{"id":9352,"date":"2025-11-26T08:00:59","date_gmt":"2025-11-26T08:00:59","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9352"},"modified":"2025-11-25T10:52:45","modified_gmt":"2025-11-25T10:52:45","slug":"clima-e-desigualdade-urbana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9352","title":{"rendered":"Clima e desigualdade urbana"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"como-a-vulnerabilidade-urbana-amplia-os-impactos-da-crise-climatica-no-brasil\"><span style=\"color: #808080;\">Como a vulnerabilidade urbana amplia os impactos da crise clim\u00e1tica no Brasil<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>Mais de 2.800 munic\u00edpios brasileiros \u2014 o equivalente a metade do pa\u00eds \u2014 j\u00e1 vivem em situa\u00e7\u00e3o de alta ou muito alta vulnerabilidade clim\u00e1tica, segundo a plataforma Adapta Brasil. O n\u00famero integra o relat\u00f3rio <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.iis-rio.org\/publicacoes\/cidades-verdes-azuis-resilientes\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Cidades Verdes-Azuis Resilientes<\/strong><\/a><\/span>, lan\u00e7ado pelo <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/simaclim.com.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><strong>Centro de S\u00edntese em Mudan\u00e7as Ambientais e Clim\u00e1ticas (Simaclim)<\/strong><\/a><\/span>, que re\u00fane evid\u00eancias cient\u00edficas e tecnol\u00f3gicas para apoiar governos, empresas e a sociedade na constru\u00e7\u00e3o de centros urbanos mais preparados diante da crise clim\u00e1tica. Isso \u00e9 o que discute o novo epis\u00f3dio do <strong><em>Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast.<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O avan\u00e7o dos desastres \u2014 muitas vezes associados a enchentes, deslizamentos ou ondas de calor \u2014 n\u00e3o est\u00e1 ligado apenas ao evento clim\u00e1tico em si, mas sobretudo \u00e0 intera\u00e7\u00e3o dessas ocorr\u00eancias com as condi\u00e7\u00f5es de vida e infraestrutura de cada territ\u00f3rio. \u201cN\u00f3s temos um problema muito real na cidade brasileira. \u00c9 uma ocupa\u00e7\u00e3o desigual, uma ocupa\u00e7\u00e3o desordenada. Uma ocupa\u00e7\u00e3o que em muitos casos n\u00e3o deveria estar acontecendo, mas que as autoridades p\u00fablicas, seja por omiss\u00e3o ou por populismo, acabam n\u00e3o investindo adequadamente em moradia, o que faz com que a popula\u00e7\u00e3o more nessas condi\u00e7\u00f5es t\u00e3o prec\u00e1rias, t\u00e3o sujeitas \u00e0s inclem\u00eancias do tempo\u201d, alerta Pedro Jacobi, professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia Ambiental da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e coordenador do Grupo de Estudos de Meio Ambiente e Sociedade do Instituto de Estudos Avan\u00e7ados da USP.<\/p>\n<p>Para o pesquisador, a intensidade e a frequ\u00eancia crescente dos eventos extremos colocam as cidades diante de um desafio sem precedentes. Os sistemas de drenagem, por exemplo, tornam-se insuficientes quando epis\u00f3dios de chuva alcan\u00e7am 200 ou 300 mil\u00edmetros em poucas horas, como tem ocorrido em diferentes regi\u00f5es do pa\u00eds. \u201cBoa parte das cidades do planeta n\u00e3o est\u00e1 preparada para esta transforma\u00e7\u00e3o. Estamos diante da realidade mais dram\u00e1tica poss\u00edvel, porque os sistemas de drenagem n\u00e3o d\u00e3o conta mesmo. E o que observamos, muitas vezes, \u00e9 a imprud\u00eancia, o n\u00e3o acreditar que isso tem impacto t\u00e3o significativo\u201d, afirma.<\/p>\n<p>O relat\u00f3rio destaca que a preserva\u00e7\u00e3o e a restaura\u00e7\u00e3o da infraestrutura verde e azul \u2014 que envolve rios, c\u00f3rregos, zonas \u00famidas, \u00e1reas verdes, parques e \u00e1rvores \u2014 s\u00e3o fundamentais para reduzir impactos como enchentes, ilhas de calor, polui\u00e7\u00e3o e crises h\u00eddricas. As solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza (SbN) v\u00eam se consolidando como estrat\u00e9gias essenciais para integrar ecossistemas e cidades, por meio de corredores ecol\u00f3gicos, telhados verdes, pavimentos perme\u00e1veis, recupera\u00e7\u00e3o de corpos d\u2019\u00e1gua e a\u00e7\u00f5es de arboriza\u00e7\u00e3o. Entre seus benef\u00edcios est\u00e3o o aumento da biodiversidade, o equil\u00edbrio h\u00eddrico, a diminui\u00e7\u00e3o de temperaturas e a melhoria da qualidade do ar.<\/p>\n<p>Transformar cidades em territ\u00f3rios verdes, azuis e resilientes exige n\u00e3o apenas planejamento t\u00e9cnico, mas tamb\u00e9m governan\u00e7a colaborativa, com participa\u00e7\u00e3o de diferentes setores e escalas. O fortalecimento da capacidade institucional dos munic\u00edpios e o acesso a mecanismos de financiamento \u2014 como fundos internacionais, entre eles o Green Climate Fund, o BID e o C40 Cities Finance Facility, al\u00e9m de instrumentos nacionais, como IPTU progressivo, outorga onerosa e opera\u00e7\u00f5es urbanas consorciadas \u2014 s\u00e3o apontados como caminhos decisivos para acelerar a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>Pedro Jacobi refor\u00e7a que a resposta precisa ir al\u00e9m de obras emergenciais: \u201cEu diria que \u00e9 fundamental buscar respostas, trazer respostas. As respostas est\u00e3o nas solu\u00e7\u00f5es baseadas na natureza, na articula\u00e7\u00e3o do plano diretor com mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, mudando efetivamente a forma de urbanizar a cidade. E n\u00f3s estamos vendo isso de uma forma bastante vis\u00edvel e divulgada at\u00e9 pelas m\u00eddias, por exemplo, das solu\u00e7\u00f5es que t\u00eam sido dadas em diversos pa\u00edses\u201d.<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Clima e desigualdade urbana\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/25uQvaQm2WWyo7XNgY1GqG?si=f782d7f904944a5d&#038;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Como a vulnerabilidade urbana amplia os impactos da crise clim\u00e1tica no Brasil&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9353,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9352"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9352"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9352\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9377,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9352\/revisions\/9377"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9353"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9352"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9352"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9352"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}