{"id":8887,"date":"2025-09-04T07:30:47","date_gmt":"2025-09-04T07:30:47","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8887"},"modified":"2025-11-26T10:51:23","modified_gmt":"2025-11-26T10:51:23","slug":"ciencia-de-qualidade-pode-e-deve-ser-feita-em-dialogo-com-as-comunidades-respeitando-saberes-locais-e-construindo-solucoes-de-forma-colaborativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8887","title":{"rendered":"\u201cCi\u00eancia de qualidade pode \u2014 e deve \u2014 ser feita em di\u00e1logo com as comunidades.\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-nelzair-araujo-vianna-pesquisadora-em-saude-publica-na-fundacao-oswaldo-cruz-fiocruz-ba\"><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Nelzair Araujo Vianna, pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz\/BA).<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Ci\u00eancia, gest\u00e3o e engajamento comunit\u00e1rio. Essa \u00e9 a combina\u00e7\u00e3o que <\/em><em>Nelzair Araujo Vianna, <\/em><em>pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica na <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/fiocruz.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz<\/strong><\/a> <\/span>(Fiocruz\/BA), utiliza para enfrentar desafios urbanos ligados \u00e0 sa\u00fade e ao clima. Com mais de uma d\u00e9cada dedicada \u00e0 Vigil\u00e2ncia e Sa\u00fade Ambiental, ela liderou projetos como <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/cronologiadourbanismo.ufba.br\/pt-br\/soprar\/ob477R9816482O76.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>SOPRAR Salvador<\/strong> <\/a><\/span>e PlanetAR, que investigam a polui\u00e7\u00e3o do ar e seus impactos na sa\u00fade humana, sempre em colabora\u00e7\u00e3o com universidades e centros de pesquisa. \u201cO ar polu\u00eddo \u00e9 um fator invis\u00edvel, mas poderoso e essencial, que atravessa a vida cotidiana e agrava doen\u00e7as cr\u00f4nicas e agudas\u201d, alerta a pesquisadora. Doutora em Patologia pela Faculdade de Medicina da USP, atua como fiscal da SMS Salvador e coopera com a Secretaria de Sustentabilidade e Resili\u00eancia da cidade, integrando o GT C40. L\u00edder Clim\u00e1tica formada e cofundadora do F\u00f3rum de Energia e Clima, coordena a C\u00e2mara Tem\u00e1tica de Sa\u00fade no Painel Salvador de Mudan\u00e7a do Clima e representa a capital baiana na rede internacional de qualidade do ar do C40. Nesta entrevista, ela compartilha sua vis\u00e3o sobre sa\u00fade, cidades e mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, apontando caminhos para cidades mais resilientes e sustent\u00e1veis. \u201cDescobrimos que os bairros mais vulner\u00e1veis eram justamente aqueles expostos a maiores concentra\u00e7\u00f5es de poluentes, revelando uma sobreposi\u00e7\u00e3o entre polui\u00e7\u00e3o, desigualdade social e vulnerabilidade em sa\u00fade\u201d, pontua.<\/em><\/p>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/strong> \u2013 <strong>Sua trajet\u00f3ria conecta sa\u00fade p\u00fablica, meio ambiente e justi\u00e7a clim\u00e1tica. O que a levou a focar sua pesquisa na rela\u00e7\u00e3o entre polui\u00e7\u00e3o do ar e sa\u00fade humana? Houve algum momento decisivo nessa escolha?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Nelzair Araujo Vianna<\/strong> \u2013 Minha trajet\u00f3ria sempre esteve marcada pelo desejo de compreender como os determinantes ambientais influenciam a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es. Desde o in\u00edcio da minha forma\u00e7\u00e3o em Farm\u00e1cia e Bioqu\u00edmica, percebi que muitas doen\u00e7as tinham uma rela\u00e7\u00e3o pouco explorada com o ambiente em que as pessoas viviam e que o pr\u00f3prio setor sa\u00fade tamb\u00e9m produzia muitos danos pela falta de gerenciamento de res\u00edduos em seus processos. Isso era algo alarmante para mim nos laborat\u00f3rios por onde passei. Conclu\u00ed a gradua\u00e7\u00e3o com a certeza de que buscaria outras forma\u00e7\u00f5es para abordar o tema da exposi\u00e7\u00e3o ambiental, que tanto saltava aos meus olhos. Fiz especializa\u00e7\u00e3o para estudar res\u00edduos de servi\u00e7os de sa\u00fade.