma \u00e1rea dif\u00edcil de se aprender de cara, n\u00e9? Mesmo quem estuda isso, quem faz qu\u00edmica ou f\u00edsica, por exemplo, tem muita dificuldade para entender\u201d, pondera Paula Homem-de-Mello, professora do Centro de Ci\u00eancias Naturais e Humanas da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufabc.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal do ABC (UFABC)<\/a><\/strong><\/span>. \u201c\u00c9 dif\u00edcil porque voc\u00ea n\u00e3o experimenta ela diretamente no nosso mundo, voc\u00ea v\u00ea alguns fen\u00f4menos que s\u00e3o devidos \u00e0 mec\u00e2nica qu\u00e2ntica, mas n\u00e3o d\u00e1 para fazer rela\u00e7\u00e3o com o mundo macrosc\u00f3pico. Ou seja, ensinar f\u00edsica qu\u00e2ntica requer um pouco de maturidade do aluno, e requer tamb\u00e9m um pouco de conhecimento espec\u00edfico.\u201d<\/p>\n<p>Paula Homem-de-Mello integra algumas a\u00e7\u00f5es de difus\u00e3o da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica aos p\u00fablicos mais jovens. No projeto \u201c<span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/meninaciencia.eventos.ufabc.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Menina Ci\u00eancia, Ci\u00eancia Menina<\/strong><\/a><\/span>\u201d, realizado pela UFABC, saem os conceitos e entram as cientistas envolvidas neles, mostrando que por tr\u00e1s de cada conhecimento sempre h\u00e1 algu\u00e9m importante. A especialista tamb\u00e9m usa a criatividade em publica\u00e7\u00f5es para chamar a aten\u00e7\u00e3o das crian\u00e7as e adolescentes: como a s\u00e9rie \u201c<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/editora.ufabc.edu.br\/colecao-o-que-e-ser-cientista\/77-contem-quimica-preparado-para-voce\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Cont\u00e9m Qu\u00edmica!<\/a><\/strong><\/span>\u201d, que imita embalagens de medicamentos em suas capas, ou o livro \u201d<span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/gec.proec.ufabc.edu.br\/voce-disse-ciencia\/o-que-nao-e-quantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O que (n\u00e3o) \u00e9 qu\u00e2ntica<\/a><\/strong><\/span>\u201d, que busca explicar esse universo por meio das mentiras espalhadas por a\u00ed, \u201cComo \u00e9 dif\u00edcil definir para os alunos o que \u00e9 qu\u00e2ntica, n\u00e3o s\u00f3 os fen\u00f4menos, mas tamb\u00e9m o formalismo matem\u00e1tico que tem por tr\u00e1s, a gente achou melhor falar o que n\u00e3o \u00e9 qu\u00e2ntica. Porque a qu\u00e2ntica tem sido uma palavra usada muitas vezes como pseudoci\u00eancia. Essa, inclusive, \u00e9 uma das nossas preocupa\u00e7\u00f5es enquanto pesquisadores da \u00e1rea. Ent\u00e3o, o objetivo \u00e9 mostrar que \u00e0s vezes as pessoas usam certos argumentos s\u00f3 para que algo pare\u00e7a mais cient\u00edfico, quando, na realidade, aquilo n\u00e3o tem nada de Ci\u00eancia.\u201d<\/p>\n<p>As formas de ensino e aprendizagem da mec\u00e2nica qu\u00e2ntica s\u00e3o temas da pesquisa de Nathan Lima, professor do Instituto de F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)<\/a><\/strong><\/span>. Em um experimento, ele e demais cientistas da universidade ofereceram um curso virtual de mec\u00e2nica qu\u00e2ntica a um p\u00fablico diversificado, pessoas do ensino m\u00e9dio ao doutorado. Esse curso, de dois dias de dura\u00e7\u00e3o, foi moldado conforme teorias da educa\u00e7\u00e3o, para que seu conte\u00fado fosse mais palat\u00e1vel. E, para avaliar seu resultado, cada aluno participou de testes de conhecimento antes e ap\u00f3s as aulas. \u201cA gente viu que, em todos os n\u00edveis, do aluno de ensino m\u00e9dio, gradua\u00e7\u00e3o e mestrado, as pessoas melhoraram de 60% a 70% o seu conhecimento em mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. Este estudo foi publicado na Revista Brasileira de Ensino de F\u00edsica, e nele a gente defende a import\u00e2ncia de cursos estruturados didaticamente em qu\u00e2ntica, que tragam imagens e abordem conceitos. \u00c9 importante que esses cursos partam de coisas concretas, que explorem experimentos, mas para isso s\u00e3o necess\u00e1rios recursos.\u201d (Figura 1)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-experimento-de-difracao-de-eletrons-do-instituto-de-fisica-da-ufrgsfonte-ufrgs-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8520\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-262x300.jpg\" alt=\"\" width=\"437\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-262x300.jpg 262w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-895x1024.jpg 895w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-768x879.