{"id":9600,"date":"2026-02-11T07:30:26","date_gmt":"2026-02-11T07:30:26","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9600"},"modified":"2026-02-06T18:41:02","modified_gmt":"2026-02-06T18:41:02","slug":"mulheres-ciencia-e-o-desafio-da-equidade","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9600","title":{"rendered":"Mulheres, ci\u00eancia e o desafio da equidade"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"no-dia-internacional-das-meninas-e-mulheres-na-ciencia-o-foco-de-2026-se-volta-as-solucoes-concretas-para-fechar-a-lacuna-de-genero-e-fortalecer-ecossistemas-cientificos-mais-diversos-justos-e-suste\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>No Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia, o foco de 2026 se volta \u00e0s solu\u00e7\u00f5es concretas para fechar a lacuna de g\u00eanero e fortalecer ecossistemas cient\u00edficos mais diversos, justos e sustent\u00e1veis.<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Celebrado em 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia foi institu\u00eddo pela Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas em 2015 como um marco simb\u00f3lico e pol\u00edtico na luta pela igualdade de g\u00eanero nos sistemas cient\u00edficos e educacionais. Mais do que uma data comemorativa, o dia convida governos, institui\u00e7\u00f5es, universidades e a sociedade a refletirem sobre quem produz ci\u00eancia, em que condi\u00e7\u00f5es e com quais oportunidades. Em 2026, essa reflex\u00e3o ganha novos contornos ao deslocar o foco do diagn\u00f3stico das desigualdades para a valoriza\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas concretas capazes de transformar o ecossistema cient\u00edfico global.<\/p>\n<p>O tema escolhido para 2026 \u2014 \u201c<span style=\"color: #800000;\"><strong><em><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unesco.org\/en\/articles\/2026-international-day-women-and-girls-science\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">From vision to impact: Redefining STEM by closing the gender gap<\/a><\/em><\/strong><\/span><em>\u201d<\/em> (\u201cDa vis\u00e3o ao impacto: Redefinindo STEM eliminando a disparidade de g\u00eanero\u201d) \u2014 aponta justamente para essa virada. Ap\u00f3s anos de relat\u00f3rios, recomenda\u00e7\u00f5es e campanhas de conscientiza\u00e7\u00e3o, a proposta agora \u00e9 evidenciar solu\u00e7\u00f5es que j\u00e1 existem, iniciativas que funcionam e experi\u00eancias que ampliam a participa\u00e7\u00e3o de mulheres e meninas nas \u00e1reas de Ci\u00eancia, Tecnologia, Engenharia e Matem\u00e1tica (STEM). A ideia \u00e9 clara: fechar a lacuna de g\u00eanero n\u00e3o \u00e9 apenas uma quest\u00e3o de justi\u00e7a social, mas um fator decisivo para a qualidade, a relev\u00e2ncia e o impacto da ci\u00eancia produzida no mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"embora-as-mulheres-avancem-no-acesso-a-educacao-superior-sua-presenca-diminui-a-medida-que-a-carreira-cientifica-se-torna-mais-competitiva-e-hierarquizada\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201c<em>Embora as mulheres avancem no acesso \u00e0 educa\u00e7\u00e3o superior, sua presen\u00e7a diminui \u00e0 medida que a carreira cient\u00edfica se torna mais competitiva e hierarquizada.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"numeros\">N\u00fameros<\/h4>\n<p>Os n\u00fameros globais, no entanto, mostram que o desafio permanece profundo. Dados da <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/unesdoc.unesco.org\/ark:\/48223\/pf0000393768\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UNESCO<\/a><\/strong> <\/span>indicam que as mulheres representam apenas cerca de um ter\u00e7o dos pesquisadores no mundo \u2014 31,1% em 2022 \u2014 um avan\u00e7o t\u00edmido em rela\u00e7\u00e3o aos 29,4% registrados dez anos antes. Embora jovens mulheres sejam hoje maioria no acesso ao ensino superior em diversas regi\u00f5es, elas correspondem a apenas 35% dos formados em \u00e1reas cient\u00edficas. A desigualdade se acentua ao longo da carreira, especialmente nos cargos de lideran\u00e7a, nos espa\u00e7os de decis\u00e3o e no setor privado, onde os homens continuam amplamente dominantes.<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-meninas-na-ciencia-each-usp-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9601\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1-300x158.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1-768x403.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1-18x9.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1-380x200.jpg 380w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas1.jpg 800w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. Meninas na Ci\u00eancia. EACH USP. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as regionais ajudam a entender a complexidade do problema. A paridade j\u00e1 foi alcan\u00e7ada na Am\u00e9rica Latina e no Caribe, assim como na \u00c1sia Central, enquanto regi\u00f5es como o Leste Asi\u00e1tico e o Pac\u00edfico ainda apresentam participa\u00e7\u00e3o feminina muito baixa, apesar de concentrarem grandes contingentes de pesquisadores. Em contrapartida, a Europa Central e Oriental \u00e9 a \u00fanica regi\u00e3o que registrou retrocesso na \u00faltima d\u00e9cada. Esses dados revelam que o avan\u00e7o n\u00e3o \u00e9 linear nem garantido e depende fortemente de pol\u00edticas p\u00fablicas, contextos institucionais e transforma\u00e7\u00f5es culturais de longo prazo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"brasil\">Brasil<\/h4>\n<p>No Brasil, o cen\u00e1rio apresenta avan\u00e7os importantes, mas tamb\u00e9m contradi\u00e7\u00f5es. O pa\u00eds se destaca internacionalmente pela elevada participa\u00e7\u00e3o feminina na ci\u00eancia: segundo o relat\u00f3rio <strong><em><a href=\"https:\/\/abori.com.br\/relatorios\/em-direcao-a-equidade-de-genero-na-pesquisa-no-brasil\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\"><span style=\"color: #800000;\">Em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 equidade de g\u00eanero na pesquisa no Brasil<\/span><\/a><\/em><\/strong>, lan\u00e7ado em 2024 pela Elsevier-Bori, o Brasil \u00e9 o terceiro pa\u00eds do mundo com maior presen\u00e7a de mulheres na produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica, atr\u00e1s apenas da Argentina e de Portugal. Entre 2002 e 2022, a participa\u00e7\u00e3o feminina cresceu 29%, e quase metade da produ\u00e7\u00e3o cient\u00edfica nacional em 2022 contou com ao menos uma autora.