{"id":9867,"date":"2026-03-12T07:30:32","date_gmt":"2026-03-12T07:30:32","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9867"},"modified":"2026-03-12T10:30:55","modified_gmt":"2026-03-12T10:30:55","slug":"nossa-voz-mesmo-tentando-aumentar-o-volume-nem-sempre-e-ouvida-e-talvez-nao-sera","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9867","title":{"rendered":"\u201cNossa voz, mesmo tentando aumentar o volume, nem sempre \u00e9 ouvida e talvez n\u00e3o ser\u00e1.\u201d"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"confira-entrevista-com-valeria-cristina-pereira-silva-poeta-e-professora-do-instituo-de-estudos-socioambientais-da-universidade-federal-de-goias-ufg\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Confira entrevista com Val\u00e9ria Cristina Pereira Silva, poeta e professora do instituo de Estudos Socioambientais da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG)<\/strong><\/span><\/h4>\n<p><em>\u00a0<\/em><\/p>\n<p><em>Val\u00e9ria Cristina Pereira da Silva \u00e9 ge\u00f3grafa, pesquisadora e poeta que faz da sensibilidade uma ferramenta cient\u00edfica. Doutora pela UNESP, com p\u00f3s-doutorados na Sorbonne Universit\u00e9 \u2013 Paris 3 e na Universidade Nova de Lisboa, ela \u00e9 professora da <\/em><span style=\"color: #800000;\"><a style=\"color: #800000;\" href=\"https:\/\/ufg.br\/\"><strong><em>Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG)<\/em><\/strong><\/a><\/span><em>, onde atua em programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o ligados \u00e0 Geografia da Arte, imagin\u00e1rio da cidade, mem\u00f3ria urbana e performances culturais. Autora de livros acad\u00eamicos e liter\u00e1rios \u2014 da geografia fenomenol\u00f3gica \u00e0 poesia \u2014 Val\u00e9ria transita entre linguagens com naturalidade. Coordena o GEIPaT\/CNPq, integra redes internacionais de pesquisa em imagem e imagin\u00e1rio e j\u00e1 esteve \u00e0 frente da Revista Terceiro Inclu\u00eddo. Seu trabalho, por\u00e9m, tem ra\u00edzes mais antigas: a inf\u00e2ncia \u00e0s margens do Rio Mandaguari, cercada por hist\u00f3rias contadas \u00e0 luz da lua, que a ensinaram a olhar o mundo com curiosidade e afeto. Essa dimens\u00e3o sens\u00edvel atravessa toda a sua produ\u00e7\u00e3o. Entre viagens, pesquisas e escritas que conectam paisagens, cinema, literatura e experi\u00eancia urbana, reafirma a pot\u00eancia da imagina\u00e7\u00e3o como m\u00e9todo e como caminho de conhecimento. Para ela, \u201ca poesia, a arte de modo geral, traduzem sentimentos existenciais e, portanto, espa\u00e7o-temporais de modo \u00fanico\u201d, e \u00e9 imposs\u00edvel compreender as cidades ignorando o que sentimos nelas. Como afirma, \u201co afeto n\u00e3o desaparece porque voc\u00ea adota um modelo racional e econ\u00f4mico-produtivista de mundo\u201d.<\/em><\/p>\n<p><em>Confira a entrevista completa!<\/em><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C \u2013 Seu trabalho articula geografia, arte, cinema, literatura e estudos do imagin\u00e1rio, tensionando fronteiras disciplinares tradicionais. Em que momentos essa abordagem foi vista como pot\u00eancia cient\u00edfica \u2014 e em quais ela encontrou resist\u00eancia dentro da academia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>Val\u00e9ria Cristina Pereira Silva<\/strong> \u2013 Se eu for fazer uma retrospectiva, esses momentos de aceita\u00e7\u00e3o e recusa se alternaram paralelamente. H\u00e1 sempre uma ala dura da ci\u00eancia, mesmo nas humanidades, que acredita numa objetividade inflex\u00edvel, para a qual sujeito e objeto devem estar separados; a precis\u00e3o da linguagem \u00e9 um paradigma, e a poesia, a arte, subverte tudo isso. Todavia, h\u00e1 um grupo muito receptivo tamb\u00e9m \u00e0s rela\u00e7\u00f5es e aos resultados da