{"id":8902,"date":"2025-09-18T07:30:38","date_gmt":"2025-09-18T07:30:38","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8902"},"modified":"2025-09-03T12:54:41","modified_gmt":"2025-09-03T12:54:41","slug":"educacao-ambiental-arte-territorio-e-resistencia-frente-a-crise-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8902","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o Ambiental: arte, territ\u00f3rio e resist\u00eancia frente \u00e0 crise clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"projetos-em-favelas-ocupacoes-e-escolas-publicas-revelam-como-a-educacao-ambiental-aliada-a-arte-e-ao-protagonismo-local-se-torna-uma-poderosa-ferramenta-de-transformacao-frente-a-emergencia-climat\"><span style=\"color: #808080;\">Projetos em favelas, ocupa\u00e7\u00f5es e escolas p\u00fablicas revelam como a educa\u00e7\u00e3o ambiental, aliada \u00e0 arte e ao protagonismo local, se torna uma poderosa ferramenta de transforma\u00e7\u00e3o frente \u00e0 emerg\u00eancia clim\u00e1tica.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas avan\u00e7ando de forma desigual e alarmante sobre o territ\u00f3rio brasileiro \u2014 da estiagem na Amaz\u00f4nia \u00e0s enchentes no Sul \u2014 torna-se cada vez mais urgente pensar a educa\u00e7\u00e3o ambiental como uma pol\u00edtica p\u00fablica estrat\u00e9gica. Mas n\u00e3o apenas como conte\u00fado escolar: na pr\u00e1tica, s\u00e3o nas margens das cidades e do sistema educacional que v\u00eam surgindo algumas das experi\u00eancias mais potentes. Hortas, oficinas, grafites, compostagem, estudos do territ\u00f3rio e a\u00e7\u00f5es coletivas se espalham por favelas, ocupa\u00e7\u00f5es e escolas p\u00fablicas, reinventando o ensino e a cidadania em tempos de crise clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Essas iniciativas, muitas vezes invisibilizadas pelas pol\u00edticas de larga escala, v\u00eam colocando a vida cotidiana e os saberes locais no centro do debate ambiental. Especialistas defendem que \u00e9 preciso dar condi\u00e7\u00f5es para as crian\u00e7as sa\u00edrem da escola, irem para o quintal de uma casa, uma unidade de conserva\u00e7\u00e3o no bairro ou no munic\u00edpio. E essa premissa vem sendo colocada em pr\u00e1tica por educadores, estudantes e artistas que fazem da educa\u00e7\u00e3o ambiental uma pr\u00e1tica territorializada, sens\u00edvel e transformadora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"quando-a-crise-climatica-bate-a-porta-educacao-e-acao-nas-periferias\"><strong>Quando a crise clim\u00e1tica bate \u00e0 porta: educa\u00e7\u00e3o e a\u00e7\u00e3o nas periferias<\/strong><\/h4>\n<p>Em favelas e ocupa\u00e7\u00f5es urbanas, onde os impactos da degrada\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o sentidos de forma direta e cotidiana, a educa\u00e7\u00e3o ambiental ganha contornos de urg\u00eancia. N\u00e3o se trata apenas de aprender sobre o problema, mas de enfrent\u00e1-lo com as ferramentas poss\u00edveis.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-crise-climatica-nao-e-um-fenomeno-natural-inevitavel-e-resultado-de-escolhas-e-a-educacao-ambiental-e-o-primeiro-passo-para-transforma-las\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA crise clim\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 um fen\u00f4meno natural inevit\u00e1vel \u2014 \u00e9 resultado de escolhas. E a educa\u00e7\u00e3o ambiental \u00e9 o primeiro passo para transform\u00e1-las.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A cria\u00e7\u00e3o de hortas comunit\u00e1rias tem sido um dos caminhos mais efetivos. Al\u00e9m de fornecer alimentos frescos e acess\u00edveis, essas hortas promovem o senso de comunidade, valorizam pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis e integram diferentes gera\u00e7\u00f5es em torno do cuidado com o territ\u00f3rio. Em paralelo, projetos de coleta seletiva e reciclagem \u2014 muitas vezes coordenados por catadores \u2014 fortalecem a economia circular e reduzem o volume de res\u00edduos descartados irregularmente.