{"id":9596,"date":"2026-01-29T07:30:40","date_gmt":"2026-01-29T07:30:40","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9596"},"modified":"2026-02-06T18:44:42","modified_gmt":"2026-02-06T18:44:42","slug":"a-transformacao-das-cidades-exige-mulheres-que-combinem-rigor-intelectual-capacidade-tecnica-e-compromisso-politico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9596","title":{"rendered":"\u201cA transforma\u00e7\u00e3o das cidades exige mulheres que combinem rigor intelectual, capacidade t\u00e9cnica e compromisso pol\u00edtico\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-izabele-colusso-coordenadora-do-curso-de-arquitetura-e-urbanismo-da-unisinos\"><strong><span style=\"color: #808080;\">Confira entrevista com Izabele Colusso, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo da UNISINOS<\/span><\/strong><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><em>Em um momento em que as cidades se tornaram palco central de crises ambientais, sociais e clim\u00e1ticas, discutir ci\u00eancia, g\u00eanero e planejamento urbano \u00e9 mais do que oportuno \u2014 \u00e9 urgente. Nesta entrevista, conversamos com Izabele Colusso, arquiteta e urbanista, doutora em Planejamento Urbano e Regional e uma das vozes atentas \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es contempor\u00e2neas do territ\u00f3rio urbano no Brasil. Coordenadora e docente do curso de Arquitetura e Urbanismo da Unisinos e da especializa\u00e7\u00e3o em CIDADES \u2013 Gest\u00e3o Estrat\u00e9gica do Territ\u00f3rio Urbano, Izabele Colusso atua na fronteira entre produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas e pr\u00e1tica profissional, participando da elabora\u00e7\u00e3o de planos diretores, projetos de mobilidade, habita\u00e7\u00e3o e paisagem urbana. \u201cTemas como cuidado, diversidade, uso cotidiano da cidade e dos espa\u00e7os p\u00fablicos, mobilidade ativa e habita\u00e7\u00e3o digna ainda s\u00e3o vistos como \u2018menores\u2019, quando na verdade s\u00e3o centrais para a qualidade urbana\u201d, defende. A partir de sua trajet\u00f3ria, a entrevista prop\u00f5e refletir sobre o papel das mulheres na ci\u00eancia e no urbanismo, os desafios de pensar cidades mais justas e resilientes e como o conhecimento t\u00e9cnico-cient\u00edfico pode \u2014 e deve \u2014 dialogar com a vida cotidiana e os futuros poss\u00edveis das cidades. \u201cO equil\u00edbrio est\u00e1 em tratar o planejamento urbano como um campo t\u00e9cnico e pol\u00edtico (juntos, indissoci\u00e1veis), no sentido mais nobre do termo: um espa\u00e7o de media\u00e7\u00e3o entre conhecimento especializado, escuta social e escolhas \u00e9ticas\u201d, pontua a pesquisadora. <\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa:<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Ci\u00eancia &amp; Cultura &#8211; O planejamento urbano costuma ser visto como um campo t\u00e9cnico, mas suas decis\u00f5es moldam profundamente a vida cotidiana. Como equilibrar rigor cient\u00edfico e sensibilidade social ao pensar cidades mais justas e habit\u00e1veis?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Izabele Colusso &#8211; <\/strong>O rigor cient\u00edfico \u00e9 indispens\u00e1vel para compreender processos urbanos, e sendo a cidade um organismo vivo e um sistema complexo \u2014 que envolve dados, diagn\u00f3sticos territoriais, leitura de din\u00e2micas econ\u00f4micas, ambientais e sociais, se torna insuficiente quando n\u00e3o dialoga com a experi\u00eancia cotidiana das pessoas que vivem a cidade. O equil\u00edbrio est\u00e1 em tratar o planejamento urbano como um campo t\u00e9cnico e\u00a0pol\u00edtico (juntos, indissoci\u00e1veis), no sentido mais nobre do termo: um espa\u00e7o de media\u00e7\u00e3o entre conhecimento especializado, escuta social e escolhas \u00e9ticas. Planejar cidades mais justas, resilientes e sustent\u00e1veis exige traduzir evid\u00eancias t\u00e9cnicas em decis\u00f5es que reconhe\u00e7am desigualdades hist\u00f3ricas, conflitos territoriais e diferentes formas de morar e de perceber o territ\u00f3rio, incorporando a dimens\u00e3o social como parte do pr\u00f3prio m\u00e9todo cient\u00edfico.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mulheres-em-espacos-de-decisao-no-planejamento-urbano-frequentemente-precisam-comprovar-sua-competencia-tecnica-repetidas-vezes\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cMulheres em espa\u00e7os de decis\u00e3o no planejamento urbano frequentemente precisam comprovar sua compet\u00eancia t\u00e9cnica repetidas vezes.