{"id":8826,"date":"2025-09-01T07:55:57","date_gmt":"2025-09-01T07:55:57","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8826"},"modified":"2025-10-15T13:06:16","modified_gmt":"2025-10-15T13:06:16","slug":"cidades-meio-ambiente-a-tecnologia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8826","title":{"rendered":"Cidades, meio ambiente a tecnologia"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"como-avancos-tecnologicos-podem-contribuir-ou-agravar-problemas-nos-centros-urbanos\"><span style=\"color: #808080;\">Como avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos podem contribuir ou agravar problemas nos centros urbanos<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O avan\u00e7o da tecnologia urbana no Brasil caminha para transformar alguns munic\u00edpios do pa\u00eds em cidades inteligentes, mesmo que essa evolu\u00e7\u00e3o implique em um maior consumo de energia el\u00e9trica ou que provoque desigualdades sociais atrav\u00e9s da exclus\u00e3o digital. A expectativa \u00e9 que as principais tecnologias atualmente aplicadas \u00e0 gest\u00e3o ambiental urbana \u2013 como sensores conectados que monitoram a qualidade do ar, mobilidade el\u00e9trica, ilumina\u00e7\u00e3o inteligente, etc. \u2013 aumentem a efici\u00eancia dos servi\u00e7os p\u00fablicos, tragam uma melhora da qualidade ambiental, com menos polui\u00e7\u00e3o, otimizem os recursos, promovam a sustentabilidade e melhorem a qualidade de vida dos cidad\u00e3os. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-o-desenvolvimento-da-tecnologia-nas-cidades-do-brasil-esta-indo-na-direcao-de-fazer-alguns-municipios-se-tornarem-cidades-inteligentes-foto-prefeitura-de-sao-paulo-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8828\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-300x169.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"281\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-300x169.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-768x432.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-1536x865.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-18x10.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-800x450.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1-1160x653.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. O desenvolvimento da tecnologia nas cidades do Brasil est\u00e1 indo na dire\u00e7\u00e3o de fazer alguns munic\u00edpios se tornarem cidades inteligentes.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Prefeitura de S\u00e3o Paulo. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas ainda s\u00e3o muitos os desafios a serem vencidos para que essa expectativa se torne uma realidade no Brasil, onde a maior parte das prefeituras usa v\u00e1rios sistemas de tecnologia digital que n\u00e3o conversam entre si. Elas n\u00e3o t\u00eam uma plataforma \u00fanica que facilitaria a vida da popula\u00e7\u00e3o para acessar os servi\u00e7os p\u00fablicos. \u201cAs cidades que usam plataformas digitais e outras ferramentas tecnol\u00f3gicas para conectar os seus servi\u00e7os precisam ter uma infraestrutura que d\u00ea suporte a essa intelig\u00eancia. Para melhorar a gest\u00e3o de recursos e gerar bem-estar, essas cidades necessitam ter gest\u00e3o de res\u00edduos, uso de energia renov\u00e1vel, \u00e1reas verdes bem distribu\u00eddas, baixa emiss\u00e3o de carbono, uso integrado dos sistemas de transporte p\u00fablico (\u00f4nibus, metr\u00f4, trem), pontos de energia para carregamento de celular e de carros el\u00e9tricos\u201d, explica Sheila Walbe Ornstein, professora da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.fau.usp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de S\u00e3o Paulo (FAU-USP)<\/strong><\/a><\/span>.<\/p>\n<p>A pesquisadora explica que para que isso ocorra s\u00e3o necess\u00e1rios investimentos e tempo. Ela lembra que hoje se fala muito em cidades inteligentes, que s\u00e3o as que conseguem alinhar o desenvolvimento tecnol\u00f3gico com o progresso social e ambiental. Copenhague, por exemplo, tirou os carros do centro da cidade h\u00e1 mais de 50 anos. Em Londres, a rede wi-fi n\u00e3o cai e funciona bem porque o governo investiu em uma tecnologia eficiente que tem a confian\u00e7a da popula\u00e7\u00e3o. Essas cidades monitoram online o meio ambiente e, quando detectam o aumento da polui\u00e7\u00e3o, emitem alertas incentivando a popula\u00e7\u00e3o a deixar o carro movido a combust\u00edvel f\u00f3ssil em casa e a usar o transporte p\u00fablico. Tamb\u00e9m estudam as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e emitem alertas para tempestades e outros eventos que podem representar perigo.