{"id":9624,"date":"2026-02-09T07:55:42","date_gmt":"2026-02-09T07:55:42","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9624"},"modified":"2026-02-06T18:42:42","modified_gmt":"2026-02-06T18:42:42","slug":"orquestras-universitarias-em-expansao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9624","title":{"rendered":"Orquestras Universit\u00e1rias em expans\u00e3o"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"liberdade-para-criar-investigar-e-experimentar-novas-linguagens-e-manifestacoes-culturais\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Liberdade para criar, investigar e experimentar novas linguagens e manifesta\u00e7\u00f5es culturais<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>A m\u00fasica instrumental no Brasil ganha for\u00e7a e se reinventa a partir do trabalho de forma\u00e7\u00e3o de profissionais e de pesquisas sobre t\u00e9cnicas e linguagens musicais nas diversas orquestras universit\u00e1rias existentes no Pa\u00eds. Nesses n\u00facleos art\u00edsticos, em que s\u00e3o treinados e formados novos profissionais de orquestra, solistas e regentes, o ambiente \u00e9 prop\u00edcio \u00e0 pesquisa e \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de oportunidades tanto para novos compositores como para o resgate dos talentos que se encontram esquecidos.<\/p>\n<p>Em cada universidade, h\u00e1 um modelo de trabalho diferente. <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/unicamp.br\/\"><strong>Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp)<\/strong><\/a><\/span>, por exemplo, a orquestra integra projetos de extens\u00e3o universit\u00e1ria e \u00e9 integrada aos institutos de arte. Colabora com os p\u00fablicos interno e externo. Tem base na universidade e os seus funcion\u00e1rios s\u00e3o profissionais.<\/p>\n<p>A maestrina Cinthia Alireti, regente titular e codiretora art\u00edstica da <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ciddic.unicamp.br\/ciddic\/osu\/\"><strong>Orquestra Sinf\u00f4nica da Unicamp (OSU)<\/strong><\/a><\/span>, explica que a orquestra tem v\u00e1rios projetos que buscam a interse\u00e7\u00e3o entre ensaio, pesquisa cient\u00edfica e forma\u00e7\u00e3o estudantil. \u201cTemos laborat\u00f3rios com sess\u00f5es de leitura: s\u00e3o projetos acessados por acad\u00eamicos de todo o Brasil. A pessoa prop\u00f5e uma pe\u00e7a, uma composi\u00e7\u00e3o para orquestra, que passar\u00e1 por um processo de sele\u00e7\u00e3o. Esse espa\u00e7o foi criado para experimentar e apoiar a escrita para novas linguagens. Eles podem gravar. \u00c9 um formato para m\u00fasica contempor\u00e2nea, experimental e que precisa amadurecer. Outro projeto que temos \u00e9 o de fazer \u00f3pera com alunos dos departamentos. Nossos cantores solistas s\u00e3o tirados desse projeto\u201d, informa. (<strong>Figura 1<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-1-a-orquestra-sinfonica-da-unicamp-osufoto-marilia-vasconcellos-unicamp-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9628\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1-300x124.jpg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1-300x124.jpg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1-768x317.jpg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1-18x7.jpg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1-800x331.jpg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura1.jpg 968w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 1. A Orquestra Sinf\u00f4nica da Unicamp (OSU)<br \/>\n<\/strong>(Foto: Marilia Vasconcellos\/ Unicamp. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela destaca tamb\u00e9m o projeto que foi desenvolvido pelo professor J\u00f4natas Manzoli (professor do <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.nics.unicamp.br\/\"><strong>N\u00facleo Interdisciplinar de Comunica\u00e7\u00e3o Sonora da Universidade de Campinas &#8211; NICS<\/strong><\/a><\/span>) e Micael Antunes (pesquisador do NICS). Atrav\u00e9s da tecnologia, eles integraram o movimento de performances de v\u00eddeo e improvisa\u00e7\u00f5es humano-computador, permitindo intera\u00e7\u00f5es entre som, imagem e movimento. \u201c\u00c9 bom lembrar que a experi\u00eancia musical do estudo acad\u00eamico na forma\u00e7\u00e3o dos m\u00fasicos necessariamente n\u00e3o tem m\u00fasica contempor\u00e2nea, j\u00e1 que n\u00e3o faz parte do dia a dia do curso. Assim, o fato de incluirmos a m\u00fasica contempor\u00e2nea