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-1342x1536.jpg 1342w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-800x915.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1-1160x1327.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 437px) 100vw, 437px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. <\/strong><strong>Experimento de Difra\u00e7\u00e3o de el\u00e9trons do Instituto de F\u00edsica da UFRGS<br \/>\n<\/strong>(Fonte: UFRGS. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Para Nathan Lima, j\u00e1 existe uma dificuldade da sociedade em geral no aprendizado de f\u00edsica, algo que o ensino de f\u00edsica qu\u00e2ntica se esbarra tamb\u00e9m. Reverter esse quadro exige algumas mudan\u00e7as estruturais, como repensar a linguagem com que o conhecimento \u00e9 passado aos alunos, al\u00e9m do uso de recursos visuais. \u201cSe pensarmos nas escolas, o ideal \u00e9 que o professor possa ter alguns experimentos b\u00e1sicos que pudesse fazer em sala de aula, algumas coisas que consegue realizar com baixo custo. Mas hoje j\u00e1 existem tamb\u00e9m muitos simuladores que a gente consegue utilizar e visualizar o que seriam os resultados de um experimento. Ent\u00e3o, dispor de recursos que tragam para algo visual e concreto a f\u00edsica qu\u00e2ntica, eu entendo que \u00e9 o primeiro passo.\u201d<\/p>\n<p>A professora da UFABC, Paula Homem-de-Mello, concorda que o ensino de f\u00edsica qu\u00e2ntica exige criatividade. \u201cAcredito at\u00e9 que a gente experimenta pouco com crian\u00e7as e jovens, n\u00e9? E se a gente vai falar de experimentos cient\u00edficos com esse p\u00fablico, \u00e9 duro n\u00e3o fazer o experimento, s\u00f3 contar sobre. E s\u00e3o experimentos que, em princ\u00edpio, s\u00e3o acess\u00edveis de serem feitos. Por exemplo, utilizar aquelas antigas TVs de tubo e mostrar seu funcionamento. Al\u00e9m disso, existem lugares onde encontramos alguns desses experimentos, como os museus de ci\u00eancia\u201d, complementa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"e-importante-que-esses-cursos-partam-de-coisas-concretas-que-explorem-experimentos-mas-para-isso-e-necessario-recursos\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201c\u00c9 importante que esses cursos partam de coisas concretas, que explorem experimentos, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio recursos.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Diretor da Ilum, a Escola de Ci\u00eancia do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cnpem.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM)<\/a><\/strong><\/span>, Adalberto Fazzio concorda que h\u00e1 defasagens no ensino b\u00e1sico que comprometem o interesse do p\u00fablico mais jovem em qu\u00e2ntica. Para ele, uma das principais quest\u00f5es \u00e9 que disciplinas como f\u00edsica, qu\u00edmica e matem\u00e1tica s\u00e3o apresentadas como certezas absolutas, f\u00f3rmulas intoc\u00e1veis que cabem ao aluno apenas decor\u00e1-las. \u201cOs professores n\u00e3o deixam claro para os alunos que a ci\u00eancia em geral n\u00e3o \u00e9 uma coisa que n\u00e3o pode ser olhada de uma forma dogm\u00e1tica. Na realidade, ela est\u00e1 sempre mudando. \u00c9 necess\u00e1ria uma reestrutura\u00e7\u00e3o das disciplinas, trazer os conceitos para a realidade das pessoas. Acredito que a educa\u00e7\u00e3o b\u00e1sica deve focar nos conceitos qualitativos, nos experimentos e nas aplica\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas.\u201d<\/p>\n<p>A F\u00edsica Qu\u00e2ntica ainda permanece \u00e0 margem do curr\u00edculo do ensino m\u00e9dio, no entanto, iniciativas pioneiras t\u00eam buscado transformar esse cen\u00e1rio. Projetos como o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/inctiq.if.ufrj.br\/labs\/giq\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Quantum Educa<\/strong><\/a><\/span> (UFABC), oficinas de F\u00edsica Moderna promovidas por institui\u00e7\u00f5es como o<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ifsp.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Instituto Federal de S\u00e3o Paulo (IFSP)<\/strong><\/a><\/span> e a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufrj.