{"id":8970,"date":"2025-09-22T07:55:44","date_gmt":"2025-09-22T07:55:44","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8970"},"modified":"2025-09-24T14:53:21","modified_gmt":"2025-09-24T14:53:21","slug":"educacao-ambiental-nas-periferias-quando-o-futuro-nasce-da-comunidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=8970","title":{"rendered":"Educa\u00e7\u00e3o ambiental nas periferias: quando o futuro nasce da comunidade"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"da-amazonia-as-periferias-urbanas-comunidades-reinventam-a-educacao-ambiental-resgatam-saberes-tradicionais-e-desafiam-a-logica-hierarquica-com-solucoes-criativas-e-colaborativas\"><span style=\"color: #808080;\">Da Amaz\u00f4nia \u00e0s periferias urbanas, comunidades reinventam a educa\u00e7\u00e3o ambiental, resgatam saberes tradicionais e desafiam a l\u00f3gica hier\u00e1rquica com solu\u00e7\u00f5es criativas e colaborativas.<\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p>Embora o desenvolvimento sustent\u00e1vel tenha se consolidado como um dos grandes objetivos do s\u00e9culo XXI, a consolida\u00e7\u00e3o da agenda ambiental no Brasil ocorreu em meio a tens\u00f5es e disputas. Quest\u00f5es ligadas \u00e0 preserva\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e de outros biomas, ao avan\u00e7o da agricultura, pecu\u00e1ria e minera\u00e7\u00e3o, bem como ao represamento de rios para gera\u00e7\u00e3o de energia, marcaram esse processo. A dificuldade do Estado em garantir a aplica\u00e7\u00e3o da lei em \u00e1reas remotas intensificou os conflitos e fez da pol\u00edtica ambiental um tema de divis\u00e3o, tanto na sociedade quanto entre diferentes governos.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"do-protagonismo-internacional-as-solucoes-locais\"><strong>Do protagonismo internacional \u00e0s solu\u00e7\u00f5es locais<\/strong><\/h4>\n<p>O movimento ambiental ganhou for\u00e7a global a partir das d\u00e9cadas de 1970 e 1980, sobretudo nos Estados Unidos e na Europa, influenciando a inclus\u00e3o da pauta ecol\u00f3gica nas discuss\u00f5es internacionais. No Brasil, ainda em fase inicial, esse movimento j\u00e1 deixou marcas na Constitui\u00e7\u00e3o de 1988, que reconheceu a prote\u00e7\u00e3o ambiental como dever do Estado e atribuiu ao Minist\u00e9rio P\u00fablico a defesa de direitos coletivos. A diversidade biol\u00f3gica do pa\u00eds e a mobiliza\u00e7\u00e3o da sociedade civil atra\u00edram ONGs internacionais e impulsionaram o surgimento de organiza\u00e7\u00f5es nacionais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-politicas-publicas-precisam-ter-tres-caracteristicas-devem-ser-continuas-nao-de-governo-mas-de-estado-precisam-nascer-das-demandas-locais-e-nao-de-gabinetes-distantes-e-devem-ser-mul\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas precisam ter tr\u00eas caracter\u00edsticas: devem ser cont\u00ednuas, n\u00e3o de governo, mas de Estado; precisam nascer das demandas locais, e n\u00e3o de gabinetes distantes; e devem ser multissetoriais, atuando em \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte, seguran\u00e7a e lazer.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O protagonismo brasileiro foi consolidado ap\u00f3s a Rio-92, que deu origem a novas leis, \u00f3rg\u00e3os e pol\u00edticas, como o Ibama, o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e a Lei de Crimes Ambientais. Pesquisas refor\u00e7aram a import\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia para o clima e a agricultura, estimulando parte do setor produtivo a dialogar com ambientalistas. Entre avan\u00e7os institucionais e press\u00f5es internacionais, o Brasil aderiu ao Acordo de Paris em 2015, assumindo compromissos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es. Paralelamente, iniciativas locais \u2014 hortas comunit\u00e1rias, mutir\u00f5es e projetos de arte urbana \u2014 v\u00eam mostrando que a transforma\u00e7\u00e3o ambiental tamb\u00e9m se constr\u00f3i no cotidiano, unindo saberes t\u00e9cnicos e populares em solu\u00e7\u00f5es criativas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-logica-que-vem-de-baixo\"><strong>A l\u00f3gica que vem de baixo<\/strong><\/h4>\n<p>Historicamente, a educa\u00e7\u00e3o ambiental no Brasil foi estruturada de cima para baixo: programas governamentais ou acad\u00eamicos elaborados em centros de decis\u00e3o e aplicados nas comunidades em formato de cartilha. Embora bem-intencionados, muitos desses projetos n\u00e3o dialogaram com a realidade local.