em nossas temporadas acaba dando um equil\u00edbrio que fomenta a cogni\u00e7\u00e3o musical\u201c, acrescenta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"profissionalismo-e-aprendizagem\">Profissionalismo e aprendizagem<\/h4>\n<p>No Rio de Janeiro, a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/orquestra.ufrj.br\/\"><strong>orquestra sinf\u00f4nica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (<\/strong><strong>OSUFRJ)<\/strong><\/a> <\/span>tem como principais finalidades o atendimento aos alunos de Gradua\u00e7\u00e3o e P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em instrumentos, composi\u00e7\u00e3o e reg\u00eancia e a realiza\u00e7\u00e3o da temporada de concertos. De acordo com Andr\u00e9 Cardoso, diretor da orquestra, a sua primeira finalidade se d\u00e1 atrav\u00e9s da disciplina Pr\u00e1tica de Orquestra, inscrevendo-se a\u00ed nas atividades universit\u00e1rias voltadas para o ensino. A segunda constitui-se no ciclo anual de concertos realizados na Escola de M\u00fasica e em outros espa\u00e7os culturais da cidade, que se caracteriza como uma atividade de Extens\u00e3o. A encomenda e estreia de novas obras, a abordagem da m\u00fasica contempor\u00e2nea e do repert\u00f3rio do passado musical brasileiro, inserem a OSUFRJ no campo da Pesquisa em m\u00fasica.\u00a0(<strong>Figura 2<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-2-orquestra-sinfonica-da-universidade-federal-do-rio-de-janeiro-ufrjfoto-ufrj-divulgacao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9627\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-300x225.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"375\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-300x225.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-1024x768.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-768x576.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-16x12.jpeg 16w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-800x600.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2-1160x870.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura2.jpeg 1200w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 2. Orquestra Sinf\u00f4nica da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)<br \/>\n<\/strong>(Foto: UFRJ. Divulga\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ele ressalta os tipos diferentes de orquestras sinf\u00f4nicas que existem no Pa\u00eds e cita que a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/osn.uff.br\/\"><strong>Orquestra Sinf\u00f4nica Nacional da Universidade Federal Fluminense<\/strong><\/a><\/span> e a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/osusp.prceu.usp.br\/\"><strong>Orquestra Sinf\u00f4nica da USP<\/strong><\/a><\/span> s\u00e3o profissionais. N\u00e3o t\u00eam, portanto, fun\u00e7\u00f5es pedag\u00f3gicas. A <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ia.unesp.br\/#!\/extensao\/orquestra-academica\/\"><strong>Orquestra Acad\u00eamica da Unesp<\/strong><\/a><\/span> e a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.unirio.br\/cla\/ivl\/orquestra-da-unirio\/orquestra-da-unirio\"><strong>Orquestra da UniRio<\/strong><\/a><\/span> s\u00e3o compostas exclusivamente por alunos. A <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/onofre.musica.ufrn.br\/filarmonica-ufrn\/\"><strong>Filarm\u00f4nica UFRN<\/strong><\/a><\/span> e a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ufrgs.br\/prorext\/tag\/orquestra-filarmonica-ufrgs\/\"><strong>Filarm\u00f4nica da UFRGS<\/strong><\/a><\/span> s\u00e3o projetos de extens\u00e3o, com bolsas para alunos e extensionistas. A Orquestra Sinf\u00f4nica da UFRJ \u00e9 uma orquestra h\u00edbrida. Tem 47 m\u00fasicos profissionais e cerca de 90 alunos que atuam juntos.<\/p>\n<p>Andr\u00e9 Cardoso afirma que na \u00e1rea da educa\u00e7\u00e3o, a OSUFRJ participa do <a href=\"https:\/\/artedetodagente.com.br\/sinos\/\"><strong><span style=\"color: #800000;\">Sistema Nacional das Orquestras Sociais do Brasil (Sinos)<\/span>,<\/strong><\/a> que \u00e9 um projeto desenvolvido em parceria entre a Funarte e a Universidade Federal do Rio de Janeiro atrav\u00e9s de sua Escola de M\u00fasica. \u00a0\u201cEsse projeto busca atender e dar suporte aos projetos sociais que se dedicam ao ensino coletivo de instrumentos e \u00e0 pr\u00e1tica de orquestra. O Sinos engloba diversas a\u00e7\u00f5es,\u00a0mas a orquestra participa especificamente do Repert\u00f3rio Sinos e dos Concertos Sinos.