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<\/strong><\/a><\/span>, e materiais did\u00e1ticos adaptados \u2014 como o livro \u201c<em>F\u00edsica Moderna no Ensino M\u00e9dio\u201d<\/em> \u2014 s\u00e3o exemplos de esfor\u00e7os para tornar acess\u00edveis aos jovens conceitos como dualidade onda-part\u00edcula e quantiza\u00e7\u00e3o de energia. Nas \u00faltimas d\u00e9cadas, o interesse pelo ensino de f\u00edsica moderna e contempor\u00e2nea no ensino m\u00e9dio tem crescido, impulsionado pelas diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que defendem uma maior conex\u00e3o entre o conte\u00fado escolar e os avan\u00e7os da ci\u00eancia atual. Universidades p\u00fablicas como <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"http:\/\/www.ufrgs.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal do Rio Grande do Sul<\/strong> (<strong>UFRGS)<\/strong><\/a><\/span>, <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www2.ufjf.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal de Juiz de Fora<\/strong> (<strong>UFJF)<\/strong><\/a><\/span>, <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>USP<\/strong><\/a><\/span> e <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufsc.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Universidade Federal de Santa Catarina<\/strong> (<strong>UFSC)<\/strong><\/a><\/span> v\u00eam liderando projetos de extens\u00e3o, forma\u00e7\u00e3o de professores e desenvolvimento de materiais did\u00e1ticos que utilizam analogias, hist\u00f3rias da ci\u00eancia e simula\u00e7\u00f5es interativas para facilitar a aprendizagem. Estudos acad\u00eamicos apontam desafios persistentes, como a car\u00eancia de forma\u00e7\u00e3o docente e de infraestrutura nas escolas. Ainda assim, destacam avan\u00e7os significativos, como a inclus\u00e3o do tema nos curr\u00edculos e o uso crescente de simuladores virtuais. Essas a\u00e7\u00f5es n\u00e3o apenas introduzem os estudantes a conceitos fundamentais da f\u00edsica contempor\u00e2nea, como tamb\u00e9m os aproximam das inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e despertam voca\u00e7\u00f5es cient\u00edficas.<\/p>\n<p>Adalberto Fazzio defende que essa mudan\u00e7a estrutural do ensino n\u00e3o deve vir apenas da forma\u00e7\u00e3o do profissional de educa\u00e7\u00e3o, mas sim da estrutura pol\u00edtica que define os alicerces do ensino fundamental e m\u00e9dio. \u201cAcredito que os professores est\u00e3o bem interessados numa reformula\u00e7\u00e3o do ensino, inclusive aptos a absorver mudan\u00e7as. Mas \u00e9 uma quest\u00e3o que envolve muitos atores. Envolve o Minist\u00e9rio da Educa\u00e7\u00e3o (MEC), e envolve tamb\u00e9m a comunidade cient\u00edfica, como <strong><a href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">a <span style=\"color: #800000;\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/span><\/a><\/strong>, que pode encaminhar uma proposta diretamente ao MEC.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"educacao-e-desinformacao\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o e desinforma\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>Se o ensino de f\u00edsica qu\u00e2ntica para crian\u00e7as e adolescentes j\u00e1 tem quest\u00f5es por si s\u00f3, a situa\u00e7\u00e3o piora ao considerarmos o ambiente virtual onde nossa sociedade se encontra hoje. Tudo porque a palavra qu\u00e2ntica \u00e9 utilizada em uma s\u00e9rie de contextos, muitos deles distantes da Ci\u00eancia. (Figura 2)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-e-necessario-realizar-uma-reformulacao-das-disciplinas-trazendo-os-conceitos-para-a-realidade-das-pessoas-foto-marcos-santos-usp-imagens-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8521\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"334\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-1024x684.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-768x513.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-1536x1026.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-800x534.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2-1160x774.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/07\/CC-2E25-reportagem-A-fo\u0301rmula-para-ensinar-fi\u0301sica-qua\u0302ntica-figura2.