<\/p>\n<p>A tecnologia digital tamb\u00e9m facilita a realiza\u00e7\u00e3o de projetos participativos, o que \u00e9 vital para as cidades inteligentes que promovem a participa\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no processo de tomada de decis\u00f5es em projetos que impactam a vida urbana. Ao oferecerem servi\u00e7os como recarregar celular em pontos p\u00fablicos, aumentam a inclus\u00e3o de diversos grupos de minorias que n\u00e3o est\u00e3o integradas \u00e0 sociedade.<\/p>\n<p>Sheila Ornstein destaca que no Brasil h\u00e1 muitas cidades oferecendo v\u00e1rios tipos de servi\u00e7os conectados, caminhando para se transformarem em cidades inteligentes, mas ainda necessitando de maior conectividade e efici\u00eancia. Curitiba \u00e9 um exemplo de cidade desse tipo, considerada inteligente sobretudo por conta do transporte p\u00fablico e por conta de aspectos de sustentabilidade, j\u00e1 que \u00e9 cercada por parques que ajudam na redu\u00e7\u00e3o de carbono. S\u00e3o Paulo tem alguns setores com conectividade e uma rede de wi-fi que n\u00e3o est\u00e1 dispon\u00edvel para todos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-cidades-que-usam-plataformas-digitais-e-outras-ferramentas-tecnologicas-para-conectar-os-seus-servicos-precisam-ter-uma-infraestrutura-que-de-suporte-a-essa-inteligencia\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAs cidades que usam plataformas digitais e outras ferramentas tecnol\u00f3gicas para conectar os seus servi\u00e7os precisam ter uma infraestrutura que d\u00ea suporte a essa intelig\u00eancia.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Vale lembrar que enquanto o Brasil j\u00e1 ultrapassou a marca de 80% da popula\u00e7\u00e3o com algum tipo de acesso \u00e0 internet, o pa\u00eds ainda convive com uma grande desigualdade regional no que se refere \u00e0 qualidade e acesso da conex\u00e3o. Dados do Comit\u00ea Gestor da Internet no Brasil apontam que as regi\u00f5es do Norte e do Nordeste t\u00eam os piores indicadores de infraestrutura e conectividade muitas vezes dependendo de redes m\u00f3veis inst\u00e1veis \u2013 enquanto as regi\u00e3o Sudeste tem a maior parte dos investimentos em fibra \u00f3ptica e banda larga de alta velocidade.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"os-gargalos-da-infraestrutura-urbana-no-brasil\"><strong>Os gargalos da infraestrutura urbana no Brasil<\/strong><\/h4>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a preocupa\u00e7\u00e3o com a energia renov\u00e1vel \u00e9 grande, pois o uso de tecnologia digital implica em um consumo enorme de energia el\u00e9trica a um custo elevado. E quando se fala em oferecer redes para a popula\u00e7\u00e3o, essa oferta tamb\u00e9m implica em aumentar o custo da energia el\u00e9trica. Para reduzir esse custo, \u00e9 preciso usar energia limpa: solar, e\u00f3lica e os pain\u00e9is fotovoltaicos.<\/p>\n<p>Para Sheila Ornstein, o uso da tecnologia digital na gest\u00e3o p\u00fablica \u00e9 um caminho sem volta. Por\u00e9m, se as prefeituras n\u00e3o investirem em energia limpa, essa conta n\u00e3o fecha. Por outro lado, \u00e9 um excelente investimento, pois a popula\u00e7\u00e3o reconhece quando usufrui de elevada conectividade e quando tem acesso \u00e0s redes de wi-fi de forma segura. (<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-investir-em-energia-renovavel-e-um-otimo-investimento-ja-que-a-populacao-percebe-isso-ao-desfrutar-de-alta-conectividade-e-ao-acessar-redes-wi-fi-de-maneira-segura-foto-ulgo-oliveira-fot\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8829\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-300x158.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-1024x538.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-768x404.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-1536x808.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-18x9.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-380x200.jpg 380w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-800x421.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2-1160x610.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/08\/CC-3E25-reportagem-Cidades-meio-ambiente-e-tecnologia-figura2.