{"id":9443,"date":"2025-12-15T08:00:34","date_gmt":"2025-12-15T08:00:34","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9443"},"modified":"2025-12-11T14:40:31","modified_gmt":"2025-12-11T14:40:31","slug":"cop-30-resultados-e-desafios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9443","title":{"rendered":"COP 30: Resultados e desafios"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"brasil-assume-lideranca-climatica-mas-cop30-expoe-forca-do-lobby-dos-fosseis-ouca-no-ciencia-cultura-cast\"><span style=\"color: #808080;\">Brasil assume lideran\u00e7a clim\u00e1tica, mas COP30 exp\u00f5e for\u00e7a do lobby dos f\u00f3sseis. Ou\u00e7a no Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast<\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p>A COP30 em Bel\u00e9m marcou um momento raro em que ci\u00eancia, pol\u00edtica e sociedade civil convergiram no mesmo territ\u00f3rio \u2014 a Amaz\u00f4nia \u2014 para discutir um futuro poss\u00edvel diante do avan\u00e7o das mudan\u00e7as clim\u00e1ticas. Para Paulo Artaxo, professor do Instituto de F\u00edsica e coordenador do Centro de Estudos Amaz\u00f4nia Sustent\u00e1vel da USP, al\u00e9m de membro do Painel Intergovernamental de Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), o encontro colocou o Brasil em posi\u00e7\u00e3o de destaque. Isso \u00e9 o que discute epis\u00f3dio especial do <em>Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast<\/em>, parte da nova edi\u00e7\u00e3o da <a href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/span><\/strong><\/a>, que tem como tema \u201cCOP 30: ci\u00eancia, pol\u00edtica e a\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p>A presen\u00e7a massiva de movimentos sociais, povos ind\u00edgenas, pesquisadores e organiza\u00e7\u00f5es ambientais deu um tom vibrante e plural ao evento. Pela primeira vez, segundo ele, a adapta\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica entrou no centro das discuss\u00f5es de forma s\u00e9ria, reconhecendo que milh\u00f5es de pessoas j\u00e1 vivem os impactos de ondas de calor, eventos extremos e altera\u00e7\u00f5es profundas nos ecossistemas. \u201cGrupos ind\u00edgenas, grupos quilombolas, ONGs lutando por diferentes quest\u00f5es&#8230; Todos os pesquisadores e todos os participantes de fora do Brasil notaram o vigor\u00a0da sociedade civil no Brasil, que \u00e9 muito diferente das \u00faltimas 10 COPs. Ent\u00e3o, isso foi um ponto muito positivo para a COP30 em Bel\u00e9m\u201d, pontua Paulo Artaxo.<\/p>\n<p>Mas o grande obst\u00e1culo, segundo o pesquisador, veio da for\u00e7a do lobby da ind\u00fastria do petr\u00f3leo. Apesar da lideran\u00e7a do Brasil e da press\u00e3o de cientistas e movimentos sociais, n\u00e3o foi poss\u00edvel firmar um acordo global robusto para a elimina\u00e7\u00e3o dos combust\u00edveis f\u00f3sseis. Para ele, essa tens\u00e3o ilustra o conflito central da crise clim\u00e1tica: de um lado, interesses econ\u00f4micos muito poderosos; de outro, os 7,7 bilh\u00f5es de pessoas que j\u00e1 enfrentam consequ\u00eancias severas \u2014 incluindo um poss\u00edvel aumento de at\u00e9 4 \u00b0C no Brasil, com impactos extremos sobre agricultura, biodiversidade, sa\u00fade e infraestrutura. \u201cDo ponto de vista de resultados, como esperado, a COP 30 teve altos e teve baixos. Entre os altos, podemos citar claramente a discuss\u00e3o sobre a quest\u00e3o de adapta\u00e7\u00e3o ao novo clima, discuss\u00e3o sobre financiamento clim\u00e1tico que avan\u00e7ou significativamente e, como ponto baixo, a quest\u00e3o de que os pa\u00edses produtores de petr\u00f3leo bloquearam qualquer discuss\u00e3o sobre a necess\u00e1ria o necess\u00e1rio fim da explora\u00e7\u00e3o e do uso dos combust\u00edveis f\u00f3sseis\u201d, alerta.<\/p>\n<p>Ainda assim, o cientista avalia que a confer\u00eancia foi intensa e produtiva, com uma participa\u00e7\u00e3o social \u201cextraordin\u00e1ria\u201d e um vigor cient\u00edfico compar\u00e1vel a poucas edi\u00e7\u00f5es anteriores. O p\u00f3s-COP, no entanto, \u00e9 onde se definir\u00e1 o real alcance desse encontro in\u00e9dito na Amaz\u00f4nia. Paulo Artaxo integra o grupo de cientistas que seguir\u00e1 apoiando a presid\u00eancia da COP e a lideran\u00e7a brasileira na constru\u00e7\u00e3o de um roteiro concreto para abandonar os f\u00f3sseis, frear o desmatamento e acelerar a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica. Essa continuidade \u2014 envolvendo academia, governo, comunidades tradicionais e sociedade civil \u2014 ser\u00e1 essencial para transformar o impulso pol\u00edtico de Bel\u00e9m em pol\u00edticas duradouras. \u201c\u00c9 importante salientar que o Brasil exerceu um papel de lideran\u00e7a exemplar ao longo desta COP, pelas press\u00f5es que o presidente Lula fez para que a COP tenha resultados concretos, pela vis\u00e3o do presidente da COP que essa teria que ser a COP da a\u00e7\u00e3o\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: COP 30: Resultados e desafios\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/1ijDxt2FZB7ZPyVKqqTpDb?si=8cd8f06d89cb4e11&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Brasil assume lideran\u00e7a clim\u00e1tica, mas COP30 exp\u00f5e for\u00e7a do lobby dos f\u00f3sseis.&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9444,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9443"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9443"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9443\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9447,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9443\/revisions\/9447"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9444"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9443"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9443"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9443"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}