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. <\/strong><strong>\u00c9 necess\u00e1rio realizar uma reformula\u00e7\u00e3o das disciplinas, trazendo os conceitos para a realidade das pessoas.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Marcos Santos \/ USP Imagens. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por meio de estrat\u00e9gias de marketing, o conceito qu\u00e2ntico vira adjetivo e aparece em itens como colch\u00f5es, cristais, medicina alternativa, f\u00f3rmulas alimentares, entre outros produtos. Mas esse movimento de utilizar a credibilidade dos estudos qu\u00e2nticos para a venda de produtos e servi\u00e7os n\u00e3o \u00e9 relativamente novo, como explica Paula Homem-de-Mello: \u201cTem um f\u00edsico chamado Fritjof Capra que lan\u00e7ou em 1975 um livro chamado \u2018<em>O Tao da F\u00edsica\u2019<\/em>. Neste livro, ele tenta fazer algumas correla\u00e7\u00f5es entre f\u00edsica qu\u00e2ntica e um certo misticismo. \u00c9 uma obra que surge na \u00e9poca do movimento contracultura, da expans\u00e3o hippie. Como Capra \u00e9 f\u00edsico, ele trouxe um argumento de autoridade \u00e0s pessoas, que acreditaram na obra: \u2018Olha s\u00f3, a f\u00edsica qu\u00e2ntica explica a intera\u00e7\u00e3o entre indiv\u00edduos. Se a gente se gostou, \u00e9 porque nossos n\u00edveis vibracionais se alinharam\u2019. S\u00f3 que, na realidade, n\u00e3o existe Ci\u00eancia por tr\u00e1s disso.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-computacao-quantica-e-tecnologias-da-informacao-quantica-tem-o-potencial-de-revolucionar-tudo-o-que-a-gente-entende-por-tecnologia-nos-proximos-anos\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica t\u00eam o potencial de revolucionar tudo o que a gente entende por tecnologia nos pr\u00f3ximos anos.\u201d <\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Anos depois, em 1989, um m\u00e9dico chamado Deepak Chopra se baseou nos trabalhos de Capra e escreveu um segundo livro chamado \u201c<em>A cura qu\u00e2ntica<\/em>\u201d. \u201cDesde ent\u00e3o, um monte de novas pseudoci\u00eancias surgiram pautadas nos trabalhos desses autores, gerando uma s\u00e9rie de propostas de novos tratamentos. Essas pseudoci\u00eancias se utilizam do nome qu\u00e2ntico porque a palavra qu\u00e2ntica parece algo s\u00e9rio, cient\u00edfico, quando, na realidade, s\u00e3o muitas teorias que carecem de avalia\u00e7\u00e3o e de valida\u00e7\u00e3o da Ci\u00eancia. Os fen\u00f4menos qu\u00e2nticos reais est\u00e3o relacionados ao mundo dos \u00e1tomos e das mol\u00e9culas, e muitas dessas curas n\u00e3o envolvem nem isso\u201d, pontua Paula Homem-de-Mello.<\/p>\n<p>De 1975 para os dias de hoje, uma revolu\u00e7\u00e3o tem ajudado a espalhar conte\u00fados falsos sobre o universo qu\u00e2ntico: a internet. Isso faz com que aquele educador do passado, que tinha como compromisso repassar o conhecimento adiante, agora enfrenta uma nova realidade de reverter mentiras, como aponta o pesquisador Nathan Lima: \u201cAs pessoas, em algum momento da vida delas, v\u00e3o ser expostas a conceitos que v\u00eam de qu\u00e2ntica. E parte da forma\u00e7\u00e3o cient\u00edfica \u00e9 dar os subs\u00eddios para que essas pessoas possam se posicionar e saber quais discursos s\u00e3o corretos e quais discursos s\u00e3o equivocados.\u201d<\/p>\n<p>\u00c9 nesse contexto que o pesquisador teve que mudar a sua estrat\u00e9gia. Al\u00e9m do papel como educador, o professor da UFRGS come\u00e7ou a atuar como divulgador cient\u00edfico nas redes sociais. No come\u00e7o, foi uma ideia despretensiosa, mas que agora movimenta uma base de mais de 42 mil pessoas s\u00f3 no Instagram. \u201cQuando comecei, n\u00e3o queria tanto entrar nos embates sobre essa quest\u00e3o da desinforma\u00e7\u00e3o, acho desgastante at\u00e9 do ponto de vista pessoal. Mas acaba sendo inevit\u00e1vel em certo ponto, n\u00e9? Tento acreditar que quando a gente mostra a informa\u00e7\u00e3o correta, quando a gente discute com as pessoas como identificar o certo e o errado, a gente j\u00e1 est\u00e1 produzindo um efeito positivo. Mas a pr\u00f3pria situa\u00e7\u00e3o contempor\u00e2nea, como os algoritmos funcionam, acaba nos empurrando, \u00e0s vezes, para embates mais frontais.\u201d<\/p>\n<p>Nas redes sociais, o professor abusa de v\u00eddeos e do bom humor. Lima tamb\u00e9m chama alunos para participar e utiliza memes e fatos atuais para trazer conhecimentos. Apesar da Ci\u00eancia ser a principal ess\u00eancia de seus conte\u00fados, o professor defende que a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica n\u00e3o substitui o papel das escolas. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para fazer tudo na divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, porque tem coisas que se aprende no espa\u00e7o escolar, com tempo, com professor, com atividade pedag\u00f3gica planejada. Mas nas redes sociais a gente consegue difundir ideias e tentar, \u00e0s vezes, por meio do debate, do entrave, chamar aten\u00e7\u00e3o para determinados temas\u201d, reflete Nathan Lima.<\/p>\n<p>Mesclar o ensino formal com a divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica tamb\u00e9m \u00e9 a realidade de Guilherme Sipahi, professor do Instituto de F\u00edsica da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www5.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Universidade de S\u00e3o Paulo (USP)<\/a><\/strong><\/span>. Ao tentar passar os conceitos de qu\u00e2ntica para crian\u00e7as e adolescentes, Guilherme Sipahi percebeu que a combina\u00e7\u00e3o entre o l\u00fadico e a tecnologia surte efeito, e desde 2022 vem desenvolvendo com demais pesquisadores jogos que explorem conceitos em realidade virtual. \u201cPor que usamos realidade virtual? Porque a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica \u00e9 t\u00e3o fora da realidade, t\u00e3o complicada, que se a pessoa estiver distra\u00edda por outras coisas, ela se perde. Ent\u00e3o, n\u00f3s colocamos a pessoa em um ambiente onde s\u00f3 tem a qu\u00e2ntica para discutir.\u201d<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"falar-hoje-de-mecanica-quantica-no-ensino-fundamental-e-medio-e-dar-subsidios-para-que-algumas-pessoas-possam-seguir-carreira-cientifico-tecnologica-em-areas-que-vao-ser-fundamentais-no-desen\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cFalar hoje de mec\u00e2nica qu\u00e2ntica no ensino fundamental e m\u00e9dio \u00e9 dar subs\u00eddios para que algumas pessoas possam seguir carreira cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica em \u00e1reas que v\u00e3o ser fundamentais no desenvolvimento do Brasil.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Aproveitando que a Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas para a Educa\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Cultura (Unesco) declarou 2025 como o Ano Internacional da Ci\u00eancia e Tecnologias Qu\u00e2nticas, Guilherme Sipahi e uma equipe est\u00e3o organizando uma exposi\u00e7\u00e3o interativa sobre mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. O projeto j\u00e1 existia antes da declara\u00e7\u00e3o da Unesco, mas ganhou for\u00e7a com a visibilidade que a entidade internacional deu ao tema. A exposi\u00e7\u00e3o interativa j\u00e1 obteve recursos da pr\u00f3pria USP, da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fapesp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Funda\u00e7\u00e3o de Amparo \u00e0 Pesquisa do Estado de S\u00e3o Paulo (Fapesp)<\/a><\/strong><\/span> e do <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/cnpq\/pt-br\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Conselho Nacional de Desenvolvimento Cient\u00edfico e Tecnol\u00f3gico (CNPq)<\/a><\/strong><\/span> e deve ficar dispon\u00edvel a partir de outubro. A ideia \u00e9 rodar com o projeto por todas as sete cidades onde a USP possui campus. \u201cTamb\u00e9m desenvolvemos um jogo virtual de escape, um <em>escape room<\/em>. A pessoa vai entrar em um laborat\u00f3rio e tem que realizar experimentos para abrir as portas. V\u00e3o ter experimentos que olham para os conceitos cl\u00e1ssicos da qu\u00e2ntica, como jogar com part\u00edculas e luz, e salas que v\u00e3o explorar conceitos espec\u00edficos, como o de dupla fenda, onde a pessoa vai encontrar um cristalzinho e tem que jogar el\u00e9trons nele para causar interfer\u00eancias. No final, ainda haver\u00e1 um question\u00e1rio, repassando todos os ensinamentos.\u201d<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o ainda contar\u00e1 com um terceiro espa\u00e7o, mas sem realidade virtual: uma tabela peri\u00f3dica musical onde cada elemento qu\u00edmico tem um som diferente. \u201cA nossa inten\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 ensinar a mec\u00e2nica qu\u00e2ntica. A gente vai passar alguns conceitos, sim, mas a ideia \u00e9 deixar a pessoa animada, que ela queira aprender mais. Gosto de usar o termo \u2018maravilhar\u2019, \u00e9 esse o nosso objetivo.