{"id":9565,"date":"2026-01-21T07:30:37","date_gmt":"2026-01-21T07:30:37","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9565"},"modified":"2026-02-06T18:46:01","modified_gmt":"2026-02-06T18:46:01","slug":"quando-a-ciencia-erra-e-por-que-isso-e-essencial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9565","title":{"rendered":"Quando a ci\u00eancia erra \u2014 e por que isso \u00e9 essencial"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"da-geracao-espontanea-ao-maior-erro-de-einstein-historias-que-mostram-que-o-conhecimento-avanca-tropecando\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ao \u201cmaior erro\u201d de Einstein, hist\u00f3rias que mostram que o conhecimento avan\u00e7a trope\u00e7ando<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A ci\u00eancia costuma ser associada a certezas, verdades s\u00f3lidas e respostas definitivas. Mas essa imagem est\u00e1 longe da realidade. O conhecimento cient\u00edfico avan\u00e7a, na maior parte do tempo, por tentativas, hip\u00f3teses provis\u00f3rias, erros persistentes e revis\u00f5es dolorosas. Teorias hoje consideradas absurdas j\u00e1 foram consensos absolutos, defendidos por grandes nomes, institui\u00e7\u00f5es religiosas e academias cient\u00edficas. Olhar para esses equ\u00edvocos hist\u00f3ricos n\u00e3o \u00e9 um exerc\u00edcio de esc\u00e1rnio, mas uma forma de entender como a ci\u00eancia funciona de fato: errando, corrigindo-se e, aos poucos, se aproximando de descri\u00e7\u00f5es mais precisas da realidade.<\/p>\n<p>Ao longo da hist\u00f3ria, ideias equivocadas moldaram pr\u00e1ticas m\u00e9dicas, explica\u00e7\u00f5es sobre a vida, modelos do Universo e at\u00e9 miss\u00f5es espaciais milion\u00e1rias. Em comum, esses erros revelam os limites t\u00e9cnicos de cada \u00e9poca, a for\u00e7a das cren\u00e7as culturais e a dificuldade humana de abandonar teorias confort\u00e1veis. Tamb\u00e9m mostram que questionar o consenso nunca foi simples \u2014 e quase sempre teve um custo pessoal alto para quem ousou faz\u00ea-lo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"geracao-espontanea-quando-a-vida-parecia-surgir-da-materia-inanimada\">Gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea: quando a vida parecia surgir da mat\u00e9ria inanimada<\/h4>\n<p>Essa teoria provavelmente \u00e9 familiar para quem passou pelas aulas de Biologia no ensino fundamental. Muito antes da exist\u00eancia de microsc\u00f3pios, da teoria celular ou do conceito de microrganismos, a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea surgiu como uma explica\u00e7\u00e3o plaus\u00edvel para um problema b\u00e1sico: de onde v\u00eam os seres vivos?<\/p>\n<p>Durante s\u00e9culos \u2014 na verdade, mil\u00eanios \u2014 acreditou-se que a vida poderia surgir diretamente da mat\u00e9ria sem vida. Larvas \u201capareciam\u201d em carnes em decomposi\u00e7\u00e3o, ratos \u201cnasciam\u201d do lixo acumulado e insetos brotavam do nada. A ideia parecia t\u00e3o evidente aos sentidos que dispensava maiores explica\u00e7\u00f5es. Na Europa crist\u00e3, a B\u00edblia era frequentemente usada como argumento: se Deus criou o homem a partir do p\u00f3, por que n\u00e3o criaria larvas ou insetos da mat\u00e9ria org\u00e2nica?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"o-conhecimento-cientifico-avanca-na-maior-parte-do-tempo-por-tentativas-hipoteses-provisorias-erros-persistentes-e-revisoes-dolorosas\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO conhecimento cient\u00edfico avan\u00e7a, na maior parte do tempo, por tentativas, hip\u00f3teses provis\u00f3rias, erros persistentes e revis\u00f5es dolorosas.\u201d<\/em><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mas essa no\u00e7\u00e3o \u00e9 ainda mais antiga. Na Gr\u00e9cia Antiga, Arist\u00f3teles j\u00e1 defendia que alguns animais poderiam surgir espontaneamente, sem necessidade de reprodu\u00e7\u00e3o. Antes dele, o fil\u00f3sofo pr\u00e9-socr\u00e1tico Anaximandro imaginava que os primeiros seres humanos teriam se desenvolvido dentro de animais semelhantes a peixes, sendo libertados apenas quando capazes de sobreviver sozinhos. Segundo o escritor romano Censorino, Anaximandro acreditava que \u201cda \u00e1gua aquecida e da terra emergiam peixes, dentro dos quais os homens se desenvolveram at\u00e9 a puberdade\u201d.