<\/p>\n<p>Os coletivos, por outro lado, nascem da viv\u00eancia direta. Na Amaz\u00f4nia, por exemplo, comunidades ribeirinhas transmitem aos jovens t\u00e9cnicas ancestrais de manejo sustent\u00e1vel da floresta, conciliando tradi\u00e7\u00e3o e modernidade. Nas periferias urbanas, grupos de moradores recorrem ao grafite, \u00e0 m\u00fasica e ao teatro para debater temas como polui\u00e7\u00e3o, descarte irregular de res\u00edduos e acesso \u00e0 \u00e1gua pot\u00e1vel. Em vilas rurais, pr\u00e1ticas de cultivo tradicionais s\u00e3o resgatadas, com a preserva\u00e7\u00e3o de sementes crioulas, variedades adaptadas ao solo e ao clima, resistentes a pragas e vistas como alternativas diante das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-comunidade-ribeirinha-na-amazonia-transmite-as-novas-geracoes-praticas-ancestrais-de-manejo-sustentavel-da-floresta-foto-julia-de-freitas-agencia-brasil-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8972\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-300x180.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"299\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-300x180.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-1024x613.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-768x460.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-1536x919.jpg 1536w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-800x479.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1-1160x694.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura1.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Comunidade ribeirinha na Amaz\u00f4nia transmite \u00e0s novas gera\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas ancestrais de manejo sustent\u00e1vel da floresta.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Julia de Freitas\/ Ag\u00eancia Brasil. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cEsses grupos mostram que o conhecimento n\u00e3o \u00e9 algo que chega pronto de fora, mas nasce da realidade de quem vive os problemas ambientais no dia a dia\u201d, explica Sandro Tonso, professor da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ft.unicamp.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Faculdade de Tecnologia da Unicamp<\/strong><\/a><\/span>. Para ele, a pot\u00eancia desses coletivos est\u00e1 justamente em romper com a l\u00f3gica hier\u00e1rquica e propor solu\u00e7\u00f5es que fazem sentido no territ\u00f3rio.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"o-desafio-das-politicas-publicas\"><strong>O desafio das pol\u00edticas p\u00fablicas<\/strong><\/h4>\n<p>Se por um lado os coletivos mostram criatividade e efic\u00e1cia, por outro enfrentam um obst\u00e1culo recorrente: a aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas cont\u00ednuas que garantam apoio, recursos e amplia\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es. \u201cAs pol\u00edticas p\u00fablicas precisam ter tr\u00eas caracter\u00edsticas: devem ser cont\u00ednuas, n\u00e3o de governo, mas de Estado; precisam nascer das demandas locais, e n\u00e3o de gabinetes distantes; e devem ser multissetoriais, atuando em \u00e1reas como sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, transporte, seguran\u00e7a e lazer\u201d, defende Sandro Tonso.<\/p>\n<p>Na pr\u00e1tica, isso significa reconhecer que enchentes, lixo acumulado ou degrada\u00e7\u00e3o ambiental n\u00e3o s\u00e3o problemas isolados. Eles atravessam diferentes dimens\u00f5es da vida comunit\u00e1ria e exigem respostas integradas. Quando falta apoio institucional, muitos coletivos se mant\u00eam por meio de redes de solidariedade e financiamento colaborativo, limitando sua capacidade de expans\u00e3o.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"o-papel-da-midia-no-processo-de-fortalecimento-dos-coletivos\"><strong>O papel da m\u00eddia no processo de fortalecimento dos coletivos <\/strong><\/h4>\n<p>O papel da m\u00eddia no fortalecimento dos coletivos ambientais \u00e9 estrat\u00e9gico e multifacetado, funcionando como uma ponte entre iniciativas locais e a sociedade em geral. Muitos desses grupos surgem em comunidades ribeirinhas, rurais, perif\u00e9ricas e urbanas, mas permanecem invis\u00edveis fora de seu territ\u00f3rio imediato. Nesse cen\u00e1rio, a m\u00eddia pode atuar de forma decisiva ao dar visibilidade, legitimar as a\u00e7\u00f5es e ampliar o alcance das pautas ambientais de base comunit\u00e1ria.