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ao-tornar-visiveis-trajetorias-femininas-de-excelencia-premios-e-iniciativas-institucionais-ajudam-a-ampliar-referencias-e-a-redesenhar-o-futuro-da-ciencia\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\">\u201c<em>Ao tornar vis\u00edveis trajet\u00f3rias femininas de excel\u00eancia, pr\u00eamios e iniciativas institucionais ajudam a ampliar refer\u00eancias e a redesenhar o futuro da ci\u00eancia.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda assim, a chamada \u201cperda de mulheres ao longo da trajet\u00f3ria acad\u00eamica\u201d segue sendo um problema estrutural. Quanto mais se avan\u00e7a na carreira cient\u00edfica, menores s\u00e3o as propor\u00e7\u00f5es de mulheres em posi\u00e7\u00f5es de lideran\u00e7a, coordena\u00e7\u00e3o de projetos, chefia de laborat\u00f3rios e tomada de decis\u00e3o. Barreiras como sobrecarga de trabalho dom\u00e9stico, desigualdade no acesso a financiamento, vieses institucionais e dificuldades de concilia\u00e7\u00e3o entre maternidade e carreira continuam limitando o pleno exerc\u00edcio da atividade cient\u00edfica por muitas pesquisadoras.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"iniciativas\">Iniciativas<\/h4>\n<p>Nesse contexto, iniciativas institucionais ganham papel central. Promover a equidade de g\u00eanero na ci\u00eancia \u00e9 condi\u00e7\u00e3o essencial para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da ONU, especialmente o ODS 5, que visa alcan\u00e7ar a igualdade de g\u00eanero e empoderar todas as mulheres e meninas. Universidades, ag\u00eancias de fomento, sociedades cient\u00edficas e centros de pesquisa t\u00eam responsabilidade direta na cria\u00e7\u00e3o de ambientes mais inclusivos, diversos e sens\u00edveis \u00e0s desigualdades hist\u00f3ricas que atravessam a produ\u00e7\u00e3o do conhecimento.<\/p>\n<p>\u00c9 nesse esfor\u00e7o de visibiliza\u00e7\u00e3o e reconhecimento que se insere o <span style=\"color: #800000;\"><strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/premio-carolina-bori-cienciamulher\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Pr\u00eamio Carolina Bori Ci\u00eancia &amp; Mulher<\/a><\/strong><\/span>, promovido anualmente pela<span style=\"color: #800000;\"> <strong><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/portal.sbpcnet.org.br\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC)<\/a><\/strong><\/span>. Em sua 7\u00aa edi\u00e7\u00e3o, dedicada \u00e0 categoria \u201cMulheres Cientistas\u201d, o pr\u00eamio homenageou trajet\u00f3rias de excel\u00eancia em tr\u00eas grandes \u00e1reas do conhecimento. As vencedoras foram Anna Mae Tavares Bastos Barbosa, nas Humanidades; Iris Concepcion Linares de Torriani, em Exatas e Ci\u00eancias da Terra; e Luisa Lina Villa, em Ci\u00eancias Biol\u00f3gicas e da Sa\u00fade, al\u00e9m das men\u00e7\u00f5es honrosas concedidas a Maria Arminda do Nascimento Arruda, Marilia Oliveira Fonseca Goulart e N\u00edsia Trindade Lima.<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-premio-carolina-bori-marcos-santos-usp-imagens-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9602\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-300x158.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"263\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-300x158.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-768x404.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-18x9.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-380x200.jpg 380w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2-800x420.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/01\/meninas2.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Pr\u00eamio Carolina Bori. Marcos Santos\/ USP Imagens. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Mais do que premiar trajet\u00f3rias individuais, iniciativas como o Pr\u00eamio Carolina Bori cumprem uma fun\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica: tornar vis\u00edvel o trabalho das cientistas, ampliar refer\u00eancias para meninas e jovens pesquisadoras e afirmar que a ci\u00eancia se constr\u00f3i a partir da diversidade de olhares, experi\u00eancias e vozes. Ao celebrar o Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia em 2026, a mensagem que se fortalece \u00e9 clara \u2014 n\u00e3o basta imaginar um mundo com mais mulheres na ci\u00eancia; \u00e9 preciso reconhecer, apoiar e ampliar as condi\u00e7\u00f5es para que elas sigam transformando o presente e desenhando futuros mais sustent\u00e1veis e justos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-freepik-reproducao\"><strong>Capa. Freepik. Reprodu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"No Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ci\u00eancia, o foco de&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9603,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9600"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9600"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9600\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9690,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9600\/revisions\/9690"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9603"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9600"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9600"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9600"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}