<\/p>\n<p>Pode soar estranho hoje, mas at\u00e9 o s\u00e9culo XIX a gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea era amplamente aceita. Alguns estudiosos chegaram a publicar verdadeiros \u201clivros de receitas\u201d para criar animais, como a famosa instru\u00e7\u00e3o de colocar manjeric\u00e3o entre dois tijolos para gerar escorpi\u00f5es.<\/p>\n<p>A desmontagem dessa ideia foi lenta e experimental. Em 1668, o italiano Francesco Redi realizou um teste simples e elegante: colocou peda\u00e7os de carne em frascos abertos, fechados e cobertos com gaze. Larvas s\u00f3 surgiram onde as moscas tinham acesso direto \u00e0 carne. Ainda assim, o pr\u00f3prio Redi hesitou em abandonar totalmente a teoria.<\/p>\n<p>O golpe final veio quase dois s\u00e9culos depois, em 1859, com o experimento de Louis Pasteur. Usando frascos de \u201cpesco\u00e7o de cisne\u201d, ele demonstrou que microrganismos n\u00e3o surgiam espontaneamente, mas vinham do ambiente \u2014 inclusive do ar. Ao quebrar o gargalo e permitir a entrada direta do ar, o caldo est\u00e9ril rapidamente se enchia de vida microsc\u00f3pica. A gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea, enfim, ca\u00eda por terra.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"miasmas-quando-doencas-eram-culpa-do-ar-ruim\">Miasmas: quando doen\u00e7as eram culpa do \u201car ruim\u201d<\/h4>\n<p>Antes da descoberta dos microrganismos patog\u00eanicos, doen\u00e7as eram associadas a odores, vapores e emana\u00e7\u00f5es invis\u00edveis. A teoria dos miasmas \u2014 do grego <em>m\u00edasma<\/em>, polui\u00e7\u00e3o \u2014 afirmava que enfermidades como c\u00f3lera, peste negra e clam\u00eddia eram causadas pela inala\u00e7\u00e3o de ar contaminado por mat\u00e9ria org\u00e2nica em decomposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A ideia atravessou s\u00e9culos e continentes, sendo aceita tanto na Europa quanto na China. No in\u00edcio do s\u00e9culo XIX, alguns m\u00e9dicos chegaram a sugerir que o miasma poderia causar at\u00e9 obesidade, dependendo do tipo de ar inalado. Em um mundo sem saneamento b\u00e1sico, a associa\u00e7\u00e3o entre mau cheiro e doen\u00e7a parecia l\u00f3gica.<\/p>\n<p>A teoria s\u00f3 come\u00e7ou a ruir no final do s\u00e9culo XIX, com o avan\u00e7o da microbiologia e o surgimento da teoria germinal das doen\u00e7as, que demonstrou que microrganismos espec\u00edficos causam doen\u00e7as espec\u00edficas. Ainda assim, o legado dos miasmas n\u00e3o foi totalmente negativo: a obsess\u00e3o em eliminar odores levou cidades a investir em limpeza urbana, coleta de lixo e drenagem \u2014 medidas que, de fato, reduziram doen\u00e7as, ainda que pelos motivos errados.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"geocentrismo-quando-o-universo-girava-ao-nosso-redor\">Geocentrismo: quando o Universo girava ao nosso redor<\/h4>\n<p>Durante s\u00e9culos, o modelo geoc\u00eantrico dominou a astronomia ocidental. A Terra era considerada im\u00f3vel no centro do Universo, com o Sol, a Lua, os planetas e as estrelas girando ao seu redor. A ideia fazia sentido \u00e0 observa\u00e7\u00e3o direta: basta olhar para o c\u00e9u para ter a impress\u00e3o de que tudo se move enquanto n\u00f3s permanecemos parados.<\/p>\n<p>Astr\u00f4nomos gregos como Ptolomeu elaboraram modelos cada vez mais complexos para explicar inconsist\u00eancias, como a \u00f3rbita retr\u00f3grada de Marte. Surgiram os famosos epiciclos \u2014 verdadeiras \u201cgambiarras matem\u00e1ticas\u201d que mantinham a teoria de p\u00e9, mesmo diante de evid\u00eancias contr\u00e1rias.