jun\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e arte, e v\u00ea no borrar dessa fronteira uma grande possibilidade para o pensamento. Eu trabalho com essa trama desde o in\u00edcio dos meus estudos e pesquisas e, no final, sempre tive os meus trabalhos importantes bem avaliados e aprovados \u2014 e foi onde as cr\u00edticas tamb\u00e9m ajudaram a melhorar ao longo do tempo. Pouca coisa foi rejeitada por falta de entendimento. Mas, sem d\u00favida, ainda hoje h\u00e1 um misto de encanto e estranhamento e, ainda hoje, aceita\u00e7\u00e3o e recusa, dependendo de quem recebe a comunica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"ha-sempre-uma-ala-dura-da-ciencia-para-a-qual-sujeito-e-objeto-devem-estar-em-separado\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cH\u00e1 sempre uma ala dura da ci\u00eancia (\u2026) para a qual sujeito e objeto devem estar em separado.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> <strong>\u2013 A imagem, a sensibilidade e a experi\u00eancia urbana ocupam lugar central em suas pesquisas. Produzir conhecimento cient\u00edfico a partir do sens\u00edvel ainda desafia no\u00e7\u00f5es hegem\u00f4nicas de objetividade na ci\u00eancia?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VCPS<\/strong> \u2013 Sim, ainda \u00e9 um terreno ins\u00f3lito para muitos. A nossa sociedade tem muita dificuldade de compreender o poder, os efeitos e os pr\u00f3prios sentidos da sensibilidade e da emo\u00e7\u00e3o sobre os espa\u00e7os. Vou dar alguns exemplos, a t\u00edtulo de ilustra\u00e7\u00e3o: ainda s\u00e3o raras pesquisas que trabalhem o efeito emocional dos div\u00f3rcios na estrutura\u00e7\u00e3o da cidade \u2014 pessoas que v\u00e3o morar sozinhas e necessitam, aceitam ou se adequam a apartamentos menores; o que muda na circula\u00e7\u00e3o dessas pessoas; ou como a emo\u00e7\u00e3o provocada por uma obra de arte urbana altera os sentidos e os valores do lugar. Por que alguns espa\u00e7os com o mesmo potencial \u201cnatural\u201d s\u00e3o cuidados e outros n\u00e3o? O que a sensibilidade tem a ver com essas paisagens e com o imagin\u00e1rio? Talvez essas perspectivas n\u00e3o sejam in\u00e9ditas, mas ainda s\u00e3o novas na tradi\u00e7\u00e3o acad\u00eamica. A poesia e a arte, de modo geral, traduzem sentimentos existenciais e, portanto, espa\u00e7o-temporais de modo \u00fanico \u2014 mas, ao mesmo tempo, s\u00e3o sentimentos e imagens que podem ser reconhecidos intersubjetivamente. Em cada etapa tento fazer um esfor\u00e7o para n\u00e3o separar natureza e cultura. N\u00f3s participamos da emo\u00e7\u00e3o de uma obra de arte. Outro exemplo, tamb\u00e9m como ilustra\u00e7\u00e3o: quantas pessoas da minha gera\u00e7\u00e3o assistiram ao filme <em>O M\u00e1gico de Oz<\/em> e t\u00eam aquela tempestade assistida em suas almas como um temporal po\u00e9tico \u2014 a escurid\u00e3o, o tornado chegando na casa, uma realidade norte-americana, do clima do Kansas, nos EUA, mas que, do ponto de vista da recep\u00e7\u00e3o, torna-se uma verdadeira tempestade emotiva e simb\u00f3lica que baliza nossos pr\u00f3prios redemoinhos. Com que emo\u00e7\u00e3o olhamos o c\u00e9u escuro num dia de chuva? Isso \u00e9 um verdadeiro sentimento do lugar, pleno de significa\u00e7\u00e3o. Muitos poetas s\u00e3o verdadeiros \u201cterm\u00f4metros\u201d sentimentais da meteorologia dos lugares, do sentido das cidades, dos seus segredos, da sua aquarelagem imagin\u00e1ria.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> <strong>\u2013 Ao longo da sua trajet\u00f3ria, voc\u00ea transitou entre diferentes campos \u2014 geografia, artes, comunica\u00e7\u00e3o e literatura. Que desafios uma mulher enfrenta ao construir uma carreira cient\u00edfica que n\u00e3o se encaixa em categorias r\u00edgidas de \u00e1rea ou m\u00e9todo?