<\/p>\n<p>Ao noticiar mutir\u00f5es, hortas comunit\u00e1rias, campanhas de limpeza ou oficinas educativas, a imprensa contribui para que essas iniciativas deixem a invisibilidade e ganhem reconhecimento social. Esse processo fortalece a autoestima das comunidades e legitima suas pr\u00e1ticas como parte de um debate ambiental mais amplo. Al\u00e9m disso, a cobertura jornal\u00edstica exerce press\u00e3o sobre o poder p\u00fablico, uma vez que a repercuss\u00e3o de problemas ambientais denunciados pelos coletivos amplia as chances de resposta institucional, seja por meio de pol\u00edticas p\u00fablicas ou de parcerias com universidades, ONGs e empresas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-financiamento-para-organizacoes-coletivas-organizadas-por-jovens-da-amazonia-periferica-enfrenta-muitas-dificuldades-principalmente-e-comparada-com-as-organizacoes-do-sudeste\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO financiamento para organiza\u00e7\u00f5es coletivas, organizadas por jovens da Amaz\u00f4nia perif\u00e9rica enfrenta muitas dificuldades, principalmente e comparada com as organiza\u00e7\u00f5es do Sudeste.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Outro aspecto importante \u00e9 a capacidade de disseminar boas pr\u00e1ticas. Quando experi\u00eancias locais s\u00e3o amplificadas, podem inspirar outras comunidades a adotar estrat\u00e9gias semelhantes, cumprindo tamb\u00e9m um papel pedag\u00f3gico. Ao aproximar o p\u00fablico de diferentes realidades, a m\u00eddia mostra que as quest\u00f5es ambientais n\u00e3o s\u00e3o distantes, mas fazem parte do cotidiano e impactam diretamente a vida das pessoas.<\/p>\n<p>Essa media\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m contribui para a constru\u00e7\u00e3o de narrativas contra hegem\u00f4nicas. Enquanto discursos dominantes frequentemente priorizam grandes empreendimentos ou a explora\u00e7\u00e3o de recursos naturais, os coletivos trazem perspectivas de resist\u00eancia, cuidado e preserva\u00e7\u00e3o. Ao dar espa\u00e7o a essas vozes, a m\u00eddia ajuda a diversificar e enriquecer o debate p\u00fablico.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a cobertura jornal\u00edstica pode fortalecer redes de colabora\u00e7\u00e3o ao conectar coletivos de diferentes regi\u00f5es, atraindo volunt\u00e1rios, parceiros e financiadores que dificilmente teriam contato com essas iniciativas de outra forma. Assim, mais do que informar, a m\u00eddia pode se tornar uma aliada essencial para dar escala e reconhecimento \u00e0s a\u00e7\u00f5es locais, consolidando seu papel no processo de transforma\u00e7\u00e3o socioambiental.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"saberes-tradicionais-em-movimento\"><strong>Saberes tradicionais em movimento<\/strong><\/h4>\n<p>Um dos aspectos mais ricos dessas experi\u00eancias \u00e9 o resgate e a valoriza\u00e7\u00e3o de saberes tradicionais. O uso de ervas medicinais, o conhecimento sobre ciclos da natureza, a pr\u00e1tica de contar hist\u00f3rias para transmitir ensinamentos \u2014 tudo isso faz parte da educa\u00e7\u00e3o ambiental comunit\u00e1ria. Esses saberes, que por muito tempo foram invisibilizados ou considerados \u201cmenores\u201d diante do conhecimento cient\u00edfico, voltam a ganhar espa\u00e7o. Eles n\u00e3o competem com a ci\u00eancia, mas dialogam com ela, oferecendo solu\u00e7\u00f5es adaptadas a cada realidade.<\/p>\n<p>Um exemplo desse modelo de coletivo \u00e9 o <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/coletivomiri\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Mir\u00ed<\/strong><\/a><\/span>, fundado em 2016 por adolescentes e jovens do interior do Par\u00e1, na agrovila Itaqui, zona rural de Castanhal. Por meio da arte, cultura, tecnologia e do di\u00e1logo direto com os moradores, o coletivo promove projetos de coleta seletiva na comunidade, bem como educa\u00e7\u00e3o ambiental com o prop\u00f3sito de conscientizar a popula\u00e7\u00e3o sobre a import\u00e2ncia de barrar o desmatamento, e de cobrar do poder p\u00fablico medidas efetivas para enfrentamento dos problemas que acometem a regi\u00e3o. (<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-jovens-do-coletivo-miri-no-para-utilizam-arte-e-tecnologia-para-promover-educacao-ambiental-e-mobilizacao-comunitaria-foto-coletivo-miri-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-8973\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-258x300.jpg\" alt=\"\" width=\"429\" height=\"500\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-258x300.jpg 258w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-879x1024.jpg 879w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-768x895.