<\/p>\n<p>Embora alguns pensadores antigos, como Filolau, j\u00e1 cogitassem modelos n\u00e3o geoc\u00eantricos, o peso filos\u00f3fico e religioso da centralidade da Terra era enorme. O geocentrismo n\u00e3o era apenas uma teoria astron\u00f4mica, mas uma afirma\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica sobre a import\u00e2ncia da humanidade no Cosmos.<\/p>\n<p>A virada veio no s\u00e9culo XVI, com Nicolau Cop\u00e9rnico e sua obra \u201c<em>De revolutionibus orbium coelestium\u201d<\/em>. Galileu Galilei, usando o telesc\u00f3pio, refor\u00e7ou o modelo helioc\u00eantrico, mas pagou caro: foi condenado pela Igreja Cat\u00f3lica por defender uma ideia considerada her\u00e9tica. O erro cient\u00edfico persistiu por s\u00e9culos, sustentado mais por cren\u00e7a e poder do que por evid\u00eancia.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-nicolau-copernicodivulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9568\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus-300x293.jpg\" alt=\"\" width=\"400\" height=\"391\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus-300x293.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus-768x750.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus-12x12.jpg 12w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus-800x782.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Nikolaus_Kopernikus.jpg 960w\" sizes=\"(max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Nicolau Cop\u00e9rnico<\/strong><br \/>\n(Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"sangue-bile-e-personalidade-a-teoria-dos-quatro-humores-e-a-medicina-do-desequilibrio\">Sangue, bile e personalidade: A teoria dos quatro humores e a medicina do desequil\u00edbrio<\/h4>\n<p>Criada por Hip\u00f3crates h\u00e1 cerca de 2.500 anos, a teoria dos quatro humores dominou a medicina ocidental at\u00e9 a era moderna. Segundo ela, o corpo humano era regido pelo equil\u00edbrio entre sangue, bile amarela, bile negra e fleuma. Doen\u00e7as f\u00edsicas e at\u00e9 tra\u00e7os de personalidade seriam resultado de desequil\u00edbrios nesses fluidos.<\/p>\n<p>Durante s\u00e9culos, tratamentos como sangrias, dietas extremas e purga\u00e7\u00f5es foram aplicados com base nessa l\u00f3gica. A teoria atrasou diagn\u00f3sticos e tratamentos mais eficazes, mas tamb\u00e9m representou um avan\u00e7o ao tentar explicar doen\u00e7as de forma natural, afastando explica\u00e7\u00f5es exclusivamente sobrenaturais.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"quando-marte-ficou-perto-demais-o-erro-de-unidade-que-custou-us-125-milhoes\">Quando Marte ficou perto demais: O erro de unidade que custou US$ 125 milh\u00f5es<\/h3>\n<p>Nem todos os erros cient\u00edficos pertencem ao passado distante. Em 1999, a NASA perdeu a sonda <em>Mars Climate Orbiter<\/em>, projetada para ser o primeiro sat\u00e9lite meteorol\u00f3gico de Marte. O motivo foi surpreendentemente banal: uma falha na convers\u00e3o de unidades.<\/p>\n<p>Enquanto a NASA utilizava o sistema m\u00e9trico, uma empresa contratada forneceu dados em unidades do sistema anglo-sax\u00e3o. O erro n\u00e3o foi detectado a tempo, e a sonda se aproximou demais do planeta, sendo destru\u00edda ao entrar na atmosfera marciana. A investiga\u00e7\u00e3o oficial apontou falhas de comunica\u00e7\u00e3o, verifica\u00e7\u00e3o e integra\u00e7\u00e3o entre equipes \u2014 um lembrete de que ci\u00eancia e tecnologia tamb\u00e9m dependem de processos humanos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-maior-erro-de-einstein-a-constante-cosmologica-e-um-universo-em-expansao\">O \u201cmaior erro\u201d de Einstein: A constante cosmol\u00f3gica e um Universo em expans\u00e3o<\/h4>\n<p>Em 1917, Albert Einstein introduziu a constante cosmol\u00f3gica em suas equa\u00e7\u00f5es para manter um Universo est\u00e1tico, como se acreditava na \u00e9poca. Anos depois, observa\u00e7\u00f5es de Edwin Hubble mostraram que as gal\u00e1xias estavam se afastando umas das outras: o Universo estava em expans\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"os-erros-cientificos-nao-sao-apenas-falhas-sao-motores-do-progresso\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cOs erros cient\u00edficos n\u00e3o s\u00e3o apenas falhas: s\u00e3o motores do progresso.