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VCPS<\/strong> \u2013 H\u00e1 muitos enfrentamentos, mas destaco aqui tr\u00eas que considero primordiais. O primeiro \u00e9 lutar contra a desvaloriza\u00e7\u00e3o do senso cotidiano da sociedade acad\u00eamica, que muitas vezes tem o conhecimento endurecido por ideologias. N\u00e3o gosto do termo \u201csenso comum\u201d, porque ele cria a ilus\u00e3o de que o saber da ci\u00eancia \u2014 ou de uma forma de ci\u00eancia \u2014 \u00e9 superior aos demais saberes e, por vezes, s\u00e3o os demais saberes, como o saber popular, o saber das artes, o saber dos mitos, que s\u00e3o a base para que se possa investigar em ci\u00eancias humanas, compreender e avan\u00e7ar em novas descobertas. Contudo, tenho a ideia de que as ideologias travam o conhecimento, reproduzem sempre os mesmos resultados modulares e retiram, inclusive, a capacidade de autocr\u00edtica e revis\u00e3o. Assim, o segundo desafio \u00e9 tentar superar essas ideologias, abrindo-se para um conhecimento livre desses moldes, que geralmente operam com marcos te\u00f3ricos sedimentados \u2014 sabendo que s\u00f3 temos uma garantia, que \u00e9 o reconhecimento a partir do olhar do outro, numa situa\u00e7\u00e3o de honestidade intelectual, \u00e9tica e intersubjetiva, que v\u00ea valor e qualidade num resultado de pesquisa apresentado. O terceiro grande desafio \u00e9, como a quest\u00e3o prop\u00f5e: ser mulher. Sabemos que h\u00e1 uma quest\u00e3o de g\u00eanero na ci\u00eancia. Muitas mulheres importantes na ci\u00eancia foram completamente apagadas em suas descobertas. Nossa voz, mesmo tentando aumentar o volume, nem sempre \u00e9 ouvida \u2014 e talvez n\u00e3o ser\u00e1. Contra isso, n\u00e3o importa o agora ou o amanh\u00e3: o que importa \u00e9 continuar seguindo e fazendo o melhor poss\u00edvel, seguir sem olhar \u201ca casca dourada das horas\u201d, como disse M\u00e1rio Quintana, e enfrentar cada desafio com a experi\u00eancia adquirida na alma. Assim, o dia de fazer \u00e9 sempre hoje. O m\u00e1ximo que podemos advogar \u00e9 amar o trabalho que fazemos, e essa \u00e9 a maior for\u00e7a para o enfrentamento.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"as-ideologias-travam-o-conhecimento-reproduzem-sempre-os-mesmos-resultados-modulares\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cAs ideologias travam o conhecimento, reproduzem sempre os mesmos resultados modulares.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> <strong>\u2013 Sua atua\u00e7\u00e3o em temas como mem\u00f3ria urbana, imagin\u00e1rio da cidade e ontologia do espa\u00e7o sugere que o territ\u00f3rio \u00e9 tamb\u00e9m afetivo e simb\u00f3lico. Por que essas dimens\u00f5es ainda s\u00e3o frequentemente marginalizadas nas pol\u00edticas urbanas e ambientais?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VCPS<\/strong> \u2013 Penso que essas dimens\u00f5es ainda assustam porque colocam voc\u00ea o tempo todo num verdadeiro estado de complexidade, tal como definiu Edgar Morin: \u201cComplexidade \u00e9 concilia\u00e7\u00e3o de contr\u00e1rios\u201d \u2014 tal como numa trama t\u00eaxtil em que os fios v\u00eam ao contr\u00e1rio para se entrela\u00e7ar e se conciliam no sentido de que convivem, mesmo continuando contr\u00e1rios, para formar o tecido. O movimento da vida \u00e9 mais realista visto assim: os contr\u00e1rios convivem, ou seja, est\u00e3o a\u00ed, mesmo que conflitando \u2014 mais realista do que na l\u00f3gica linear hegeliana, em que um supera o outro, nega e anula o outro. O afeto n\u00e3o desaparece porque voc\u00ea adota um modelo racional e econ\u00f4mico-produtivista de mundo; o simb\u00f3lico continua cada vez mais presente e acredito que sempre continuar\u00e1, porque a capacidade simb\u00f3lica \u00e9 que nos torna realmente humanos. At\u00e9 um animal, como um papagaio, pode ter linguagem verbal, mesmo que reduzida. Mas a linguagem simb\u00f3lica \u00e9 um dos tra\u00e7os mais profundos da nossa humanidade. Por isso, a arte \u00e9 simb\u00f3lica, a religi\u00e3o \u00e9 simb\u00f3lica, e a vida humana \u00e9 repleta de simbolismos.