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Ao transitar entre universidade, consultoria e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital, voc\u00ea atua em diferentes arenas de produ\u00e7\u00e3o e circula\u00e7\u00e3o do conhecimento. Em qual delas o reconhecimento como cientista e especialista ainda \u00e9 mais desafiador \u2014 e por qu\u00ea?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211; <\/strong>O reconhecimento \u00e9 mais desafiador justamente nos espa\u00e7os h\u00edbridos, onde o conhecimento acad\u00eamico precisa dialogar com a pr\u00e1tica profissional e com o debate p\u00fablico. A universidade ainda tende a valorizar trajet\u00f3rias mais lineares, enquanto a atua\u00e7\u00e3o em consultoria, pol\u00edticas p\u00fablicas e produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado muitas vezes \u00e9 vista como \u201caplicada demais\u201d ou distante da teoria. O interessante \u00e9 que \u00e9 justamente nesses espa\u00e7os que o conhecimento cient\u00edfico \u00e9 testado, tensionado e traduzido em impacto real. O desafio est\u00e1 menos na falta de rigor e mais na necessidade de ampliar os crit\u00e9rios de reconhecimento da\u00a0ci\u00eancia, incorporando sua capacidade de incidir na realidade. A produ\u00e7\u00e3o de conte\u00fado digital tem como objetivo conciliar estes dois mundos, a teoria e a pr\u00e1tica, e aproximar e dar mais alcance e visibilidade \u00e0s discuss\u00f5es, conceitos e pautas sobre cidades.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Planos Diretores, mobilidade urbana e habita\u00e7\u00e3o social s\u00e3o \u00e1reas historicamente dominadas por homens e por l\u00f3gicas tecnocr\u00e1ticas. Que obst\u00e1culos uma mulher enfrenta ao ocupar espa\u00e7os de decis\u00e3o nesse campo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211; <\/strong>Um dos principais obst\u00e1culos \u00e9 a necessidade constante de legitima\u00e7\u00e3o e autoafirma\u00e7\u00e3o.\u00a0Mulheres\u00a0em espa\u00e7os de decis\u00e3o no planejamento urbano frequentemente precisam comprovar sua compet\u00eancia t\u00e9cnica repetidas vezes, enquanto homens s\u00e3o automaticamente reconhecidos como especialistas. Muitas vezes precisamos &#8220;endurecer&#8221; a postura diante de coment\u00e1rios que buscam desqualificar o nosso conhecimento. Al\u00e9m disso, h\u00e1 uma resist\u00eancia estrutural a abordagens que questionem modelos consagrados, especialmente quando essas cr\u00edticas v\u00eam de\u00a0mulheres. Temas como cuidado, diversidade, uso cotidiano da cidade e dos espa\u00e7os p\u00fablicos, mobilidade ativa e habita\u00e7\u00e3o digna ainda s\u00e3o vistos como \u201cmenores\u201d, quando na verdade s\u00e3o centrais para a qualidade urbana. O desafio \u00e9 ocupar esses espa\u00e7os de atua\u00e7\u00e3o sem abrir m\u00e3o de uma vis\u00e3o cr\u00edtica e comprometida com justi\u00e7a social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"mulheres-urbanistas-tem-contribuido-ao-ampliar-o-campo-de-questoes-consideradas-legitimas-no-planejamento\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cMulheres urbanistas t\u00eam contribu\u00eddo ao ampliar o campo de quest\u00f5es consideradas leg\u00edtimas no planejamento.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; A gest\u00e3o estrat\u00e9gica do territ\u00f3rio urbano exige lidar com conflitos, interesses econ\u00f4micos e desigualdades. De que forma o olhar de\u00a0mulheres\u00a0urbanistas tem contribu\u00eddo para tensionar modelos de cidade excludentes?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211; <\/strong>Mulheres\u00a0urbanistas t\u00eam contribu\u00eddo para ampliar o campo de quest\u00f5es consideradas leg\u00edtimas no planejamento. Ao trazer para o centro do debate temas como acesso aos servi\u00e7os, seguran\u00e7a, mobilidade cotidiana, habita\u00e7\u00e3o e cuidado, elas tensionam modelos urbanos orientados exclusivamente pelo mercado ou pela efici\u00eancia t\u00e9cnica. Esse olhar n\u00e3o \u00e9 essencialista, mas bastante situado: ocorre a partir de experi\u00eancias concretas de vivenciar a cidade de forma desigual. A pauta aqui n\u00e3o \u00e9 de igualdade ou de feminismo, mas sim de diversidade. Ao incorporar essas perspectivas, o planejamento urbano se torna mais atento \u00e0s rela\u00e7\u00f5es sociais, \u00e0s escalas do cotidiano e \u00e0s popula\u00e7\u00f5es historicamente invisibilizadas, inclusive as\u00a0mulheres.