<\/p>\n<p>O momento decisivo aconteceu quando comecei a trabalhar como fiscal na \u00e1rea de Vigil\u00e2ncia em Sa\u00fade Ambiental e passei a observar comunidades impactadas pela polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica e a necessidade de implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es de vigil\u00e2ncia relacionadas \u00e0 qualidade do ar. Passei a desenvolver ci\u00eancia no contexto da a\u00e7\u00e3o, dedicando-me a estudos de an\u00e1lise de riscos sobre polui\u00e7\u00e3o do ar em Salvador, em busca de evid\u00eancias cient\u00edficas para a tomada de decis\u00e3o. Fiz mestrado e doutorado nessa linha. Percebi que o ar polu\u00eddo era um fator invis\u00edvel, mas poderoso e essencial, que atravessava a vida cotidiana e contribu\u00eda para agravar doen\u00e7as respirat\u00f3rias, cardiovasculares e outras condi\u00e7\u00f5es cr\u00f4nicas e agudas. Essa constata\u00e7\u00e3o me levou a unir sa\u00fade p\u00fablica, meio ambiente e justi\u00e7a clim\u00e1tica como eixo central da minha pesquisa. Hoje, acredito que s\u00f3 \u00e9 poss\u00edvel compreender de forma plena o processo sa\u00fade-doen\u00e7a quando integramos fatores sociais, econ\u00f4micos, ambientais e culturais \u2014 e a polui\u00e7\u00e3o do ar \u00e9 uma das express\u00f5es mais fortes dessa interconex\u00e3o. Nossos estudos t\u00eam contribu\u00eddo para a cria\u00e7\u00e3o da agenda clim\u00e1tica que temos hoje em Salvador, subsidiando decis\u00f5es importantes para mitigar a polui\u00e7\u00e3o do ar, como melhorias no transporte p\u00fablico com ve\u00edculos de baixa emiss\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"levar-nossa-experiencia-para-um-forum-internacional-significa-colocar-na-mesa-global-a-realidade-das-cidades-do-sul-global-muitas-vezes-a-margem-das-grandes-negociacoes-sobre-clima\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cLevar nossa experi\u00eancia para um f\u00f3rum internacional significa colocar na mesa global a realidade das cidades do Sul Global, muitas vezes \u00e0 margem das grandes negocia\u00e7\u00f5es sobre clima.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Voc\u00ea coordenou os projetos SOPRAR Salvador e PlanetAR, que integram ci\u00eancia, pol\u00edtica e participa\u00e7\u00e3o social. Quais os principais resultados e aprendizados dessas iniciativas para a sa\u00fade das popula\u00e7\u00f5es urbanas?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NAV<\/strong> \u2013 O projeto SOPRAR Salvador nos permitiu utilizar um modelo matem\u00e1tico baseado em invent\u00e1rio de emiss\u00f5es para monitorar a qualidade do ar, gerando informa\u00e7\u00f5es in\u00e9ditas para identificar desigualdades ambientais entre a regi\u00e3o de Salvador e a \u00e1rea metropolitana. Descobrimos que os bairros mais vulner\u00e1veis eram justamente aqueles expostos a maiores concentra\u00e7\u00f5es de poluentes, revelando uma sobreposi\u00e7\u00e3o entre polui\u00e7\u00e3o, desigualdade social e vulnerabilidade em sa\u00fade. Esse foi um marco importante para iniciar o debate p\u00fablico sobre o tema na cidade. J\u00e1 o PlanetAR trouxe um car\u00e1ter inovador. Al\u00e9m do monitoramento do ar com sensores de baixo custo em \u00e1reas de vulnerabilidade socioambiental, desenvolvemos ferramentas de campo para a forma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica. Com a imers\u00e3o de estudantes em territ\u00f3rios vulner\u00e1veis, conseguimos mostrar na pr\u00e1tica como a polui\u00e7\u00e3o do ar, a falta de saneamento e os efeitos das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas afetam popula\u00e7\u00f5es que j\u00e1 vivem em situa\u00e7\u00e3o de injusti\u00e7a social. O grande aprendizado foi confirmar que ci\u00eancia de qualidade pode \u2014 e deve \u2014 ser feita em di\u00e1logo com as comunidades, respeitando saberes locais e construindo solu\u00e7\u00f5es de forma