<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> <strong>\u2013 Al\u00e9m da produ\u00e7\u00e3o acad\u00eamica, voc\u00ea atua como escritora, poeta e editora cient\u00edfica. Como essas m\u00faltiplas linguagens ampliam \u2014 ou tensionam \u2014 a forma como a ci\u00eancia \u00e9 produzida, comunicada e reconhecida?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VCPS<\/strong> \u2013 Essas duas asas (cient\u00edfica e po\u00e9tica) me ajudam, embora os resultados sejam distintos: de um lado, um saber cient\u00edfico humano; de outro, uma cria\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Mas minha pesquisa com o imagin\u00e1rio envolve tamb\u00e9m cruzar essas duas esferas. Assim, essa combina\u00e7\u00e3o alternada mais ajuda e amplia os horizontes do que tensiona. Eu digo sempre que na ci\u00eancia eu trabalho, crio e produzo, mas a poesia \u00e9 interl\u00fadio: ela me acontece, ou seja, de certo modo \u00e9 ela que me cria no recreio em que acontece. A poesia \u00e9 um vale onde ainda podemos brincar. Lembro-me tamb\u00e9m da mensagem do ge\u00f3grafo Eric Dardel: uma vis\u00e3o puramente cient\u00edfica do mundo pode muito bem designar um ref\u00fagio, quando a liberdade de ser livre nos pesa.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h4 id=\"a-poesia-e-um-vale-onde-ainda-podemos-brincar\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #800000;\"><em>\u201cA poesia \u00e9 um vale onde ainda podemos brincar.\u201d<\/em><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>C&amp;C<\/strong> <strong>\u2013 Diante de um cen\u00e1rio acad\u00eamico ainda marcado por hierarquias de g\u00eanero e disciplinaridade, que caminhos voc\u00ea enxerga para jovens mulheres que desejam fazer ci\u00eancia a partir da arte, da imagina\u00e7\u00e3o e da experi\u00eancia urbana?<\/strong><\/p>\n<p><strong>VCPS<\/strong> \u2013 Penso que, apesar de todas as dificuldades ainda enfrentadas e a enfrentar, agora est\u00e1 melhor do que antes. Acredito que evolu\u00edmos: o debate e as reivindica\u00e7\u00f5es de g\u00eanero ganham f\u00f3rum, e essa \u00e9 uma luta que n\u00e3o se deve abandonar, assim como para todas as minorias. Penso que esse caminho, que chamo de Geografia da Arte, de maneira mais lata, est\u00e1 aberto a milh\u00f5es de coisas que s\u00e3o ainda inteira novidade. Minhas palavras s\u00e3o de incentivo \u00e0s jovens pesquisadoras a se engajarem na for\u00e7a e na beleza desses temas, que nos ajudam ao mesmo tempo a compreender, criar e transformar o mundo de maneira mais sens\u00edvel, humana e respeitosa conosco mesmas e com os outros seres.<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Confira entrevista com Val\u00e9ria Cristina Pereira Silva, poeta e professora do instituo&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9868,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1,2,864],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9867"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9867"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9867\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9910,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9867\/revisions\/9910"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9868"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9867"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9867"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9867"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}