\u201d<\/em><\/span><\/h3>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Einstein teria chamado a constante cosmol\u00f3gica de \u201co maior erro da minha vida\u201d. Curiosamente, d\u00e9cadas depois, o conceito ressurgiu associado \u00e0 energia escura, mostrando que at\u00e9 erros podem ganhar novos significados \u00e0 luz de dados posteriores.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h3 id=\"maos-limpas-salvam-vidas-semmelweis-e-a-ideia-rejeitada-da-higiene\">M\u00e3os limpas salvam vidas: Semmelweis e a ideia rejeitada da higiene<\/h3>\n<p>Hoje parece \u00f3bvio, mas no s\u00e9culo XIX a ideia de que m\u00e9dicos deveriam lavar as m\u00e3os antes de atender pacientes foi recebida com esc\u00e1rnio. Ignaz Semmelweis observou que a simples higieniza\u00e7\u00e3o reduzia drasticamente a mortalidade em maternidades. Ainda assim, foi ridicularizado por colegas e rejeitado pela academia m\u00e9dica de Viena.<\/p>\n<p>As evid\u00eancias eram claras, mas a implica\u00e7\u00e3o era inc\u00f4moda: m\u00e9dicos estavam causando a morte de pacientes. Somente anos depois, com a teoria germinal das doen\u00e7as, suas ideias foram reconhecidas. Semmelweis morreu sem ver seu trabalho plenamente aceito.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-ignaz-semmelweisdivulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9566\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Doctor_Semmelweis-289x300.jpg\" alt=\"\" width=\"385\" height=\"400\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Doctor_Semmelweis-289x300.jpg 289w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Doctor_Semmelweis-12x12.jpg 12w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/Doctor_Semmelweis.jpg 500w\" sizes=\"(max-width: 385px) 100vw, 385px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. <\/strong><strong>Ignaz Semmelweis<\/strong><br \/>\n(Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"errar-e-ciencia-o-valor-dos-equivocos-no-avanco-do-conhecimento\">Errar \u00e9 ci\u00eancia: O valor dos equ\u00edvocos no avan\u00e7o do conhecimento<\/h4>\n<p>Os erros cient\u00edficos n\u00e3o s\u00e3o apenas falhas: s\u00e3o motores do progresso. Eles revelam limites, for\u00e7am revis\u00f5es e abrem caminhos inesperados. Como resumiu o fil\u00f3sofo da ci\u00eancia Douglas Allchin, \u201cerrar \u00e9 ci\u00eancia\u201d. Aprender com os erros significa abandonar ideias queridas, enfrentar resist\u00eancias e aceitar que o conhecimento \u00e9 sempre provis\u00f3rio.<\/p>\n<p>Talvez algumas teorias atuais pare\u00e7am ing\u00eanuas no futuro. Talvez cientistas hoje ridicularizados sejam celebrados amanh\u00e3. A hist\u00f3ria mostra que a ci\u00eancia avan\u00e7a n\u00e3o apesar dos erros, mas por causa deles.<\/p>\n<h6 id=\"capa-representacao-artistica-da-mars-climate-orbiterimagem-nasa-reproducao\"><strong>Capa. Representa\u00e7\u00e3o art\u00edstica da <\/strong><strong><em>Mars Climate Orbiter<\/em><\/strong><em><br \/>\n<\/em>(Imagem: NASA. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Da gera\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea ao \u201cmaior erro\u201d de Einstein, hist\u00f3rias que mostram que&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9567,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9565"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9565"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9565\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9703,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9565\/revisions\/9703"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9567"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9565"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9565"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9565"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}