colaborativa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Como cofundadora do F\u00f3rum de Energia e Clima e integrante de redes como o C40, voc\u00ea atua ativamente na interface entre ci\u00eancia e pol\u00edticas p\u00fablicas. Como \u00e9 representar Salvador nesses espa\u00e7os internacionais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NAV<\/strong> \u2013 Representar Salvador em espa\u00e7os como a rede internacional de qualidade do ar do C40 \u00e9 uma honra e tamb\u00e9m uma responsabilidade. Salvador \u00e9 uma cidade marcada por desigualdades hist\u00f3ricas, mas tamb\u00e9m por grande mobiliza\u00e7\u00e3o social. Conseguimos tornar Salvador uma cidade signat\u00e1ria do <em>Ar Limpo<\/em>, com metas a serem alcan\u00e7adas. Levar nossa experi\u00eancia para um f\u00f3rum internacional significa colocar na mesa de discuss\u00e3o global a realidade das cidades do Sul Global, que muitas vezes ficam \u00e0 margem das grandes negocia\u00e7\u00f5es sobre clima.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, participar dessas redes me permite trazer de volta para Salvador exemplos concretos de pol\u00edticas inovadoras adotadas em outras cidades do mundo, como programas de transporte limpo, a expans\u00e3o de \u00e1reas verdes para melhoria da qualidade do ar e a necessidade de sistemas de monitoramento permanente da polui\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica. Essa troca de experi\u00eancias \u00e9 fundamental para acelerar solu\u00e7\u00f5es locais e adaptar modelos globais \u00e0 nossa realidade brasileira. O F\u00f3rum de Energia e Clima \u00e9 um poderoso movimento de pa\u00edses de l\u00edngua portuguesa que j\u00e1 re\u00fane mais de 4 mil membros. Ser cofundadora desse f\u00f3rum foi a oportunidade de fazer parte de uma alian\u00e7a que mobiliza diferentes setores \u2014 sociedade civil, ci\u00eancia, governo e setor privado \u2014 em prol de uma \u00fanica causa: acelerar a grande transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica de que o mundo precisa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"sao-7-milhoes-de-mortes-prematuras-ao-ano-por-poluicao-do-ar-mais-do-que-tuberculose-malaria-e-hiv-somados\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cS\u00e3o 7 milh\u00f5es de mortes prematuras ao ano por polui\u00e7\u00e3o do ar \u2014 mais do que tuberculose, mal\u00e1ria e HIV somados.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>A polui\u00e7\u00e3o do ar \u00e9 muitas vezes uma \u201ccrise invis\u00edvel\u201d nas cidades. Quais os desafios para tornar esse tema mais presente nas agendas p\u00fablicas e na conscientiza\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NAV<\/strong> \u2013 A polui\u00e7\u00e3o do ar \u00e9 um dos maiores desafios da sa\u00fade p\u00fablica contempor\u00e2nea justamente porque n\u00e3o pode ser vista. Diferente da \u00e1gua turva ou do lixo acumulado, o ar polu\u00eddo n\u00e3o tem cor ou cheiro evidentes \u2014 e, por isso, muitas vezes n\u00e3o desperta preocupa\u00e7\u00e3o imediata. O resultado \u00e9 que milh\u00f5es de pessoas respiram diariamente um ar que adoece sem perceberem. S\u00e3o 7 milh\u00f5es de mortes prematuras ao ano \u2014 mais do que tuberculose, mal\u00e1ria e HIV somados. O impacto da polui\u00e7\u00e3o do ar s\u00f3 \u00e9 compar\u00e1vel ao tabaco. O desafio est\u00e1 em transformar dados t\u00e9cnicos em informa\u00e7\u00f5es acess\u00edveis para a popula\u00e7\u00e3o e gestores. Precisamos mostrar que a polui\u00e7\u00e3o do ar n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o ambiental, mas tamb\u00e9m econ\u00f4mica e de sa\u00fade: ela aumenta interna\u00e7\u00f5es hospitalares, pressiona o sistema p\u00fablico e reduz a qualidade de vida. Tornar essa \u201ccrise invis\u00edvel\u201d vis\u00edvel requer comunica\u00e7\u00e3o clara e transversal, com campanhas educativas e integra\u00e7\u00e3o com pol\u00edticas p\u00fablicas de mobilidade, energia e urbanismo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Voc\u00ea tamb\u00e9m \u00e9 coordenadora da c\u00e2mara tem\u00e1tica de sa\u00fade no Painel Salvador de Mudan\u00e7a do Clima. Que estrat\u00e9gias est\u00e3o sendo desenvolvidas para articular ci\u00eancia, comunidades e governo no enfrentamento dos impactos clim\u00e1ticos na sa\u00fade?