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-1318x1536.jpg 1318w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-10x12.jpg 10w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-800x932.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2-1160x1351.jpg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/09\/CC-3E25-reportagem-Educac\u0327a\u0303o-ambiental-nas-periferias-figura2.jpg 1691w\" sizes=\"(max-width: 429px) 100vw, 429px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Jovens do coletivo Mir\u00ed, no Par\u00e1, utilizam arte e tecnologia para promover educa\u00e7\u00e3o ambiental e mobiliza\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria.<br \/>\n<\/strong>(Foto: Coletivo Mir\u00ed. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Segundo Pedro Lameira dos Santos, um dos respons\u00e1veis pelo coletivo, todas as a\u00e7\u00f5es do coletivo s\u00e3o pautadas em quatro eixos. \u201cAs a\u00e7\u00f5es do Mir\u00ed s\u00e3o pautadas em quatro eixos: socioambiental, mobilidade comunit\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o e pesquisa de conhecimento e incid\u00eancia pol\u00edtica. N\u00f3s tamb\u00e9m temos nos organizado para que esse processo se expanda para outros territ\u00f3rios; utilizando as mesmas ferramentas que utilizamos em Castanhal: ferramentas criativas, inovadoras e tecnol\u00f3gicas\u201d, descreve.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-dialogo-tem-que-ser-com-todos-os-grupos-e-com-todas-as-areas-do-conhecimento\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO di\u00e1logo tem que ser com todos os grupos, e com todas as \u00e1reas do conhecimento.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Por\u00e9m Pedro dos Santos destaca que apesar do sucesso do coletivo, muitas s\u00e3o as dificuldades que os jovens do coletivo enfrentam. A quest\u00e3o financeira \u00e9 a mais significativa na opini\u00e3o dele. \u201cA gente fala muito sobre a visibilidade, mas a oportunidade de financiamento \u00e9 a principal dificuldade que temos. O financiamento para organiza\u00e7\u00f5es coletivas, organizadas por jovens da Amaz\u00f4nia perif\u00e9rica (onde estamos inseridos) enfrenta muitas dificuldades, principalmente e comparada com as organiza\u00e7\u00f5es do Sudeste por exemplo\u201d, destaca.<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<h4 id=\"a-universidade-e-a-ciencia-a-favor-dos-coletivos\"><strong>A universidade e a ci\u00eancia a favor dos coletivos <\/strong><\/h4>\n<p>Diante desse cen\u00e1rio dos coletivos ambientais, Sandro Tonso destaca o papel dos pesquisadores como potenciais facilitadores das a\u00e7\u00f5es promovidas por esses coletivos. \u201cO primeiro ponto \u00e9 sair da bolha, ir a campo conhecer as realidades e entender quais movimentos fazem sentido para mim. O segundo \u00e9 se engajar com projetos que j\u00e1 existem, e \u00e9 nesse contato que chegamos ao terceiro ponto, \u00e9 no contato com a comunidade que a gente percebe que precisamos aprender para poder ensinar. Ou seja, \u00e9 usar a linguagem das pessoas daquele lugar para poder se fazer entender. Por fim, o di\u00e1logo tem que ser com todos os grupos e com todas as \u00e1reas do conhecimento\u201d.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-coletivos-ambientais-das-periferias-trabalham-para-educar-e-preservar-o-meio-ambientefoto-freepik-reproducao\"><strong>Capa. Coletivos ambientais das periferias trabalham para educar e preservar o meio ambiente<br \/>\n<\/strong>(Foto: Freepik. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da Amaz\u00f4nia \u00e0s periferias urbanas, comunidades reinventam a educa\u00e7\u00e3o ambiental, resgatam saberes&hellip;\n","protected":false},"author":311,"featured_media":8971,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8970"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/311"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=8970"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8970\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9038,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/8970\/revisions\/9038"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/8971"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=8970"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=8970"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=8970"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}