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Investir em energia renov\u00e1vel \u00e9 um \u00f3timo investimento, j\u00e1 que a popula\u00e7\u00e3o percebe isso ao desfrutar de alta conectividade e ao acessar redes wi-fi de maneira segura.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Ulgo Oliveira\/Fotos P\u00fablicas. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Talita Martin, professora do MBA em <em>Environmental, Social and Governance (ESG) e Impact<\/em> da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.google.com\/aclk?sa=L&amp;ai=DChsSEwi_0N6EnuKOAxVXYEgAHdRDO7EYACICCAEQABoCY2U&amp;co=1&amp;ase=2&amp;gclid=Cj0KCQjw4qHEBhCDARIsALYKFNNIKLjugbs-oFzxQfQUo_KBWYifu-hvk8XGoeOPOYI_GeM5olVEsewaAiImEALw_wcB&amp;cce=2&amp;category=acrcp_v1_32&amp;sig=AOD64_3aYQFk-blJWWpN_QQMDRUdkfNilA&amp;q&amp;nis=4&amp;adurl&amp;ved=2ahUKEwjHiNmEnuKOAxUQJ7kGHSZcN0UQ0Qx6BAgJEAE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Trevisan Escola de Neg\u00f3cios<\/strong><\/a><\/span> e CEO da Equos Consultoria ESG, um dos principais benef\u00edcios da digitaliza\u00e7\u00e3o e coleta de dados dos servi\u00e7os p\u00fablicos \u00e9 o de contribuir para o planejamento urbano sustent\u00e1vel. Isso \u00e9 poss\u00edvel ao identificar padr\u00f5es e tend\u00eancias para o planejamento de infraestruturas; a otimiza\u00e7\u00e3o do uso do solo; a melhora da resili\u00eancia urbana contra eventos extremos; e uma participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 mais informada no processo. \u201cCidades inteligentes podem equilibrar o crescimento econ\u00f4mico atraindo investimentos, fomentando a inova\u00e7\u00e3o, otimizando custos e aumentando a produtividade. No entanto, elas podem reproduzir desigualdades atrav\u00e9s da exclus\u00e3o digital, quest\u00f5es de privacidade e vigil\u00e2ncia, e deslocamento de popula\u00e7\u00f5es e concentra\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios\u201d, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"desafios-energeticos-e-impacto-ambiental\"><strong>Desafios energ\u00e9ticos e impacto ambiental<\/strong><\/h4>\n<p>Para Talita Martin, o impacto ambiental inclui o alto consumo energ\u00e9tico de infraestruturas de dados (data centers); a produ\u00e7\u00e3o e o descarte de hardware (extra\u00e7\u00e3o de recursos e gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduo eletr\u00f4nico); e as emiss\u00f5es de gases de efeito estufa da cadeia de suprimentos da ind\u00fastria digital. Mas esses desafios podem ser superados com Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPPs), financiamento por resultados ou modelos de assinatura, capacita\u00e7\u00e3o de m\u00e3o de obra local, padroniza\u00e7\u00e3o e interoperabilidade, aproveitamento de infraestrutura existente, foco em projetos piloto e expans\u00e3o gradual, e uso de incentivos fiscais e subs\u00eddios.<\/p>\n<p>Por enquanto, num pa\u00eds com as dimens\u00f5es do Brasil e a grande diversidade existente entre os munic\u00edpios, os dados dispon\u00edveis sobre a digitaliza\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os p\u00fablicos mostram que h\u00e1 muito por fazer. A s\u00e9tima edi\u00e7\u00e3o da pesquisa <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cetic.br\/pt\/pesquisa\/governo-eletronico\/indicadores\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>TIC Governo Eletr\u00f4nico<\/strong><\/a><\/span>, realizada pelo <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cetic.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o\u00a0(Cetic.br)<\/strong><\/a><\/span> e lan\u00e7ada em 2023, revelou que 91% das prefeituras brasileiras oferecem pelo menos um servi\u00e7o online aos cidad\u00e3os; 92% desses munic\u00edpios tinham site e 95% redes sociais.\u00a0A pesquisa acompanha a evolu\u00e7\u00e3o da incorpora\u00e7\u00e3o de tecnologias de informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o (TIC) nos \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos brasileiros desde 2013, realizada a cada dois anos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"participacao-cidada-e-exclusao-digital\"><strong>Participa\u00e7\u00e3o cidad\u00e3 e exclus\u00e3o digital<\/strong><\/h4>\n<p>Segundo Manuella Maia Ribeiro, analista de informa\u00e7\u00f5es do Cetic.br e coordenadora de Projetos de Pesquisa TIC, a pesquisa evidenciou que, embora tenha ocorrido um progresso significativo na oferta de servi\u00e7os online desde 2013, ainda existem desafios relacionados \u00e0 integra\u00e7\u00e3o e acesso a esses servi\u00e7os.