{"id":9262,"date":"2025-11-19T07:30:27","date_gmt":"2025-11-19T07:30:27","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9262"},"modified":"2025-11-25T10:56:12","modified_gmt":"2025-11-25T10:56:12","slug":"carnaval-sustentavel-o-que-belem-pode-ensinar-ao-mundo-na-cop30","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9262","title":{"rendered":"Carnaval sustent\u00e1vel: O que Bel\u00e9m pode ensinar ao mundo na COP30"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"com-materiais-reciclados-enredos-ambientais-e-economia-circular-o-carnaval-de-belem-se-consolida-como-exemplo-de-festa-consciente-e-engajada-oferecendo-licoes-valiosas-para-a-conferencia-do-clima-d\"><span style=\"color: #808080;\">Com materiais reciclados, enredos ambientais e economia circular, o Carnaval de Bel\u00e9m se consolida como exemplo de festa consciente e engajada, oferecendo li\u00e7\u00f5es valiosas para a Confer\u00eancia do Clima da ONU em 2025.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Poucos eventos conseguem mobilizar tantas pessoas, afetos e territ\u00f3rios quanto o Carnaval. Em Bel\u00e9m do Par\u00e1, essa mobiliza\u00e7\u00e3o ganha contornos ainda mais relevantes: blocos, escolas de samba e iniciativas culturais v\u00eam transformando a maior festa popular brasileira em um verdadeiro laborat\u00f3rio de sustentabilidade. \u00c0s v\u00e9speras da 30\u00aa Confer\u00eancia das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre o Clima (COP30), marcada para novembro de 2025 na capital paraense, o Carnaval de Bel\u00e9m desponta como uma poderosa plataforma para pensar um futuro mais verde, inclusivo e culturalmente enraizado.<\/p>\n<p>Mais do que folia, o Carnaval se tornou, nos \u00faltimos anos, uma vitrine de pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. Em meio a serpentinas e batuques, agremia\u00e7\u00f5es carnavalescas adotam materiais recicl\u00e1veis em fantasias e carros aleg\u00f3ricos, promovem a coleta seletiva e trazem, em seus enredos, temas ligados \u00e0 crise clim\u00e1tica, \u00e0 prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia e \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o dos saberes ancestrais. \u00c9 o caso do projeto <em>Carnaval Sustent\u00e1vel<\/em>, da associa\u00e7\u00e3o <strong><a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/esabelemoficial\/\"><span style=\"color: #800000;\">Escolas de Samba Associadas de Bel\u00e9m (ESA)<\/span><\/a><\/strong>, que re\u00fane 11 agremia\u00e7\u00f5es do grupo especial em a\u00e7\u00f5es educativas e de reaproveitamento criativo de materiais.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-agencia-para-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9263\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-1.jpg 860w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 1: Ag\u00eancia Par\u00e1. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"enredos-verdes-e-identidade-amazonica\"><strong>Enredos verdes e identidade amaz\u00f4nica<\/strong><\/h4>\n<p>No \u00faltimo desfile do grupo especial, realizado na Aldeia Amaz\u00f4nica, todas as escolas apresentaram um enredo \u00fanico: <em>Amaz\u00f4nia<\/em>. A escolha dialoga diretamente com o momento hist\u00f3rico vivido pela cidade, que se prepara para sediar a COP30. Mas n\u00e3o \u00e9 apenas o tema que importa \u2014 \u00e9 a forma como ele \u00e9 tratado. Alegorias feitas com materiais recicl\u00e1veis, adere\u00e7os confeccionados em mutir\u00f5es comunit\u00e1rios e mensagens de alerta sobre o desmatamento e a valoriza\u00e7\u00e3o dos modos de vida tradicionais foram destaques nos desfiles de escolas como Mocidade Olariense, Rancho N\u00e3o Posso Me Amofinar e Imp\u00e9rio Pedreirense.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9264\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-300x200.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"333\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-300x200.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-1024x682.jpg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-768x512.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-18x12.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2-800x533.