\u201d O pesquisador tamb\u00e9m se preocupa com a atual dissemina\u00e7\u00e3o de desinforma\u00e7\u00e3o atrelada ao universo qu\u00e2ntico e \u00e0 Ci\u00eancia. \u201cNesse panorama que a gente vive de nega\u00e7\u00e3o \u00e0 Ci\u00eancia, a principal coisa \u00e9 fazer as pessoas quererem aprender. A gente tem que fazer elas se interessarem, a gente tem que tornar a Ci\u00eancia um assunto que pode ser legal para elas.\u201d<\/p>\n<p>Para Nathan Lima, falar de qu\u00e2ntica a crian\u00e7as e jovens \u00e9 desenvolver o senso cr\u00edtico a essa popula\u00e7\u00e3o e tamb\u00e9m oferecer oportunidades de futuro. \u201cPensando de uma forma mais pragm\u00e1tica, a computa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica e tecnologias da informa\u00e7\u00e3o qu\u00e2ntica t\u00eam o potencial de revolucionar tudo o que a gente entende por tecnologia nos pr\u00f3ximos anos. E, principalmente, existem \u00e1reas econ\u00f4micas e financeiras, que dialogam diretamente com o desenvolvimento dessas tecnologias. Por exemplo, toda a \u00e1rea de criptografia dos bancos. Ent\u00e3o, a gente precisa de pessoas capacitadas a m\u00e9dio e longo prazo para essas \u00e1reas de trabalho, para pensar em algoritmos qu\u00e2nticos, desenvolvimento de hardwares, trabalhar com computadores qu\u00e2nticos. Falar hoje de mec\u00e2nica qu\u00e2ntica no ensino fundamental e m\u00e9dio \u00e9 dar subs\u00eddios para que algumas pessoas possam seguir carreira cient\u00edfico-tecnol\u00f3gica em \u00e1reas que v\u00e3o ser fundamentais no desenvolvimento do Brasil\u201d, conclui.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>Conhe\u00e7a alguns dos projetos citados na reportagem:<\/strong><\/p>\n<p><strong><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/gec.proec.ufabc.edu.br\/voce-disse-ciencia\/o-que-nao-e-quantica\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8211; Livro \u201cO que (n\u00e3o) \u00e9 qu\u00e2ntica<\/a><\/span><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/editora.ufabc.edu.br\/colecao-o-que-e-ser-cientista\/77-contem-quimica-preparado-para-voce\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8211; Cole\u00e7\u00e3o de livros \u201cCont\u00e9m Qu\u00edmica!\u201d<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/meninaciencia.eventos.ufabc.edu.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8211; Projeto Menina Ci\u00eancia, Ci\u00eancia Menina<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p><span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/nathan.w.lima\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">&#8211; Instagram Nathan Lima (divulga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica)<\/a><\/strong><\/span><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-nao-e-facil-ensinar-criancas-e-jovens-porque-a-fisica-quantica-e-dificil-de-se-aprender-ou-seja-requer-maturidade-do-aluno-e-conhecimento-especifico-e-importante-que-esses-cursos-partam-de-co\"><strong>Capa. <\/strong><strong>N\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil ensinar crian\u00e7as e jovens porque a f\u00edsica qu\u00e2ntica \u00e9 dif\u00edcil de se aprender, ou seja, requer maturidade do aluno e conhecimento espec\u00edfico. \u00c9 importante que esses cursos partam de coisas concretas, que explorem experimentos, mas para isso \u00e9 necess\u00e1rio recursos.<br \/>\n<\/strong>(Fonte: Freppik. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Para especialistas, a combina\u00e7\u00e3o entre a tecnologia e o l\u00fadico ajuda no&hellip;\n","protected":false},"author":12,"featured_media":8519,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8518"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/12"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8518"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8518\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9123,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8518\/revisions\/9123"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8519"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8518"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8518"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8518"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}