{"id":9989,"date":"2026-03-31T07:30:11","date_gmt":"2026-03-31T07:30:11","guid":{"rendered":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9989"},"modified":"2026-03-31T18:34:46","modified_gmt":"2026-03-31T18:34:46","slug":"a-musica-na-era-da-ia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/?p=9989","title":{"rendered":"A m\u00fasica na era da IA"},"content":{"rendered":"<h4 id=\"entre-algoritmos-e-artistas-a-inteligencia-artificial-redefine-a-criacao-musical-e-desafia-conceitos-de-autoria-criatividade-e-etica-na-era-digital\"><span style=\"color: #808080;\"><strong>Entre algoritmos e artistas, a intelig\u00eancia artificial redefine a cria\u00e7\u00e3o musical e desafia conceitos de autoria, criatividade e \u00e9tica na era digital.<\/strong><\/span><\/h4>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Modelos generativos, assistentes criativos e algoritmos capazes de aprender estilos musicais est\u00e3o redefinindo a forma como a m\u00fasica \u00e9 composta. Mais do que ferramentas t\u00e9cnicas, essas tecnologias passam a atuar como parceiras no processo criativo, ampliando possibilidades e levantando novas quest\u00f5es sobre autoria, originalidade e o papel do artista.<\/p>\n<p>\u201cA m\u00e1quina do computador n\u00e3o \u00e9 mais somente uma calculadora, ela \u00e9 tamb\u00e9m uma ferramenta de transformar o som\u201d, afirma Ivan Eiji Yamauchi Simurra, pesquisador colaborador no N\u00facleo Interdisciplinar de Comunica\u00e7\u00e3o Sonora (NICS\/UNICAMP) e professor emergencial do Departamento de M\u00fasica da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Na pr\u00e1tica, a intelig\u00eancia artificial j\u00e1 \u00e9 capaz de sugerir melodias, harmonias e at\u00e9 arranjos completos, tornando o processo de composi\u00e7\u00e3o mais \u00e1gil e experimental.<\/p>\n<p>Essa transforma\u00e7\u00e3o, no entanto, n\u00e3o se resume ao avan\u00e7o tecnol\u00f3gico. Para especialistas, o impacto da IA depende diretamente das escolhas humanas. \u201cN\u00e3o \u00e9 a ideia que o futuro est\u00e1 no c\u00f3digo, n\u00e3o \u00e9 a ideia que o futuro est\u00e1 na IA, ou se a IA vai produzir ou vai libertar a m\u00fasica. Isso depende menos do algoritmo e mais da nossa intencionalidade humana\u201d, destaca Isabel Nogueira, professora e orientadora do Curso de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o Mestrado e Doutorado em Mem\u00f3ria Social e Patrim\u00f4nio Cultural (UFPel), al\u00e9m de professora do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo em que amplia horizontes criativos, a presen\u00e7a da IA na m\u00fasica intensifica debates sobre autoria e autonomia intelectual. Se algoritmos participam ativamente da cria\u00e7\u00e3o, quem assina a obra? E at\u00e9 que ponto o uso dessas ferramentas pode influenciar o desenvolvimento art\u00edstico? \u201cN\u00f3s precisamos entender, ser cr\u00edticos e estabelecer limites, definir quando a IA \u00e9 \u00fatil e quando ela n\u00e3o \u00e9. Ela n\u00e3o pode prejudicar o desenvolvimento da nossa autonomia intelectual\u201d, afirma Bruno Westermann, professor do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em M\u00fasica da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e coordenador do projeto de pesquisa Investiga\u00e7\u00f5es sobre M\u00fasica e Plataformas Digitais no Brasil.<\/p>\n<p>As implica\u00e7\u00f5es v\u00e3o al\u00e9m do campo criativo e alcan\u00e7am quest\u00f5es \u00e9ticas e jur\u00eddicas. Sistemas de intelig\u00eancia artificial s\u00e3o treinados com grandes volumes de dados, frequentemente incluindo obras de artistas sem reconhecimento direto, o que levanta discuss\u00f5es sobre direitos autorais e remunera\u00e7\u00e3o. Paralelamente, cresce a necessidade de refletir sobre os h\u00e1bitos de consumo musical em plataformas digitais. \u201cA gente tem que come\u00e7ar a problematizar a maneira com que a gente consome m\u00fasica socialmente hoje em dia\u201d, ressalta Alex Kantorowicz Buck, professor na \u00e1rea de Composi\u00e7\u00e3o, no Studio PANaroma de M\u00fasica Eletroac\u00fastica, do Departamento de M\u00fasica do Instituto de Artes da UNESP.<\/p>\n<p>Entre avan\u00e7os e incertezas, a intelig\u00eancia artificial inaugura uma nova etapa na hist\u00f3ria da m\u00fasica. Se, por um lado, ela potencializa a criatividade, acelera processos e personaliza experi\u00eancias, por outro, imp\u00f5e desafios relacionados \u00e0 diversidade est\u00e9tica, \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o do trabalho humano e \u00e0s din\u00e2micas do mercado musical. O futuro da composi\u00e7\u00e3o, ao que tudo indica, ser\u00e1 moldado por uma conviv\u00eancia cada vez mais estreita entre humanos e m\u00e1quinas \u2014 uma parceria que exige n\u00e3o apenas inova\u00e7\u00e3o, mas tamb\u00e9m reflex\u00e3o cr\u00edtica sobre seus limites e possibilidades.<\/p>\n<p><strong>Assista ao v\u00eddeo completo:<\/strong><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" title=\"A m\u00fasica na era da IA\" width=\"1200\" height=\"675\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tBOSAVKRVcc?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<h6 id=\"ciencia-cultura-2022-by-sbpc-is-licensed-under-cc-by-sa-4-0\" style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #808080;\"><a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/\">Ci\u00eancia &amp; Cultura<\/a>\u00a0\u00a9 2022 by\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"http:\/\/www.sbpcnet.org.br\/\">SBPC<\/a>\u00a0is licensed under\u00a0<a style=\"color: #808080;\" href=\"https:\/\/creativecommons.org\/licenses\/by-sa\/4.0\/\">CC BY-SA 4.0 \u00a0 <\/a><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/cc.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/by.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><img loading=\"lazy\" class=\"\" src=\"https:\/\/mirrors.creativecommons.org\/presskit\/icons\/sa.svg\" alt=\"\" width=\"30\" height=\"30\" \/><\/span><\/h6>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Entre algoritmos e artistas, a intelig\u00eancia artificial redefine a cria\u00e7\u00e3o musical e&hellip;\n","protected":false},"author":19,"featured_media":9990,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[5],"tags":[],"acf":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9989"}],"collection":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/19"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=9989"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9989\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":10004,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/9989\/revisions\/10004"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/media\/9990"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=9989"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=9989"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/revistacienciaecultura.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=9989"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}