{"id":8807,"date":"2025-08-26T18:58:59","date_gmt":"2025-08-26T18:58:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8807"},"modified":"2025-08-26T18:58:59","modified_gmt":"2025-08-26T18:58:59","slug":"mobilidade-sustentavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8807","title":{"rendered":"Mobilidade sustent\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"brasil-precisa-repensar-seus-modelos-de-transporte-para-garantir-inclusao-social-reduzir-emissoes-e-tornar-as-cidades-mais-resilientes\"><span style=\"color: #808080;\">Brasil precisa repensar seus modelos de transporte para garantir inclus\u00e3o social, reduzir emiss\u00f5es e tornar as cidades mais resilientes.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>No contexto das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, a mobilidade urbana sustent\u00e1vel se imp\u00f5e como uma necessidade para reduzir emiss\u00f5es de gases de efeito estufa, melhorar a qualidade do ar e tornar os deslocamentos mais seguros e eficientes. O modelo prioriza o transporte coletivo, o ciclismo e a caminhada, conciliando crescimento urbano com qualidade de vida, justi\u00e7a social e preserva\u00e7\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>A realidade brasileira, no entanto, est\u00e1 marcada por d\u00e9cadas de escolhas que privilegiaram o transporte individual. \u201cO modelo de desenvolvimento urbano que a gente tem dependente completamente do autom\u00f3vel\u201d, pontua Talita Floriano dos Santos, professora no Centro de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel na Universidade de Bras\u00edlia (UnB). Desde os anos 1960, com a expans\u00e3o da ind\u00fastria automobil\u00edstica e o fim de bondes e ferrovias, as cidades passaram a enfrentar congestionamentos di\u00e1rios, aumento de acidentes e a precariza\u00e7\u00e3o do transporte coletivo. Hoje, o transporte p\u00fablico \u00e9 visto como sin\u00f4nimo de desconforto, inseguran\u00e7a e espera, o que leva milh\u00f5es de pessoas a depender do carro pr\u00f3prio \u2014 decis\u00e3o que agrava o aquecimento global e as desigualdades sociais. \u201c\u00c9 preciso olhar para o transporte p\u00fablico sempre como direito e com aten\u00e7\u00e3o para essas camadas mais vulner\u00e1veis\u201d, defende Fl\u00e1via Consoni de Mello, professora do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Pol\u00edtica Cient\u00edfica e Tecnol\u00f3gica, do Instituto de Geoci\u00eancias (IG) da Unicamp e coordenadora do Laborat\u00f3rio de Estudos do Ve\u00edculo El\u00e9trico (LEVE\/ Unicamp).<\/p>\n<p>Solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, como corredores verdes, arboriza\u00e7\u00e3o urbana e drenagem natural, podem reduzir polui\u00e7\u00e3o, mitigar ilhas de calor e criar rotas mais seguras e agrad\u00e1veis, incentivando meios de transporte ativos. Ao mesmo tempo, experi\u00eancias internacionais, como as de Copenhague, Amsterd\u00e3 e Hong Kong, mostram que infraestrutura de qualidade, ciclovias seguras e transporte p\u00fablico eficiente s\u00e3o caminhos vi\u00e1veis para transformar a mobilidade em dire\u00e7\u00e3o a um futuro sustent\u00e1vel. \u201cMas a mobilidade sustent\u00e1vel implica tamb\u00e9m uma compreens\u00e3o das desigualdades sociais\u201d, provoca Ana Marcela Ardila, professora do Departamento de Sociologia e Antropologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).<\/p>\n<p>No Brasil, o desafio \u00e9 estrutural. Exige investimentos em transporte coletivo de qualidade, tarifas acess\u00edveis e inclus\u00e3o das periferias, garantindo acesso equitativo ao deslocamento. A mobilidade sustent\u00e1vel precisa ser pensada como direito social e n\u00e3o como mercadoria. Isso implica planejamento urbano integrado, incentivo a tecnologias limpas e pol\u00edticas p\u00fablicas consistentes. \u201cA quest\u00e3o de mobilidade \u00e9 uma quest\u00e3o muito complexa\u201d, explica Liedi Legi Bernucci, professora da Escola Polit\u00e9cnica da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e membro da Academia Nacional de Engenharia e do Conselho Superior de Inova\u00e7\u00e3o e Competitividade da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado de S\u00e3o Paulo (FIESP). Cassiano Augusto Isler, professor no Departamento de Engenharia de Transportes da Escola Polit\u00e9cnica da USP (PTR-EPUSP), concorda: \u201co maior desafio \u00e9 isso: conscientizar da necessidade e do papel desses tomadores de decis\u00e3o como agentes que v\u00e3o promover mesmo essa mudan\u00e7a efetiva\u201d.<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Mobilidade sustent\u00e1vel\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/3F1U_EwavKw?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brasil precisa repensar seus modelos de transporte para garantir inclus\u00e3o social, reduzir&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8808,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8807"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8809,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8807\/revisions\/8809"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8808"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8807"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8807"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8807"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}