\u00a0Isso porque somente as prefeituras de cidades de maior porte \u2013 com mais de meio milh\u00e3o de habitantes \u2013 oferecem de sete a oito servi\u00e7os digitais em seus sites enquanto apenas 56% das prefeituras de menor porte, com at\u00e9 10 mil habitantes, oferece cinco ou mais tipos de servi\u00e7os online.<\/p>\n<p>Pela primeira vez, o levantamento apontou que mais da metade das prefeituras disponibilizou conex\u00e3o wi-fi gratuita em \u00e1reas p\u00fablicas dos munic\u00edpios, como pra\u00e7as e parques, passando de 48% em 2021 para 54% em 2023. Esse tipo de iniciativa foi mais frequente nas capitais (79%) e em cidades de 100 mil at\u00e9 500 mil habitantes (66%) e mais de 500 mil moradores (80%).<\/p>\n<p>J\u00e1 a disponibilidade de centros p\u00fablicos de acesso gratuito, como telecentros \u2013 que no passado foram importantes espa\u00e7os de acesso \u00e0 rede \u2013 vem apresentando queda. Em 2015, esse espa\u00e7o era disponibilizado por 72% das prefeituras. Em 2023, foi mencionado por menos de metade das prefeituras no pa\u00eds (45%).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"cidades-inteligentes-podem-equilibrar-o-crescimento-economico-atraindo-investimentos-fomentando-a-inovacao-otimizando-custos-e-aumentando-a-produtividade\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cCidades inteligentes podem equilibrar o crescimento econ\u00f4mico atraindo investimentos, fomentando a inova\u00e7\u00e3o, otimizando custos e aumentando a produtividade.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O uso de tecnologia para gest\u00e3o urbana como o monitoramento dos centros de opera\u00e7\u00f5es de tr\u00e2nsito e de seguran\u00e7a \u00e9 uma realidade em 1814 prefeituras brasileiras, sendo que 100% delas usam no tr\u00e2nsito e 82% na seguran\u00e7a p\u00fablica.<\/p>\n<p>Na opini\u00e3o de Manuella Ribeiro, a principal dificuldade na implanta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os digitais nas prefeituras est\u00e1 ligada \u00e0 falta de recursos e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de um departamento de Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o. Apenas 45% das prefeituras pesquisadas contam com um departamento de TI.<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os registrados, os dados do levantamento revelam que a transforma\u00e7\u00e3o digital no setor p\u00fablico ainda ocorre de forma desigual no pa\u00eds. Enquanto grandes centros urbanos consolidam estrat\u00e9gias mais robustas de digitaliza\u00e7\u00e3o e conectividade, muitos munic\u00edpios de pequeno porte enfrentam obst\u00e1culos estruturais para ampliar o acesso e a qualidade dos servi\u00e7os digitais. O cen\u00e1rio aponta para a import\u00e2ncia de pol\u00edticas p\u00fablicas que promovam investimentos cont\u00ednuos em infraestrutura tecnol\u00f3gica, capacita\u00e7\u00e3o de equipes e inclus\u00e3o digital \u2014 elementos essenciais para garantir que a inova\u00e7\u00e3o alcance de forma equitativa todos os cidad\u00e3os, independentemente do tamanho da cidade em que vivem.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-curitiba-e-considerada-uma-das-cidades-mais-inteligentes-do-mundo-ao-aliar-compromisso-com-a-sustentabilidade-e-inovacao-foto-daniel-castellano-smcs-reproducao\"><strong>Capa. Curitiba \u00e9 considerada uma das cidades mais inteligentes do mundo ao aliar compromisso com a sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Daniel Castellano\/SMCS. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos podem contribuir ou agravar problemas nos centros urbanos &nbsp;&hellip;\n","protected":false},"author":301,"featured_media":8827,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8826"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/301"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8826"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8826\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9120,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8826\/revisions\/9120"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8827"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8826"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8826"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8826"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}