<\/p>\n<p>Outras a\u00e7\u00f5es envolvem oficinas de educa\u00e7\u00e3o ambiental sobre uso da \u00e1gua, fontes de energia e combate ao desperd\u00edcio; iniciativas de compostagem dom\u00e9stica; e mutir\u00f5es para recuperar \u00e1reas degradadas ou transformar espa\u00e7os abandonados em pra\u00e7as verdes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-escolas-como-laboratorios-de-sustentabilidade\"><strong>As escolas como laborat\u00f3rios de sustentabilidade<\/strong><\/h4>\n<p>Na escola p\u00fablica brasileira, experi\u00eancias inovadoras v\u00eam integrando meio ambiente, curr\u00edculo e territ\u00f3rio. Um exemplo \u00e9 a Escola Estadual Cacique Domingos Barbosa dos Santos, na Para\u00edba, que realiza a\u00e7\u00f5es de reflorestamento em nascentes amea\u00e7adas do territ\u00f3rio ind\u00edgena onde est\u00e1 inserida. Ali, estudantes, professores e fam\u00edlias aprendem juntos t\u00e9cnicas de plantio, cuidado com as mudas e gest\u00e3o comunit\u00e1ria da \u00e1gua. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-escola-estadual-cacique-domingos-barbosa-dos-santofoto-governo-do-paraiba-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8903\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-1-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-1-300x225.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-1-16x12.jpeg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-1.jpeg 768w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Escola Estadual Cacique Domingos Barbosa dos Santo<\/strong><br \/>\n(Foto: Governo do Para\u00edba. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro caso inspirador \u00e9 o da Escola Alceu Amoroso Lima, em Natal (RN), onde uma horta planejada com conceitos matem\u00e1ticos se transformou em ferramenta interdisciplinar: os estudantes aprenderam sobre biologia do solo, cultivo de ervas medicinais e at\u00e9 precifica\u00e7\u00e3o dos produtos, que passaram a ser vendidos em uma feira aberta \u00e0 comunidade. O recurso arrecadado \u00e9 gerido democraticamente pelos alunos.<\/p>\n<p>Em S\u00e3o Paulo, a EMEF Te\u00f3filo Benedito Ottoni transformou pra\u00e7as e hortas comunit\u00e1rias em salas de aula a c\u00e9u aberto, mobilizando uma rede de nove escolas do territ\u00f3rio. J\u00e1 em Paraty (RJ), um marinheiro que transportava crian\u00e7as se tornou refer\u00eancia em etnometeorologia, inspirando um projeto pedag\u00f3gico sobre clima e saberes populares. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-escola-teofilo-benedito-ottonifoto-escola-teofilo-benedito-ottoni-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8904\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-300x169.jpeg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"225\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-300x169.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-1024x576.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-768x432.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-18x10.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-800x450.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2-1160x653.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/educacao-ambiental-2.jpeg 1224w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Escola Te\u00f3filo Benedito Ottoni<\/strong><br \/>\n(Foto: Escola Te\u00f3filo Benedito Ottoni . Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-arte-como-ponte-entre-ciencia-e-territorio\"><strong>A arte como ponte entre ci\u00eancia e territ\u00f3rio<\/strong><\/h4>\n<p>A arte tamb\u00e9m tem sido aliada poderosa da educa\u00e7\u00e3o ambiental nas periferias. Murais, grafites, instala\u00e7\u00f5es e performances ecoam mensagens sobre justi\u00e7a clim\u00e1tica, desmatamento e preserva\u00e7\u00e3o da biodiversidade. O projeto \u201c<em>A Amaz\u00f4nia que inspira precisa respirar<\/em>\u201d, por exemplo, articulou artistas como Seb\u00e1 Tapaj\u00f3s e Robson Sark para pintar um gigantesco mural no Boulevard Ol\u00edmpico, no Rio de Janeiro, retratando a fauna amaz\u00f4nica amea\u00e7ada \u2014 como a on\u00e7a-pintada \u2014 e convidando os passantes a escanear QR Codes com dados atualizados sobre o desmatamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"educacao-ambiental-nao-deve-ser-mais-uma-disciplina-precisa-ser-transversal-participativa-e-conectada-a-vida-real\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cEduca\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o deve ser mais uma disciplina: precisa ser transversal, participativa e conectada \u00e0 vida real.