{"id":9946,"date":"2026-03-23T08:00:46","date_gmt":"2026-03-23T08:00:46","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9946"},"modified":"2026-03-19T12:17:08","modified_gmt":"2026-03-19T12:17:08","slug":"quando-a-ciencia-encontra-a-musica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9946","title":{"rendered":"Quando a ci\u00eancia encontra a m\u00fasica"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"novo-episodio-do-ciencia-cultura-cast-explora-como-sons-emocoes-e-conhecimento-cientifico-se-entrelacam-da-fisica-as-humanidades-passando-pelos-desafios-da-era-da-inteligencia-artifi\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Novo epis\u00f3dio do Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast explora como sons, emo\u00e7\u00f5es e conhecimento cient\u00edfico se entrela\u00e7am \u2014 da f\u00edsica \u00e0s humanidades, passando pelos desafios da era da intelig\u00eancia artificial.<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Entre equa\u00e7\u00f5es, vibra\u00e7\u00f5es e emo\u00e7\u00f5es, a m\u00fasica revela-se um territ\u00f3rio h\u00edbrido onde ci\u00eancia e arte se encontram de maneira profunda. Esse \u00e9 o ponto de partida do novo epis\u00f3dio do <em>Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast<\/em>, que discute como a m\u00fasica pode tanto explicar fen\u00f4menos cient\u00edficos quanto ser iluminada por eles \u2014 sem perder, contudo, sua dimens\u00e3o sens\u00edvel e simb\u00f3lica. O programa explora o que os sons revelam sobre a forma como os seres humanos conhecem, sentem e imaginam o mundo, especialmente em um contexto marcado pelo avan\u00e7o das tecnologias digitais e da intelig\u00eancia artificial.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre ci\u00eancia e arte, embora cada vez mais reconhecida, costuma ser discutida principalmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s artes visuais, como cinema, pintura, escultura ou fotografia. A m\u00fasica, entretanto, tamb\u00e9m oferece um campo f\u00e9rtil de di\u00e1logo entre diferentes \u00e1reas do conhecimento. \u201cEu acho estimulante demais, porque a m\u00fasica \u00e9 uma linguagem que est\u00e1 presente na totalidade dos povos e na experi\u00eancia humana pela condu\u00e7\u00e3o de conte\u00fados atrav\u00e9s da emo\u00e7\u00e3o\u201d, afirma Luiz Piquera, m\u00fasico, compositor, arranjador e regente dos grupos Coro e Osso, Musiarte \u2013 Col\u00e9gio Progresso Araraquara e Sorema Canto Livre. \u201cVamos ter desdobramentos disso nas mais importantes \u00e1reas do pensamento, do estudo e da pr\u00f3pria ci\u00eancia, seja da f\u00edsica, da antropologia, da hist\u00f3ria, da est\u00e9tica como todo, etc. Ent\u00e3o, \u00e9 um campo muito rico\u201d, continua.<\/p>\n<p>Do ponto de vista cient\u00edfico, o som envolve uma complexa cadeia de fen\u00f4menos naturais. Na f\u00edsica, ele \u00e9 descrito como uma vibra\u00e7\u00e3o que se propaga em forma de onda por meios el\u00e1sticos, como o ar. No corpo humano, sua transforma\u00e7\u00e3o em impulsos nervosos que chegam ao c\u00e9rebro pertence ao campo da biologia. J\u00e1 a organiza\u00e7\u00e3o das notas em escalas, harmonias ou disson\u00e2ncias envolve princ\u00edpios matem\u00e1ticos e f\u00edsicos, al\u00e9m de refletir tradi\u00e7\u00f5es culturais. O som tamb\u00e9m \u00e9 essencial para comunica\u00e7\u00e3o, orienta\u00e7\u00e3o e sobreviv\u00eancia de diversas esp\u00e9cies animais \u2014 tema investigado pela zoologia \u2014 e est\u00e1 presente nas l\u00ednguas, nos sotaques e nas entona\u00e7\u00f5es que estruturam a comunica\u00e7\u00e3o humana.<\/p>\n<p>Essa rela\u00e7\u00e3o, segundo especialistas, funciona como uma via de m\u00e3o dupla entre cria\u00e7\u00e3o art\u00edstica e investiga\u00e7\u00e3o cient\u00edfica. \u201cO conhecimento cient\u00edfico permite ao artista explorar coisas que ele n\u00e3o poderia, que n\u00e3o exploraria, como por exemplo, quest\u00f5es de timbre, resson\u00e2ncia, harm\u00f4nicos. Ent\u00e3o de certa maneira \u00e9 uma via de m\u00e3o dupla. Tanto a m\u00fasica se beneficia da ci\u00eancia, como a ci\u00eancia tamb\u00e9m se beneficia da m\u00fasica\u201d, explica Marcos Pimenta, professor em\u00e9rito do Departamento de F\u00edsica da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e coordenador do Instituto Nacional de Ci\u00eancia e Tecnologia (INCT) de Nanomateriais de Carbono.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m dos aspectos t\u00e9cnicos, a m\u00fasica tamb\u00e9m carrega significados sociais e culturais profundos. Festas populares como o carnaval, ritos religiosos, tradi\u00e7\u00f5es regionais e pr\u00e1ticas terap\u00eauticas mostram como diferentes sociedades atribuem sentidos diversos aos sons. Ao mesmo tempo, pesquisas investigam como a m\u00fasica afeta o c\u00e9rebro, provoca emo\u00e7\u00f5es e estimula formas de express\u00e3o como o canto e a dan\u00e7a \u2014 movimento corporal que responde ao ritmo sonoro. Nesse contexto, arte e ci\u00eancia tamb\u00e9m compartilham um papel cr\u00edtico na sociedade. \u201cArte e ci\u00eancia s\u00e3o sempre os primeiros alvos de fascistas. Todos os governos fascistas ou proto-fascistas, o primeiro ataque \u00e0 cientista e \u00e0 classe art\u00edstica \u00e9 exatamente porque \u00e9 quem pensa, \u00e9 quem p\u00f5e o dedo na ferida, \u00e9 quem demonstra e escancara desigualdades\u201d, afirma Aldo Zarbin, professor do Departamento de Qu\u00edmica da Universidade Federal do Paran\u00e1 (UFPR) e vice-presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ci\u00eancia (SBPC).<\/p>\n<p><strong>Ou\u00e7a ao epis\u00f3dio completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe title=\"Spotify Embed: Quando a ci\u00eancia encontra a m\u00fasica\" style=\"border-radius: 12px\" width=\"100%\" height=\"152\" frameborder=\"0\" allowfullscreen allow=\"autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture\" loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/open.spotify.com\/embed\/episode\/7AYt2RtwOSF9sXPf2iRGsX?si=9ef21ebdbf7a494f&amp;utm_source=oembed\"><\/iframe><\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Novo epis\u00f3dio do Ci\u00eancia &amp; Cultura Cast explora como sons, emo\u00e7\u00f5es e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9947,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[4],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9946"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9946"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9946\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9960,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9946\/revisions\/9960"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9947"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9946"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9946"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9946"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}