\u00a0A s\u00e9rie Concertos Sinos\u00a0apresenta ao p\u00fablico as obras criadas e editadas para esse repert\u00f3rio, disponibilizando\u00a0obras orquestrais adequadas aos diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento musical dos alunos. A orquestra faz a primeira audi\u00e7\u00e3o e grava as obras encomendadas a compositores de v\u00e1rias localidades do pa\u00eds\u201d, salienta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"assim-se-de-um-lado-enfrentamos-a-falta-de-recursos-de-outro-temos-a-vantagens-sermos-uma-orquestra-na-universidade-pois-e-um-ambiente-propicio-para-a-divulgacao-e-formacao-de-cultura-e-t\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAssim, se de um lado, enfrentamos a falta de recursos, de outro temos a vantagens sermos uma orquestra na Universidade, pois \u00e9 um ambiente prop\u00edcio para a divulga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de cultura e tamb\u00e9m onde se faz muita m\u00fasica in\u00e9dita.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Em sua opini\u00e3o, as orquestras universit\u00e1rias ampliam o acesso \u00e0 m\u00fasica e transformam a vida cultural dos campi. No caso da Sinf\u00f4nica da UFRJ, a maior parte dos seus concertos s\u00e3o gratuitos. A orquestra atua em diferentes salas de concertos, igrejas e mesmo em outras cidades. Participa de eventos como o Festival Villa-Lobos, a S\u00e9rie Brasiliana da Academia Brasileira de M\u00fasica e a Bienal de M\u00fasica Brasileira Contempor\u00e2nea, da Funarte. \u201cEla se dedica bastante ao repert\u00f3rio contempor\u00e2neo, especialmente o brasileiro, tendo j\u00e1 realizado mais de 200 estreias de obras. Realiza grava\u00e7\u00f5es em \u00e1udio e v\u00eddeo, est\u00e1 presente nas redes sociais e nas plataformas digitais. S\u00e3o formas de ampliar o acesso\u201d, afirma.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"incentivos-e-politicas-publicas\">Incentivos e pol\u00edticas p\u00fablicas<\/h4>\n<p>Com a mesma proposta de dar espa\u00e7o \u00e0 pesquisa e aos novos talentos, a <span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.instagram.com\/orquestrasinfonicaufpe\/\"><strong>orquestra sinf\u00f4nica da Universidade Federal de Pernambuco (OSUFPE)<\/strong><\/a> <\/span>vem lutando desde a sua cria\u00e7\u00e3o, em 2015, com falta de recursos. De acordo com Sergio Dias, regente fundador em\u00e9rito da orquestra, ele chegou \u00e0 universidade em 2009, vindo do Esp\u00edrito Santo e encontrou apenas grupos vocais. Assim, trabalhou para formar inicialmente uma orquestra de C\u00e2mara, s\u00f3 de cordas, com 9 pessoas. Em 2015, conseguiu formar uma pequena Orquestra Sinf\u00f4nica com sopro, percuss\u00e3o e cordas. \u00a0\u201cT\u00ednhamos conseguido bolsas de estudo para os integrantes da orquestra que foram extintas em 2018. Decidimos ent\u00e3o encerrar as atividades da orquestra naquele ano. Em 2019, um grupo de alunos nos procurou para retomarmos as atividades, o que aconteceu em 2020, mas tivemos que parar em fun\u00e7\u00e3o da pandemia. S\u00f3 retornamos em 2022 e seguimos at\u00e9 agora sem bolsas de estudo. No fim de 2023, decidi me afastar e a reg\u00eancia da orquestra passou para os professores Maria Ida Barroso \u2013 chefe do Departamento de M\u00fasica \u2013 e Helder Passinho. Eu fiquei como regente fundador em\u00e9rito\u201d, relembra. (<strong>Figura 3<\/strong>)<\/p>\n<h6 id=\"figura-3-orquestra-sinfonica-da-universidade-federal-de-pernambuco-osufpefoto-osufpe-reproducao\" style=\"text-align: center;\"><img loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-9626\" src=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-300x125.jpeg\" alt=\"\" width=\"500\" height=\"209\" srcset=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-300x125.jpeg 300w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-1024x427.jpeg 1024w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-768x320.jpeg 768w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-18x8.jpeg 18w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-800x334.jpeg 800w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3-1160x484.jpeg 1160w, https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/wp-content\/uploads\/2026\/02\/CC-1E26-reportagem-orquestras-universitarias-figura3.jpeg 1280w\" sizes=\"(max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><br \/>\n<strong>Figura 3. Orquestra sinf\u00f4nica da Universidade Federal de Pernambuco (OSUFPE)<br \/>\n<\/strong>(Foto: OSUFPE. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Sergio Dias relata que, mesmo sem recursos, o trabalho continua sendo feito na forma\u00e7\u00e3o de alunos n\u00e3o s\u00f3 do Departamento de M\u00fasica, mas de outros cursos como os de engenharia e comunica\u00e7\u00e3o. E mesmo de outras institui\u00e7\u00f5es como o Conservat\u00f3rio Musical de Pernambuco e alunos de projetos sociais como os da Orquestra Crian\u00e7a Cidad\u00e3. Segundo ele, a orquestra \u00e9 um campo onde os alunos podem treinar, se exercitando para no futuro se tornarem m\u00fasicos de orquestra, j\u00e1 que 95% dos alunos de cursos de m\u00fasica v\u00e3o atuar em orquestra quando se formarem.<\/p>\n<p>\u201cO trabalho na OSUFPE \u00e9 transdisciplinar. Engloba pesquisas de alunos que preparam suporte digital para o material de divulga\u00e7\u00e3o dos trabalhos; proporciona experi\u00eancia com novas linguagens de m\u00fasica, como linguagem eletr\u00f4nica e contempor\u00e2nea em geral. Tamb\u00e9m prepara novas plateias formando jovens e apurando o gosto musical da plateia jovem. Traz, assim, p\u00fablico para o repert\u00f3rio sinf\u00f4nico. Para isso, toca muita m\u00fasica brasileira, especialmente m\u00fasicas in\u00e9ditas compostas para orquestras, incentivando jovens compositores a comporem para orquestra\u201d, ressalta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"o-presencial-e-o-grande-diferencial-da-atividade-orquestral-a-musica-feita-ao-vivo-a-execucao-unica-do-momento-do-concerto-a-emocao-do-contato-com-o-publico-o-calor-do-aplauso\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cO presencial \u00e9 o grande diferencial da atividade orquestral: a m\u00fasica feita ao vivo, a execu\u00e7\u00e3o \u00fanica do momento do concerto, a emo\u00e7\u00e3o do contato com o p\u00fablico, o calor do aplauso.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O regente explica que a OSUFPE tamb\u00e9m mant\u00e9m contato com tradi\u00e7\u00f5es antigas e a cultura popular. No concerto que ocorreu em julho no Teatro de Santa Isabel, foi inclu\u00eddo um concerto para trompete e orquestra composto especialmente para orquestra pelo Maestro Duda, conhecido por seu trabalho na \u00e1rea do frevo.<\/p>\n<p>Segundo Dias, as universidades t\u00eam orgulho de suas Orquestras Sinf\u00f4nicas, pois al\u00e9m da divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica elas revelam a agita\u00e7\u00e3o cultural da universidade. Elas mostram o servi\u00e7o da Universidade na comunidade. Na sua opini\u00e3o, outra inova\u00e7\u00e3o importante da OSUFPE \u00e9 a promo\u00e7\u00e3o da diversidade, j\u00e1 que \u00e9 formada por alunos cotistas, negros, portadores de defici\u00eancia e oriundos de projetos sociais. E os concertos s\u00e3o sempre acompanhados por libras e com proje\u00e7\u00f5es visuais dos textos para os deficientes auditivos. \u201cAssim, se de um lado, enfrentamos a falta de recursos, de outro temos a vantagens sermos uma orquestra na Universidade, pois \u00e9 um ambiente prop\u00edcio para a divulga\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o de cultura e tamb\u00e9m onde se faz muita m\u00fasica in\u00e9dita\u201d, observa.<\/p>\n<p>J\u00e1 a OSUSP, por ser uma orquestra profissional, tem como prioridade a divulga\u00e7\u00e3o do repert\u00f3rio de m\u00fasica orquestral\u00a0e ocasionalmente faz programa\u00e7\u00f5es em conjunto com a<span style=\"color: #800000;\"> <a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/www.ocam.usp.br\/\"><strong>Orquestra de C\u00e2mara da <\/strong><strong>Escola de Comunica\u00e7\u00f5es e Artes (OCAM)<\/strong><\/a>,<\/span> que \u00e9 uma orquestra de estudantes.<\/p>\n<p>Segundo Mayra Moraes, vice-diretora e violinista OSUSP, os alunos da OCAM se aproximam da OSUSP para complementa\u00e7\u00e3o de seus trabalhos\u00a0sendo orientados pelos professores do Departamento de M\u00fasica. Um exemplo desse trabalho \u00e9 o que foi desenvolvido atrav\u00e9s da classe do professor F\u00e1bio Cury onde foi feita uma an\u00e1lise da quantidade de maestras, compositoras e obras brasileiras interpretadas pela OSUSP ao longo dos seus anos de atividade. \u201cA diretora atual da OSUSP, professora doutora C\u00e1ssia C. Bomfim, tem promovido a intersec\u00e7\u00e3o entre m\u00fasica e tecnologia &#8211; mas este trabalho \u00e9 realizado atrav\u00e9s de suas atividades pedag\u00f3gicas. A OSUSP aproximou-se da tecnologia na \u00e9poca da pandemia, quando a institui\u00e7\u00e3o orquestral, pelo mundo todo, precisou se reinventar &#8211; fizemos diversas atividades online &#8211; mas com o fim do per\u00edodo cr\u00edtico da pandemia retomamos o presencial que \u00e9 o grande diferencial da atividade orquestral: a m\u00fasica feita ao vivo, a execu\u00e7\u00e3o \u00fanica do momento do concerto, a emo\u00e7\u00e3o do contato com o p\u00fablico, o calor do aplauso\u201d, explica.