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em escolas p\u00fablicas, a arte se entrela\u00e7a com o curr\u00edculo para abordar de forma sens\u00edvel temas complexos como a escassez de \u00e1gua, o racismo ambiental e a rela\u00e7\u00e3o entre consumo e meio ambiente. Pe\u00e7as teatrais, v\u00eddeos e cartazes produzidos pelos pr\u00f3prios estudantes circulam pelas comunidades como ferramentas de den\u00fancia e reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"educacao-climatica-transversal-critica-e-participativa\"><strong>Educa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica: transversal, cr\u00edtica e participativa<\/strong><\/h4>\n<p>Com eventos extremos se tornando mais frequentes e intensos \u2014 como as chuvas devastadoras no Sul ou a seca hist\u00f3rica na Amaz\u00f4nia \u2014 cresce a necessidade de uma educa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica transversal, cr\u00edtica e conectada \u00e0s realidades locais. Para especialistas, isso exige superar a ideia de uma disciplina isolada e promover o di\u00e1logo entre diferentes \u00e1reas do conhecimento, como ci\u00eancias, geografia, hist\u00f3ria e artes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"politicas-publicas-e-redes-de-acao\"><strong>Pol\u00edticas p\u00fablicas e redes de a\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h4>\n<p>O Brasil conta hoje com marcos importantes como o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/composicao\/secex\/dea\/pnea\/programa-nacional-de-educacao-ambiental-pronea\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Programa Nacional de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (ProNEA)<\/a><\/strong><\/span>, o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.gov.br\/mma\/pt-br\/assuntos\/biodiversidade-e-biomas\/biomas-e-ecossistemas\/biomas\/arquivos-biomas\/plano-nacional-de-adaptacao-a-mudanca-do-clima-pna-vol-i.pdf\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano Nacional de Adapta\u00e7\u00e3o \u00e0 Mudan\u00e7a do Clima (PNA)<\/a><\/strong><\/span> e o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/antigo.mma.gov.br\/clima\/politica-nacional-sobre-mudanca-do-clima\/plano-nacional-sobre-mudanca-do-clima.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Plano Nacional sobre Mudan\u00e7a do Clima (PNMC)<\/a><\/strong><\/span>. Mas ainda falta articula\u00e7\u00e3o entre as esferas p\u00fablica, acad\u00eamica e social. Redes como a <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.revistaea.org\/artigo.php?idartigo=75\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Rede Brasileira de Educa\u00e7\u00e3o Ambiental (REBEA)<\/a><\/strong><\/span> e ONGs como o Instituto Socioambiental e SOS Mata Atl\u00e2ntica v\u00eam preenchendo parte dessas lacunas com forma\u00e7\u00e3o de educadores, produ\u00e7\u00e3o de materiais e projetos em territ\u00f3rios vulnerabilizados.<\/p>\n<p>O Projeto Pacto Global de Jovens pelo Clima \u00e9 outro exemplo que se destaca ao conectar jovens de mais de 20 pa\u00edses, promovendo o protagonismo juvenil na constru\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es para os desafios clim\u00e1ticos. No Brasil, iniciativas como essas ajudam a tornar a crise clim\u00e1tica mais compreens\u00edvel, concreta e enfrent\u00e1vel \u2014 n\u00e3o como um fen\u00f4meno natural e inevit\u00e1vel, mas como resultado de escolhas e pol\u00edticas que podem (e precisam) ser transformadas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-divulgacao\">Capa. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Projetos em favelas, ocupa\u00e7\u00f5es e escolas p\u00fablicas revelam como a educa\u00e7\u00e3o ambiental,&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":8905,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8902"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8902"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8902\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":8906,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8902\/revisions\/8906"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8905"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8902"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8902"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8902"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}