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NAV<\/strong> \u2013 A C\u00e2mara Tem\u00e1tica de Sa\u00fade do Painel Salvador de Mudan\u00e7a do Clima tem como objetivo construir pontes entre ci\u00eancia, governo e comunidades, no mesmo modelo do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), mas em escala local. Uma das estrat\u00e9gias \u00e9 desenvolver indicadores espec\u00edficos que mostrem, por exemplo, como o aumento das temperaturas, as chuvas intensas e a polui\u00e7\u00e3o do ar j\u00e1 est\u00e3o afetando a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. Isso ajuda a traduzir os impactos clim\u00e1ticos em dados que gestores possam usar para planejar a\u00e7\u00f5es de mitiga\u00e7\u00e3o e adapta\u00e7\u00e3o. Outro ponto central \u00e9 o di\u00e1logo direto com as comunidades, especialmente aquelas que vivem em \u00e1reas mais vulner\u00e1veis. Realizamos oficinas participativas em que moradores compartilham suas experi\u00eancias e percep\u00e7\u00f5es sobre os impactos ambientais. Esse conhecimento comunit\u00e1rio \u00e9 essencial para orientar pol\u00edticas mais justas, que respondam \u00e0s necessidades reais da popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-ciencia-precisa-de-resiliencia-e-sobretudo-de-mais-diversidade-de-vozes-para-enfrentar-uma-crise-tao-complexa-como-a-climatica-e-isso-inclui-a-forca-das-mulheres-cientistas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA ci\u00eancia precisa de resili\u00eancia e, sobretudo, de mais diversidade de vozes para enfrentar uma crise t\u00e3o complexa como a clim\u00e1tica \u2014 e isso inclui a for\u00e7a das mulheres cientistas.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> \u2013 <strong>Que conselhos daria a jovens cientistas \u2014 especialmente mulheres \u2014 que desejam atuar na interse\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia, pol\u00edtica ambiental e justi\u00e7a social?<\/strong><\/p>\n<p><strong>NAV<\/strong> \u2013 Aos jovens cientistas, eu diria: n\u00e3o tenham medo de trilhar caminhos interdisciplinares. As respostas para os grandes desafios do nosso tempo \u2014 mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, polui\u00e7\u00e3o, desigualdade \u2014 n\u00e3o cabem em uma \u00fanica \u00e1rea de conhecimento. \u00c9 justamente nas interse\u00e7\u00f5es entre ci\u00eancia, pol\u00edtica e sociedade que surgem as solu\u00e7\u00f5es mais criativas e transformadoras. Para as mulheres, o conselho \u00e9 ainda mais enf\u00e1tico: ocupem os espa\u00e7os de decis\u00e3o e n\u00e3o se silenciem diante das barreiras. Ainda vivemos em um meio onde lideran\u00e7as cient\u00edficas e pol\u00edticas s\u00e3o marcadas por desigualdades de g\u00eanero, mas cada vez que uma mulher se coloca como protagonista, abre caminho para outras. A ci\u00eancia precisa de resili\u00eancia e, sobretudo, de mais diversidade de vozes para enfrentar uma crise t\u00e3o complexa como a clim\u00e1tica \u2014 e isso inclui a for\u00e7a das mulheres cientistas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Nelzair Araujo Vianna, pesquisadora em Sa\u00fade P\u00fablica na Funda\u00e7\u00e3o&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8889,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8887"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8887"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8887\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9416,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8887\/revisions\/9416"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8889"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8887"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8887"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8887"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}