{"id":9194,"date":"2025-11-10T08:00:16","date_gmt":"2025-11-10T08:00:16","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9194"},"modified":"2025-11-25T10:59:05","modified_gmt":"2025-11-25T10:59:05","slug":"as-cops-e-as-mudancas-climaticas-e-globais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9194","title":{"rendered":"As COPs e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e globais"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"as-conferencias-da-onu-sobre-mudanca-do-clima-moldam-politicas-inspiram-mobilizacoes-e-chegam-a-amazonia-com-a-promessa-de-um-novo-ciclo-global\"><span style=\"color: #808080;\">As Confer\u00eancias da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima moldam pol\u00edticas, inspiram mobiliza\u00e7\u00f5es e chegam \u00e0 Amaz\u00f4nia com a promessa de um novo ciclo global.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As Confer\u00eancias das Partes (COPs) s\u00e3o o principal f\u00f3rum internacional dedicado ao enfrentamento das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Reunindo anualmente quase 200 pa\u00edses sob a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (UNFCCC), esses encontros definem metas, estrat\u00e9gias e acordos que orientam o futuro do planeta. Foi em uma COP que nasceu o Acordo de Paris, marco hist\u00f3rico que comprometeu o mundo a limitar o aquecimento global bem abaixo de 2 \u00b0C \u2014 um objetivo ambicioso que exige coopera\u00e7\u00e3o, tecnologia e, sobretudo, vontade pol\u00edtica.<\/p>\n<p>Apesar das cr\u00edticas sobre lentid\u00e3o e inefic\u00e1cia, as COPs produzem efeitos concretos e duradouros. Cada edi\u00e7\u00e3o ajusta as engrenagens da governan\u00e7a clim\u00e1tica, pressiona pa\u00edses a elevar suas metas de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es e impulsiona mecanismos de financiamento verde. Muitas vezes, o impacto real n\u00e3o est\u00e1 apenas nas resolu\u00e7\u00f5es assinadas, mas na for\u00e7a simb\u00f3lica e pol\u00edtica que esses encontros exercem sobre governos, empresas e cidad\u00e3os. As COPs se tornaram, de certa forma, o palco onde o mundo reafirma \u2014 ou questiona \u2014 seu compromisso com o futuro comum. \u201cEu penso que n\u00e3o s\u00e3o as COPs que mudam o mundo mas s\u00e3o as a\u00e7\u00f5es das pessoas partindo de algumas defini\u00e7\u00f5es ou de alguns pactos que s\u00e3o firmados nas COPs\u201d, pontua Olga Lucia Castreghini\u00a0de Freitas, professora aposentada do Departamento de Geografia da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e professora visitante junto ao Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA).<\/p>\n<p>H\u00e1 tamb\u00e9m um \u201cefeito invis\u00edvel\u201d que transcende as negocia\u00e7\u00f5es diplom\u00e1ticas. As confer\u00eancias ajudam a consolidar o tema clim\u00e1tico no imagin\u00e1rio social, influenciando movimentos, campanhas e pol\u00edticas nacionais. Elas criam um espa\u00e7o de di\u00e1logo entre ci\u00eancia, economia, juventude e povos tradicionais, abrindo caminho para novas narrativas e formas de engajamento. \u201cA preocupa\u00e7\u00e3o ambiental passa a ser o centro das discuss\u00f5es, etc. Isso eu acho que \u00e9 muito positivo\u201d, afirma Suzana Kahn, professora do Programa de Engenharia de Transportes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e diretora da COPPE (Instituto Alberto Luiz Coimbra de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o e Pesquisa de Engenharia). Nesse sentido, as COPs funcionam como uma esp\u00e9cie de catalisador: nem sempre transformam de imediato, mas iniciam processos que reverberam por d\u00e9cadas.<\/p>\n<p>A COP30, marcada para novembro de 2025 em Bel\u00e9m do Par\u00e1, carrega um simbolismo especial. Realizada no cora\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e coincidindo com os dez anos do Acordo de Paris, ela promete recolocar a floresta e a transi\u00e7\u00e3o justa no centro das decis\u00f5es globais. O Brasil, com sua vasta biodiversidade e papel estrat\u00e9gico na agenda clim\u00e1tica, ter\u00e1 a oportunidade de mostrar ao mundo que proteger o planeta \u00e9 tamb\u00e9m um ato de soberania e esperan\u00e7a. \u201c\u00c9 importante que essa COP do Brasil, com esse simbolismo de ser na Amaz\u00f4nia, tenha um bom resultado\u201d, enfatiza Jos\u00e9 Eli da Veiga \u00e9 professor s\u00eanior do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"As COPs e as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e globais\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/imx6mZ9el18?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"As Confer\u00eancias da ONU sobre Mudan\u00e7a do Clima moldam pol\u00edticas, inspiram mobiliza\u00e7\u00f5es&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9195,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9194"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9194"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9194\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9391,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9194\/revisions\/9391"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9195"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9194"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9194"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9194"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}