{"id":9488,"date":"2025-12-16T11:33:32","date_gmt":"2025-12-16T11:33:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9488"},"modified":"2025-12-16T19:40:09","modified_gmt":"2025-12-16T19:40:09","slug":"amazonia-em-perspectiva-global","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9488","title":{"rendered":"Amaz\u00f4nia em perspectiva global"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"o-que-a-cop30-revelou-sobre-a-forca-global-da-floresta-e-os-desafios-que-ainda-precisamos-enfrentar\"><span style=\"color: #808080;\">O que a COP30 revelou sobre a for\u00e7a global da floresta e os desafios que ainda precisamos enfrentar.<\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A COP30, realizada em Bel\u00e9m, colocou a Amaz\u00f4nia no centro das discuss\u00f5es globais sobre clima \u2014 n\u00e3o apenas como cen\u00e1rio, mas como for\u00e7a motriz de debates que ajudam a redefinir o futuro do planeta. Pela primeira vez, chefes de Estado, cientistas, ativistas e lideran\u00e7as ind\u00edgenas se reuniram no cora\u00e7\u00e3o da maior floresta tropical do mundo para discutir implementa\u00e7\u00e3o clim\u00e1tica, justi\u00e7a ambiental e transi\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica. O encontro ampliou o reconhecimento internacional de que sem a Amaz\u00f4nia \u00e9 imposs\u00edvel estabilizar o clima e avan\u00e7ar rumo a um modelo de desenvolvimento que seja realmente sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Apesar do brilho pol\u00edtico e simb\u00f3lico, a confer\u00eancia exp\u00f4s tens\u00f5es antigas: ainda sabemos menos sobre a Amaz\u00f4nia do que seu protagonismo exige. Entre diagn\u00f3sticos incompletos e narrativas simplificadoras, persiste uma dist\u00e2ncia desconfort\u00e1vel entre o discurso e a pr\u00e1tica. A floresta continua atravessada por vis\u00f5es conflitantes \u2014 ora tratada como commodity, ora como patrim\u00f4nio ecol\u00f3gico, ora como territ\u00f3rio ancestral \u2014 e essa disputa condiciona decis\u00f5es que v\u00e3o do financiamento clim\u00e1tico ao combate ao desmatamento. \u201cN\u00e3o d\u00e1 para tomar decis\u00f5es sobre a Amaz\u00f4nia sem conhecer a Amaz\u00f4nia. Ent\u00e3o, o papel da ci\u00eancia \u00e9 fundamental\u201d, enfatiza Jo\u00e3o Valsecchi, diretor geral do Instituto de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel Mamirau\u00e1.<\/p>\n<p>A relev\u00e2ncia da Amaz\u00f4nia, por\u00e9m, \u00e9 concreta e mensur\u00e1vel. A regi\u00e3o regula chuvas que abastecem a agricultura continental, influencia padr\u00f5es atmosf\u00e9ricos globais e abriga sistemas biol\u00f3gicos capazes de sustentar economias inovadoras baseadas na sociobiodiversidade. Seu conhecimento tradicional, cultivado por povos origin\u00e1rios h\u00e1 mil\u00eanios, oferece caminhos para enfrentar limites planet\u00e1rios que j\u00e1 se tornaram inadi\u00e1veis. Entender a floresta como \u201cinfraestrutura viva\u201d significa reconhecer que sua sa\u00fade n\u00e3o beneficia apenas comunidades locais, mas toda a humanidade. \u201cPara al\u00e9m do pulm\u00e3o do planeta, a Amaz\u00f4nia, \u00e9 essa riqueza de uma natureza com muita \u00e1gua, muita vegeta\u00e7\u00e3o, solos muito bons, relevo, e tamb\u00e9m de uma diversidade antropol\u00f3gica, cultural, \u00e9tnica das mais ricas do mundo\u201d, afirma Francisco de Assis Mendon\u00e7a, professor dos Programas de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Geografia (PPGeo) e Meio Ambiente e Desenvolvimento (PPGMade) da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR).<\/p>\n<p>A COP30 abriu janelas importantes para novas alian\u00e7as e interpreta\u00e7\u00f5es, especialmente ao dar visibilidade in\u00e9dita \u00e0s vozes ind\u00edgenas e \u00e0 sociedade civil. Ainda assim, o verdadeiro salto depende de algo mais profundo: incorporar a Amaz\u00f4nia como refer\u00eancia de futuro, n\u00e3o como ret\u00f3rica. Isso inclui fortalecer a ci\u00eancia produzida na regi\u00e3o, ampliar a restaura\u00e7\u00e3o ecol\u00f3gica, garantir prote\u00e7\u00e3o territorial e construir pol\u00edticas que valorizem a diversidade de saberes. A floresta j\u00e1 projeta poss\u00edveis caminhos h\u00e1 s\u00e9culos; cabe ao Brasil e ao mundo finalmente escut\u00e1-los e transform\u00e1-los em a\u00e7\u00e3o. \u201cAs pessoas aprenderam coisas e obviamente essas coisas\u00a0v\u00e3o entrar como um dos elementos nos seus processos decis\u00f3rios e nas suas\u00a0formas de a\u00e7\u00e3o, com certeza e a\u00ed voc\u00ea tem a COP 30 deixando um\u00a0legado\u201d, pontua Francisco de Assis\u00a0Costa, pesquisador e professor do Programa\u00a0de\u00a0P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Desenvolvimento Sustent\u00e1vel do Tr\u00f3pico \u00damido do N\u00facleo\u00a0de\u00a0Altos Estudos Amaz\u00f4nicos (NAEA) da Universidade Federal do Par\u00e1 (UFPA).<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"Amaz\u00f4nia em perspectiva global\" width=\"1200\" height=\"900\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/BKA0Lbx76dE?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"O que a COP30 revelou sobre a for\u00e7a global da floresta e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9489,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9488"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9488"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9488\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9507,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9488\/revisions\/9507"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9489"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9488"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9488"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9488"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}