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Como coordenadora de cursos e programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o, voc\u00ea atua diretamente na forma\u00e7\u00e3o de novas gera\u00e7\u00f5es. Que mudan\u00e7as voc\u00ea percebe na presen\u00e7a e no protagonismo das\u00a0mulheres\u00a0na arquitetura e no urbanismo \u2014 e o que ainda precisa avan\u00e7ar?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> H\u00e1 um avan\u00e7o significativo na presen\u00e7a de\u00a0mulheres\u00a0nos cursos de arquitetura e urbanismo, inclusive na p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o e na pesquisa. Hoje, vemos mais\u00a0mulheres\u00a0produzindo conhecimento cr\u00edtico, liderando grupos de pesquisa e ocupando espa\u00e7os acad\u00eamicos relevantes. No curso de gradua\u00e7\u00e3o em arquitetura e urbanismo, ocupam grande parte das cadeiras em salas de aula, ainda que ap\u00f3s a gradua\u00e7\u00e3o atuem mais com pr\u00e1ticas aliadas ao design de interiores. No entanto, o protagonismo ainda diminui \u00e0 medida que se avan\u00e7a para cargos de decis\u00e3o institucional, coordena\u00e7\u00e3o de grandes projetos e formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas. Ainda precisamos enfrentar desigualdades estruturais, como a sobrecarga de trabalho, a dificuldade de conciliar carreira e vida pessoal e a sub-representa\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncias de poder. Estamos avan\u00e7ando, mas a que custo e velocidade?<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ainda-precisamos-enfrentar-desigualdades-estruturais-como-a-sobrecarga-de-trabalho-a-dificuldade-de-conciliar-carreira-e-vida-pessoal-e-a-sub-representacao-em-instancias-de-poder\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAinda precisamos enfrentar desigualdades estruturais, como a sobrecarga de trabalho, a dificuldade de conciliar carreira e vida pessoal e a sub-representa\u00e7\u00e3o em inst\u00e2ncias de poder.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C &#8211; Para jovens\u00a0mulheres\u00a0interessadas em arquitetura, urbanismo e planejamento territorial, que caminhos voc\u00ea considera essenciais para produzir conhecimento cr\u00edtico e, ao mesmo tempo, incidir concretamente na transforma\u00e7\u00e3o das cidades?<\/strong><\/p>\n<p><strong>IC &#8211;<\/strong> \u00c9 muito importante construir uma forma\u00e7\u00e3o s\u00f3lida, cr\u00edtica e interdisciplinar, que dialogue com ci\u00eancias sociais, economia, meio ambiente e pol\u00edticas p\u00fablicas. O estudo e a busca de conhecimento s\u00e3o cont\u00ednuos e s\u00e3o tamb\u00e9m um processo que dialoga com as experi\u00eancias de vida e profissionais. Mas isso, sozinho, n\u00e3o basta. \u00c9 preciso tamb\u00e9m ocupar espa\u00e7os fora da academia: participar de conselhos, representa\u00e7\u00f5es profissionais, atuar em projetos territoriais, dialogar com comunidades, produzir conte\u00fado e intervir no debate p\u00fablico. Se fazer ser vista e ouvida. Ter voz. A transforma\u00e7\u00e3o das cidades exige\u00a0mulheres\u00a0que combinem rigor intelectual, capacidade t\u00e9cnica e compromisso pol\u00edtico. Produzir conhecimento \u00e9 essencial, mas faz\u00ea-lo circular e ganhar for\u00e7a na realidade concreta \u00e9 o que realmente transforma o territ\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Izabele Colusso, coordenadora do curso de Arquitetura e Urbanismo&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9597,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9596"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9596"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9596\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9700,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9596\/revisions\/9700"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9597"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9596"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9596"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9596"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}