{"id":8723,"date":"2025-08-11T08:00:36","date_gmt":"2025-08-11T08:00:36","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8723"},"modified":"2025-08-08T12:25:45","modified_gmt":"2025-08-08T12:25:45","slug":"cidades-e-mudancas-climaticas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8723","title":{"rendered":"Cidades e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"altamente-emissoras-e-vulneraveis-as-areas-urbanas-estao-no-centro-do-combate-as-mudancas-climaticas\"><span style=\"color: #808080;\">Altamente emissoras e vulner\u00e1veis, as \u00e1reas urbanas est\u00e3o no centro do combate \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As cidades est\u00e3o no centro das discuss\u00f5es sobre as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\u00a0\u2014 tanto como parte do problema quanto da solu\u00e7\u00e3o. Com menos de\u00a02%\u00a0da superf\u00edcie terrestre, os centros urbanos concentram mais de\u00a070%\u00a0das emiss\u00f5es globais de gases de efeito estufa (GEE), resultado direto de atividades como a gera\u00e7\u00e3o de energia, o transporte motorizado e a constru\u00e7\u00e3o civil. A queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis nessas \u00e1reas emite n\u00e3o apenas di\u00f3xido de carbono (CO\u2082), mas tamb\u00e9m outros poluentes nocivos, como mon\u00f3xido de carbono (CO), \u00f3xidos de nitrog\u00eanio (NOx) e compostos org\u00e2nicos vol\u00e1teis (COVs), que contribuem para o aquecimento global e impactam gravemente a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Com cerca de\u00a080% do PIB mundial\u00a0concentrado nas cidades, a press\u00e3o sobre os ecossistemas urbanos e periurbanos \u00e9 intensa \u2014 e crescente.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, os centros urbanos s\u00e3o altamente vulner\u00e1veis aos efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Enchentes, deslizamentos, ondas de calor e escassez h\u00eddrica j\u00e1 fazem parte do cotidiano de muitas cidades, especialmente nas regi\u00f5es costeiras ou com planejamento urbano prec\u00e1rio. A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais grave nos assentamentos informais, que concentram aproximadamente\u00a01 bilh\u00e3o de pessoas globalmente\u00a0e onde as popula\u00e7\u00f5es enfrentam condi\u00e7\u00f5es de vida mais fr\u00e1geis. As ondas de calor, por exemplo, afetam de forma desproporcional crian\u00e7as, idosos e pessoas em situa\u00e7\u00e3o de vulnerabilidade, enquanto a escassez de \u00e1gua tende a acirrar desigualdades e gerar disputas por recursos essenciais. \u201c\u00c1reas de infraestrutura verde podem fazer esse papel de mitigar os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, amenizando o calor, absorvendo mais \u00e1gua, porque esse \u00e9 o papel que a infraestrutura verde ou a natureza faz\u201d, explica\u00a0Ivan Maglio, pesquisador do\u00a0Instituto de Estudos Avan\u00e7ados (IEA)\u00a0no\u00a0Centro de S\u00edntese Cidades Globais\u00a0e da\u00a0Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) da USP, na \u00e1rea de infraestrutura verde.<\/p>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio, as cidades t\u00eam um papel estrat\u00e9gico na mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 crise clim\u00e1tica. Investimentos em transporte p\u00fablico de baixa emiss\u00e3o, energias renov\u00e1veis, edifica\u00e7\u00f5es eficientes e gest\u00e3o sustent\u00e1vel de res\u00edduos podem reduzir significativamente as emiss\u00f5es urbanas. Medidas de adapta\u00e7\u00e3o, como sistemas de alerta precoce, infraestrutura resiliente e planejamento urbano inclusivo, s\u00e3o fundamentais para proteger popula\u00e7\u00f5es e garantir o funcionamento das cidades em cen\u00e1rios extremos.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, o engajamento da comunidade \u00e9 essencial: promover a participa\u00e7\u00e3o ativa da popula\u00e7\u00e3o nas decis\u00f5es clim\u00e1ticas ajuda a construir solu\u00e7\u00f5es mais justas, eficazes e duradouras. O futuro das cidades \u2014 e do planeta \u2014 depender\u00e1 da capacidade de transformar desafios ambientais em oportunidades de inova\u00e7\u00e3o e equidade. \u201cAs coisas que t\u00eam dado certo s\u00e3o solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza que as pessoas constroem ou recuperam na \u00e1rea juntos, participando e vendo a coisa acontecer, vendo que aquilo ser\u00e1 um benef\u00edcio para elas mesmas. Ent\u00e3o, \u00e9 uma educa\u00e7\u00e3o exercitando a cria\u00e7\u00e3o das solu\u00e7\u00f5es, \u00e9 um processo participativo em que a comunidade participa das solu\u00e7\u00f5es\u201d, pontua\u00a0Ivan Maglio.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Cidades e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/3qyomWHfyRoKIx17HoNzGw?si=aa673205244e421c&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Altamente emissoras e vulner\u00e1veis, as \u00e1reas urbanas est\u00e3o no centro do combate&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8724,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8723"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8723"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8723\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8726,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8723\/revisions\/8726"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8724"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8723"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8723"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8723"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}