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2025\/11\/carnaval-2.jpg 1136w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\nFigura 2. Cristino Martins\/ O Liberal. Reprodu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"economia-circular-e-justica-social\"><strong>Economia circular e justi\u00e7a social<\/strong><\/h4>\n<p>Por tr\u00e1s dos desfiles coloridos h\u00e1 uma cadeia produtiva pulsante que movimenta artes\u00e3os, costureiras, pintores, ferreiros, vendedores ambulantes, catadores de materiais recicl\u00e1veis e pequenos empreendedores. Ao reaproveitar materiais e estimular o consumo consciente, o Carnaval fortalece pr\u00e1ticas de economia circular, gerando renda local e promovendo inclus\u00e3o social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ao-reaproveitar-materiais-e-estimular-o-consumo-consciente-o-carnaval-fortalece-praticas-de-economia-circular-gerando-renda-local-e-promovendo-inclusao-social\" style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"color: #800000;\"> \u201cAo reaproveitar materiais e estimular o consumo consciente, o Carnaval fortalece pr\u00e1ticas de economia circular, gerando renda local e promovendo inclus\u00e3o social.\u201d<\/span><\/em><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Programas como o <em>Coleta Mais<\/em>, em parceria com cooperativas de catadores, ampliam a coleta seletiva durante os eventos carnavalescos e transformam res\u00edduos em recursos. Copos reutiliz\u00e1veis s\u00e3o incentivados em blocos como o <em>Circuito Mangueirosa<\/em>, e a criatividade se alia \u00e0 consci\u00eancia ambiental na confec\u00e7\u00e3o de fantasias feitas com papel\u00e3o, tecidos reaproveitados e garrafas PET.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"conexoes-com-a-cop30\"><strong>Conex\u00f5es com a COP30<\/strong><\/h4>\n<p>A COP30 ser\u00e1 o maior evento diplom\u00e1tico da hist\u00f3ria da Amaz\u00f4nia. E, paradoxalmente, o Carnaval \u2014 s\u00edmbolo da irrever\u00eancia popular \u2014 pode ajudar a inspir\u00e1-lo. A experi\u00eancia de Bel\u00e9m com o Carnaval Sustent\u00e1vel oferece pistas sobre como integrar cultura, educa\u00e7\u00e3o ambiental e justi\u00e7a social \u00e0s discuss\u00f5es clim\u00e1ticas de alto n\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-carnaval-de-belem-e-um-laboratorio-vivo-de-sustentabilidade-onde-a-cultura-popular-ensina-licoes-ambientais-com-brilho-batuque-e-criatividade\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO Carnaval de Bel\u00e9m \u00e9 um laborat\u00f3rio vivo de sustentabilidade, onde a cultura popular ensina li\u00e7\u00f5es ambientais com brilho, batuque e criatividade.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre as li\u00e7\u00f5es que o Carnaval pode oferecer \u00e0 COP30 est\u00e3o: Gest\u00e3o participativa de res\u00edduos, com protagonismo de cooperativas e catadores; Engajamento de m\u00faltiplos setores sociais, como escolas, ONGs, artistas e movimentos culturais; Produ\u00e7\u00e3o com menor impacto, a partir de materiais reciclados e pr\u00e1ticas de economia circular; Educa\u00e7\u00e3o ambiental em larga escala, traduzida em linguagem acess\u00edvel e envolvente; Promo\u00e7\u00e3o de um legado sustent\u00e1vel, que valorize a cultura local e as solu\u00e7\u00f5es comunit\u00e1rias.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"uma-cidade-que-se-reinventa\"><strong>Uma cidade que se reinventa<\/strong><\/h4>\n<p>Al\u00e9m das escolas de samba, blocos como o <em>Boi de M\u00e1scara<\/em> t\u00eam se destacado por levar temas ambientais \u00e0s ruas, misturando arte perform\u00e1tica, cr\u00edtica social e refer\u00eancias aos mitos amaz\u00f4nicos. Eventos como o <em>Carnaval em Janeiro<\/em>, realizado pela ESA, refor\u00e7am a ideia de que sustentabilidade e divers\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o excludentes \u2014 pelo contr\u00e1rio, podem caminhar juntas e se fortalecer mutuamente.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a COP30 ganha uma aliada inusitada, mas poderosa: a cultura popular. Bel\u00e9m, cidade de rios e ritmos, pode mostrar ao mundo que um novo modelo de desenvolvimento \u00e9 poss\u00edvel \u2014 e que ele passa tamb\u00e9m pela valoriza\u00e7\u00e3o da festa, do territ\u00f3rio e da criatividade de seu povo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-divulgacao\">Capa. Divulga\u00e7\u00e3o<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Com materiais reciclados, enredos ambientais e economia circular, o Carnaval de Bel\u00e9m&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9265,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9262"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9262"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9262\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9384,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9262\/revisions\/9384"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9265"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9262"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9262"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9262"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}