<\/p>\n<p>Mayra Moraes informa que OSUSP tem duas s\u00e9ries de atividades: o Mem\u00f3rias Musicais dedicado primordialmente para o p\u00fablico 60+ em parceria com o projeto USP 60+ e concertos did\u00e1ticos para crian\u00e7as e jovens de escolas p\u00fablicas como p\u00fablico b\u00e1sico, mas tamb\u00e9m n\u00e3o exclusivamente.\u00a0 Com essas atividades \u00e9 poss\u00edvel fazer uma maior aproxima\u00e7\u00e3o de um p\u00fablico diverso, da USP e de fora e que, segundo ela, muitas vezes assistem a uma orquestra pela primeira vez.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"qualquer-que-seja-o-modelo-da-orquestra-academica-uma-de-suas-principais-caracteristicas-e-o-fato-de-ter-uma-mente-arejada-com-liberdade-para-investigar-e-experimentar-linguagens-novas-e-ma\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cQualquer que seja o modelo da orquestra acad\u00eamica, uma de suas principais caracter\u00edsticas \u00e9 o fato de ter uma mente arejada, com liberdade para investigar e experimentar linguagens novas e manifesta\u00e7\u00f5es culturais.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Ela ressalta ainda que as atividades da OSUSP s\u00e3o sempre gratuitas. Muitas vezes o seu trabalho \u00e9 levado a outros teatros de S\u00e3o Paulo, como a Sala S\u00e3o Paulo, e aos diversos campi da USP pelo interior e outras unidades em S\u00e3o Paulo, n\u00e3o ficando restrita a atividades no Campus Butant\u00e3 onde fica sua sala de ensaios e concertos. \u201cPor estar dentro da Universidade, a OSUSP pode ousar na escolha do repert\u00f3rio. Importante conquista das mais recentes temporadas, foi a cria\u00e7\u00e3o do\u00a0ciclo de concertos Torre do Rel\u00f3gio, que prop\u00f5e uma reflex\u00e3o sobre a conex\u00e3o entre m\u00fasica e ci\u00eancia. Inspirado no monumento de mesmo nome localizado no centro da Cidade Universit\u00e1ria,\u00a0 a Torre do Rel\u00f3gio \u00e9 composta de duas placas verticais em concreto armado em que est\u00e3o esculpidos pain\u00e9is que representam as \u00e1reas de conhecimentos das Ci\u00eancias e das Artes\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Ela enfatiza que a OSUSP est\u00e1 em constante processo de atualiza\u00e7\u00e3o, com o prop\u00f3sito de ir al\u00e9m do papel de espa\u00e7o de reprodu\u00e7\u00e3o musical, assumindo tamb\u00e9m um lugar ativo na constru\u00e7\u00e3o da cultura, um trabalho que come\u00e7ou em 1975, quando foi fundada pelo compositor Camargo Guarnieri.<\/p>\n<p>E, como observa a maestrina Cinthia Alireti, da Orquestra Sinf\u00f4nica da Unicamp (OSU), qualquer que seja o modelo da orquestra acad\u00eamica, uma de suas principais caracter\u00edsticas \u00e9 o fato de ter uma mente arejada, com liberdade para investigar e experimentar linguagens novas e manifesta\u00e7\u00f5es culturais. Al\u00e9m de apoiar a forma\u00e7\u00e3o de jovens m\u00fasicos, funciona como um laborat\u00f3rio.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"capa-orquestra-filarmonica-da-ufrn-filfoto-cicero-oliveira-agecom-ufrn-reproducao\"><strong>Capa. Orquestra Filarm\u00f4nica da UFRN (Fil)<br \/>\n<\/strong>(Foto: C\u00edcero Oliveira \u2013 Agecom\/UFRN. Reprodu\u00e7\u00e3o)<\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Liberdade para criar, investigar e experimentar novas linguagens e manifesta\u00e7\u00f5es culturais &nbsp;&hellip;\n","protected":false},"author":301,"featured_media":9625,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[51],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9624"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/301"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9624"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9695,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9624\/revisions\/9695"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9625"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}